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Rachele Mussolini, de 47 anos, candidata ao partido Fratelli d’Italia, chegou a receber mais de 8.200 votos. Essa foi a maior votação individual do pleito, o que lhe garante o cargo, mesmo se a sua lista for derrotada na contagem final.

Rachele Mussolini, neta do ex-estadista italiano, Benito Mussolini, venceu a eleição em Roma para vereadora no último fim de semana como a candidata mais votada. Ela, que atua no partido Fratelli d’Italia (Irmãos de Itália), teve mais de 8.200 votos. Os números, contudo, já significam, ao menos, 12 vezes que a votação recebida em 2016, quando foi eleita para o primeiro mandato.

Ao jornal italiano La Repubblica, ela disse que seu sobrenome é um peso, mas que ela aprendeu a carrega-lo. “Na escola costumavam apontar para mim, mas então Rachele apareceu e a pessoa prevaleceu sobre o sobrenome.”

Apesar do histórico, ela diz ter “amigos na esquerda” e afirmou ter feito desenvolvido bom relacionamento com os colegas de parlamento da centro-esquerda. Sem mencionar o fascismo ou avô, ela disse, ainda ao jornal, que o pai dela a educou para ser tolerante.

Rachele é filha de Romano Mussolini, quarto filho do estadista italiano, falecido em 2006. Romano era pianista de jazz e se casou em 1962 com a irmã da atriz Sophia Loren.

Eleições regionais italianas

Em Roma, o segundo turno está previsto para 17 e 18 de outubro entre o candidato conservador Enrico Michetti, advogado e locutor de rádio, e o candidato de centro-esquerda, o ex-ministro da Economia Roberto Gualtieri. No primeiro turno, Michetti obteve 30% dos votos, contra 27% de Gualtieri, que é o favorito, segundo várias pesquisas.

A atual prefeita, Virgina Raggi, que em 2016 se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo máximo da capital italiana, tentou um segundo mandato. Mas a política de 56 anos, integrante do Movimento 5 Estrelas, não conseguiu emplacar, apesar da retórica de combate à mafia que pregou em seu mandato.

Os partidos conservadores foram derrotados não obtiveram resultados tão satisfatórios nessas eleições, já que perderam em cidades-chave como Milão, Nápoles e Bolonha. Essas eleições municipais parciais não são vistas como um teste para o governo de Mario Draghi, mas ajudam a medir as relações de força entre os diferentes partidos que pertencem ou não à sua coalizão.

Além da capital, várias grandes cidades italianas, deverão eleger seus prefeitos no segundo turno.

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