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Desde o século passado o ambiente político-econômico continua a se dividir entre partidos capitalistas e socialistas, hoje progressistas e conservadores (ambos liberais), porém ambos contribuem para destinar a nação para seu próprio declínio. Werner Sombart economista e sociólogo alemão já nos primórdios do século XX já demonstrava o mal desses dois modelos e ajudou a desenvolver um novo sistema econômico de economia para combater o capitalismo moderno e também a sua falsa oposição, que é o marxismo.

Para Sombart, assim como para Marx, o Capitalismo possui um desenvolvimento orgânico com diversas etapas, e para ele o seu maior erro foi acabar substituindo os valores espirituais e culturais de uma nação por seus valores econômicos gananciosos. Para ele estaríamos em uma “Idade Econômica” no qual todos os valores espirituais são sufocados por uma mentalidade materialista acabando assim por eliminar a essência e dignidade da vida humana. Segundo Sombart necessitamos de um modelo misto tanto com elementos capitalistas quanto elementos sociais para garantir o bem estar do povo, priorizando a espiritualidade humana e colocando a economia em segundo plano, sendo sua função apenas um meio para um fim.

Rejeitando o capitalismo e o socialismo marxista, Sombart afirma que ambas são obra do diabo. Faz oposição a visão de mundo moderna econômica que se instaurou no ocidente limitando a liberdade do homem, onde este agora está inserido em um sistema na qual possui poucas escolhas senão trabalhar ou obedecer, tornando-se apenas uma engrenagem social trabalhando para manter e aprimorar um sistema exploratório no qual não visa o seu próprio bem estar. Neste aspecto a visão marxista e capitalista são idênticas, no capitalismo trabalhamos para as elites financeiras, no comunismo trabalhamos para o estado. Sombart propõe que o mercado volte a servir a comunidade e não o contrário.

As consequências desses sistemas modernos foi a abolição das comunidades orgânicas e a consolidação de indivíduos em centros urbanos, causando assim todos os problemas sociais que encontramos hoje. A economia planificada de Sombart serve justamente para frear e impedir esses desenvolvimentos econômicos que acabam por enfraquecer a nação favorecendo poucos.



A Proposta é realizar um modelo que trará novamente os valores e aspectos espirituais do trabalho humano.  De acordo com ele, tanto o Liberalismo quanto o Socialismo não acreditam no atemporal e no divino, resultando em um enaltecimento do mundo terrestre temporal. Não só rejeitam Deus mas criam seus próprios, Mamom para os capitalistas e Marx com seu progresso histórico utópico para os comunistas.

A solução para resolver o problema econômico moderno é o que ele desenvolve como Socialismo Alemão. Esse socialismo, conclui ele, é anticapitalista e também rejeita o socialismo proletário que segundo o mesmo deriva também do capitalismo.

O Socialismo Alemão de Sombart pode ser explicado utilizando os 5 pontos que François Perroux aborda em seu livro:

1) Totalitarismo, em questão de que ele aborda a totalidade da nação e não algum grupo específico dominante. Semelhante com a visão que os Integralistas possuem de um mundo totalizante, no qual não pode ser confundido com um regime totalitário como a URSS ou a China contemporânea. Segundo Plínio Salgado “A nossa concepção totalitária do Universo e do Homem repele a ideia do Estado Totalitário”, ambos possuem os interesses da nação como um todo, mas não deixam de rejeitar um modelo hierárquico e moderador para garantir isso.

2) É antimaterialista querendo ressuscitar os valores espirituais da nação, porém não querendo substituir as religiões já existentes como o marxismo fez, mas sim garantir que o homem esteja em uma condição melhor para servir aos seus deveres, e servir a Deus.

3) Rejeita a teoria do progresso, querendo estabelecer apenas a elevação da cultura e do povo. Assim sendo, também não é utópico pois não pretende resolver todos os problemas sociais criando um paraíso na terra.

4) Partindo de uma perspectiva de realismo histórico não toma uma forma doutrinária, já que toda a ideia por trás é garantir a grandeza de ser um alemão (Por isso ‘Socialismo Alemão’), já os meios econômicos para esse fim são ocasionais.


Assim, por esses princípios, ele propõe uma economia dirigida pelo estado, já que ele é o único órgão que consegue alcançar a totalidade da nação. Estado e Nação para Sombart não são dois diferentes, mas um em si. Uma economia planificada apresenta um caráter unificador, tomando uma postura protecionista e anti-internacionalista, já que o órgão regulador, o Estado, é puramente nacional. Porém o modelo proposto por Sombart não combate as indústrias privadas, como o próprio Perroux escreve: “A economia planificada não significa, pois, a supressão da economia privada, mas, antes, sua integração no conjunto nacional.”

Sombart acredita que uma nação é formada por um agrupamento político formado por Deus, e uma vez formado por esse, deve buscá-lo. Com influência Hegeliana, Sombart então defende que o Estado, como nação e também como agente político, tem um caráter dirigente não só econômico mas sim totalizante, sendo o responsável por direcionar o rumo da nação. A economia planificada deve garantir a ordem de vida de todos pertencentes à nação, de acordo com as regulamentações impostas pelo estado. Seu modelo econômico levará muito a sério o slogan “O Interesse Comum antes do Interesse Individual”, na qual, em sua interpretação, tende a rejeitar o indivíduo para focalizar no bem estar coletivo.



Na década de 30, seu livro “Socialismo Alemão” se tornou bem popular entre os movimentos nacionalistas da época, entre eles, o partido nacional socialista dos trabalhadores alemães. Porém, como demonstra Perroux, os membros do partido mais concordavam com a visão de Werner Sombart e suas críticas aos modelos econômicos modernos  do que com a finalidade de seu modelo, principalmente em relação a sua economia planificada e seu desdém do indivíduo perante o coletivo.

Apesar das propostas e soluções desenvolvidas por ele estarem ultrapassadas, sua análise em relação à nossa “idade Econômica” continua até os dias de hoje fornecendo a nós bases para entendermos melhor este materialismo econômico que se instaurou  no ocidente. 

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