Não podemos mudar a língua para atender a uma minoria

Um estabelecimento de ensino do Rio de Janeiro anunciou que adotaria a mudança circular enviada aos alunos em que a expressão “queridos alunos” era substituída por “querides alunes”

Um tema no mínimo controverso vem ganhando destaques nas redes sociais e na imprensa nos últimos tempos: o uso da “linguagem neutra” em pronomes nas escolas. Um estabelecimento de ensino do Rio de Janeiro, Colégio Franco Brasileiro, anunciou que adotaria a mudança numa circular enviada aos alunos em que a expressão “queridos alunos” era substituída por “querides alunes”.

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A medida tem a pretensão de mudar a língua portuguesa para impor uma mudança no nosso maior patrimônio para atender “minorias” que afirmam não se sentirem representadas pela linguagem.

Tais mudanças das normas cultas do português teriam impacto imprevisível no país. Alterar livros didáticos, currículos escolares das redes públicas ou privadas, editais de bancas examinadoras de seleções e concursos públicos, além de toda dificuldade que isso representará para as crianças em processo de alfabetização, criando também empecilhos para a linguagem inclusiva de deficientes visuais, ainda teríamos um gasto desnecessário em um momento em que é preciso economizar, para os efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus… Isso por um motivo, uma minoria barulhenta e com apoio midiático e corporativo julga-se não se sentir “representada”.

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O deputado estadual pelo Partido Social Liberal (PSL), Matheus Coimbra Martins de Aguiar, protocolou um projeto de lei para proibir o uso de novas formas de flexão de gênero em currículos escolares de instituições de ensino e em editais de bancas examinadoras de seleção e concursos públicos.

Segundo coluna do deputado e 1º Tenente do Exército Brasileiro, “deputados estaduais de vários estados já estão se mobilizando para impedir esse atentado contra a nossa língua e contra a imposição dessa ideologia a jovens”.

A ideia do projeto, segundo o próprio deputado, é valorizar a norma culta da língua portuguesa. Ele diz em sua coluna que “extinguir os pronomes de tratamento masculino e feminino significa apenas ferir as regras gramaticais, não vai resolver o problema do preconceito, nem anular as diferenças.”

E conclui:

“Há que se considerar que o uso destas novas formas de flexão de gênero traria problemas práticos para todas as pessoas que não concordam com essa ideologia. Obrigar a sociedade a usar pronomes associados às ideias contra as quais se opõem, apenas por motivos ideológicos, não é apenas opressão: é uma inconstitucionalidade gritante!”


Fonte: A Tribuna

Publicado em 5 de janeiro de 2021


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