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Morre Diego Maradona, símbolo argentino e do futebol austral

Faleceu ontem, aos 60 anos, o maior jogador da História do Futebol Austral. Figura controversa por sua vida pessoal conturbada (que acabou acelerando sua morte), amado e odiado por muitos, seja pela rivalidade esportiva ou pelas suas tendências políticas (Maradona tinha uma tatuagem de Che Guevara, conterrâneo argentino e foi amigo de Fidel Castro), sua ideologia fora do campo, como representante argentino e sul-americano para o mundo e fruto de uma geração marcada pela Guerra das Malvinas e o pouco caso das potências anglófilas para com a autodeterminação dos sul-americanos na Guerra Fria, o fez ser um profundo anti-imperialista.

Aquele das “Mãos de Deus” que destruiu a Inglaterra Imperialista na Copa de 1986. Diego Armando Maradona, craque dentro dos gramados e no campo da geopolítica mundial. Dissidentes brasileiros lembraram o motivo pelo qual Maradona se tornou um símbolo, não só no futebol, mas para o orgulho nacional argentino. Sobre a vitória encima da Inglaterra, em 22 de junho de 1986, nas quartas de final da Copa do Mundo do México, fora de campo, a Argentina colhia as mágoas e ainda contava os mortos da Guerra das Malvinas, encerrada quatro anos antes quando o então território foi tomado e empossado ao Império Britânico. Sobre isso, Maradona afirmou:

“Era como bater um país, não um time de futebol. Embora disséssemos antes do jogo que o futebol não tinha nada a ver com a Guerra das Malvinas, sabíamos que muitas crianças argentinas tinham morrido lá, que nos haviam derrubado como passarinhos.

Essa foi nossa vingança, isso foi… recuperar uma parte das Malvinas. Nós todos dissemos de antemão que seria apenas mais um jogo, isso era uma mentira. Uma mentira! Nós não pensávamos em nada além disso, como diabos isso poderia ser só mais um jogo?!”

 

Naquele ano, a Seleção Argentina de Futebol conquistou seu bicampeonato mundial ganhando da Alemanha Ocidental por 3×2 e Diego Maradona eleito o melhor jogador da competição.

Maradona também era um apoiador da causa palestina contra o lobby sionista internacional. A Fepal Federação Palestina em sua página no Facebook publicou:

 

“Todos os amantes do futebol no mundo lamentam a perda de um dos maiores atletas de todos os tempos, o futebolista argentino Diego Armando Maradona. Além de um dos maiores jogadores de todos os tempos, secundado apenas pelo brasileiro Pelé, Maradona era, também, um amante da justiça, o que o levou a abraçar a Questão Palestina. Seu primeiro contato direto com a Palestina se deu em agosto de 2011, em Dubai, quando assumia como treinador do Al-Wasl. Após receber de um torcedor o tradicional lenço palestino quadriculado em preto e branco, Maradona o vestiu conforme manda a tradição, nos ombros e ao redor do pescoço, e clamou “Viva Palestina”. Desde então Maradona expressou seu apoio ao povo palestino em diversas ocasiões. Maradona fez questão de visitar a Palestina, quando entregou ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, uma camiseta da Seleção Argentina autografada. No encontro, disse Maradona ao líder palestino, apontado para o próprio peito: “tenho um coração palestino”.


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