Hitler na avaliação de seus Oficiais Superiores

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Existem ainda muitas lendas sobre Adolf Hitler. Na Alemanha existe apenas um tipo de abordagem: a politicamente correta. Já nos países anglo-saxões existe um pouco mais de liberdade, embora faltem estudos mais sérios. Após 65 anos da morte de Hitler, este artigo realiza uma abordagem objetiva e expõem as opiniões dos oficiais superiores de Hitler durante a Primeira Guerra Mundial.

Como os oficiais superiores de Hitler avaliaram suas capacidades?

Max Amann, superior de Hitler como Sargento [1] na Primeira Guerra Mundial, relata:

“Ele [Hitler] estava sempre a postos. Nós lutávamos sempre três dias e permanecíamos três dias na reserva, e quando estávamos em combate, as ordens táticas deveriam ser transmitidas imediatamente. Quando eu aparecia de madrugada, lá pelas três, alguns mensageiros estavam sempre a postos e eu chamava: ‘mensageiro’, nenhum se mexeu, somente Hitler saltou à minha frente. Quando eu dizia: ‘Sempre você’, ele respondia então: ‘Deixe os outros dormirem, eu não me importo’. Ele tinha ainda junto ao corpo as ferramentas de trincheira [2], embora nós tivéssemos nos livrado delas há um bom tempo. Ele foi um bom e empenhado soldado e nunca se exibiu”. [3]

O futuro comandante do regimento, tenente-coronel Wilhelm Karl Eugen Maximilian von Baligand disse como testemunha diante do tribunal popular de Munique I, quando Hitler foi estampado falsamente em um artigo de jornal como covarde:

“Não é verdade que Hitler tenha se assegurado um lugar atrás do comando do regimento. Se todos aqueles que possuíssem um lugar atrás do comando tivessem sido tão corajosos como foi Hitler, então nunca teria existido qualquer ódio nas trincheiras contra o comando”. [4]

O ajudante do regimento Fritz Wiedemann, o qual atuou até como testemunha para os norte-americanos no processo de Nuremberg, descreveu Hitler da seguinte forma:

“Ninguém, que o conheceu muito bem, pode afirmar que ele não era corajoso. Ele se mostrou no campo de batalha como bravo e principalmente confiável mensageiro, que realmente mereceu a Cruz de Ferro de primeira classe e tinha sido recomendado a recebê-la inúmeras vezes antes de o fato ser consumado. Ele foi o protótipo do soldado desconhecido, que cumpriu seu dever em silêncio e serenamente”. [5]

O futuro general major da reserva e então comandante do regimento, Friedrich Petz, escreveu em fevereiro de 1922:

“Hitler foi um soldado extraordinariamente aplicado, voluntarioso, consciencioso e dedicado, confiável ao extremo e fiel ao seu superior. Ele era perspicaz, apresentava boa forma física e resistência, além de ser muito ágil. Importante destacar seu carisma e a infinita coragem que mostrou nas situações de perigo e nos combates. Sua serenidade férrea e sangue frio nunca o abandonaram. Quando a situação era perigosa ao extremo, ele se apresentou voluntariamente como mensageiro para a linha de frente e executou seu dever com completo sucesso”. [6]

Major Freiherr Anton von Tubeuf, que comandou o regimento de Hitler RIR 16 de 23 de abril de 1917 a 26 de julho de 1918, também lhe concedeu uma boa avaliação:

“No período de abril de 1917 a agosto de 1918, Adolf Hitler se revelou extraordinariamente em meu regimento [regimento 16 de infantaria bávara da reserva] como mensageiro. Incansável, nunca existia para ele um motivo ou situação onde não se apresentasse voluntariamente para cumprir as missões mais difíceis, árduas e perigosas, estava sempre pronto a se sacrificar pelos outros e pela paz e existência da Pátria. Dentre os camaradas, mas também como ser humano, foi o que me esteve mais próximo, e eu em sinto feliz com as conversas particulares sobre seu impressionante amor à Pátria e suas visões sobre retidão de caráter e honra. Minhas melhores recomendações o acompanham pela sua vida”. [7]

O substituto do comandante do regimento Freiherr von Godin recomendou Hitler em sua mensagem de 31 de julho de 1918 ao comandante da 12ª Infantaria da reserva a condecoração com a Cruz de Ferro de primeira classe:

“Hitler esteve presente desde a partida do regimento e teve um desempenho extraordinário em todos os combates. Como mensageiro, ele foi um exemplo de sangue frio e carisma tanto na guerra de trincheira como na guerra móvel e foi sempre voluntário para levar as mensagens aos locais mais difíceis e perigosos. Depois da interrupção de todas as comunicações nas situações de combate mais violentas, foi graças aos feitos de Hitler que as principais mensagens puderam ser enviadas apesar de todas dificuldades. Hitler recebeu a CF II por coragem na batalha de Wytschaete a 2/12/1914. Eu considero Hitler totalmente digno para ser condecorado com a CF I”. [8]

Resumo inúmeras testemunhas, sejam oficiais superiores ou camaradas, avaliaram Adolf Hitler como um bom soldado, confiável e cumpridor do dever e prestativo junto aos seus camaradas, que se orgulhava de ser soldado. [9]

O historiador Werner Maser também concluiu:

“Durante a Primeira Guerra, Hitler foi um soldado corajoso, carismático e imbuído de espírito de camaradagem, que participou de cerca de 50 combates e lutas”. [10]

Todos os indícios levam a crer que Hitler foi um soldado consciencioso e engajado, ao qual não faltava coragem para lutar. Seus camaradas, principalmente do grupo de mensageiros, tinham grande respeito por ele e gostavam dele, também seus superiores lhe respeitavam. Ele se apresentava sem reclamar e se sacrificava de corpo e alma por seus camaradas.

Notas

[1] Ernst Klee: Das Personenlexikon zum Dritten Reich, Frankfurt/M. 2003, pág. 14

[2] Na infantaria, normalmente composto de pá retrátil, picareta, machadinha e serrote.

[3] Interrogatório de Max Amann em Nuremberg a 5.11.1947 por Rudolph L. Pins (Interrogatório nº 2210 B), Spruchkammerakt Max Amann, Sonderregistratur S, München (compare aqui também Anton Joachimsthaler: Adolf Hitler – Korrektur einer Biographie, München 1989, pág. 127)

[4] Joachimsthaler, S. 156

[5] Wiedemann Papers, Institut für Zeitgeschichte München, MA 149

[6] Depoimento de Friedrich Petz, veja arquivo principal do NSDAP, HIMC, File 47, Reel 2

[7] Oberstleutnant a. D. von Tubeuf, Depoimento de 20.3.1922 (NSDAP Hauptarchiv, HIMC, File 47, Reel 2)

[8] Hoover Institute on War, Revolution and Peace, Stanford, California, USA, NSDAP Hauptarchiv Microfilm Roll 2, File 47

[9] Joachimsthaler, S. 129

[10] Werner Maser: Hitlers Briefe und Notizen, Graz 2002, pág. 52 Fonte: Koop Report Verlag Sobre Michael Grandt Michael Grandt (1963) é um autor e jornalista alemão que trabalhou para a Kopp Verlag. De 1992 a 2000, Grandt pesquisou temas como satanismo, crime organizado, tráfico de seres humanos e seitas. A partir de 2000, seus principais temas foram o Terceiro Reich, manipulação histórica e falsificação. Desde 2008, Grandt se concentrou mais nos setores financeiro e econômico. Atualmente ele é jornalista na watergate.tv.

Seu maior livro é “Deutschland vor dem Kollaps : Warum es zum Staatsbankrott kommen muss!” [Alemanha antes do colapso: por que deve chegar à falência nacional!].

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Michael Grandt

Jornalista e escritor em Michael Grandt - Publizist
Michael Grandt (1963 - ) Jornalista e escritor alemão, trabalhou para Kopp Verlag e desde 2016 trabalha com a "Er", juntamente com sua editora de livros financeiros.
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