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Os soldados alemães transportaram muitas pessoas do Afeganistão para a Alemanha, especialmente com a aeronave A400M da Força Aérea Federal Alemã. Agora soube-se que entre os afegãos “resgatados” quase não havia funcionários locais.

BERLIM – O Bild-Zeitung relatou que, de acordo com suas próprias informações, o Bundeswehr [Forças Armadas Alemãs] transportou mais de 4.000 afegãos desde a queda de Cabul [capital do Afeganistão]. Mas o jornal alemão agora soube que apenas uma fração deles eram realmente “funcionários locais” que trabalhavam para o governo e outras organizações alemãs.

O Bild soube de uma conferência entre o Ministério do Interior, o Ministério das Relações Exteriores e outras autoridades na quinta-feira (26), que de quase 3.600 afegãos que haviam partido desde 17 de agosto, apenas cerca de 100 eram realmente funcionários locais e cerca de 370 de seus familiares tinha sido levados no voo.

O governo federal alemão está mentindo?

Parece que o governo Merkel foi pego mentindo, porque na quarta-feira (25) o Ministério das Relações Exteriores declarou que havia “um número considerável de ex-trabalhadores locais” entre os afegãos que foram resgatados do Afeganistão.

A chanceler Angela Merkel também anunciou que o governo queria garantir que “acima de tudo” os trabalhadores afegãos locais fossem trazidos para a Alemanha.

“Esse projeto falhou”, segundo informações do jornal Bild, porque um total de mais de 13 mil funcionários locais e seus familiares receberam uma carta de aceitação do governo federal. Nos últimos meses, apenas um pequeno número foi trazido para a Alemanha na missão de evacuação executada pelo Bundeswehr.

A partir dessas indicações, pode-se concluir que massas de “refugiados” estão vindo do Afeganistão para a Europa Ocidental, a grande maioria dos quais viaja com telefones celulares modernos, mas surpreendentemente sem documentos válidos.

De círculos geralmente bem informados, dizem que os afegãos que conseguiram chegar ao avião de transporte da Força Aérea Federal no aeroporto de Cabul não foram rigorosamente verificados quanto à sua identidade. Representantes do governo federal anunciaram que tais verificações precisas só aconteceriam após sua chegada à Alemanha.

Milhares pousam em Ramstein

Cerca de 20.500 evacuados do Afeganistão já pousaram na Base Aérea de Ramstein na Renânia-Palatinado – a maior base da força aérea dos EUA fora de seu país – neste fim de semana. Ramstein é um centro estadunidense de refugiados do Afeganistão desde 20 de agosto.

Cerca de 100 aeronaves da Força Aérea dos Estados Unidos chegaram à base aérea, informou uma porta-voz da base. Mais de 5.000 desabrigados viajaram de lá em cerca de 22 voos. Os voos devem durar todo o fim de semana, informou o Epoch Times.

“Quantas mulheres afegãs realmente se importam com um soldado alemão morto?”

Na quarta-feira, o Bundestag [Parlamento Alemão] debateu a missão no Afeganistão. Logo após a chanceler Angela Merkel, que pode ter feito seu último discurso no parlamento quando seu último mandato se aproximava do fim, o líder do grupo parlamentar da AfD, Alexander Gauland, respondeu.

Gauland descreveu a missão internacional no Afeganistão como errada desde o início. A ideia de exportar o modo de vida ocidental implodiu totalmente, apontou. Gauland disse que a noção de “Mundo Único” foi destruída pelos eventos no Afeganistão. “A maioria dos afegãos não dá a mínima para a ocidentalização. Quem pensa que se pode tratar marcas étnicas e culturais profundas com cursos de educação e integração de gênero está apenas atestando uma ignorância monstruosa”, disse ele.

O co-líder da AfD também afirmou que o seu grupo parlamentar apenas apoiou a evacuação das antigas forças armadas locais de forma muito limitada. Além dos ex-auxiliares da Bundeswehr e suas famílias, a Alemanha não deveria aceitar mais refugiados.

Em seguida, Gauland falou sobre os 59 soldados alemães mortos que deram suas vidas por nada na missão no Afeganistão. “Para trazer igualdade de gênero ao mundo muçulmano, os homens alemães tiveram que perder suas vidas lá. Quantas mulheres afegãs nos cargos mais altos ou meninas nas escolas realmente se importam com um soldado alemão morto?”

E, finalmente, ele disse: “Em vez de defender os direitos das mulheres contra o Talibã no Oriente, o Bundeswehr deveria antes proteger as fronteiras alemãs dos perigos que surgem do influxo de pessoas para as quais nosso modo de vida é completamente estranho: 2015 não deve ser repetido!


Fonte: Free West media

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