Conversa Direta sobre o Sionismo – o que o nacionalismo judaico significa

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É importante compreender o sionismo, não apenas porquê ele é uma ideologia influente e um poderoso movimento sócio-político, mas também porquê existe muito de ignorância, confusão e desinformação deliberada sobre ele.

Se você procura pela palavra “sionismo” em um dicionário padrão estadunidense, o que você irá encontrar é provável ser impreciso, ao menos enganoso. Por exemplo, um popular e supostamente autorizado dicionário norte-americano em meu escritório define sionismo como “Um movimento anteriormente para o restabelecimento, agora para apoiar, o Estado nacional judeu de Israel [1].” Esta definição, a qual é típica para as obras de referência nos EUA, é mais que apenas inclinada ao erro. É enganadora.

O fundador do moderno movimento sionista foi um escritor judeu de nome Theodor Herzl. Nos anos da década de 1890 ele estava vivendo em Paris, onde ele era um jornalista para um jornal de grande circulação em Viena. Ele estava profundamente preocupado com o alastramento do antissemitismo, ou o sentimento antijudaico, na França de então. Ele pensou muito sobre o padrão da tensão, desconfiança e conflito entre judeus e não judeus que tinha persistido através dos séculos, e ele bateu sobre o que ele acreditou ser uma solução para este problema de velha idade.

Herzl delineou seus pontos de vista num livro, escrito em alemão, intitulado O Estado Judeu (Der Judenstaat). Publicado em 1896, este trabalho é o manifesto ou básico documento do movimento sionista. Um ano e meio depois, Herzl convocou a primeira conferência internacional sionista. Cinquenta anos depois, quando o “Estado de Israel” foi solenemente proclamado na reunião em Tel Aviv, sobre o pódio dos oradores na conferência estavam apropriadamente, um grande retrato de Herzl.

Theodor Herzl (1860 – 1904) em Basileia (Suíça), onde ocorreu o Primeiro Congresso Sionista. FOTO: Arquivo Sionista Central I Cortesia do Centro Simon Wiesenthal,

Em seu livro, Herzl explicou que indiferente de onde eles vivem, ou da cidadania deles, os judeus constituem não meramente uma comunidade religiosa, mas uma nacionalidade, um povo. Ele utilizou a palavra alemã “volk”. Onde quer que um grande número de judeus viva entre os não judeus, ele disse, o conflito não é apenas provável, é inevitável. Ele escreveu:

“A questão judaica existe onde quer que os judeus vivam em números perceptíveis. Quando não existir, ela é trazida pelos judeus que estão chegando… Eu acredito e entendo o antissemitismo, o qual é um fenômeno muito complexo. Eu, como judeu, considero este desenvolvimento sem ódio ou medo [2].”

Em seus escritos públicos e privados, Herzl explicou que o antissemitismo não é uma aberração, mas uma resposta natural dos não-judeus ao comportamento e atitudes alienígenas judaicos. O sentimento antijudaico, ele disse, não é devido a ignorância ou ao fanatismo, conforme muitos têm reclamado. Ao invés, ele concluiu, o antigo e aparentemente intratável conflito entre judeus e não judeus é totalmente compreensível, porquê os judeus são um povo distinto e separado, com interesses que são diferentes do, e que muitas vezes entram em conflito com, o povo entre os quais eles vivem.

A principal fonte do moderno sentimento antijudaico, acreditava Herzl, era que a então chamada “emancipação” dos judeus, nos séculos XVIII e XIX, da confinada vida do gueto para uma moderna sociedade urbana trouxe eles para a direta competição econômica com os não judeus da classe média. O antissemitismo, escreveu Herzl, é “uma compreensível reação aos defeitos judaicos.” Em seu diário ele escreveu: “Eu acho que os antissemitas estão totalmente dentro de seus direitos [3].”

Herzl sustentou que os judeus devem parar de fingir – tanto para eles mesmos e para os não judeus – que eles são como todos os outros, e ao invés devem francamente reconhecer que eles são um distinto e separado povo, com distintos e separados objetivos e interesses. A única solução a longo prazo, ele disse, é os judeus reconhecerem a realidade e viverem, finalmente, como um povo “normal” num estado separado para eles próprios. Em um memorando para o Czar da Rússia, Herzl escreveu que o sionismo é a “solução final para a questão judaica [4].”

Sobre os anos muitos outros líderes judeus têm afirmado a perspectiva de Herzl. Louis Brandeis, um juiz da Suprema Corte Norte-Americana e um líder sionista estadunidense, disse: “Vamos todos reconhecer que nós judeus somos uma distinta nacionalidade da qual cada judeu, seja qual for seu país, sua estação ou sua crença, é necessariamente um membro [5].”

O judeu Louis Brandeis (1856-1941 ). Foto domínio público via Wkipedia.

Stephen S. Wise, presidente do Congresso Judaico Americano e do Congresso Judaico Mundial, disse num comício em junho de 1938 em Nova Iorque: “Eu não sou um cidadão americano de fé judaica. Eu sou um judeu… Hitler estava certo em uma coisa. Ele chama o povo judeu de uma raça, e nós somos uma raça [6].”

Rabino Stephen Samuel Wise (1874-1949). Foto de 4 de outubro de 1943. Associated Press / Ed Ford. Museu Memorial do Holocausto dos EUA.

O primeiro presidente de Israel, Chaim Weizmann, escreveu em suas memórias:

“Sempre que a quantidade de judeus em muitos países alcance o ponto de saturação, aquele país reage contra eles… [esta] reação… não pode ser olhada como antissemitismo no sentido ordinário ou vulgar da palavra; é uma situação universal econômica e social concomitante da imigração judaica, e nós não podemos removê-la. [7]

Chaim Azriel Weizmann (1874-1952) em 1929. FOTO: Getty Images

De acordo com a visão de mundo sionista, o primeiro ministro Ariel Sharon disse em uma reunião de judeus norte-americanos em Jerusalém na data de julho de 2004, que todos judeus ao redor do mundo devem se mudar para Israel o mais breve quanto possível. E porquê antissemitismo estava especialmente difundido na França, ele adicionou, judeus naquele país devem imediatamente moverem-se para Israel. Autoridades francesas rapidamente, e previsivelmente, responderam rejeitando as declarações de Sharon como “inaceitáveis [8]”.

Ariel Sharon (1928 – 2014). FOTO: REUTERS/David Furst/Files

Mas imagine se os líderes da França, dos Estados Unidos, e outros países fossem responder aquelas observações de Sharon, e similares feitas por outros sionistas, ao expressarem estar de acordo. Imagine se um presidente americano fosse responder dizendo:

“Você está certo, Sr. Sharon. Nós concordamos com você. Nós concordamos que judeus não pertencem aos Estados Unidos. De fato, nós estamos prontos a mostrar nosso apoio para o que você diz por fazer tudo o que nós podemos para promover e encorajar todos os judeus para deixarem nosso país e moverem-se para Israel.”

Esta seria a lógica e honesta atitude de líderes políticos não judeus que dizem que eles apoiam Israel e o Sionismo. Mas os líderes políticos dos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, e de outros países não são nem honestos nem consistentes.

Durante os anos da década de 1930, um governo europeu que foi honesto e consistente em sua atitude nesta questão foi o governo do Terceiro Reich Alemão. Judeus sionistas e alemães nacional-socialistas compartilharam similares visões sobre a melhor forma de lidar com o que Herzl chamou “a Questão Judaica.” Eles concordaram que os judeus e os alemães eram distintamente diferentes nacionalidades, e que os judeus não pertenciam a Europa, mas sim na então chamada “pátria judaica” na Palestina.

Com base em suas visões compartilhadas, alemães e judeus trabalharam juntos para o que cada comunidade acreditava que estava em seus próprios e melhores interesses nacionais. O governo de Hitler apoiou vigorosamente o sionismo e a emigração judaica para a Palestina de 1933 até 1940 – 1941, quando a Segunda Guerra Mundial impediu uma colaboração mais extensa [9].

Durante os anos da década de 1930, o jornal central da SS, Das Schwarze Korps, repetidamente proclamou seu apoio ao Sionismo. Um artigo publicado em 1935, por exemplo, disse aos leitores [10]:

“O reconhecimento dos judeus  como uma comunidade racial baseada no sangue e não na religião leva o governo alemão a garantir sem reservas a separação racial desta comunidade. O governo encontra-se em completo acordo com o grande movimento espiritual que ocorre entre os judeus, o chamado sionismo, com seu reconhecimento da solidariedade da comunidade judaica ao redor do mundo, e da rejeição[sionista] de todas noções de assimilação. Nestas bases, a Alemanha compromete-se nas medidas que irão assegurar um papel significante no futuro no tratamento do problema judaico ao redor do mundo.

Em 1933, uma linha principal de navegação alemã começou o serviço de passageiros de Hamburgo para Haifa, Palestina, fornecendo “comida estritamente Kosher” a bordo.

Em setembro de 1935, o governo alemão promulgou as “Leis de Nuremberg”, a qual proibia casamento e relação sexual entre judeus e alemães e, em efeito, proclamou os judeus do país um grupo minoritário alienígena [11]. Uns poucos dias após das Leis de Nuremberg serem implementadas, o principal jornal sionista alemão, o Jüdische Rundschau, editorialmente saudou as novas medidas. Ele explicou aos leitores [12]:

“A Alemanha … está atendendo as demandas do Congresso Mundial Sionista quando ela declara os judeus agora vivendo na Alemanha serem uma minoria nacional. Uma vez que os judeus têm sido rotulados como uma minoria nacional é possível estabelecer relações normais entre a nação alemã e a judiaria. As novas leis dão a minoria judaica na Alemanha sua própria vida cultural, sua própria vida nacional. No futuro será possível moldar suas próprias escolas, seu próprio teatro, e suas próprias associações esportivas. Em suma, pode-se criar seu próprio futuro em todos aspectos da vida nacional…”

Durante os anos da década de 1930, os grupos sionistas, trabalhando junto com as autoridades do Terceiro Reich organizaram uma rede de cerca de quarenta campos e centros agrícolas em toda a Alemanha onde potenciais colonos foram treinados para suas novas vidas na Palestina.

O ponto central da cooperação alemã-sionista durante a era de Hitler foi o Acordo de Transferência, um pacto que permitiu dezenas de milhares de judeus alemães migrarem para a Palestina com suas riquezas. O Acordo, também conhecido como Ha’avara – em hebreu significa “transferência” – foi concluído em agosto de 1933 seguindo conversações entre oficiais alemães e oficiais da Agência Judaica, o centro palestino da Organização Mundial Sionista [13].

Entre 1933 e 1941, cerca de 60.000 judeus alemães emigraram para a Palestina através do acordo de Ha’avara e outros acordos alemão-sionistas, o que era cerca de 10% da população judaica da Alemanha em 1933. Alguns dos emigrantes do Ha’avara transferiram considerável fortuna pessoal da Alemanha para a Palestina. Conforme o historiador judeu Edwin Black tem observado: “Muitas destas pessoas, especialmente no final dos anos da década de 1930, foram permitidas transferir as réplicas reais de seus lares e fábricas – réplicas de fato materiais de sua própria existência [14].”

O Acordo de Transferência foi o exemplo de maior alcance de cooperação entre a Alemanha de Hitler e o sionismo internacional. Através deste pacto, o Terceiro Reich de Hitler fez mais que qualquer outro governo durante os anos da década de 1930 para apoiar o movimento sionista e o desenvolvimento judaico na Palestina.

A essência do sionismo, ou nacionalismo judaico, é que os judeus em toda parte – indiferente de onde eles vivem, indiferente de sua perspectiva religiosa, e indiferente de sua cidadania – são membros do “povo” ou “nação” judaica, para quem todos os judeus devem uma aliança e lealdade primária.

A esmagadora maioria dos judeus nos Estados Unidos hoje se identifica com e apoia Israel, e são afiliados a grupos e organizações sionistas. Cada significante grupo ou associação judaica nos Estados Unidos, e todo proeminente líder de comunidade ou político judeu-americano apoia Israel e o Sionismo, na maioria dos casos com muito fervor. Com muitas poucas exceções, mesmo os judeus americanos que são críticos de algumas das mais embaraçosas medidas políticas de Israel, todavia expressam apoio para Israel e a ideologia nacionalista na qual o estado sionista é baseado.

Um sionista, por definição, deve sua lealdade primária para a comunidade judaica e para Israel. O sionismo não é compatível com o patriotismo de qualquer país ou entidade que não seja Israel e o a comunidade judaica mundial. É por isso que é difícil aceitar como sincera ou honesta as garantias piedosas dos líderes judaicos nos Estados Unidos de que os norte-americanos judeus são apenas tão leais para os EUA como todos os outros [americanos].

Nos Estados Unidos, quase todo proeminente líder político – judeu e não-judeu, democratas e republicanos – ardentemente apoiam Israel e a ideologia nacionalista judaica sobre a qual ele [o Estado de Israel] é baseado. Em Washington, líderes políticos de ambos os maiores partidos insistem no apoio dos EUA para Israel como um estado etnicamente judaico. Eles apoiam fervorosamente, e avidamente procuram o favor dos influentes grupos judaico-sionistas, tais como o American Israel Public Affairs Committee (AIPAC) e a Anti-Defamation League (ADL).

Todo mundo – seja judeu ou não-judeu – que clame apoiar Israel deve, se ele é honesto e consciente, endossar a visão do primeiro-ministro israelense Sharon, e outros líderes sionistas, e apoiar a imigração dos judeus de todos os lugares para Israel. Mas é claro que isso não acontece.

No que se refere ao sionismo e Israel, a atitude e as medidas políticas de aproximadamente todos os líderes políticos americanos, os judeus e não judeus, é caracterizada por hipocrisia e falsidade. Colocado de outra maneira, os judeus sionistas e seus apoiadores não judeus abraçam um padrão duplo flagrante.

Organizações judaico-sionistas, junto com seus aliados não judeus, apoiam uma ideologia sócio-política para Israel e a comunidade judaica mundial, e uma [outra ideologia] completamente diferente para os Estados Unidos e outros países não-judaicos. Eles insistem que o nacionalismo étnico é mal e ruim no caso de provir de não-judeus, enquanto ao mesmo tempo eles vigorosamente apoiam o nacionalismo étnico – que é o Sionismo – para os judeus.

Eles insistem que Israel é e deve ser um estado judaico nacionalista, com um privilegiado estatuto para sua população judaica, incluindo leis de imigração que discriminam contra os não-judeus. Ao mesmo tempo, grupos e líderes judaico-sionistas, e os não judeus que os apoiam, insistem que nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha e outros países, não deve existir nenhum estatuto privilegiado para qualquer pessoa baseado em raça, etnia ou religião.

Nossos líderes políticos nos dizem que os judeus americanos devem ser encorajados a pensar neles mesmos como um distinto grupo nacional com uma identidade e interesses comunitários separados daqueles dos outros americanos. Ao mesmo tempo os políticos americanos insistem que aos judeus sionistas devem ser dados todos direitos como plenos e iguais cidadãos americanos. Na base deste duplo padrão, os judeus recebem um privilegiado status na vida política e cultural americana.

Os americanos são levados a acreditar que sionismo é uma amostra de apoio altruísta e justo para a chamada pátria judaica. De fato, o sionismo é uma ideologia e um movimento em etnia baseado no nacionalismo judaico que reforça a identidade e autoimagem dos judeus como uma distinta e separada comunidade com interesses diferentes daqueles dos não-judeus, e o qual fortalece a já poderosa comunidade judaica mundial.

Tradução e adaptação de texto por Mykel Alexander

Fonte (original em inglês): IHR – Institute for Historical Review

Fonte traduzida: World Traditional Front

Publicado originalmente em 14/04/2009.

Notas:

[1] Nota do autor: New World Dictionary of the American Language, Second College Edition (1978?), página 1654.

[2] Nota do autor: Th. Herzl, Der Judenstaat. (http://de.wikisource.org/wiki/Der_Judenstaat/Einleitung / http://www.zionismus.info/judenstaat/02.htm)

Também citado em Mark Weber, “Zionism and the Third Reich,” The Journal of Historical Review, July-August 1993, página 29. ( http://www.ihr.org/jhr/v13/v13n4p29_Weber.html ).

[3] Nota do autor: Kevin MacDonald, Separation and Its Discontents (Praeger,1998), páginas 45, 48.

[4] Nota do autor: Memo de 22 de novembro de 1899. R. Patai, ed., The Complete Diaries of Theodor Herzl (New York: 1960), Vol. 3, página 888.

[5] Nota do autor: Louis D. Brandeis, “The Jewish Problem and How to Solve It.” Discurso de  25 de abril de 1915. ( http://www.pbs.org/wnet/supremecourt/personality/sources_document11.html / http://www.law.louisville.edu/library/collections/brandeis/node/234 )

[6] Nota do autor: Dr. Wise Urges Jews to Declare Selves as Such,” New York Herald Tribune, 13 de junho de 1938, página 12.

[7] Nota do autor: Chaim Weizmann, Trial and Error (1949), página 90. Citado em: Albert S. Lindemann, The Jew Accused (1991), página 277.

[8] Nota do autor: “French Jews Must `Move to Israel’,” BBC News, 18 de julho de 2004 ( http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/3904943.stm ).

[9] Nota do autor: M. Weber, “Zionism and the Third Reich,” The Journal of Historical Review, julho – Agosto de 1993 (Vol. 13, No. 4), páginas 29-37.

[10] Nota do autor: Das Schwarze Korps, 26 de setembro 1935. Citado em Francis R. Nicosia, The Third Reich and the Palestine Question (Univ. of Texas, 1985), p. 56-57.

[11] Nota do autor: Nos dias de hoje as  Leis de Nuremberg são habitualmente retratadas como impondo discriminação ultrajante e desumana contra os judeus. Mas para colocar isto em perspectiva, é válido mencionar dois pontos. Primeiro: As Leis de Nuremberg que bane o casamento entre judeus e não-judeus é consistente com a lei em Israel hoje, onde tais casamentos não são permitidos, assim como com a proibição de tais casamentos conforme colocado nas escrituras hebraicas. (Ver, por exemplo, Números 25: 6 – 8; Deuteronômio 7:3; Esdras 9: 12; 10: 10 – 11; Neemias 10: 30 ; 13:25).

Segundo, em 1935 menos que um por cento da população da Alemanha era judaica, o qual significava que as leis de Nuremberg sobre o banimento do casamento entre judeus e não-judeus era irrelevante para a vasta maioria da população do país. Por outro lado, nos Estados Unidos durante os anos da década de 1930, a maioria dos Estados americanos tinha leis em vigor que proibiam casamentos entre pessoas de diferentes raças. Por causa que a porção da população americana que era racialmente não majoritária era muito maior que na Alemanha, as leis raciais dos EUA impactaram uma porção muito maior da população americana na época do que afetaram as Leis de Nuremberg afetando a população alemã.

[12] Nota do autor: Jüdische Rundschau, 17 de setembro de 1935. Citado em Y. Arad et al., Documents on the Holocaust (Jerusalem: 1981), páginas 82-83.

[13] Nota do autor: W. Feilchenfeld, “Ha’avara,” New Encyclopedia of Zionism and Israel (Herzl Press, 1994), páginas 535-536; M. Weber, “Zionism and the Third Reich,” The Journal of Historical Review, julho – Agosto de 1993, páginas 33-34.

[14] Nota do autor: Edwin Black, The Transfer Agreement (1984), página 379.

Mark Weber

Mark weber (1951) é um historiador estadunidense, escritor, palestrante e analista de questões atuais.

Estudou História na Universidade de Illinois (Chicago), Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Possui também mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana.

Desde 1995 ele tem sido diretor do "Institute for Historical Review" (Instituto de Revisão Histórica), centro independente de publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia, que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior consciência pública para com o passado.
Mark Weber
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