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Marion Maréchal diz que “sociedade multicultural” é um “termo educado para o fim da sociedade ocidental”

Em meio a um debate sobre multiculturalismo e modelos de integração no país, e enquanto ainda acontecem marchas contra a islamofobia, a sobrinha de Marine Le Pen, Marion Maréchal, tem uma opinião clara sobre o assunto.

O diretor do Issep foi convidado segunda-feira (22) por Frédéric Taddeï na RT França, para falar em particular sobre a passagem “da política à metapolítica”. Questionada sobre o termo “sociedade multicultural”, Marion Maréchal foi clara. Para ela, esse qualificador nada mais é do que um “termo educado para dizer o fim da sociedade ocidental e da sociedade francesa”.

“O ex-deputado destacou que ‘estávamos presenciando o apagamento da cultura francesa’ porque a coexistência de diferentes culturas no território leva ao atrito e à violência”.

Esse multiculturalismo levaria a uma forma de “guerra permanente de minorias onde somos mais capazes de concordar no essencial”, explicou, “e onde os mais organizados “conseguirão fazer a diferença no jogo democrático”. Ela vai ainda mais longe ao qualificar este modelo de “perigoso” e que pode acima de tudo prejudicar a “coesão nacional” e, em última instância, levar a “uma forma de apartheid”.

Marion Maréchal denunciou então as concessões feitas a certas minorias, como os muçulmanos politizados que, segundo ela, procuram “obter um certo número de concessões a pretexto de respeitar a sua cultura de origem ou a sua religião”. Em seguida, cita o horário de funcionamento das piscinas ou os horários reservados às mulheres. “Ao aceitar esse tipo de concessão ano após ano, acabamos traçando uma forma de sociedade do apartheid”, disse ela.

Marion Maréchal também protestou contra debates recentes sobre o desejo de apagar o passado e questionar constantemente a herança francesa (derrubando estátuas, renomeando nomes de ruas, etc.). “Por querermos em nome da emancipação, destruir a nação, a tradição, a civilização e a religião, acabamos com a raça, sexo, gênero ou cor de pele. Para mim, esta é uma regressão civilizacional incrível”.

A presidente do Rassemblement National (RN), Marine Le Pen, entretanto, deplorou o duplo padrão dos cidadãos franceses em oposição aos imigrantes, depois que algumas manifestações foram permitidas e outras não.

Já existe um duplo padrão hoje na França quando se trata de demonstração? Essa e outras questões foram levantadas por Le Pen na terça-feira (23) pela manhã no France Inter, após um fim de semana marcado por eventos mais do que polêmicos, começando com o carnaval que reuniu mais de 6.500 pessoas em Bouches-du -Rhône, Marselha. “Existe uma forma de impunidade para esta extrema esquerda que é incompreensível”, disse Le Pen.

No sábado (20), uma manifestação organizada para homenagear uma policial que havia cometido suicídio foi “proibida” e, ao mesmo tempo, “a manifestação organizada por Madame Assa Traoré foi permitida”.

Além dessas polêmicas que perturbam os franceses, Marine Le Pen questiona toda a estratégia do governo, em particular as últimas medidas tomadas para conter a epidemia. “Temos de admitir que ninguém tenha entendido nada sobre esse confinamento que é um sem ser um”.

Ela disse que os “franceses não entendem mais o que se espera deles” e acrescentou que havia o “risco de que nenhuma regra seja mais respeitada e isso é muito perigoso”.

Parece que pelo menos na Provença-Alpes-Côte d’Azur os eleitores concordariam com essa noção de que o Islã representa um perigo se seus adeptos não estiverem dispostos a se integrar. De acordo com uma pesquisa da Opinionway em nome da La République en Marche (LREM), o RN ficaria em primeiro lugar no primeiro turno das eleições.

O diário regional La Provence revelou um estudo publicado na terça-feira (23) destacando dois cenários para a votação regional em Provence-Alpes-Côte d’Azur. A votação terá lugar nos dias 13 e 20 de junho de 2021. No primeiro caso, Thierry Mariani (RN) obteria o primeiro lugar no 1º turno (29%) com uma clara lacuna, à frente do LR, Renaud Muselier (23%) e o LREM. de Sophie Cluzel, apoiada pelo Modem (16%) seguida pelo candidato dos Ecologistas (EELV), Olivier Dubuquoy (9%).

No segundo caso, se LR e LREM se unissem, obteriam 30%, pontuação muito próxima à do RN (31%). Mesmo que Thierry Mariani ainda não tenha formalizado sua candidatura, o estudo já mostrou que o RN ocupará um lugar em Provença-Alpes-Costa Azul, independentemente das futuras alianças de partidos concorrentes.

Refira-se que este estudo encomendado pelo partido presidencial foi realizado há um mês. Nesse ínterim, o presidente da LR deixou claro que não fechará nenhum acordo com a LREM. Além disso, nenhuma hipótese de segundo turno foi submetida aos respondentes.


Fonte: freewestmedia.com


 

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