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A perseguição ao ativista, que não é de hoje, continua acontecendo por parte dos agentes do governo de Portugal.

Mais uma vez, uma personalidade bem conhecida do nacionalismo português, Mario Machado, foi detido pelas autoridades locais e levado ao estabelecimento prisional anexo a Polícia Judiciária (PJ) na manhã desta ultima terça-feira (9).

De acordo com a Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária se tratou de uma busca rotineira à casa de Machado, já que o mesmo é alvo de uma investigação onde as autoridades sensoriais o acusam de “crimes de propagação e incentivo ao ódio” na Internet. E foi durante a diligência que os policiais encontraram um revólver, o único motivo que efetivou sua prisão em flagrante delito.

As autoridades tem como base uma “postagem” feita pela mídia do grupo que Machado militava no ano de 2019, onde diz; “Procura-se assassino! Não o entreguem às autoridades, se souberem do seu paradeiro enviem-nos mensagem privada”. De acordo com a justiça, tal postagem seria considerada “discriminatória” e de cunho “racista”.

O interessante do caso é que as autoridades portuguesas parecem não levar em conta o fato de que essa mesma postagem foi feita com o intuito de localizar um assassino que assassinou de forma violenta um jovem português na entrada de uma discoteca no Algarve.

Antes da sua soltura, o advogado de Machado, Dr. José Manuel Castro, não havia dado detalhes sobre todo o ocorrido, pois o mesmo estava e ainda segue sob segredo de justiça, mas afirmava sempre que Machado se encontrava tranquilo e consciente de que logo estaria em liberdade.

O advogado também comentou a postagem que está servindo de prova pela Justiça Portuguesa dizendo que “Era uma publicação em que apelava à detenção de um indivíduo que terá cometido um homicídio numa discoteca no Algarve. Curiosamente, nessa publicação não vinha referida a cor de pele ou etnia de ninguém”.

Mario Machado ficou preso desde as 7h da manhã de terça-feira (9), e foi solto na tarde de sexta-feira (12). Na saída do cárcere o líder nacionalista deu declarações a membros da imprensa que estavam no local.

“É uma vitória para mim, mas uma derrota para a democracia, o Ministério Público manteve-me preso durante três dias, queria que eu ficasse preso durante oito anos por alegadamente ter escrito um texto na internet. Nunca em democracia se viu uma coisa destas. É um autêntico absurdo. Continuo a ser um preso político. A magistratura, infelizmente, continua a ter uma forte influência do governo socialista e marxista que governa o país, portanto, não estão reunidas as condições para eu continuar a minha vida política ativa no seio nacionalista”.

Mário Machado enfatizou não querer abdicar da liberdade junto da sua família por publicações feitas na Internet. “Espero que os meus camaradas compreendam isso, portanto, a partir de hoje vou-me retirar, vou deixar de ter redes sociais porque o Estado português assim o quer. Não estou para abdicar de oito anos de liberdade”, explicou.

Sobre a publicação na Internet que as autoridades usam como “prova” para este caso, Machado considerou “vergonhoso” e questionou a orientação do Ministério Público (MP).

“O que o MP alega é que, quando um assassino de um adolescente no Algarve estava em fuga, a Nova Ordem Social escreveu um texto — que nem sequer me pode ser imputado, porque eram 12 as pessoas que podiam ter acesso a esse site — em que dizia que esse assassino devia ser entregue às autoridades, o que aconteceu apenas dois anos mais tarde e foi condenado a 16 anos de prisão. Se em democracia não podemos pedir que os assassinos sejam entregues à polícia, então não sei o que poderemos dizer”, completou.

Como medida de coação, Mario Machado terá que se apresentar quinzenalmente as autoridades de sua localidade, medida adotada em forma de punição unicamente pelo porte ilegal de arma de fogo.

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