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Marine Le Pen é atacada por mídia francesa ao apoiar intervenção militar patriótica

“O contexto é grave, a França está em perigo, são perigos mortais que a ameaçam. Nós, mesmo reformados, permanecemos soldados da França, não podemos, nas circunstâncias atuais, ficar indiferentes ao rumo de nosso belo país”, disse um trecho do manifesto.

A imprensa francesa atacou a líder Marine Le Pen, candidata à eleição presidencial de 2022, por manifestar apoio a uma carta aberta de 1.200 militares da reserva, incluindo 24 generais publicado na semana passada pela revista Valleurs Actuelles, onde os oficiais diziam estar dispostos por uma intervenção caso o presidente Emmanuel Macron não aja para “erradicar os perigos” que estariam levando o país à desintegração e ao declínio.

A iniciativa do texto partiu do capitão Jean-Pierre Fabre Bernadac, de 70 anos, que abandonou o uniforme em 1987 e hoje é agente de segurança. Coincidentemente, o documento foi publicado no dia em que o “Golpe dos generais” de 21 de abril de 1961, também chamado de “Golpe de Argel”, completou 60 anos. Na época, um grupo de militares, liderados por quatro generais, tentou dar um golpe de Estado contra o então presidente Charles de Gaulle por ele ter decidido abrir mão da colonização da Argélia.

 

Outro, Christian Piquemal, um dos generais militares que assinou a carta, já havia sido reformado em 2016 antecipadamente por participar de uma manifestação contra a imigração em massa.

A carta, que recebeu o apoio da presidenciável Marine Le Pen, diz textualmente:

“Estamos prontos para apoiar políticas que levem em consideração a salvaguarda da nação. Por outro lado, se nada for feito, a frouxidão continuará a se espalhar inexoravelmente na sociedade, acabando por causar uma explosão e a intervenção de nossos companheiros ativos em uma missão perigosa para proteger nossos valores civilizacionais”.

O grupo de ex-militares se engajou contra a desintegração nacional, a erradicação dos perigos que o ameaçam, como o a imigração em massa, o aumento do favelismo e a força dos movimentos ditos “antirracismo” apoiados pela mídia internacional. A carta também defende os franceses de coletes amarelos que expressam seu desespero.

Em um trecho diz: “O ódio prevalece sobre a fraternidade de manifestações em que o poder utiliza a força como agentes supletivos e bodes expiatórios frente a franceses em coletes amarelos que expressam desespero”.

 

Ministra das Forças Armadas deflagra punição aos assinantes da carta

A ministra das Forças Armadas, Florence Parly, aplicará sanções contra os militares que desrespeitaram o dever de reserva, incluindo os vinte generais signatários do documento. Ela se refere à iniciativa como “irresponsável” e defende também a punição dos soldados ativos que aderiram ao manifesto.

Dezoito generais franceses serão punidos depois de assinarem uma carta, publicada na revista Valeurs Actuelles. De acordo com o jornal Le Parisien, eles vão passar por um conselho disciplinar e os que ocupam as posições mais altas na hierarquia podem ser reformados antecipadamente.

“Considero que quanto mais alta a responsabilidade, maior a obrigação de neutralidade e exemplaridade”, justificou o general chefe da Defesa François Lecointre.

Comparação com Éric Zemmour

O texto, dirigido ao presidente Emmanuel Macron, aos membros de seu governo e parlamentares foi comparado, no editorial da rádio France Inter com o estilo de ideias defendido pelo jornalista Éric Zemmour, defensor do combate ao processo de Grande Substituição, que é altamente censurado pela mídia. Inclusive, Zemmour, se encontra preso por censura de opinião. …

 

Afirmações de Marine Le Pen

Marine Le Pen diz compartilhar a aflição manifestada pelos militares franceses, que tem o direito de se preocupar com seu país. A um ano da eleição presidencial, a candidata convida os patriotas a se unir a ela de forma pacífica.

Porém, nada na Constituição impede Marine Le Pen, candidata pelo partido Rassemblement National, de apoiar o manifesto, por mais que a imprensa grite.

“Como cidadã e mulher política, concordo com suas análises e compartilho sua aflição. Como vocês, creio que é dever de todos os patriotas franceses, de onde quer que eles venham, de se levantar para o restabelecimento e salvar o país”, publicou a deputada na revista Valeurs Actuelles.

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