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Marcha falangista em homenagem a Divisão Azul gera protesto sionista e ataques a liderança feminina Isabel Peralta

 

O ato de homenagem à Divisão Azul, realizado em Madri no último fim de semana, não parou de ganhar as manchetes da mídia. O falangismo não está morto. Longe disso, tem até uma Seção Nacional Feminina recentemente revivida, principalmente na voz de Isabel M. Peralta, a jovem falangista que neste sábado (13) ganhou manchetes de jornais pelo mundo através do ódio gratuito e desproporcional por parte dos representantes e defensores do sionismo internacional na mídia, principalmente na Espanha, seu país.

Várias pessoas participam de uma marcha em Madrid (Espanha).J. HELLÍN / EP

Peralta, de 19 anos, havia se tornado para seus compatriotas a imagem do nacionalismo revivido e do antissionismo. Além de militante na Falange, também é, segundo o periódico Política, membro do grupo Frontal Bastion.

Em seu discurso, cerca de 300 pessoas pertencentes a partidos e movimentos nacionalistas e conservadores como a Falange Espanhola ou Europa 2000 estavam na manifestação. O evento homenageava os caídos da Divisão Azul, no 78º aniversário da Batalha de Krasni Bor, onde morreram 2.000 soldados espanhóis.

De acordo com informações divulgadas pelo El Español, Isabel M. Peralta é a líder de uma Seção Nacional Feminina recentemente ressuscitada e filha de um ex-membro do PP [Partido Popular] de Seseña (Toledo), um partido conservador da Espanha, que atuou em formações nacionalistas, de acordo com uma investigação do jornal Público. De acordo com seu perfil no Linkedin, ela estuda antropologia na Universidade Complutense de Madrid desde 2019.

EUROPA PRESS/JESÚS HELLÍN

As declarações de Medina Peralta causaram polêmica nas redes e agitação de toda a mídia internacional, pelo simples fato de a jovem falar abertamente contra o sionismo internacional e a decadência espanhola e da sociedade europeia. Apesar de que o evento, denominado pela Juventude Patriota e sob o lema “Honra e glória aos caídos”, ter ocorrido sem incidentes, segundo a própria Delegação do Governo.

O twitter também suspendeu a conta @isabelmperalta, de Isabel Peralta esta semana.

Comunidade judaica e líderes de governo “pretendem” levar jovem e o movimentos ao tribunal por alegados “crime de ódio”

Conforme explicou o Executivo regional em nota, após manifestar sua “máxima condenação dos fatos” denunciados pela “Plataforma contra o Antissemitismo” e o “Movimento contra a Intolerância”, o Ministro da Justiça do Interior, Enrique López, solicitou ao Ministério Público abrir uma investigação a pedido da comunidade judaica por crime de ódio.

López também adiantou que no próximo dia 23 de fevereiro este assunto será discutido e analisado na reunião do Observatório das Vítimas do Crime, reunião a que estarão presentes as referidas associações.

Por sua vez, a Federação das Comunidades Judaicas da Espanha (FCJE) pediu ao Ministério Público contra crimes de ódio que investigue as “graves acusações” e insultos que foram levantados no sábado em homenagem à Divisão Azul de Madrid contra os judeus. Até o embaixador de Israel na Espanha, Rodica Radian-Gordon apontou os fatos como “nojentos” em uma mensagem em sua conta no twitter.

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