Vozes Ancestrais – A Importância da Tradição (Parte Quatro)

Em todas as épocas, em todos os regimes democráticos, têm-se notado a dualidade imparcial dos setores políticos. Seja à direita, seja à esquerda, em diversos governos a pauta da tradição fora levantada, mais como um arrecadador de votos do que como objeto de trabalho real e efetivo.

Tradição
Desmascarando falsos moralistas

Em realidade, em tempos de eleições, é comum vermos a oposição recorrendo à discursos populistas.
Analisando a atual situação brasileira, em meio a degeneração social promovida por pautas de esquerda, é fácil deduzir a razão – por parte da população -, de crer na moralidade da direita liberal.
Esta, por sua vez, tem recorrido á discursos em defesa da família, da pátria e dos bons costumes. Não se pode duvidar, porém, que sua agenda global tem reações opostas a tais coisas, de onde podemos concluir que tais discursos são repletos de oportunismos.
Entretanto, será que há, no embrião de tais ideologias (direita e esquerda), abissais diferenças?
Apontando considerações sobre o marxismo judaico, diversos autores reconhecem sua origem no capitalismo judaico-maçônico.
Dentre essas observações, vale a pena trazer á baila a apresentada por Louis Marcschalko, em sua obra “Os Conquistadores do Mundo“:

“O mundo cristão ainda pergunta a si mesmo como seria possível um entendimento entre o bolchevismo e o capitalismo, dois inimigos mortais. Essa pergunta foi respondida de forma definitiva em 1918 pelo relatório do Serviço Secreto Unido (Departamento do Segundo Exército), que revelou o nome das pessoas que financiaram a revolução bolchevista a partir de 1916. Segundo o serviço americano de contra-espionagem e imprensa, os seguintes e importantes banqueiros americanos deram dinheiro a Lenin e aos seus camaradas para a revolução bolchevista: Jacob Schiff; Guggenheim; Max Breitung; a casa bancária Kuhn, Loeb &Cia., cujos diretores eram, ao mesmo tempo, Jacob Schiff, Felix Warburg, Otto Kahn, Mortimer Schiff e S.H Hanauer. E, conforme observa o relatório: “todos judeus”.

Logo, razão de sobra resta a Gustavo Barroso quando afirma que o liberalismo e o comunismo são reflexos da mesma empresa capitalista.
Há motivação óbvia nessa falsa dualidade entre esquerda e direita, afinal, por mais deprimente que possa parecer, porém é real, não importa em quem o povo vote nesse sentido, o responsável e real beneficiário do seu voto será o mesmo.

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Esta é a razão da fragilidade da liberal-democracia. Trazendo o ensinamento do preclaro mestre citado anteriormente, em sua obra “O Integralismo de Norte a Sul”, é a democracia responsável por admitir ideias subversivas no Estado; o sufrágio universal, estatuto básico da liberal-democracia, responsável por fortalecê-las; e o capitalismo internacional responsável por financiá-las. É interessante notar que, para o autor, o cerne do problema mundial está no fato de ter perdido o capitalismo sua ideia de pátria, internacionalizando-se.
Tendo o capitalismo tornado-se internacionalista, nada mais comum do que ser, por detrás dos panos da política mundial, financiador de ideologias também nesse sentido, e que por consequente atentem contra as tradições regionais.
Logo, cabe-se o questionamento: tendo o comunismo, em seu esboço, verdadeira repulsa pelo que é autenticamente nacional, afinal isto atenta contra a sua ideia internacionalista, como pode seu financiador, isto é, a burguesia internacional, levantar a bandeira que é típica entre os ideais do nacionalismo, ou seja, a defesa da tradição?

A verdade é que o capitalismo, como traz sua atual forma hoje, não somente repudia as tradições, como as vulgariza, transformando-as/tornando-as indiferentes ao povo, e influenciando os demais a pensarem desta forma.
Por qual motivo isto vem a ser feito? Simples, afinal, como dito dito na outra parte desse artigo, tem a tradição o condão de unir o povo, consequentemente o fortalecendo. Uma nação unida tende a ser soberana, e esta, por sua vez, há de rebelar-se contra as amarras do capitalismo internacional em suas diversas formas.
Tendo feito esse breve esboço, é válido lembrar que a direita liberal conservadora (por mais contraditório e confuso que esta expressão possa soar) têm-se utilizado de recursos dos mais diversos, a fim de angariar votos da população brasileira que, sendo sua maioria tradicionalista, está começando a acordar ante às degenerações da esquerda revolucionária (por mais que esta expressão também não faça o menor sentido, e explicarei abaixo o motivo).
Entre esses recursos, vem a recorrer sobre as ideias, como dito acima, de defesa da pátria, da família, etc. Porém, o que de fato vêm fazendo a respeito? Sendo o capitalismo financiador do comunismo, e este negue as ideias de preservação da tradição por apoiar um internacionalismo flácido, como esperar que políticos liberais defendam verdadeiramente a tradição? Acreditar nisso não só é ilógico, como contraditório.

O fator primordial, a fim de que um Estado possa manter-se com sua identidade, reside no fato de controlar as influências estrangeiras sobre si. Contudo, o que tem feito os liberais, dito “conservadores”, quanto à isso? Pretendem defender a tradição incentivando influências econômicas externas ou apoiando, indiretamente, ideologias que atentem contra a mesma?
Se o capitalismo perdeu sua noção de pátria, é oportuno lembrar que também perdeu sua ideia de moral, e isto é possível perceber claramente nas propagandas inclusivas. Portanto, podemos concluir que os liberais pretendem defender a tradição baseando-se em ideias que a tratam com indiferença.
Vale lembrar as palavras, nesse momento, de sir. Oswald Mosley:

“Até então o patriotismo tem sido associado àqueles que desejam manter as coisas como elas são; revolução tem sido associada a um internacionalismo flácido que coloca os interesses dos países estrangeiros antes aos da Grã-Bretanha”

Porém, apesar de tudo o que fora exposto, ainda há certos “nacionalistas” que vêm em Bolsonaro uma alternativa. Senhores, perdoem-me a grosseria, mas que nacionalista põe o interesse de nações estrangeiras ante aos de sua pátria? Não nos esqueçamos que o presidenciável votou a favor da PL 4567/16, que concede à estatal (Petrobrás) o direito de escolher se quer ou não participar dos processos de exploração, bem como de possuir participação mínima de 30% nos consórcios formados para explorar os blocos licitados, abrindo caminho á privatização.
A Federal Única dos Petroleiros (FUP) dissera que os 292 deputados, entre os que votaram a favor da entrega do pré-sal ao capital estrangeiro, são uma vergonha para o Brasil.

“O povo brasileiro sofreu um duro golpe nesta quarta-feira, quando a Câmara dos Deputados aprovou o PL 4567/16, que entrega a operação do Pré-Sal às multinacionais. Foram 292 votos a favor do projeto e apenas 101 contrários. Além de um crime contra a soberania, o que aconteceu hoje em Brasília é o primeiro passo para acabar com o regime de partilha, que conquistamos a duras penas para que o Estado pudesse utilizar os recursos do petróleo em benefício da população”

Sendo o nacionalismo o instrumento capaz de conservar a soberania nacional, visto que esta é proposta basilar de seu regime político, como é possível, entre os que dizem-se defensores da tradição, sequer cogitar a hipótese de um entreguista no posto de chefe do Executivo?
Senhores, sem soberania econômica não há como pôr os interesses nacionais ante aos demais, e, consequentemente, não há como manter nossa tradição fortalecida, uma vez que é interessante aos reais soberanos a fragilização cada vez maior de nossa identidade.
Como esperar que um candidato, aliado de maçons e sionistas, logo estes que são financiadores das pautas degenerativas e antinacionais, lute por ideais que de fato conservem a tradição?
Ligações internacionais preferenciais que Bolsonaro e família pretende para o Brasil. Você já viu isso antes? 
 
Talvez alguns pensem: “mas, não apoiando-o, à quem endereçaremos nosso voto?”
Senhores, por mais doloroso que seja admitir, caso houvesse, de fato, uma segunda opção, provavelmente não estaríamos num regime liberal democrático.
O que nos resta? Sermos maduros o suficiente para reconhecermos que não há salvador da pátria, tampouco aparecerá. Como disse certa vez em outro artigo, o mundo viu a chance de ser liberto em 1934, porém deixou-a escapar, preferindo lutar ao lado daqueles que maquinavam a manutenção de nossa escravidão. Isso é pessimismo? Não, apenas a realidade.
Evidentemente, a democracia tende naturalmente à divisão político-social. Contudo, é triste ver nacionalistas brigando entre si por motivos estúpidos, como quem parece dizer que tal escravidão é melhor do que outra. Se ansiamos por soberania, não nos cabe decidir qual coleira devemos impor à nós mesmos! Para ser preciso, as cóleras não diferem, pois, como dissera Barroso certa vez: “o liberalismo não é a serpente que engole a nação, mas somente a ponte que liga a nação até a cobra e, depois que esta quebrar todos os ossos da pátria, virá o monstro comunista e a engolirá de vez”. Logo, podemos concluir que para acabar com o comunismo é preciso, antes de tudo, acabar com o liberalismo. É bem verdade que o comunismo não vive sem o capitalismo, na verdade é ele a última etapa deste. Todavia, é possível o capitalismo sobreviver sem comunismo.
Se, como amantes da tradição, repudiamos pautas apresentadas pelos liberais de esquerda, devemos naturalmente repudiar o sistema econômico que garante toda liberdade à elas (capitalismo). Sendo assim, não há porque endeusar um político que utiliza-se da tradição brasileira para enganar nosso povo. Bolsonaro não é nacionalista, e está longe de ser uma opção menos pior, ou , para ser exato, deveria estar longe de ser ao menos uma opção.

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