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“O Fascismo nasceu para inspirar uma fé não de direita (que no fundo aspira conservar tudo, incluindo a injustiça), muito menos de esquerda (que no fundo aspira destruir tudo, até o bem), mas sim, uma fé coletiva, integral, nacional”. (José Antonio Primo de Rivera)

José Antonio Primo de Rivera y Saenz de Heredia Marques de Estella, ou simplesmente “José Antonio” (como é mais comumente chamado) nasceu no dia 24 de Abril de 1903 em Madrid, cresceu num ambiente familiar aristocrático saudável como o filho mais velho do General Miguel Primo de Rivera, que foi o líder da Espanha de 1923 até 1930. Sua família era socialmente proeminente na Andaluzia, tendo se casado com grandes proprietários de terras e comerciantes em torno de Jerez de la Frontera. De seu pai, José Antonio herdou o título de marquês de Estella.

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Seu pai, após uma carreira militar rápida em Cuba, nas Filipinas e no Marrocos, tornou-se governador de Cádiz (1915), e, por sua vez, capitão-geral de Valência, Madri e Catalunha. Da Catalunha, ele deu um golpe de Estado em Setembro de 1923, dissolvendo as Cortes e estabelecendo, com a aprovação total do Rei Afonso XIII, um diretório militar. A Constituição de 1876 e as liberdades civis foram suspensas. A ditadura militar foi substituída por uma civil (1925); ambos governaram moderadamente, sem as brutalidades e a repressão extrema que caracterizaram as ditaduras posteriores. Miguel Primo de Rivera terminou a guerra no Marrocos (1926), introduziu muitas medidas visando à modernização econômica e a reforma administrativa e lançou um ambicioso programa de obras públicas, mas seu governo despertou a oposição de anarcosindicalistas, regionalistas catalães e todos os liberais. Seu regime foi em mais de uma instância equivocado, desajeitado e ingênuo, mas era basicamente generoso e inclusivo. A Espanha sob ele se desenvolveria economicamente e todos os espanhóis compartilhariam os benefícios. Houve obras públicas, mais empregos, mais escolas, melhorias sanitárias e atenção aos direitos dos trabalhadores. Uma revolta dos liberais em 1929 não teve sucesso, mas vários fracassos políticos e econômicos do regime logo levaram à sua renúncia (janeiro de 1930). Ele morreu no exílio em Paris, supostamente de um coração partido.

José Antonio foi um intelectual intenso e estudou as obras de filósofos e pensadores políticos como Spengler, Keyserling, Marx, Lenin, Ortega, Mussolini e Trotsky. Ele estudou Direito na Universidade de Madrid, e, após o serviço militar, iniciou a carreira de advogado em 1925. Quando zombavam da memória do pai das Cortes (parlamento), envolveram-se na política ao proferir discursos de defesa as políticas de seu pai e finalmente decidiu se candidatar ao parlamento. Quanto mais eles atacavam e ridicularizavam seu pai, mas ele se tornava antagônico em relação à insistência deles na democracia liberal da classe média e nas formas parlamentares. Seu desdém pela esfera política inspiraria nele uma teoria para um sistema político que reteria os aspectos positivos do regime de seu pai e criaria outros que consertariam as falhas. José Antonio também editou o jornal El Fascio. Depois que foi fechado pelo governo republicano, ele escreveu para o jornal ABC.

A República foi instituída na Espanha em 14 de Abril de 1931 com o fim da ditadura do general Primo de Rivera. O país, portanto, não estava procurando outra forma autoritária de governo, e definitivamente não uma monarquia, já que Afonso XIII havia mostrado que era totalmente incompetente para governar o povo espanhol. A esquerda finalmente teve a oportunidade de governar a Espanha à sua maneira. No entanto, o desgosto com a forma como as coisas estavam indo ficaram evidentes apenas alguns meses após a criação da República. Nos anos que se seguiram, as emoções tornaram-se estressadas e os nervos tensos. Promessas de mudança estavam sendo quebradas mais rápido do que eram feitas. As Cortes eram atormentadas por constantes brigas de membros preocupados apenas com sua propaganda e assuntos. O liberalismo espanhol começou a crescer e a possibilidade de criação de uma alternativa política começou a ser discutida.

A Primeira Guerra Mundial deixou a Europa em estado de desordem. O álcool nacional havia subido como um perfume rote numa noite fria, adoçando o que restava da podre Europa. Por trás dessa nuvem, entretanto, ainda estava a problema da luta de classes e a questão da justiça social. Esses dois componentes – o interesse nacional e a questão social – acabaram gerando um novo movimento, que clamava pela nação independentemente da classe – nacionalista e socialista. A Espanha estava numa condição muito pior do que qualquer outro país, como a possível exceção de Portugal, que depois da Primeira Guerra Mundial. O país estava numa rotina semimedieval. Por volta do começo do século XX, cerca de 98% das terras pertenciam a cerca de 3% da população total. A sociedade era principalmente agrária e o trabalho organizado parecia inédito. Embora a Espanha estivesse melhorando, graças à ajuda da monarquia constitucional iniciada em 1875 e da ditadura do general Primo de Rivera, seu crescimento foi anormalmente lento. E para piorar as coisas, as regiões que viram crescimento econômico estavam isoladas, embora mais culturalmente do que geograficamente. A luta de classes tornou-se cada vez mais exacerbada. Talvez a única coisa pela qual a classe média, que seria o principal componente do movimento fascista, fosse apaixonada na época era o abatimento da rebelião proletária, se não evitá-la completamente.

As condições eram finalmente adequadas para o crescimento de um movimento nacional-socialista. Níveis diferentes do novo movimento se desenvolveram em dois outros países além da Espanha. A Alemanha participaria de um movimento nacional-socialista que suprimiu o socialismo sob o orgulho inchado do nacionalismo. A Itália aparentemente tinha uma reconciliação pragmática das aspirações socialistas e nacionalistas. O movimento nacional-socialista, ou fascista, da Espanha, entretendo, assumiu um papel patriótico mais pessoal ou individual. O palco estava sendo preparado para o começo de um partido nacional-socialista espanhol, o partido de José Antonio Primo de Rivera.

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José Antonio ofereceu um novo olhar sobre os sistemas de governo. Ele simpatizou com a República ao sentir desdém pelo sistema capitalista. Como a esquerda, José Antonio acreditava que a Espanha vinha sofrendo com a praga capitalista “que transforma o trabalhador numa engrenagem desumanizada da máquina de produção burguesa”. No entanto, ele também acreditava que a solução não era o comunismo que a esquerda oferecia. José Antonio argumentou enquanto um novo sistema capitalista “desumaniza” uma pessoal, o comunismo “absorve a personalidade individual no Estado”. Ele passou algum tempo durante os primeiros meses de 1933 procurando alguém para liderar um novo movimento nacional-socialista. Ele se considerava incapaz, alegando que tinha “muitas preocupações intelectuais para ser um líder de massas” e seus possíveis financiadores não queriam apoiar “um colaborador sólido” em Ruiz de Alda. Alda era um aviador renomado, ele próprio foi atraído por apelos nacionalistas e desconfiava os partidos estabelecidos. Eles tiveram que trabalhar juntos para criar sua marca idealista de sindicalismo nacional. Agora, tudo o que precisavam fazer era esperar um momento em que o ambiente político fosse mais favorável. A espera não foi longa, pois no outono daquele ano as eleições deveriam ser realizadas.

Em 29 de Outubro de 1933 no Teatro Comedia José Antonio Primo de Rivera fez um discurso onde anunciou sua eleição para as Cortes e a criação da Falange Espanhola. José Antonio anunciou naquela noite de domingo no Teatro Comedia para uma multidão de cerca de 3.000 pessoas o que a Falange representava: A fé da Falange estava na Espanha, isto é, na síntese total de todos os indivíduos e classes, que assim se sintetizaram em um novo indivíduo tinha um destino divino. Nessa síntese, não poderia haver partidos políticos: a religião seria tolerada desde que não interferisse em assuntos indefinidos de sua competência: não poderia haver drones nem parasitas na nova sociedade: todos os homens teriam o direito, mas também o dever de trabalhar para a comunidade. Para alcançar a nova sociedade, a violência pode ser necessária, mas não foi um fim em si mesmo. Ele lançou a Falange como um movimento comprometido com a derrubada do governo se os partidos políticos de esquerda conseguissem impor suas políticas ao país. Foi em parte milícia, em parte partido político e em parte movimento, inspirado no fascismo de Mussolini, e passou a pregar sobre a necessidade de um maior interesse nacional que estaria acima de tudo os interesses particulares ou grupais que então clamavam por atenção, e que a resposta não era na direita ou na esquerda, mas em um amálgama do melhor de ambos.

As iniciais F.E. da Falange Espanhola formam a palavra em espanhol para “fé”, resumindo o sentimento que José Antonio teve pela Espanha. Ele expôs suas visões revolucionárias em seus periódicos FE (1934) e Arriba (1935), e quando essas publicações foram suprimidas pelo Estado, ele fez reuniões em todo o país e fez discursos nas Cortes (parlamento), para as quais ele foi eleito em 1933. No seu manifesto, a Falange condenou o socialismo, o marxismo, o republicanismo e o capitalismo e propôs que a Espanha se tornasse um Estado Fascista. Professando geralmente os princípios do fascismo, a Falange se distinguia de outros grupos fascistas por sua grande ênfase na tradição nacional, particularmente nas tradições cristãs imperiais e renascentistas da Espanha.

Os primeiros meses da Falange tiveram grande sucesso. Já tinham adquirido mais membros do que os Nacionais Sindicalistas (Juntas de Ofensiva Nacional-Sindicalista – J.O.N.S.), a organização nacional-sindicalista, que foi liderada por Ramiro Ledesma Ramos. Entre os novos seguidores, haviam muitos estudantes universitários impressionados com a retórica de José Antonio. A J.O.N.S. tinha um estilo semelhante e citou cerca de mil membros. Havia uma imensa pressão para que os dois partidos se fundissem, se eles quisessem manter à tona na piscina política. No dia 14 de Março de 1934, a J.O.N.S se juntou a Falange, e então, ambas se tornaram uma (FE-JONS) sob a liderança de José Antonio. José Antonio concordou com a união; ele não gostava de Ledesma, o líder do partido, e a “crueza” do partido. Ainda sim, a violência entre os falangistas e a esquerda era intensa. Poucos dias depois da formação do partido, seu primeiro membro foi morto. José Antonio havia afirmado que a violência seria necessária e ela era absolutamente realista. Foram muitas tentativas feitas de atentar contra sua vida, incluindo uma vez em que foi lançada uma bomba contra o seu veículo. José Antonio reagiu por sair do carro e tentar atirar nos agressores. Ele não estremeceu ao preço da liberdade de expressão. Noite após noite, houve relatos de “suspeitos fascistas” sendo presos ou mortos a tiros. No discurso de fundação da Falange, José Antonio declarou que, “Nós não vamos a esse lugar [as Cortes] para brigar com os habitues pelos restos insípidos de uma festa impura. Nosso lugar é fora… nosso lugar é ao ar livre, sob o céu claro da noite, espada na mão e estrelas no alto.” Um tipo diferente de violência estava acontecendo no partido. Muitos temiam que o partido se tornasse muito conservador. Enquanto José Antonio fortalecia seu controle, Ledesma abandonou o partido no começo de 1935. Mais tarde naquele ano, José Antonio colocou seu partido a serviço do governo italiano, recebendo um subsídio mensal até Junho de 1936.

Em 1935 os partidos de esquerda formaram a Frente Popular, que chegou ao poder após as eleições de Fevereiro de 1936, enquanto a Falange obteve apenas 0,7% dos votos. José Antonio foi eleito para as Cortes. Ser uma autoridade eleita legalmente pouco importava para o governo de esquerda em Madrid. Para eles, José Antonio era um símbolo de tudo aquilo que eles temiam – Patriotismo, Disciplina, Moralidade e Espiritualidade. Naquele tempo, a Falange não tinha nem números nem dinheiro para fazer a diferença. Não havia como o governo republicano permitir que os falangistas ganhassem qualquer tipo de poder na Espanha, de uma forma legal ou de outra forma.

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Por um tempo, ele conseguiu evitar que a seus seguidores respondessem à violência crescente nas ruas. Depois da vitória da Frente Popular, a Falange Espanhola cresceu rapidamente e em Julho, contava com 40 mil membros. Então, ele também foi engolido pelas batalhas com armas de fogo, que eram a forma regular de relações sexuais nas ruas. Tendo a situação se deteriorando ainda mais, ele acabou, depois de outras opções falharem, Primo de Rivera se juntou numa conspiração para tentar derrubar o governo da Frente Popular. Primo de Rivera apoiou a rebelião militar de Julho de 1936 contra o governo republicano e depois da eclosão da Guerra Civil Espanhola, a Falange se tornou o movimento político dominante das forças nacionalistas. A milícia da Falange juntou-se aos insurgentes na Guerra Civil Espanhola de 1936 até 1939.

Quando a notícia que os falangistas estavam se armando, o governo republicano começou a prender os líderes falangistas em toda a Espanha. O governo republicano, entretanto, não fez nada para parar os comunistas e socialistas de se armarem para cometer atos criminosos perpetrados por esses dois grupos.

A violência disparou nas ruas de Madrid. Os falangistas estavam a ser presos e baleados e vice-versa em retaliação. As tensões finalmente chegaram ao seu pico na noite do dia 12 de Julho de 1936, onde José Calvo Sotelo, o principal porta-voz da direita organizada, foi supostamente levado sob custódia. Na manhã seguinte, seu corpo foi encontrado morto nos portões de um cemitério. Essa foi a faísca que provocou o fogo. Tumultos eclodiram, rebeliões estouraram e, no dia 17 de Julho de 1936, a Guerra Civil Espanhola começou. Com a eclosão da Guerra Civil Espanhola, pouco depois de perder sua cadeira nas Cortes naquele tempo, a Falange Espanhola foi declarada como uma organização ilegal pelos republicanos. Eles baniram o partido, prenderam seus líderes e fecharam sua imprensa. Primo de Rivera foi preso no dia 5 de Junho de 1936 e encarcerado na Prisão de Alicante por mercenários fantoches do Estado (polícia), em poder de seus oponentes. A Falange se tornou um dos movimentos mais poderosos enquanto José Antonio estava preso.

Primo de Rivera foi julgado por sua participação na rebelião. Ele foi condenado a um julgamento sumário por conspirar contra a República e liderar uma organização com bases fascistas e condenado à morte. Em 18 de Novembro de 1936, José Antonio escreveu, “(Fui) condenado ontem à morte, rogo a Deus, que se ainda não me poupar de vir a essa última prova, conserve em mim o fim da digna submissão com que a contemplo, e que, ao julgar minha alma, possa aplicar-lhe não a medida dos seus méritos, mas da sua infinita misericórdia”.

As circunstâncias da morte de José Antonio são muito peculiares. O governo republicano estava nervoso com a subida dos fascistas ao poder. Uma repressão antifascista foi implementada. Temendo que José Antonio pudesse impressionar seus seguidores a fazer, o governo republicano o manteve na prisão por vários meses. Em seu último testamento, José Antonio observa que somente cinco a seis dias antes de escrever essa declaração é que foi informado das acusações contra ele. Em 20 de Novembro de 1936, José Antonio marchou para fora de sua cela na Prisão de Alicante com um crucifixo na mão e “uma oração em seus lábios” e perdão pelos inimigos que estavam prestes a assassiná-lo, José Antonio foi assassinado num pelotão de fuzilamento. Ele morreu como um Homem morreu como um Herói, Mártir e Santo. Sua morte não foi reportada até um ano depois, seus restos mortais eram até então, desconhecidos.

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A notícia de sua morte foi suprimida até um ano depois. A localização desconhecida de seu corpo impediu a transferência do cemitério da prisão de Alicante até que seu irmão Miguel, ao ser libertado da prisão, pôde fornecer informações. Antes da declaração de Miguel sobre os acontecimentos, o governo republicano tentou encobrir a execução alegando que havia uma multidão que invadiu a multidão, e que essa multidão acabou por matar José Antonio.

A morte de José Antonio levou à morte de sua Falange. A Falange que o precederia passaria por várias mudanças. Houve muita discussão sobre quem deveria ser os sucessos de José Antonio. Um homem, o mais indigno da posição, chamado Hedilla liderou a organização por apenas um breve período. Pois Franco estava em segundo plano. Por fim, o Generalíssimo declarou-se chefe nacional em 19 de Abril de 1937, mudando o nome da organização para Falange Espanhola Tradicionalista e de las Juntas de Ofensiva Nacional-Sindicalista.

Finalmente, depois de 3 anos de mentiras, José Antonio recebeu as devidas homenagens em 1939. Seus restos mortais foram escavados e transferidos para o Mosteriro Escorial. Aviões jogaram coroas de flores no cemitério de Alicante e Franco transmitiu uma homenagem ao líder morto. Uma grande missa fúnebre foi realizada que duraram 10 dias e iniciou uma procissão de aproximadamente 284 milhas com seu caixão sendo levado nos ombros por outros fascistas. Mussolini fez com que os fascistas italianos levassem pessoalmente uma coroa de bronze para o seu túmulo. José Antonio foi sepultado no Mosteiro do Escorial, na Serra da Guadarrama, entre o rei e as rainhas da Espanha. Depois que Franco construiu o Vale dos Caídos, seus restos mortais foram transferidos para lá em 30 de março de 1959 pela última vez.

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O partido do general Franco tratou José Antonio como um mártir para ganhar o apoio dos seguidores do movimento revolucionário nacional. Fundida com a milícia carlista por Francisco Franco em 1937, a organização passou a se chamar Falange Espanhola Tradicionalista e se tornou o partido oficial do Estado Nacionalista. Era uma força muito menos independente do que o fascismo italiano, entretanto, e foi explorada e manipulada por Franco. A partir do meio da Segunda Guerra Mundial, o partido ficou cada vez mais fraco, e Franco procurou torná-lo uma espécie de frente nacionalista burocrática. O próprio movimento da Falange foi diluído e quaisquer vestígios do antigo espírito revolucionário foram erradicados para apaziguar a Igreja Católica Romana e os militares. No início dos anos 1970, ele praticamente não tinha influência. Os artigos e discursos de José Antonio Primo de Rivera ajudam a formar parte da doutrina do movimento nacionalista de Franco; mas, como toda e qualquer organização política dominante, eles não poderiam realmente ir além do convencionalismo e instituir os aspectos verdadeiramente revolucionários da doutrina que teria feito da Espanha uma verdadeira nação do povo.

Portanto, com tudo assim afirmado, é difícil imaginar que ainda hoje as pessoas joguem descuidadamente em torno de uma palavra tão poderosa como “fascista”. Este termo tem sido usado vagamente para rotular qualquer pessoa ou organização de direita que seja vista como revolucionária qualquer pessoa que ame seu país acima de tudo e qualquer pessoa que aprova um governo autoritário. Hoje, os cristãos patrióticos de classe média que acreditam na responsabilidade individual pareciam ser rotulados de fascistas ou simpatizantes do fascismo. Julius Evola comentou que “o fascismo passou por um processo que pode ser chamado de mitologização, e a atitude que muitos adotam em relação a ele é de um tipo apaixonado e irracional, mais do que crítico, intelectual”. Em uma nota que acabou sendo publicada na imprensa espanhola em 10 de dezembro de 1934, José Antonio afirma claramente que a “Falange Espanhola das J.O.N.S. não é um movimento fascista. Tem certas coincidências com o fascismo em pontos essenciais que são de validade universal; mas adquire cada dia um contorno próprio mais claro e está convicto de que, seguindo este caminho e nenhum outro, encontrará as possibilidades de desenvolvimento”. Mesmo no final de sua vida, ele estava intensamente frustrado com o xingamento político e o bullying. “Surpreende-me que passados ​​três anos a imensa maioria dos nossos conterrâneos tenha persistido em nos julgar sem ter começado a dar o menor sinal de nos compreender e, na verdade, sem ter sequer pedido ou aceitado a menor informação”.

Não é à toa que, nos dias de imoralidade e anti-heróis, José Antonio se destaca como um Farol de Luz com popularidade e seguidores cada vez maiores, não só na Espanha, mas também no resto do Mundo.


Obras completas de Rivera (“Obras completas”) apareceu em 1944. Trecho disponível na web em Alerta Nacionalista (blog)

By Alerta Nacionalista

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