John Mearsheimer: “Irã deve vir depois do Iraque”, lobby sionista orienta a política externa dos EUA

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Descrição

John Mearsheimer, professor de ciência política da Universidade de Chicago publicou no final de agosto de 2007 junto de Stephen Walt, professor de relações internacionais da Escola de Governo Kennedy da Universidade de Harvard, o livro “The Israel Lobby and US Foreign Policy” (O Lobby de Israel e a Política Externa dos EUA), best-seller do New York Times. Em uma de suas palestras, Mearsheimer descreve o Lobby de Israel sobre a política dos EUA com foco nas ações dos sionistas e dos neoconservadores.

O livro descreve o lobby como uma “coalizão frouxa de indivíduos e organizações que trabalham ativamente para orientar a política externa dos EUA em uma direção pró-Israel. O livro “enfoca principalmente a influência do lobby na política externa dos EUA e seu efeito negativo nos interesses americanos”. Os autores também argumentam que “o impacto do lobby também foi involuntariamente prejudicial a Israel”.

Mearsheimer e Walt argumentam que, embora “os limites do lobby de Israel não possam ser identificados com precisão”, ele “possui um núcleo constituído por organizações cujo objetivo declarado é incentivar o governo dos EUA e o público americano a fornecer ajuda material a Israel e apoiar políticas de seu governo, bem como indivíduos influentes para os quais esses objetivos também são uma prioridade”.  E que, embora “a maior parte do lobby seja composta por judeus nos EUA”, existem muitos desses judeus estadunidenses que não fazem parte do lobby, que também inclui sionistas cristãos.Eles também reivindicam uma tendência de grupos importantes no “lobby” para a direita neoconservadora. 

O livro, teve origem num artigo de 2002 encomendado pelo The Atlantic Monthly escrito pelos autores,  sendo foi rejeitado lá e na The London Review of Books por motivos não informados pelos autores. Mas, embora tenha atraído polêmica, também atraiu muitos elogios.

Partindo de um artigo de Philip Weiss de 2006, Mearsheimer e Walt argumentam que “nenhum lobby conseguiu desviar a política externa dos EUA tão longe do que o interesse nacional dos EUA sugeriria, enquanto simultaneamente convence o povo estadunidense de que os interesses americanos e israelenses são essencialmente idênticos”. Eles argumentam que “em suas operações básicas, não é diferente de grupos de interesse de lobismos étnicos. Mas aquilo que diferencia o Lobby de Israel é sua extraordinária eficácia”. Essa coalizão que compõe o Lobby tem significativa influência no Poder Executivo (Presidencial), bem como a capacidade de garantir que a perspectiva do Lobby sobre Israel seja amplamente refletida na grande mídia. O Comitê de Assuntos Públicos de Israel da América (AIPAC), em particular, tem uma tremenda influência sobre o Congresso dos EUA, devido à sua capacidade de recompensar legisladores e candidatos ao congresso que apoiam sua agenda e punir aqueles que a contestam.

Mearsheimer e Walt criticam o que eles chamam de uso indevido da “acusação de anti-semitismo” e argumentam que grupos pró-Israel dão grande importância ao “controle do debate” na academia, mas que no entanto, ainda não obteve sucesso em eliminar críticas de Israel dos campus. Quando o lobby consegue moldar a política dos EUA no Oriente Médio, os inimigos de Israel são enfraquecidos ou derrotados, Israel recebe uma mão livre dos palestinos e os Estados Unidos lutam, morrem, reconstroem e pagam a maior parte dos estragos.

Segundo Mearsheimer, está se tornando cada vez mais difícil argumentar de maneira convincente que quem critica o lobby ou Israel pois este se torna automaticamente um “antissemita” ou “odiador”. Os autores apontaram a crescente insatisfação com a guerra no Iraque, críticas à guerra de Israel no Líbano e a publicação do livro do ex-presidente Jimmy Carter, “Palestine: Peace Not Apartheid” (Palestina: Paz não Apartheid) que torna um pouco mais fácil criticar Israel abertamente.

Créditos de legenda: Caesar Júnior. 

John J. Mearsheimer
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