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Joe Biden acusa Putin por suposta “fraude eleitoral” e o chama de “assassino”

Nesta quarta-feira (17), a embaixada russa em Washington rejeitou as acusações da inteligência norte-americana contra a Rússia sobre uma suposta interferência nas eleições de 2020.

O novo presidente dos EUA, Joe Biden – aclamado como defensor da Justiça e da Paz entre os “lacradores de plantão” e toda a mídia internacional -, prometeu que o presidente russo Vladimir Putin vai “pagar um preço e que seria logo”  e ainda o chamou de “assassino” na mesma entrevista pela suposta interferência nas eleições presidenciais de 2020.

“Ele vai pagar um preço. Vocês logo vão ver”, afirmou Biden à ABC News ao ser questionado sobre as consequências que o presidente russo teria de enfrentar.

O entrevistador George Stephanopoulos perguntou: “Você conhece Vladimir Putin, você pensa que ele é um assassino?”. “Eu penso”, respondeu Biden.

Durante a entrevista, Biden revelou que ele e Putin tiveram uma conversa telefônica em janeiro, e nesse diálogo, o americano avisou o russo que haveria uma resposta.

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O presidente dos EUA não especificou qual será a natureza da ação americana. Ele disse que isso não implica cortar as relações com os russos, e deu como exemplo a tentativa dos dois países de prolongar um acordo sobre armas.

Ao falar sobre essa possibilidade de seguir negociando com a Rússia, mas ao mesmo tempo retaliar os russos pela atuação em campanhas eleitorais nos EUA, Biden usou uma metáfora: “Dá para andar e mascar chiclete ao mesmo tempo”.

A declaração foi feita logo após a embaixada russa em Washington afirmar, nesta quarta-feira (17), que as acusações da inteligência dos EUA contra a Rússia e o Irã sobre uma suposta interferência nas eleições serem infundadas.

“O documento preparado pela inteligência dos EUA ainda é mais um conjunto de acusações infundadas contra nosso país de interferência em processos da política interna norte-americana. As conclusões do relatório sobre a condução pela Rússia de operações de influência na América são confirmadas unicamente pela confiança dos serviços de inteligência na veracidade delas. Não são fornecidos fatos ou evidências concretas dessas declarações”, afirmou a embaixada.

Os diplomatas russos enfatizaram que, com estas alegações, os EUA estão tentando jogar a responsabilidade pela desestabilização política interna para países estrangeiros.

A declaração se seguiu a um relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA de terça-feira (16), alegando que o presidente russo Vladimir Putin sabia e orquestrou um suposto esforço para manipular as eleições presidenciais nos EUA em 2020 a favor de Donald Trump.

Mais uma vez, a embaixada russa em Washington:

“Nós declaramos que Washington continua praticando a ‘diplomacia megafone’, com o principal objetivo de manter uma imagem negativa da Rússia; culpando os jogadores externos por desestabilizar a situação dentro do país. Esta atitude da administração dificilmente corresponde com o diálogo de igualdade e respeito mútuo que nós propomos em busca de soluções às pressões. As ações de Washington não visam a normalização das relações bilaterais”, ressaltou o embaixador russa Anatoly Antonov.

Quando Joe Biden chamou de assassino o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o Ministério de Relações Exteriores da Rússia convocou de volta a Moscou o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, informou uma porta-voz do Kremlin na quarta-feira (17) para conversar com outros representantes do governo da Rússia sobre os próximos passos da relação do Kremlin com a Casa Branca. A nota, contudo, não menciona diretamente a entrevista concedida por Biden.


 

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