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Partidos de esquerda e direita pedem pela dissolução dos partidos fascistas.

Após a imposição do Green Pass na Itália para entrada em bares, restaurantes, academias e estações de trem, o governo aprovou uma lei para estender tal obrigatoriedade para qualquer posto de trabalho, colocada em prática a partir de 15/10/2021. Empresas e funcionários podem pagar multas que podem chegar a € 1.500, em caso de descumprimento.

Desde as primeiras imposições governamentais, ocorreram manifestações em mais de 80 cidades italianas, em diversas datas, levando milhares de pessoas às ruas, independentemente de suas escolhas partidárias e ideológicas.

Matteo Salvini declarou:

“Eu defendo a liberdade de manifestação de qualquer pessoa se for pacífica e democrática”. A vacina? Deve ser uma escolha livre, principalmente para as crianças. Não aceito a multa, a proibição, a burocracia.”

Além disso, seu partido, Lega, votou a favor de algumas emendas propostas pelo Fratelli d’Itália, em oposição ao Green Pass.

Desde o início das manifestações populares, a Casa Pound, o Forza Nuova e o Fratelli d’Itália declararam apoio à liberdade do povo e estiveram destacadamente presentes nos atos.

Em contrapartida, e apesar da grande indignação popular, assim como da medida que evidentemente ataca o direito dos trabalhadores, A CGIL (Confederação Geral Italiana do Trabalho), o maior de seus sindicatos, apoia a medida governamental, assim como o Partido Democrata.

O secretário do Partido Democrata, Enrico Letta declarou que:

“O Green Pass é fundamental à saúde de todos” E ainda: “Acho muito séria a atitude da Liga, atitude que demonstra irresponsabilidade e mostra que a Liga não se preocupa com a saúde dos italianos e que não é um parceiro governamental confiável. Parceiro governamental confiável não vota nas emendas da oposição sobre uma questão-chave”.

Aparentemente querem defender a democracia apoiando uma medida antidemocrática e inconstitucional, além de se autodeclararem defensores dos trabalhadores, fortificando algo que aliena os italianos do direito ao trabalho.

 Enquanto isso, os chamados fascistas do Forza Nuova, firmes em contrariar a lei que determina o Green Pass em ambientes de trabalho, convocaram seus seguidores ao protesto de 09/10/2021.

No canal oficial da Forza Nuova Umbria, foi postada a seguinte convocação:

* SEM GREEN PASS PERUGIA: AMANHÃ ESTAREMOS TODOS EM ROMA! *

Com este comunicado formalizamos a nossa adesão à grande mobilização do dia 9 de Outubro contra o Green Pass e contra carnificina da saúde e da sociedade. Será uma praça imponente, mas, ao mesmo tempo, heterogênea. Sem distinções políticas ou partidárias e acima de tudo para além das ideologias que durante tantos anos dividiram as lutas sociais. Convidamos todos os perugianos livres a se unirem a nós para conquistar a liberdade que perdemos há mais de 1 ano. Pequenas ou grandes diferenças não contam mais, apenas a oposição total ao infame Green Pass que apenas dividirá os cidadãos em categorias. Não podemos tolerar isso!

9 DE OUTUBRO, 15H, PIAZZA DEL POPOLO! * CONTATE-NOS PARA SABER MAIS.”

Sábado, 9 de outubro  todas as praças da itália pararão e descerão à Roma. Contra o Green Pass, pelo trabalho e pela liberdade. Nós somos o povo! Apartidário, apolítico e anti-ideológico.

A manifestação ocorreu e atraiu milhares de manifestantes em Roma. De forma enérgica, alguns manifestantes buscavam invadir o escritório do primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, que estava fortemente protegido pela polícia. Impossibilitados de tal ação, a invasão ocorreu ao CGIL na intenção de confrontar o líder Maurizio Landini por seu posicionamento favorável ao Green Pass. A invasão ao CGIL culminou em confronto com a polícia e vandalismo ao local.

A polícia dispersou a manifestação com jatos d’água e prendeu 12 manifestantes, entre eles Roberto Fiore e Giuliano Castellin, líderes do Forza Nuova.

Em defesa, o advogado Carlo Taormina declara: “Defendo 5 presos, incluindo os dirigentes de Forza Nuova, não vi ataques violentos”. E continua:

“Eu sou uma testemunha ocular do que aconteceu ontem na Piazza del Popolo, onde havia muito mais de dez mil pessoas de várias formações políticas, como pude ver: pessoas que pensaram que tinham que se manifestar pela questão do Green Pass”. «O ambiente era até alegre e festivo, tanto por parte dos manifestantes como também da polícia, extremamente cortês e correta com uma atitude não de partilha, mas certamente de consideração. Eu próprio tomei a palavra – continua – e depois saí por volta das 17h: Não sei tudo o que aconteceu depois, mas enquanto estive lá foi um belo acontecimento. […] Houve uma longa análise dos materiais filmados antes de se chegar a conclusões, em particular para dois dos presos.[…] Quanto à invasão à CGIL, tanto Castellino como Fiore estão presentes, mas em posição destacada e não entre aqueles que efetuaram a invasão.

Além da prisão dos dois dirigente do Forza Nuova e de outros manifestantes, o Partido Democrata e o Líder do CGIL Maurizio Landini pediram a extinção do Forza Nuova, utilizando a lei Scelba [1] e convocaram protestos contra o que erroneamente chamaram de “extrema-direita”. Neste protesto estavam presentes os representantes do movimento 5 estrelas, de direita, à destacar, Giuseppe Conte.

Acerca das prisões, foram divulgados no VK do Forza Nuova, assim como em seu Canal do Telegram, a seguinte declaração:

“SOLICITADA AO G.I.P [2] A LIBERDADE DE ROBERTO FIORE:

O DIRECIONAMENTO PARA O CGIL FOI REGULARMENTE AUTORIZADO E ACORDADO ENTRE OS MANIFESTANTES.

O Ministério Público de Roma está errado em todas as acusações.

Eles construíram um julgamento contra Fiore nos salões políticos e nos estúdios de televisão, que se tornaram simulacros de julgamentos completos com condenações. Não ocorreram nenhum dos crimes imputados a Roberto Fiore, que respondeu com absoluta lealdade interlocutória e com precisão, ancorando os fatos a cada espacialidade temporal, às questões do G.I.P.

A Dra. Annalisa Marzano – em videoconferência da Penitenciária de Poggioreale com o Tribunal de Roma – examinou uma interpretação hermenêutica das investigações realizadas pelo Ministério Público.

Interpretação hermenêutica de palavras e imagens que vão na direção oposta a cada acusação contra o Secretário Nacional do FN.

1) Incitação ao crime: Fiore nunca falou na Piazza del Popolo.

2) Reunião sediciosa: a manifestação foi autorizada.

3) Devastação e Saque: constata-se que Fiore retirou a multidão da CGIL, este último alegado crime instrumental ao pedido de custódia.

4) É ridícula a contestação da reincidência da Fiore, cuja certidão criminal está intacta. O único programa do evento, que resultou em um direcionamento improvisado, foi sitiar e presidir a CGIL para confrontar Landini com suas responsabilidades para com os trabalhadores, EM PERFEITO ACORDO COM OS OPERÁRIOS.

Se, nos termos do protocolo da sentença da audiência desta manhã, que terminou com as discussões dos advogados às 14h00, Fiore não for libertado da prisão, poderemos afirmar com absoluta peremptória e certeza que a detenção de Roberto Fiore é um ato político e não judicial.”

O site do Forza Nuova foi retirado do ar pelo governo, e em seu lugar consta “Procura della repubblica presso il Tribunale di Roma. Sapazio Web Sottoposto a Sequestro.” (Procurador da República do Tribunal de Roma. Espaço Web sujeito à apreensão.)

Entre os 12 manifestantes presos está Giuliano Castellino, líder do partido Forza Nuova
Entre os 12 manifestantes presos está Giuliano Castellino, líder do partido Forza Nuova

Ioannis Lagos, representando o Aurora Dourada, da Grécia, prestou apoio a Fiore: “A proposta de dissolver os partidos de extrema direita na Itália é a prova de que apenas nacionalistas e patriotas são contra o sistema e, portanto, o sistema deve inventar maneiras de eliminá-los” e continua:

“Acho que a imposição do Green Pass serve apenas para suspender os direitos humanos e as liberdades fundamentais. A proteção da saúde pública é apenas um pretexto”, o ex-diretor da Aurora Dourada envia então “solidariedade a Roberto Fiore e ao outro membro detido do Forza Nuova: Infelizmente, eu também sou um prisioneiro político na Grécia porque sou um nacionalista”, lembrando que há atualmente 39 presos políticos nacionalistas na Grécia.”

Apesar das duras repressões do governo, o Forza Nuova continuará a luta contra a ditadura sanitária ao lado dos trabalhadores e demais cidadãos que se sentem absolutamente privados de seu direito de escolha em relação à autorização do uso de quaisquer substâncias em seus organismos.


Nota da edição

[1] Lei criada por Mario Scelba, do partido da Democracia Cristã, em 1952, que prevê a proibição da tentativa de reconstrução do Partido Fascista. A Lei diz:

“É proibida a reorganização, sob qualquer forma, do partido Fascista dissolvido. Não obstante o artigo 48, a lei estabelece, por um período não superior a cinco anos a partir da entrada em vigor da Constituição, restrições temporárias ao direito de voto e à elegibilidade dos dirigentes responsáveis pelo regime fascista”.

[2] Giudice per le indagini preliminari – Juiz para Investigações Preliminares.

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