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A Solução Final nazista já é muito conhecida por parte do público como sendo a política de extermínio de judeus em campos de concentração, como o objetivo final de livrar a Europa deles de maneira definitiva. O termo foi utilizado no famoso e polêmico Protocolo Wannsee em 1942, no qual apresenta as lideranças do Reich debatendo o que será realizado dos judeus presentes nos territórios ocupados pelos alemães. Essa data é muito importante já que demonstra que a suposta decisão de extermínio fora decidida somente durante a guerra e 3 anos antes de seu fim dentro de um regime que durou 12 anos. 

Com isso, diversos historiadores do Terceiro Reich vão concluir que as políticas de extermínio não eram planejadas desde o início, mas vão surgir por necessidade e por pressão do período de guerra. Mark Roseman afirma que a Solução Final surge a partir do desencadeamento de uma retórica extremista e radical. Para ele, quando Hitler em seus discursos fala sobre o “extermínio judaico” em nenhum momento isso se firma como uma política concreta de extermínio, apenas retórica sobre a expulsão dos judeus da vida pública alemã, porém segundo o mesmo o extermínio em si acaba tornando-se cada vez mais real com o tempo. O aclamado historiador David Irving, responsável por uma das maiores biografias de Hitler, afirma que o genocídio de milhares, se aconteceu, foi realizado sem o conhecimento de Hitler, sendo uma decisão de líderes menores encarregados da segurança do Reich. A partir desse entendimento Irving assim como outros revisionistas contestam a  narrativa tradicional do Holocausto. 

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O consenso entre os historiadores é de que as intenções iniciais dos Nazistas eram mesmo a de deportação de judeus para o exterior, até mesmo lugares como Madagascar eram cogitados como destino. E mesmo com posse do documento do Protocolo Wannsee, as conclusões sobre uma ordem de extermínio direta são muito dúbias, já que o documento não apresenta em si nenhuma prova concreta (Ler mais sobre o Protocolo Wannsee). Porém, no julgamento de Nuremberg após a guerra, Hermann Göring, o maior líder do Reich depois de Hitler, afirma que a tradução do termo “Solução Final para a Questão Judaica” (Endlösung der judenfrag) foi erradamente traduzida pelos aliados, e que o termo utilizado na reunião seria “Solução Total”. Isso indica que a tradução foi alterada para conseguirem interpretar de maneira que possam apontar para a suposta matança de judeus, já que a palavra “Final” é mais intensa que a palavra “Total”. A segunda deixa claro que seria uma solução para com todos os judeus da Europa, favorecendo a narrativa da deportação judaica, já a interpretação apresentada falsamente favorece a narrativa dos aliados como uma prova de condenação aos seus inimigos, e assim foi utilizada. 

By Nick Clark

Universitário no curso de História, apresenta trabalhos e contribuições de diversos autores com textos focados na temática histórica política e revisionista histórica.

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