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Guillaume Durocher: A sabedoria dos antigos: Cidades-Estado gregas como Estados-étnicos

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Como muitos de nossa geração, fui criado e “educado” sem adquirir qualquer conhecimento real da identidade europeia ou de nossa tradição ocidental. Os clássicos estavam fechados. Embora eu possa ter tentado lê-los uma ou duas vezes, eles sempre me deixaram sem rumo afinal. Eu era muito ignorante para mesmo tentar diminuir minha ignorância através deles. Eu então não sabia de onde nós, nossa grande civilização e família de nações, viemos, e eu as tomava como por consolidadas e certas. “O Ocidente” significava pouco mais para mim do que um conjunto de valores muito recentes e altamente questionáveis, em grande parte impostos no século passado ou algo assim.

Tendo tornado-me consciente da minha ignorância, procurei retificar isso e comecei a ler alguns dos Clássicos – especialmente aqueles dos gregos antigos [1] – e, para minha alegria, descobri que desta vez podia lê-los e que eles geralmente tinham muitos vislumbres relevantes para os nossos tempos. Acredito que a diferença é que sou um pouco mais velho, um pouco mais sábio e que consegui me emancipar da visão muito empobrecida de que a democracia do consumidor no pós-guerra representa a forma mais alta possível de vida humana. Depois de remover meus antolhos liberais [2], finalmente pude apreciar essas obras.

Na maioria das vezes, não tenho feito resenhas destes trabalhos, pois são muito sutis e minhas luzes são muito fracas para lhes fazer justiça total. (Tenho escrito, no entanto, porque a relevância e o deslumbre foram grandes demais, para The Occidental Observer,sobre os temas etnocêntricos e eugênicos da República de Platão), [3] Receio que minhas paráfrases inferiores não sejam muito úteis e, em vez disso, incentivo os curiosos a ler os Clássicos eles mesmos. [4]

No entanto, desejo destacar aqui algumas das principais ideias e temas as quais extraí das minhas leituras (de maneira alguma abrangentes). Fazendo isso, espero fornecer uma introdução útil e estimular o apetite de meus leitores para descobrir nossa sem rival tradição ocidental. Isso não deve ser feito num espírito de antiquário. Os gregos, um povo brilhante que vive no mundo áspero do antigo Mediterrâneo, descobriram verdades e técnicas de valor atemporal, coisas para não memorizar, mas para viver. Se alguém entendeu alguma coisa, começa a ver a vida de uma maneira diferente e começa, ainda que modestamente, a mudar a vida, dia após dia.

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1- A primazia do amor e da guerra

Em nosso mundo, pelo menos no que diz respeito aos seres vivos, tudo gira em torno de uma luta incessante por sobrevivência e reprodução. Todas as criaturas existem como o culminar de uma magnífica cadeia de gerações, cada uma das quais triunfou em uma competição feroz, tanto nutricional quanto sexual – coma, ou seja comido, acasale ou veja sua linhagem morrer com você. Todos nós existimos porque cada um de nossos ancestrais foi finalmente bem-sucedido nessa luta incessante de amor e guerra. As próprias lições dessa luta são inscritas como a sabedoria mais duramente conquistada em nossos genes: em nossa propensão para prazer e dor, fome e luxúria, ousadia e timidez, intuição e racionalidade e, de fato, em todos os aspectos de nosso físico e personalidade.

Seja por intuição ou por razão, a literatura grega mais antiga a qual nos chega atribui um significado fundamental e até cósmico a essas duas forças básicas, amor e guerra. O poeta Hesíodo, em sua genealogia dos deuses, coloca o deus do amor, Eros, no início da criação, possibilitando a todas as outras gerações divinas e animais:

“Eros, o mais belo entre os deuses imortais, que amolece os membros, e a todos os deuses e a todos os homens, sujeita no peito o entendimento e a vontade consciente.” [5]

O filósofo Heráclito, chamado de “obscuro” por suas palavras enigmáticas, é conhecido através de alguns dos fragmentos mais antigos do pensamento ocidental. Seu famoso ditado sobre guerra praticamente se tornou um provérbio: “A guerra é o pai de todas as coisas”. Mais exatamente, ele disse:

“{…} de todos a guerra é pai, de todos é rei; uns indica deuses, outros homens; de uns faz escravos, de outros, livres.”[6]

Isso é tão verdadeiro no mundo animal como no humano. Os gregos sabiam disso intimamente: qualquer cidade-estado deficiente em valor e organização marcial era escravizada ou destruída, seja por colegas gregos ou pelo crescente Império Persa. O destino dos vencidos era muitas vezes supremamente sombrio: os homens podiam ser exterminados, as mulheres e as crianças escravizadas, como tantos espólios de guerra. Nossa geração muitas vezes esquece que nossa ordem política existe em virtude de uma sucessão de guerras – das guerras revolucionárias do iluminismo às guerras mundiais do século XX – e isso não pode ser de outra maneira.

“Heráclito”, por Johannes Moreelse, por volta de 1630. Créditos: Wikimedia Commons

Homero também conta uma história significante sobre os deuses do amor e da guerra: Afrodite e Ares. Os dois desejavam fazer amor, mas ao deus ferreiro coxo Hefesto havia sido prometido Afrodite como esposa. O ferreiro forjou uma rede metálica para colocar sobre sua cama conjugal e, encontrando Afrodite e Ares fazendo amor lá, os prendeu lá dentro, para sua humilhação. Uma metáfora para a domesticação grosseira do desejo sexual invencível pelas restrições da civilização?

A Ilíada de Homero, o poema épico mais antigo do Ocidente que chegou até nós, é um grande conto de amor e guerra. O poeta fala de uma terrível guerra pela competição sexual, pelo coração da bela Helena, e suas inevitáveis tragédias. Mas a autopiedade choramingona e a efeminação do nosso tempo são desconhecidas para Homero: se a tragédia é inevitável na experiência humana, o papel do poeta é dar significado e beleza à provação, e inspirar os homens a lutar por um destino glorioso.

A Odisseia de Homero, a qual conta a história do retorno de Odisseu da Guerra de Troia à sua terra natal, Ítaca, também é uma história substancialmente impulsionada pelo amor e pela guerra, ou melhor, parentesco e violência. Odisseu está condenado a vagar pelo Mediterrâneo em meio a estranhos hostis que podem “causar estragos em homens de outra espécie” [7]. O herói encara selvagens e monstros, e muitas vezes é tentado a se afastar de casa com seres divinos. Mas Odisseu não pode deixar de ter saudades de sua esposa Penélope e sua família, seus “amigos e parentes” [8] e “seu próprio país” [9], o de seus antepassados.

Odisseu persevera agarrando-se à sua identidade e triunfa através da coragem e astúcia. Sua família não tinha “nenhum homem deixado com a coragem de Odisseu para a tutelar para fora da ruína”. [10] Ele volta e encontra sua casa invadida por pretendentes parasitas que desejam usurpar sua esposa e direito de primogenitura. Odisseu se une a seu filho Telêmaco para planejar vingança. O próprio Telêmaco tinha o dever de encontrar seu pai e redimir sua casa, pois diz-se que pertence à “raça dos protegidos pelo céu e dos reis cetros”. [11] A vingança de Odisseu sobre os pretendentes e seus colaboradores é implacável e brutal, uma ação sombria necessária para restaurar sua honra e autoridade.

2 – As cidades-estados gregas, os primeiros etno-Estados

Os gregos não conceberam política fora da cidade-estado (a polis), a qual refletia princípios muito diferentes dos que temos vindo a conhecer. Muitos desses princípios, no entanto, são muito relevantes para qualquer povo que luta pela autodeterminação e sobrevivência em um mundo de tribos hostis que competem por recursos limitados.

Antes de qualquer coisa mais, uma boa cidade-estado possuía as qualidades necessárias para sobreviver diante de potências estrangeiras agressivas. Isso foi assegurado pela solidariedade entre os cidadãos, cada um disposto a lutar e morrer ao lado do outro. Portanto, o cidadão também era um soldado-cidadão. A conclusão do treinamento militar e a capacidade de comprar a armadura do soldado hoplita para si próprio costumavam ser critérios para a cidadania plena. A cidade-estado era pequena, a maioria com menos de 50.000 pessoas, e uma minoria da população era cidadã. Isso fez da política um assunto cara a cara entre líderes e concidadãos que se conheciam pessoalmente.

Para os gregos antigos, a liberdade política era um empreendimento holístico que envolvia toda a comunidade. Eles tinham nenhuma noção de liberdade individual fora da polis. Todos seriam livres ou escravos juntos, dependendo do bem-estar e da sobrevivência da comunidade e de seu Estado. Portanto, Aristóteles argumentou que “a justiça consiste no que tende a promover o interesse comum” (A Politica, 1282 B14), e não na busca de algum ideal individualista ou igualitário. A ética política de Aristóteles adota uma abordagem holística e comunitária típica dos gregos, pois: “Um todo nunca é pretendido por natureza ser inferior a uma parte” (A Politica, 1288 A15).

Busto de Aristóteles construído para homenagear o Liceu criado pelo filósofo. Mármore, cópia romana de um original grego em bronze por Lísipo em cerca 330 a.C; o manto em alabastro é uma adição moderna. Créditos: Creative Commons

Xenofonte escreve eloquentemente sobre a insensatez autodestrutiva daqueles que acreditam que pode haver liberdade sem autodisciplina (então, se é levado ao ventre) ou por sermos uma cosmopolita sem raízes sem Estado (a liberdade é então levada à boa vontade de o estado estrangeiro em que se reside). A polis era descaradamente autoritária e coletivista, sendo o bom legislador quem podia inspirar bons hábitos e moral na cidadania. Os próprios cidadãos aceitaram as disciplinas da cidade, desempenhando um papel na sua criação e identificando-se com a comunidade.

Mas a solidariedade e a coesão do grupo foram asseguradas não apenas pela participação e familiaridade cívica possibilitadas pelo pequeno tamanho da cidade, mas também pelos laços de sangue. Atenas e Esparta, as principais cidades-Estado gregas, limitaram a cidadania aos descendentes da população fundadora original, permitindo poucas exceções. As cidades-Estados gregas não eram então apenas Estados de cidadãos, como também foram descritas, mas estavam de fato entre os primeiros etno-Estados.

A Atenas democrática era típica a esse respeito. O estadista ateniense Péricles, conhecido por suas reformas democráticas, ajudando os cidadãos mais pobres e dando-lhes mais voz no governo e na lei, combinou seus esforços com o estreitamento dos requisitos de cidadania, limitando-o aos descendentes de dois pais atenienses. Isso pode chocar os democratas-liberais modernos que defendem um altruísmo universal não-discernível e não-correspondido. De fato, a combinação de generosidade e exclusão de Péricles não é surpreendente: quanto mais discriminatória é entre um bem definido grupo interno e grupos de fora, mais generoso se pode ser ao grupo interno.

Além disso, Montesquieu relata que os estrangeiros que votaram ilegalmente na assembleia ateniense pagaram a pena suprema: a morte. Esse era o preço que os democratas atenienses extraíam daqueles que diluiriam a soberania do povo e do Estado. A restrição da cidadania é um dos aspectos mais contundentes no desenvolvimento da primeira e mais famosa democracia do Ocidente (o outro aspecto marcante, para mim, é a instituição de perdão de dívidas do legislador ateniense Sólon).

Em contraste com a democracia ateniense, os espartanos tinham uma admirada “constituição mista”, com elementos monárquicos, oligárquicos e democráticos, inclinados à aristocracia. Cidadãos plenos, conhecidos como esparciatas, governavam uma classe única de soldados profissionais sobre uma população nativa de hilotas (“provavelmente a instituição mais difícil e contenciosa de todo o mundo grego”, observa Platão[12]). O legislador espartano Licurgo tinha dado a esse estado suas instituições peculiares, exigindo treinamento militar sistemático dos jovens, comendo em refeitórios comuns para unir os cidadãos e medidas para melhorar sua qualidade biológica (incluindo matar recém-nascidos deformados). Esparta também tinha leis para melhorar a fertilidade: pais com três filhos foram aliviados do serviço militar e aqueles com quatro filhos não pagaram impostos (Aristóteles, A Política, 1270 B6).

Estátua de Licurgo, legislador de Esparta, no Tribunal de Bruxelas. A ele é creditada pensar que o importante das leis não é que sejam boas ou más, mas que sejam consistentes. Ele preside a escada com um legislador romano no Palácio da Justiça em Bruxelas. Créditos: RaquelHdez/Flickr

Licurgo instituiu um sistema severo. E, ainda, foi através de tais leis, e da unidade e disciplina que resultou, que Esparta, com cerca de 50.000, teve o poder de derrotar uma Atenas muito mais rica e populosa de 250.000 na Guerra do Peloponeso. E antes disso, os poderes ateniense e espartano juntos tinham sido necessários para salvar a Grécia da destruição total nas Guerras Persas. De fato, o sacrifício do rei espartano Leônidas e seus 300 homens nas Termópilas ressoa mesmo na cultura popular até hoje, mais recentemente com o filme 300. [13] Em suas Leis, Platão relata o que teria acontecido com a Grécia se as cidades-Estado fossem muito fracas e os persas triunfassem:

“{…} se não fosse pela decisão conjunta de atenienses e lacedemônios de afastar a ameaça da servidão, seria quase certa agora a confusão de todas as raças helênicas, bem como a mistura de bárbaros com gregos e gregos com bárbaros – exatamente com as raças atualmente submetidas pelo Império persa se acham dispersas no estrangeiro ou desordenadamente miscigenadas vivendo numa condição miserável.” [14]

E isso teria sido o fim do povo grego e suas realizações culturais sem paralelo, e a civilização ocidental como a conhecemos não existiria. Felizmente, “o ataque persa aos gregos – contra praticamente todos os que vivem na Europa”, falhou. [15]

Os próprios gregos reconheceram que, qualquer que fosse a lealdade que cada um tinha com sua polis, havia um parentesco espiritual, cultural e étnico mais amplo entre todos os gregos. Isso era celebrado através de festivais religiosos conjuntos e dos Jogos Olímpicos. À luz de seu sangue e cultura compartilhados, os gregos acreditavam que deveriam ser mais gentis uns com os outros e se unir contra agressores bárbaros, mas as divisões políticas significavam que raramente atingiam esse ideal.

3 – Natureza e os deuses: leis sagradas

Os pensadores gregos costumavam debater a natureza dos deuses e o próprio universo – ou natureza – e seu relacionamento com as leis. Muitos gregos denunciaram suas histórias tradicionais sobre deuses apaixonados e violentos como ímpios. Alguns denunciaram as leis de sua cidade como contrárias à natureza. Os gregos eram tipicamente ocidentais em sua disposição de questionar a convenção.

Os gregos acreditavam quase universalmente que qualquer um que violasse a vontade dos deuses ou da natureza, por ignorância ou desprezo, seria inevitavelmente arruinado e destruído como resultado. Em um sentido bastante literal, então, ser ímpio ou fazer o antinatural significava que os gregos se envolviam em comportamento mal-adaptado. Os deuses caprichosos de Homero e o sofrimento de seus heróis, que podem ter sem saber ofendido um deus, refletem a ansiedade dos homens, enfrentando a morte e o perigo a todo momento, para respeitar os poderes superiores inescrutáveis que mantêm o controle sobre suas vidas.

Talvez esse ponto seja explicitado de maneira mais explícita em um dos diálogos de Xenofonte sobre o incesto:

Sócrates: “{…} Mas certamente os transgressores das leis ordenadas pelos deuses sofrem uma punição da qual nenhum ser humano pode escapar, diferentemente das leis dos homens, de cuja punição alguns transgressores conseguem escapar, quer pela ocultação, quer pela violência.”

Hípias: “E, afinal, Sócrates qual é essa punição à qual não podem se esquivar pais e filhos que mantêm relações sexuais entre si?”

Sócrates: “A maior de todas, por Zeus! De fato, em que punição maior poderiam incorrer seres humanos que geram mal seus filhos?” [16]

A proibição do incesto é, portanto, uma lei divina ou natural. Essa interdição é um princípio perfeitamente adaptável, mesmo que os Antigos não soubessem nada sobre os motivos genéticos para doenças consanguíneos ou depressão por endogamia. No diálogo de Xenofonte, Hípias e Sócrates observam mais dois costumes, além do incesto, que, sendo compartilhados por (virtualmente) todas as sociedades humanas, provavelmente refletem a lei natural: “entre todos os povos, o primeiro costume estabelecido é adorar a deuses” e “honrar os pais”. Eu argumentaria que ambos são princípios adaptativos fundamentais.

Honrar os pais significa conhecer os parentes, ser solidários com eles e, em certa extensão, se inscrever em seu plano mais amplo. Em outros lugares, Xenofonte observa que o amor de uma mãe por seus próprios filhos também é uma “lei natural” [17], a qual é evidentemente adaptável.

Estátua de Xenofonte em frente ao parlamento austríaco, em Viena. Foto: sianstock / Shutterstock.com

A piedade, eu argumentaria, representa um desejo inato de obediência e aplicação de normas de grupo, definidas pela religião reinante. Os princípios de uma religião podem, naturalmente, ser mal-adaptativo (penso especialmente em religiões universais, muitas vezes promovidas e manipuladas por governantes de impérios multiétnicos). No entanto, as religiões tribais tradicionais parecem praticamente sempre ter valores adaptativos como um todo. Religiões específicas como judaísmo, hinduísmo ou xintoísmo claramente têm princípios etnocêntricos adaptativos. O politeísmo grego, além de promover a família e os valores do heroísmo e sacrifício pessoal, enfatizava a lealdade à cidade-Estado, que, como vimos, era um grupo de parentesco. A aversão universal à impiedade nas sociedades tradicionais representa, na minha opinião, uma aversão instintiva à falta de normas, uma sociedade sem direção ou ordem é considerada um sacrilégio revoltante. A religião pode ser comparada a um tipo de software social: ela permite a unidade do grupo e mudanças potencialmente radicais no comportamento social por meio de vários mecanismos (culpa, imposição), sem esperar uma mudança genética invariavelmente lenta – o que os evolucionistas chamam de seleção de grupo cultural.

Isso de modo algum esgota a discussão do direito natural. Observo, contudo, que a concepção grega usual, de que o que é antinatural e ímpio é autodestruição / mal-adaptação, tende a implicar mais deveres do que direitos [18]. A concepção grega da lei natural significa que indivíduos e comunidades têm o dever de não se envolver em comportamentos que os arruínem. Em contrapartida, como nós, ocidentais, estamos transformando nossas sociedades em total desprezo pelas leis do tribalismo nos seres humanos e na hereditariedade em todas as criaturas vivas, tornamo-nos cada vez mais fracos a cada geração.

Segue-se que, para os gregos, a ética – pessoal ou política – só poderia ser conhecida através do conhecimento das leis naturais e divinas do universo. O bom Estado, portanto, procuraria harmonizar suas leis com as do universo. Conforme Heráclito diz: “todas as leis humanas estão de acordo com a única lei divina; pois a única lei divina tem todo o poder que deseja, é uma defesa infalível para todas as leis e prevalece sobre todas as leis.” [19] Uma possível implicação é que, se as leis do Estado são antinaturais e mal-adaptadas para o povo, a pessoa tem o direito e o dever de violar e substituir essas leis.

Os filósofos então tinham uma busca para descobrir as leis da natureza e inspirar sua sociedade a viver em harmonia com elas. Isso, no entanto, teve implicações antidemocráticas óbvias. Demócrito, um filósofo famoso por postular a existência de átomos indivisíveis, acreditava que era “errado avaliar a verdade por maiorias e minorias”. [20] De fato, por definição, aqueles com o melhor conhecimento da verdade são uma minoria minúscula – assim como os melhores velocistas, os melhores construtores de navios, os melhores médicos etc. formam minúsculas minorias de seus respectivos campos. Muito mais tarde, o filósofo-imperador Juliano, o último governante romano a tentar reviver a antiga religião pagã e a filosofia grega, resumiu as coisas assim: “o fim e o objetivo de. . . toda filosofia é felicidade, mas a felicidade que consiste em viver de acordo com a natureza e não de acordo com as opiniões da multidão” (To the Uneducated Cynics). [21]

A liderança política e cultural deveria pertencer àqueles que possuíam intelecto e bondade inatos, e o melhor treinamento e educação para conhecer a verdade.

4 – O reconhecimento da desigualdade: fundamentos da ética

Para os antigos, o reconhecimento da desigualdade era fundamental para a ética. Um igualitário era efetivamente moralmente cego. Desigualdade se estendei a todas as esferas. No nível individual da alma humana, a razão era considerada superior às emoções, e emoções superiores ao mero prazer. Nos melhores seres humanos, aqueles que realizam nosso verdadeiro potencial como distinto de bestas irracionais, a razão governa o prazer e a dor, com a assistência de suas emoções. Desde que a razão não foi distribuída igualmente entre todas as pessoas, a desigualdade humana era um fato da natureza – uma verdade que tem sido cientificamente demonstrada repetidamente na literatura sobre a genética comportamental do QI.

No nível do universo, espécies e coisas eram desiguais no mesmo sentido: deuses eram superiores aos homens, homens aos animais e animais aos objetos inanimados. Nesse esquema, os humanos devem adorar e servir aos deuses, enquanto governam corretamente os animais e, finalmente, os animais sobre a mera matéria.

Entre o homem individual e o universo, há a cidade. E aqui novamente se encontra desigualdade e diversidade em toda parte em qualquer sociedade humana, muitas delas inatas. Novamente, os melhores – aqueles que são mais esclarecidos, por qualquer combinação feliz de habilidade natural e boa educação – devem liderar aqueles com habilidades menores.

A desigualdade de todas as coisas no universo é axiomática para os gregos. E igualmente axiomática é a regra de que o melhor deve governar o pior, e não o contrário. Como o gentil Marco Aurélio, outro filósofo-imperador romano, diria: “Não era acaso evidente isto: os seres inferiores em vista dos superiores, e este em vista uns dos outros?” [22] E novamente, com sua magnanimidade de marca registrada em relação aos menos esclarecidos, ele disse: “Esforça-te por convencê-los; e procede até contra a vontade deles, quando da justiça a razão assim impuser.” [23]

Busto de Marco Aurélio: o último dos bons Imperadores Romanos. Foto: Reprodução

Não se encontra muito de uma tensão individualista na política dos antigos gregos. Mas se pode encontrar uma igualitária. Às vezes isso foi justificado, conforme com o tempo a terra e a riqueza tinham uma tendência para se acumular em poucas mãos e o povo a se endividar com a usura. Houve revoluções periódicas para espalhar a terra mais igualmente entre os cidadãos. No entanto, como tantas vezes na história ocidental, a tendência igualitária frequentemente caducava em excesso autodestrutivo. Conforme Heráclito observou com eloquência condenadora:

“É legítimo que todos os efésios adultos morram e que os menores abandonem a cidade, eles que expulsaram Hermodoro, o mais valoroso dos seus, dizendo: ‘de nós, nenhum será mais valoroso, senão que o seja algures e entre outros.”[24]

A tensão aristocrática e antidemocrática através da antiga tradição filosófica não pode ser enfatizada além da medida. Isso vai muito além da frustração compreensível dos filósofos atenienses pela derrota de seu regime democrático incompetente durante a Guerra do Peloponeso e sua repulsa pela revulsão da execução de Sócrates na democracia, um homem em todos os aspectos superior à multidão. Pelo contrário, é um ponto de princípio, como Platão em doloroso esforço está a enfatizar em suas Leis: o desigual deve ser tratado de forma desigual, e a justiça “consiste em conceder a ‘igualdade’ que os desiguais merecem alcançar”. [25]

Sobre esse ponto Aristóteles concordou com seu professor Platão, escrevendo:

“Por exemplo, parece que a igualdade seja justiça, e o é, com efeito; mas não para todos, e sim somente entre os iguais. A desigualdade também parece ser, e o é com efeito, mas não para todos, só o é entre aqueles que não são iguais.” (A Política, 1280 A7) [26]

Os filósofos gregos geralmente entendiam que homens dotados com a oportunidade de dedicar suas vidas à busca da verdade estariam muito mais próximos dessa verdade do que o homem comum, sem falar na multidão instável, cujas opiniões eram no máximo, produto da sabedoria popular e cultura popular.

5 – Auto-aperfeiçoamento: Natureza e criação

Ao contrário da atualmente em moda histeria igualitária e de tábua rasa, os gregos acreditavam universalmente que as qualidades de um indivíduo eram frutos da natureza e da criação. Até o sofista Protágoras, um pensador das tendências democráticas e um educador do povo, argumentou: “Ensinar requer dotes e treinamento naturais; deve-se começar a aprender quando se é jovem.” [27] O reconhecimento da desigualdade humana inata em nenhuma maneira implicou que os bem-dotados repousem sobre seus louros. Pelo contrário, todos os humanos devem trabalhar constantemente para maximizar seu potencial através de treinamento e educação.

Os gregos desenvolveram técnicas para os indivíduos lidarem e viverem bem no mundo áspero que eles habitavam. Eles estavam notavelmente com conhecimento ciente dos meios disponíveis: boa educação, treinamento constante, hábitos saudáveis e socialização com bons indivíduos. Através da autodisciplina e da piedade, a razão pode dominar emoções, prazeres e dores. Os gregos consideravam uma vida de perseguição à barriga, temer a morte e apegar-se ao conforto como uma vida má e subumana, não melhor do que a das bestas inferiores. Politicamente, a educação moral dos cidadãos era considerada praticamente o primeiro dever do Estado, a ser alcançado através de treinamento, cultura, religião pública e leis.

Ninguém foi além do divino Platão em imaginar no que seria a perfeição sobre-humana se assemelharia. Sua república ideal é um estado efetivamente liderado por uma ordem esclarecida e piedosa de monges guerreiros como uma elite cognitiva e moral extraída do melhor de todo o povo. Essa elite educa e treina sistematicamente a si mesma e, na medida do possível, o povo, rumo ao bem. Platão, porém, vai além da maioria dos filósofos e segue o legislador espartano Licurgo, fazendo o melhoramento genético da população através da boa criação um imperativo moral sagrado. Este princípio, enquanto siga naturalmente aos muitos sucessos da humanidade na criação de plantas e animais, é, todavia, notável, dado que Platão escreveu muito antes dos fatos científicos sobre a evolução darwiniana e a hereditariedade genética serem conhecidos. (Incidentalmente, ouso dizer que a maior parte do que a ciência nos ensinou sobre hereditariedade reflete muito favoravelmente as observações, preocupações e ideais de Platão.)

Estátua de Platão, em Atenas, Grécia. Foto: markara / Shutterstock.com

Por muito tempo, a civilização ocidental operou com desprezo pelo sangue. O homem ocidental parece ter uma tendência a amar a contemplação do divino. No entanto, a consciência superior, que pode razoavelmente ser considerada uma meta suprema da vida inteligente, é apenas um lampejo no escuro se terminar com a linhagem de alguém. Como até o Buda de olhos azuis da Índia, contemporâneo de Sócrates, observou: “este corpo… é o que a consciência [do asceta] depende, o que ela está ligada.” [28]

E o corpo certamente deriva do sangue.

As religiões universalistas, especialmente, frequentemente têm esquecido disso, instando os mais piedosos a se tornarem monges ou sacerdotes sem filhos. Há um argumento para que nossas melhores mentes não sejam distraídas pela vida familiar, para que possam perseguir completamente a verdade filosófica e o ativismo político. Mas eu limitaria isso a uma minoria minúscula. O melhor de nosso pessoal deve saber que tem o dever de perpetuar sua linhagem. Os seres humanos são, por natureza, criaturas genéticas, sociais e culturais; nossos objetivos políticos fluem naturalmente disso: o aprimoramento genético, social e cultural de nosso povo.

6 – Dizer a verdade e luta cultural

Os identitários europeus e outros violadores do politicamente correto devem arcar com o fardo de serem considerados hereges. Isso não é apenas doloroso e sem glamour, mas, na verdade, mas pode provar-se ser financeira e socialmente ruinoso. Ainda, aqui também, encontramos inspiração na tradição grega e descobrimos que nem tudo é novo ao sol.

A própria filosofia grega, conforme ela chega até nós, realmente floresceu seguindo o exemplo eterno de Sócrates. Em nenhum outro homem a contradição entre aceitabilidade social e busca da verdade aparece tanto. Sócrates era um bom soldado quando Atenas o convocou a lutar por sua comunidade. Ele era também um pai e homem de família, embora talvez de alguma maneira negligente. Ele preferia viver em relativa pobreza, questionando aqueles que afirmavam ser sábios e recusando-se a receber taxas corruptas por seus ensinamentos. A autodisciplina de Sócrates era lendária, sendo imune ao frio, embriaguez ou sonolência, passando horas ou dias e noites inteiros meditando.

Sócrates é um dos principais nomes da Filosofia, em Atenas, Grécia. Foto: markara / Shutterstock.com

Os detalhes das visões de Sócrates permanecerão eternamente desconhecidos para nós. Mas sabemos algumas coisas pelo seu modo de vida. Descrevendo-se como o “tavão” de Atenas, Sócrates era o que chamaríamos hoje de “troll” ético: instando seus concidadãos a tomar consciência de sua ignorância e mostrando às autoridades estabelecidas que não eram tão sábias quanto elas alegavam. Ele elogiou o valor da perícia especializada em política contra as suposições da democracia direta ateniense. Ele disse que o único bem genuíno, para um ser inteligente, era o bem da alma, e não os bens externos ou mesmo a saúde. Pois se você der a um homem tolo riqueza e poder, ele os usaria apenas de maneira tola, na melhor das hipóteses, desperdiçando-os e talvez até se causando danos a si mesmo ainda mais. E, de fato, não é poder e riqueza sem propósito a própria história da América e da própria civilização ocidental ao longo do século passado? Somos vítimas de nossa tolice e aparentes sucessos.

Sócrates caiu em infração para com as autoridades democráticas de sua época. Ele foi acusado, como todos os impopulares que dizem a verdade, de “impiedade” e de “corromper a juventude”. Hoje nós, hereges, não conhecemos bem essas acusações? As mulheres também lamentaram. Mas Sócrates não recuaria. Diante da multidão, Sócrates pôs em prática suas palavras, preferindo a morte a uma vida em que ele não poderia viver pela filosofia. A história, conforme magnificamente contada por Platão, é ainda mais comovente porque Sócrates se recusou a fugir de sua execução. Sócrates não era liberal: enquanto questionava ousadamente a convenção, ele respeitava o direito do Estado ateniense de fazer o que bem entendia em nome da moral pública, e Sócrates submeteu-se, pois, sem respeito pelas leis, existe apenas anarquia. Por sua disposição de sacrificar a si próprio, o filósofo mostra sua piedade superior, sua adesão à sua própria lei moral interna, adquirida por meio de treinamento e reflexão. Esta é uma piedade que uma multidão não pode sequer conceber, muito menos ter. O carrasco igualitário fica envergonhado para sempre, o filósofo por sua morte exemplar torna-se imortal nas mentes dos homens.

A morte de Sócrates (1787), por Jacques-Louis David (1748-1825), pintura a óleo, hoje no acervo do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque. Créditos: Wikimedia Commons

O sacrifício de Sócrates inspirou todas as escolas filosóficas greco-romanas que duraram até o fim da antiguidade. Em termos de ética individual e estilo de vida, tudo apenas elaborado sobre seus princípios. Seu exemplo ainda vive conosco. Lembre-se de que você tem apenas uma vida e a morte é inevitável, que todos somos sujeitos das leis do universo, gostemos ou não, que você não tem nada além de sua alma e que seu sangue traz para a existência seu espírito.

O imperador Juliano, o florescimento final do espírito helênico, mostrou o caminho para recordar os dois princípios fundamentais de sua filosofia: “conheça a si mesmo” e “reposicione a moeda comum”. Em outras palavras, descubra sua própria natureza e então, baseado nessa verdade, mude a cultura, mude o que as pessoas valorizam, pois o que valorizam hoje é totalmente inútil. E haverá mesmo alegria e a coisa mais rara em nossa era niilista: uma vida cheia de significado. Pois, conforme Juliano também disse, aqueles que têm tido um gosto da verdade, ainda que pequeno, são tomados por este “frenesi sagrado”, aquele sentimento extático que nos inspira a ordenar nossa vida de acordo e a zelosamente lutar para esclarecer nossos parentes sanguíneos.

Estátua do Imperador Juliano. Foto: © CM DIXON / GTRES

As ameaças enfrentadas por nossa raça hoje são sem precedentes. Muitas tribos europeias individuais têm sido exterminadas no passado. Mas nunca antes, como neste século, têm a nossa raça inteira enfrentado um declínio coletivo e uma expropriação total em nossas pátrias ancestrais. Ainda, em nível pessoal, a luta pela verdade permanece, de muitas maneiras, semelhante à enfrentada por nossos antepassados gregos. Se ousamos aprender com nossa sabedoria ancestral e viver por esta sabedoria, se as palavras são cumpridas com feitos, todos os dias, grandes e pequenas, não necessitamos temer nada.

Os desafios são enormes, mas certamente não são maiores do que as dificuldades que nossos ancestrais triunfaram século após século. Nessa luta pela sobrevivência, em meio à força primordial que moldou toda a vida, nossos ancestrais deixaram a sabedoria eterna impressa não apenas em nossa cultura, mas em nossos próprios genes. E, portanto, a juventude europeia de hoje pode ter ânimo e inspiração, assim como o jovem Telêmaco ao ouvir as palavras de Atena: “Se os deuses deixavam Penélope dar à luz um filho como você, não significavam que sua linhagem fosse inglória em tempos vir.” [29]

Fonte: The Occidental Observer (3 partes)

Publicados originalmente de 7 à 10 de fevereiro de 2017. Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander via blog World Traditional Front em 13 de abril de 2020

Notas

[1] Fonte utilizada pelo autor: “The Ancient Greeks: Our Fashy Forefathers”, por Guillaume Durocher, 10 de junho de 2016, Counter-Currents Publishing. Disponível em
https://www.counter-currents.com/2016/06/the-ancient-greeks-our-fashy-forefathers/

[2] Fonte utilizada pelo autor: “Plato’s Racial Republic”, por Guillaume Durocher, 29 de agosto de 2016, The Occidental Observer. Disponível em
https://www.theoccidentalobserver.net/2016/08/29/platos-racial-republic/

[3] Fonte utilizada pelo autor: “Plato’s Racial Republic”, por Guillaume Durocher, 29 de agosto de 2016, The Occidental Observer. Disponível em
https://www.theoccidentalobserver.net/2016/08/29/platos-racial-republic/

[4] Nota do autor: Todos terão suas próprias preferências, mas com base nas minhas leituras, recomendo, numa ordem de dificuldade aproximadamente crescente:

Meditações de Marco Aurélio e / ou diálogos socráticos de Xenofonte.

Os primeiros diálogos de Platão que tratam do julgamento e da morte de Sócrates (Eutífron, Apologia de Sócrates, Críton, Fédon) e, possivelmente, das obras filosóficas de Juliano (To the Uneducated Cynics, To the Cynic Heracleios, Letter to Themistius the Philosopher, Fragment of a Letter to a Priest).

A República de Platão

É claro que existem muitas outras obras e fontes excelentes (A Política de Aristóteles, A Consolação da Filosofia de Boécio, fragmentos de pré-socráticos, sofistas e Diógenes.). Sem mencionar obras não filosóficas como a Odisseia de Homero, que podem ser lidas como um romance. A maioria pode ser adquirida de forma barata na Penguin e na Oxford World’s Classics (pequenos livros de bolso), ou gratuitamente online através do Wikisource ou www.archive.org.

[5] Nota do autor: Hesiod, Theogony, 96-129, em Hesiod (tradução M. L. West), Theogony and Works and Days (Oxford: Oxford World’s Classics, 1988).

“Eros, the most handsome among the immortal gods, dissolver of flesh, who overcomes the reason and purpose in the breasts of all gods and men.”

{Tradução do grego ao português por Ana Elias Pinheiro em: Hesíodo, Teogonia – Trabalhos e Dias, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, 2005.}

[6] Nota do autor: Edição e tradução Robin Waterfield, The First Philosophers: The Presocratics and Sophists (Oxford: Oxford World’s Classics, 2000), página 40.

“War is father of all and king of all. Some he reveals as gods, others as men; some he makes slaves, others free.”

{Tradução do grego ao português por Alexandre Costa em: Heráclito, Fragmentos Contextualizados, Odysseus Editora, São Paulo, 2012, primeira edição, página 73 (L a LXVII – Hipólito, Refutação, IX, 9 e 10).}

[7] Nota do autor: Homer (tradução Walter Shrewing), The Odyssey (Oxford: Oxford World’s Classics, 1980), página 24.

[8] Nota do autor: Homer (tradução Walter Shrewing), The Odyssey (Oxford: Oxford World’s Classics, 1980), página 16.

[9] Nota do autor: Homer (tradução Walter Shrewing), The Odyssey (Oxford: Oxford World’s Classics, 1980), página 84.

[10] Nota do autor: Homer (tradução Walter Shrewing), The Odyssey (Oxford: Oxford World’s Classics, 1980), página 13.

[11] Nota do autor: Homer (tradução Walter Shrewing), The Odyssey (Oxford: Oxford World’s Classics, 1980), página 36.

[12] Nota do autor: Plato, Laws, 776c, em Plato (edição John Cooper), Complete Works (Indianapolis: Hackett Publishing Company, 1997).

[13] Fonte utilizada pelo autor: Wikipedia, the free encyclopedia. 300 (film). Disponível em https://en.wikipedia.org/wiki/300_(film).

[14] Nota do autor: Plato, Laws, 693a, em Plato (edição John Cooper), Complete Works (Indianapolis: Hackett Publishing Company, 1997).

“If it hadn’t been for the joint determination of the Athenians and the Spartans to resist the slavery that threatened them, we should have by now virtually a complete mixture of the races — Greek with Greek, Greek with barbarian, and barbarian with Greek. We can see a parallel in the nations whom the Persians lord it over today: they have been split up and then horribly jumbled together again into the scattered communities in which they now live.”

{Traduzido do grego ao português por Edson Bini em Platão, As leis – (incluindo Epinomis), Editora Edipro, São Paulo, 1999, primeira edição, livro III, página 158.}

[15] Nota do autor: Plato, Laws, 698b, em Plato (edição John Cooper), Complete Works (Indianapolis: Hackett Publishing Company, 1997).

[16] Nota do autor: Xenophon, Memoirs of Socrates, 4.4.17-4.4.25, em Xenophon (tradução Hugh Tredennick e Robin Waterfield), Conversations of Socrates (London: Penguin: 1990).

“Socrates: Those who transgress the laws laid down by the gods pay a penalty which no man can escape in the way that some transgressors of man-made laws escape paying the penalty, either by escaping detection or by the use of force.

Hippias: What penalty, Socrates, cannot be escaped by parents who copulate with their children or children who copulate with their parents?

Socrates: The greatest of all, I can tell you, what greater misfortune could happen to human beings in the procreation of their children than to procreate badly?”

{Tradução do grego ao português por Edson Bini, em Xenofonte, Ditos e Feitos Memoráveis de Sócrates, Edipro Editora, São Paulo, 2006, primeira edição, páginas 165-166, Livro 4,4,21-22.}

[17] Nota do autor: Xenofonte tem um de seus protagonistas que diz que existe uma “lei natural que torna mais fácil para uma mulher responsável cuidar de seus próprios filhos do que negligenciá-los”. Xenophon, The Estate-Manager, 9.16-10.8, em Xenophon (tradução Hugh Tredennick e Robin Waterfield), (London: Penguin: 1990).

[18] Nota do autor: Um “direito natural” seria então, suponho, somente um direito o qual, se violado, tenderia a destruir a comunidade. Pode haver então um “direito natural” a um certo grau de propriedade privada, na medida em que economias inteiramente comunistas, ao desconsiderar a racionalidade individual e a lentidão do Estado, são invariavelmente falhas. Não vejo relação óbvia entre a noção antiga de “lei natural” e a noção moderna de “direitos humanos”.

[19] Nota do autor: Robin Waterfield, The First Philosophers: The Presocratics and Sophists (Oxford: Oxford World’s Classics, 2000), página 39.

[20] Nota do autor: Robin Waterfield, The First Philosophers: The Presocratics and Sophists (Oxford: Oxford World’s Classics, 2000), página 177.

[21] Nota do autor: Julian, To the Uneducated Cynics, emEmily Wright (tradução), The Works of the Emperor Julian, volume II (1920). Disponível em https://en.wikisource.org/wiki/To_the_uneducated_Cynics.

[22] Nota do autor: Marcus Aurelius (tradução. Robin Hard), Meditations (Oxford: Oxford World’s Classics, 2011), livro 5, parágrafo 16.

“Is it not clear that inferior beings were made for the sake of the superior, and superior beings for the sake of one another?”

{Traduzido do grego ao português por José R. Seabra Filho em Marco Aurélio, Meditações ou Pensamentos para mim mesmo, Edições Nova Acrópole, Belo Horizonte, 2016, primeira edição, Livro 5, parágrafo 16.}

[23] Nota do autor: Marcus Aurelius (tradução. Robin Hard), Meditations (Oxford: Oxford World’s Classics, 2011), livro 6, parágrafo 50.

“Try to persuade them, but act even against their will if the principles of justice demand it.”

{Traduzido do grego ao português por José R. Seabra Filho em Marco Aurélio, Meditações ou Pensamentos para mim mesmo, Edições Nova Acrópole, Belo Horizonte, 2016, primeira edição, Livro 6, parágrafo 50.}

[24] Nota do autor: Robin Waterfield, The First Philosophers: The Presocratics and Sophists (Oxford: Oxford World’s Classics, 2000), página 45.

“For banishing Hermodorus, who was the best man among them, the Ephesians deserve to be hanged, every last one of them, and to leave the city to boys. They said, ‘Let no single one of us be best, or else let him be so elsewhere, among others.’”

{Tradução ao português por Alexandre Costa em: Heráclito, Fragmentos Contextualizados, Odysseus Editora, São Paulo, 2012, primeira edição, página 147, fragmento 64 (CXXI).}

[25] Nota do autor: Plato, Laws, 756e-758a, em Plato (edição John Cooper), Complete Works (Indianapolis: Hackett Publishing Company, 1997).

[26] Nota do tradutor: Na citação em inglês: “Justice is considered to mean equality. It does mean equality – but equality for those who are equal, and not for all. Again, inequality is considered to be just; and indeed it is – but only for those who are unequal, and not for all. (Politics, 1280A7)”

{Tradução ao português por Nestor Silveira Chaves em: Aristóteles, A Política, Editora Edipro, São Paulo, 1995, Livro terceiro, Capítulo 5, §8.}

[27] Nota do autor: Robin Waterfield, The First Philosophers: The Presocratics and Sophists (Oxford: Oxford World’s Classics, 2000), página 219.

[28] Nota do autor: Rupert Gethin (tradução), Sayings of the Buddha: A selection of suttas from the Pali Nikayas (Oxford: Oxford World’s Classics, 2008), “The Fruits of the Ascetic Life,” página 30.

[29] Nota do autor: Homer (tradução Walter Shrewing), The Odyssey (Oxford: Oxford World’s Classics, 1980), página 6.

Guillaume Durocher
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