A Nação Global

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A era moderna, começando com a descoberta das Américas por Cristóvão Colombo, foi caracterizada por mais e mais interconexão e ofuscamento entre as sociedades do mundo. Esse fenômeno só cresceu em intensidade com o surgimento de tecnologias, tais como transporte em massa e telecomunicação, mas também desenvolvimentos intelectuais, como o crescimento de ideologias internacionalistas e antinacionais. Podemos definir globalismo como a tendência, consciente e inconsciente, para a destruição de nações e Estados distintos e autônomos em favor de, alegadamente, uma sociedade e política globais harmoniosas. Globalismo ignora a realidade das diferenças raciais e a poderosa natureza da identidade étnica, dois fatores que estão na raiz das inevitáveis tensões e conflitos a ser encontrados em todas as sociedades multirraciais e multiétnicas.

Há poderosos fatores materiais favorecendo o colapso das fronteiras nacionais. Há ganhos em eficiência de pessoas que podem trabalhar e negociar através das fronteiras. Há, além disso, um empurrão compreensível pelos bilhões de humanos vivendo em condições miseráveis do Terceiro Mundo a entrar em nossos países, de modo a desfrutar de uma vida mais segura e confortável. Um conservadorismo nostálgico ou inércia reflexiva não é, então, suficiente para parar estas pressões. Mesmo o Japão, ainda largamente homogêneo, está começando a ver números significantes de imigrantes fenotipicamente distintos (especialmente indianos e filipinos). Um indiano mesmo recentemente ganhou uma eleição local em Tóquio. Pelo contrário, a imigração deve ser oposta com uma alternativa íntegra e consciente, em nome do bem-estar econômico e social dos nativos – a preservação de suas identidades cultural e genética e sua soberania.

No despertar da Segunda Grande Guerra, internacionalistas bastante razoavelmente procuraram limitar os conflitos entre Estados incorporando-os em uma teia de instituições internacionais (tais como as Nações Unidas, a Organização Mundial do Comércio e a União Europeia) e relações de comércio, bem como uma ideologia liberal-democrática hegemônica comum. Isso, esperava-se, criaria uma comunidade de interesses, fazendo-se impensável a guerra entre grandes nações.

Os estadistas do pós-guerra que estabeleceram estas instituições internacionais, tais como Dwight Eisenhower ou Konrad Adenauer, não tinham em mente a destruição de suas respectivas nações. Pelo contrário, seguindo a absoluta carnificina de guerra étnica na Europa Ocidental, estes homens geralmente viram a existência de nações-estado distintas, homogêneas, como um fator para a paz. [1] Os inumeráveis conflitos étnicos no Terceiro Mundo, Iugoslávia ou a antiga União Soviética, e as tensões intratáveis e conflitos em todas as sociedades multirraciais, sugerem que suas atitudes foram bem-fundadas.

Independentemente dos méritos do internacionalismo pós-guerra, essa ideologia desde então radicalizou-se em definitivo globalismo antinacional. No passado, a ideologia globalista sempre foi algo paradoxalmente mediado por elites nacionais. Ideologia de negação de raça, legislação pró minorias, a abertura de fronteiras econômicas, e, mais fatalmente, imigração em massa e multiculturalismo foram todos implementados, dentro de nações ocidentais, por elites nacionais específicas em um contexto político e cultural (notavelmente linguístico) nacionais.

Elites nacionais específicas, frequentemente com significante participação judaica, mais notavelmente nos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha, promoveram tais aproximações. Os exemplos mais marcantes disso podem ser Bill Clinton e Tony Blair que, no ponto alto da autoconfiança globalista nos anos 1990, já havia psicologicamente aceito e estavam promovendo um mundo sem quaisquer fronteiras e sem quaisquer nações homogêneas (ocidentais). Alternativamente, nações ocidentais também adotaram o globalismo em imitação a seus pares. Em particular a Alemanha e muitos países europeus ocidentais e orientais importaram práticas globalistas, a fim de ser aceitos por outras nações ocidentais, se por razões para fazer com a economia, geopolítica ou mero prestígio e moda.

Em anos recentes contudo, houve um novo desenvolvimento: a existência de elites globalistas dentro de nações específicas que tem laços fortes uns com uns outros, mais do que com suas nações de origem. No passado, as elites globalistas foram educadas em suas próprias línguas nacionais, consumiram sua própria mídia, e geralmente trabalharam em seu próprio país. Esse já não é mais o caso. Há uma “frequente classe passageira” de pessoas que foram educados no exterior em universidades de língua inglesa, cujo trabalho é internacional e muitas vezes no inglês (corporações multinacionais, ciência e pesquisa, academia, organizações internacionais…), cuja mídia online é estrangeira (tal como Netflix que se expandiu para cerca de 200 países) e assim por diante. Essa classe de pessoas é particularmente identificável em muitos países continentais de nação europeia, mas classes psicologicamente análogas existem na Grã-Bretanha e Estados Unidos, particularmente em áreas metropolitanas. Eles formam uma nação dentro de uma nação.

O proverbio “pequeno, sem raiz de clã internacional” foi substituído por uma classe bastante grande e crescente de indivíduos desenraizados. Na Europa continental, essa classe é principalmente composta de gentios brancos, embora eu compreenda que na América os judeus e asiáticos são muito mais proeminentes. Essa classe está fora de contato com o ritmo do país em que residem. Sua atitude para com brancos provinciais, patriotas, que sentem algum senso de identidade de grupo, interesses de grupo e pátria, é um medo e ódio. Eles absolutamente não têm empatia por nacionalistas europeus tentando preservar sua raça e nação, o fruto de gerações de esforço por nossos ancestrais, resultando em alguns 50.000 anos de evolução autônoma.

Essa classe é de fato extremamente importante. É altamente educada, tem empregos bem pagos e prestigiados e comandam grande influência na mídia e cultura política. A existência dessa classe é, de fato, porque não estou particularmente otimista sobre as perspectivas para a Europa Oriental e Ocidental, apesar do crescimento do nacionalismo nestes países.

O fato é que países europeus orientais e ocidentais tem comparativamente baixa capacidade organizacional – ou seja, são tipificados por empregos mal pagos ou não muitos empregos, serviços públicos precários, baixo desempenho na ciência e tecnologia, influência internacional e capacidade de projeção de poder relativamente limitadas, etc. Assim, enquanto eu, é claro, louvo a Hungria de Viktor Orbán e a Itália de Matteo Salvini em seu esmagamento da imigração ilegal e suas tentativas de aumentar suas taxas nacionais de fertilidade, o fato é que os resultados (especialmente nesta última região) tem sido bastante limitado. A Europa Ocidental tem comparativamente altas taxas de fertilidade e não estou certo de que estas são inteiramente atribuíveis aos imigrantes, mas também ao fato de que jovens pais recebem muito mais ajuda econômica e social nestes países em geral.

Além disso, há pouca indicação que estas tendências serão revertidas. As taxas de fertilidade europeias do sul e oriente estão terrivelmente baixas. As forças vivas do Sul e da Europa central, as partes mais dinâmicas e empreendedoras da população, se estes são simples trabalhadores, doutores ou cientistas altamente educados, estão sangrando para a Europa Ocidental.

Estes falantes de inglês desenraizados e internacionalizados, formam algo de uma “nação global” em si mesmos. Enquanto eles estão condenados a ser uma população pequena e alienada em seus próprios países de origem, seus números, interconexões e força coletiva crescerá. De Washington, Londres, Nova Iorque, Silicon Valley, Berlim, Bruxelas e Genebra, e podem bem consolidar-se em uma classe dominante transatlântica.

Interessantemente, falar inglês significa que estes países estão mais propensos a ser expostos as mais explicitas ideias raciais, nomeadamente aqueles do mundo falante do inglês, notavelmente com o trabalho de Charles Murray, Philippe J. Rushton, Richard Lynn, Nicholas Wade ou Jared Taylor. É certamente notório que o novo líder do partido nacional-populista dinamarquês, Thierry Baudet, se encontrou com Jared Taylor e abraçou a herança evolucionária europeia, dizendo: “somos o produto de 300.000 anos de evolução. Sobrevivemos as eras do gelo, nós matamos mamutes.”

Lideranças anti-globalistas em 2017 dizem que a União Europeia está matando a Europa. IMAGEM: Euronews Espanhol via Dailymotion

Além disso, o governo da Estônia inclui o Partido Conservador do Povo (EKRE), que explicitamente defende os interesses dos “estonianos indígenas.” O ministro das finanças de 41 anos, Martin Helme, disse no passado que deseja preservar a “Estônia branca” e que, a respeito dos imigrantes, “se ele é negro, mande ele de volta” – essencialmente ecoando os sentimentos de Winston Churchill, que privativamente disse que preferia que o slogan de eleição fosse: “Mantenha a Inglaterra branca.” Enquanto isso, Ruuben Kalep, presidente da ala juvenil da EKRE e agora membro do parlamento, abriu conexões com a extrema-direita e falou em suas conferências. Os estonianos têm uma longa história de consciência étnica decorrente de uma infeliz história de conflito com colonos russos. Questiona-se até que ponto os falantes de inglês da extrema-direita influenciaram os nacionalistas estonianos a canalizar essa energia etnocêntrica para uma consciência racial pan-europeia produtiva, que pode preservar nossa raça de humanidade.

Protesto do partido EKRE em frente ao “Riigikogu” (Parlamento da Estônia) na Colina Toompea na manhã de segunda-feira, 26 de novembro de 2018. Fonte: Priit Mürk / ERR

Há muitas tendências negativas. Não devemos ter ilusão alguma quanto a gravidade da situação. A onda nacional-populista que se espalhou no Ocidente é encorajante, mas, por hora, completamente insuficiente para preservar nossa espécie. A “nação global” está aqui para ficar e irá apoiar em maior parte contra nós.

Contudo, devemos também estar na procura por oportunidades. Às vezes, tendências históricas essencialmente negativas podem, na forma dialética, repercutir em maneiras inesperadas e produzir resultados positivos.

Fonte: The Occidental Observer  

Edição: André Marques

*Texto de Guillaume Durocher, colunista no site Occidental Observer presente também em seu Twitter

Notas

[1] “Merkel’s Betrayal: From the Ethno-National Principle to an Afro-Islamic Germany, Part 1”, por Guillaume Durocher. Disponível em https://www.theoccidentalobserver.net/2015/09/16/merkels-betrayal-from-the-ethno-national-principle-to-an-afro-islamic-germany-part-1/

Guillaume Durocher
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