Guilherme von Groll Stevens: O Erro nos Sistemas de “Maiorias”

Nos ajude a espalhar a palavra:
Qualquer sistema que priorize o ditado das massas, levará a mediocridade. Isso por que a massa da população, invariavelmente será medíocre, esse é justamente o significado de tal palavra, “a média”. E a média não é boa, pois o almejável é estar acima dela. Nesse ponto chegamos a um paradoxo, pois sempre vai ser impossível que todos estejam acima da média, pois quando isso acontecer, o que antes era “acima da média”, se tornará a média propriamente dita. 
Os gênios não são a maioria da população, na verdade são poucos os que se destacam e fazem coisas que dão um novo rumo a humanidade, uma nova teoria, invenção, arte, etc. Portanto um sistema que priorize a maioria não será de excelência.
A democracia no tocante a política, leva aos abismos. É perceptível por qualquer um que não seja um idiota, que a maioria da população não faz ideia do que deseja quando digita um número na urna. Não sabem se tal candidato é de direita ou esquerda, ou qual escola de economia ele aprecia. Também é sabido por qualquer um que entenda o mínimo de propaganda, que a opinião geral é extremamente manipulável. Observe que a propaganda da cerveja fala de mulheres na praia. A propaganda do cigarro mostra homens destemidos. A de carros faz piadinhas. As de perfume falam de sensações ou algo assim. Eles tentam associar os produtos a coisas legais e almejáveis, mas que no fim das contas não tem nada a ver com o produto oferecido em si. Mas mesmo assim as pessoas continuam comprando daquele que mais tem dinheiro para investir em propaganda, caso a empresa se envolva em algum escândalo ou algo que manche sua imagem, é só mudar o nome da mesma, e continuar fazendo aquilo que você bem sabe… propaganda. Da mesma forma que empresas a fazem, políticos também intentam neste rumo estratégico.
Além da democracia, o capitalismo também é outro sistema que privilegia os almejos da maioria, ou então manipulam esses almejos para que se adéquem as necessidades do sistema. Perceba o que eu quero dizer, a cerveja por exemplo, antes produzida artesanal e familiarmente, com ingredientes variados, dando personalidade a cada lote, no sistema atual, cada rótulo diferente parece o mesmo, um tanto “insosso”. Uma vez vi uma propaganda que dizia “mais leve, refrescante e menos amarga”, e vejam só vocês que coincidência, se você der uma cerveja mais elaborada para algum bebedor corriqueiro de fim de semana, a grande maioria dirá que é muito amarga. Isso por que o lúpulo – que é o que dá amargor a cerveja -, não cresce no Brasil. Portanto os marqueteiros fizerem o que podiam para inculcar na cabeça dos brasileiros que qualquer cerveja que tivesse a quantia ideal de lúpulo era amarga demais, para que os mesmos produtores de cervejas comerciais do Brasil pudessem colocar uma quantia cada vez menor da planta, que possui um valor alto por conta da importação, dessa forma barateando a produção. A criatividade dos cervejeiros é cerceada pela necessidade de barateamento e consequente aumento dos lucros.
A cultura também caiu de qualidade, após a levante do capitalismo, a arte, etc. E isso qualquer um percebe. A música é feita para ser o mais fácil de decorar possível, acordes simples, ou sons estranhos programados em softwares. Os “músicos”, gravadoras e empresários ganham dinheiro rápido antes que a música de sucesso saia de moda, e a massa populacional corre como uma manada para consumir a nova porcaria apresentada pela mídia.
Já vi alguns desses cantores da moda tocando música boa, bem-feita, mas faziam isso em momentos mais privativos, em reportagens de TV, ou em vídeos curtos nas redes sociais. Nunca em grandes shows ou CDs, nesses eles sabem que precisam apresentar músicas ruins e pegajosas, que precisam cercear um pouco sua capacidade criadora de arte, para ao invés disso criar aquilo que a maioria quer consumir.

Conclusão:

Portanto um sistema que teoricamente priorize a maioria, levará a uma queda de excelência. A solução para isso? Não sei! E não disse que também não fazia parte dessa maioria. O que tínhamos antes do capitalismo também não era muito melhor do que agora, portanto a conclusão é que a sociedade está sempre caminhando para algum abismo, e a única coisa que se altera dependendo da ideologia, é a estrada que você vai escolher para caminhar até o precipício.

 

Nos ajude a espalhar a palavra:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.