Guilherme von Groll Stevens: A Perversidade do Sistema Financeiro

Muitas pessoas possuem um conhecimento extremamente limitado a este respeito, não percebendo o quão perverso é este mercado.
Nossos bancos atuais, funcionam à partir do sistema conhecido como reserva fracionária, isto refere-se ao fato de que os bancos não possuem todo o dinheiro que dizem ter. Na verdade, possuem apenas uma fração deste, daí o nome “reserva fracionária”. Explicando melhor, o que quero dizer é que supondo que você guarde R$:1000,00 no banco, este por sua vez pega seus R$:1000,00, e utiliza-os de forma a lucrar, no sentido de que o mesmo irá emprestar o seu dinheiro a outra pessoa, mas partindo deste princípio, o que acontece é que, duas pessoas serão donas do mesmo dinheiro. Porém, quando você for sacá-lo, o mesmo ainda estará lá, como isso é possível se o seu dinheiro havia sido emprestado?
Bom, na verdade, se todas as pessoas fossem sacar seus depósitos ao mesmo tempo, o banco não teria como “devolver” a todas. Seguindo o exemplo anterior, duas pessoas são donas dos mesmos R$:1000,00. Isto acontece por que na verdade você não tem realmente dinheiro, o que você tem é simplesmente um número digitado na tela do caixa eletrônico, ou na tela de seu internet banking. Quando você pega um empréstimo no banco, simplesmente digitam o valor no sistema, sem possuir realmente aquilo em dinheiro, isto é uma fraude assegurada pelo Banco Central, que é manipulado pelo grande capital para explorar o povo e o Estado. Este tipo de atividade perniciosa, é um dos fatores causadores da inflação, isto por que partindo das leis de oferta e demanda, podemos concluir que se há mais dinheiro no mercado, cada unidade monetária terá um valor reduzido. Isto por que antes você tinha R$:1000,00, à partir do momento que coloca seu dinheiro no banco, e este o empresta para outra pessoa, aqueles seus R$:1000,00 tornaram-se R$:2000,00, e assim o banco gera dinheiro do nada, lucrando enquanto inflação é produzida, e assim, toda a população é explorada por este sistema fraudulento.
Durante o renascimento, os Medici na Itália, e os Fugger na Alemanha, eram conhecidos como “banqueiros”, porém o tipo de banco que estas famílias possuíam eram diferentes dos atuais, justamente por que eram mais “honestos” que os atuais. Estas famílias eram compostas por grandes comerciantes, possuíam empresas e lucravam de várias formas, no decorrer de suas carreiras, passaram a investir na atividade bancária, como já eram famílias ricas, as mesmas pegavam seus próprios recursos, suas próprias poupanças por assim dizer, e as emprestavam cobrando juros. Enquanto seus recursos estavam emprestados, estes só poderiam ser utilizados pelos que pegavam o empréstimo, diferente do sistema atual, no qual mesmo quando o banco empresta seu dinheiro, você continua possuindo ele, de forma que duas pessoas acabam sendo donas do mesmo dinheiro, gerando os problemas acima pontuados. No sistema antigo, o banco emprestava seus próprios recursos, de forma que só poderia lucrar se realmente houvesse dinheiro (ouro), e não simplesmente um digito na tela do caixa eletrônico. Porém, com o desenvolvimento do sistema, os bancos passaram a pressionar os governos, para conseguirem subjugar a população à sua sede de lucro, principalmente os Jay Cooke e os Morgan no EUA, e os Rothschild na Europa Ocidental. Os bancos de investimento passaram e investir em títulos do governo, estes estavam em posse sua e de seus clientes. Dessa forma, pressionavam o governo para aumentar impostos, para que o mesmo pudesse pagar os tais títulos. Assim, os bancos foram ganhando poder e foram se formando verdadeiras dinastias em volta destes sistemas. Estes poderosos, atualmente, subjugam soberanias nacionais, exploram os povos, financiam movimentações políticas, guerras, entre outras coisas.
Quanto ao padrão ouro
É importante que se entenda como funciona este sistema de ouro mais antigo, pois o mesmo era menos fraudulento que a moeda fiduciária que temos hoje, e o retorno ao passado neste sentido poderia nos livrar em partes deste lamaçal de exploração. Os primeiros bancos eram simplesmente “armazéns” de ouro (dinheiro antigamente), os quais as pessoas utilizavam para guardar seus recursos. Você colocava seu ouro lá, e o banco lhe dava um recibo, para comprovar que você realmente era dono daquele respectivo ouro. Quando queria seu ouro de volta, simplesmente apresentava o recibo e retirava o depósito. No desenvolver deste sistema, as pessoas passaram a utilizar os próprios recibos, como forma de pagamento, como dinheiro, e assim surgiram as primeiras cédulas. Estas, eram lastradas em ouro, portanto possuíam um valor de verdade. Diferentemente do sistema monetário atual, que utiliza a chamada moeda fiduciária, também uma fraude do nosso meta capitalismo atual. Nossa moeda não é lastrada em nada, é simplesmente papel de curso forçado, o banco central o imprime quando lhe convir para sustentar suas desordens e assim o sistema oprime cada vez mais o cidadão.
O lucro dos bancos
Diante de toda essa fraude para usurpar as riquezas da Nação, apresentamos ao leitor alguns dados para demonstrar a magnitude de lucros gerada por tais explorações. Os lucros somados dos 3 maiores bancos privados em 2015, aumentaram 26%, isto em relação a 2014, ano em que os lucros já haviam sido colossais. No mesmo ano, o PIB brasileiro caiu 3,8%, o investimento produtivo caiu 14,1%, o consumo das famílias caiu 4%, e surgiram cerca de 3 milhões de desempregados. Toda a economia nacional foi encolhida, porém os bancos continuaram crescendo, isto por que o setor bancário vive em uma bolha, aparte do resto da economia, eles exploram os setores produtivos, e como “urubus” se alimentam da bancarrota nacional. Durante o governo Lula, os lucros dos bancos foram 8 vezes maiores do que durante o governo FHC, falando em números, foram 279,9 bilhões de reais no governo Lula, contra 34,4 bilhões no governo FHC.
Gráfico de 2017 da Auditoria Cidadã da Dívida
Falamos isto para aqueles que defendem o PT dizendo que este é o partido do povo e dos pobres, quando na verdade o sistema de exploração vigente foi ainda mais acentuado durante o governo de tal partido. Além dos dados sobre os bancos, ainda existem os números de rolagem, juros e encargos da dívida pública, segundo o site do senado, foram gastos 1 trilhão 285 bilhões de reais em 2017, e em 2018 esse gasto deve fechar em 1 trilhão 778 bilhões. Bilhões em recursos nacionais sendo sugados todos os anos pelo sistema financeiro, defendemos uma auditoria da dívida, tendo em vista que o valor da mesma é criminoso, certamente uma exploração no sentido de que estamos pagando mais do que realmente devemos, por conta da subjugação do governo que esta de joelhos perante o sistema.
Guerra pela soberania
Portanto, uma de nossas maiores e mais difíceis lutas, será contra tal sistema, estes homens são poderosos, à partir do seu sistema de exploração, conseguem lucros colossais para financiar todo tipo de coisa mundo à fora. Podem financiar opositores entre outras coisas, portanto a luta certamente não será fácil, mas devemos trava-lá com coragem, tendo a certeza de que acima de tudo está o bem maior da Nação. Não podemos deixar o grande capital apátrida subjugar nossa soberania, ESTA TERRA É NOSSA! Meios para acabar com essa farra não faltam, podemos retomar o antigo padrão ouro, podemos acabar o sistema de reserva fracionaria, podemos tirar o Banco Central das garras do grande capital, e retomá-lo para o poder do Estado. Todas estas são medidas que isoladas atenuariam o problema, e que se fossem tomas em conjunto, acabariam por destruir a exploração atual. Para lutar por sua implementação, devemos nos erguer contra os donos do mundo. Não é algo fácil, para lutarmos por nossa soberania precisamos da ajuda de todo o povo, devendo tentar trilhar caminhos democráticos, mas tendo em vista que o atual Estado esta subjugado pelo grande capital, portanto poderá ser muito difícil ou quase impossível consegui-lo desta forma. Grandes mudanças na história foram conseguidas à partir de revoluções armadas. Faremos o que for preciso pela soberania de nossa Pátria, preferimos morrer lutando do que viver escravizado.
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One thought on “Guilherme von Groll Stevens: A Perversidade do Sistema Financeiro”

  1. Excelente artigo. A forma com que os bancos, juntamente com os governos, exploram o cidadão é realmente perversa e descarada. Entretanto, a inflação não é gerada a partir dos bancos, como Von Groll faz parecer. Por mais que as instituições bancárias adoram a maneira com que o dinheiro é impresso desenfreadamente, quem realmente o faz são os Estados (Bancos Centrais, precisamente). A própria reserva fracionária apenas existe graças a uma lei promovida pelos Estados Unidos, um pouco antes da crise de 1929. Antes disso, tal sistema seria considerado fraude. Na realidade, é o Estado que permite os oligopólios megalomaníacos dos Rotschild, Rockefeller e etc. Podemos interpretar o atual sistema bancário como um braço do governo, já que com isso, o povo fica dependente dos grandes bancos, e consequentemente, do poder estatal.

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