A América Nasceu Fadada à Desordem

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O Brasil não é coeso, não tem tradições ligadas ao amor à pátria [1]. Um país desconexo, em que a população residente não se vê como um povo, e sim como um aglomerado de povos. Onde as pessoas se orgulham mais de suas descendências do que do Brasil propriamente dito. Todos esses problemas são bem claros para a maioria das pessoas, claro, digo “problema”, para aqueles que ao menos veem isto como um problema, pois no nível hegemônico que ideias multiculturais, e antinacionais estão atingindo em nossa sociedade moderna, é visível que muitos chegaram a um grau tamanho de idiotice, que nem ao menos tem a capacidade de perceber quão maléfico a um país pode ser o falta de orgulho. Neste texto quero expor o meu ponto de vista sociológico, sobre o por que a América nasceu fadada a bancarrota.

Existe um conceito chamado de “base cultural (ou racial)”, e segundo esta visão, os Estados que estiverem firmados sobre uma base cultural e/ou racial forte, serão coesos, e dificilmente sofrerão com movimentos secessionistas, desertores de guerras, entre outras desordens populares. Isto refere-se ao fato de que um Estado legítimo, é aquele que existe para representar um povo, isto é, representar um grupamento de pessoas com traços culturais e/ou raciais comuns. Logo adiante você entenderá por que isso é necessário.

Abaixo, segue uma lista com o nome da maioria dos movimentos separatistas existentes no Brasil:

  • O Sul é meu país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná);
  • São Paulo Livre;
  • Movimento República de São Paulo;
  • Movimento Separatista Candango (Distrito Federal);
  • Movimento Nordeste Independente;
  • Movimento Amazônia Independente (Região Norte);
  • O Espírito Santo é o meu país;
  • Movimento São Paulo Independente;
  • O Rio é o meu país (Rio de Janeiro);
  • Frente Libertária Nordeste Livre;
  • Nação Sulista (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná);
  • Movimento pela Independência do Pampa (Rio Grande do Sul);
  • São Paulo para os paulistas;
  • Movimento MS Independente (Mato Grosso do Sul);
  • República Federativa da Bahia;
  • República de Goiás;
  • Mato Grosso é o meu país;
  • Movimento São Paulo Livre;
  • Frente Libertária Nordeste Independente;
  • Grupo de Estudo e Avaliação de Pernambuco Independente;
  • Movimento Ceará Meu País;
  • Movimento Minas Gerais Liberta;
  • Movimento Brasília Independente;
  • Brasília é meu país;
  • Movimento Roraima independente;
  • Movimento Nordeste é Minha Nação;
  • Movimento Separatista do Mato Grosso;
  • Pampa livre;
  • Movimento Nacional Sulista.

Além desta lista atual, também devemos lembrar-nos das muitas revoluções secessionistas do passado brasileiro, tais como:

  • Revolução Farroupilha;
  • Revolução pernambucana;
  • Conjuração baiana;
  • Inconfidência mineira ;
  • Conjuração do Rio de janeiro;
  • Cisplatina (bem sucedida).

Fato é que esta salada de povos não nasceu para permanecer junta. O Brasil é um Estado artificial, qualquer cultura nacional, patriotismo, ou sentimento de nação, aqui só pode nascer mediante propaganda feita por parte do governo. Este país só pode ser coeso. caso vivamos sob um governo forte, e que tenha a capacidade de criar artificialmente algum sentimento de povo, a partir de forte propaganda. Mas ao menor sinal de fraquejo desse Estado forte e centralizado, os sentimentos regionais aflorarão novamente, e as revoltas se tornarão constantes, a desordem popular se instaurará, tal qual ocorre hoje, onde vivemos sob um Estado multinacional em bancarrota.

Cultura Gaúcha

Vou usar a cultura gaúcha somente para fins de exemplo, mas isto poderia ser aplicado a qualquer outra cultura ou raça. Existem músicas consideradas gaúchas que são cantadas em espanhol (‘mercedita’ por exemplo), também existem cantores gaúchos nascidos fora do Brasil (Gaúcho da fronteira, Dante Ramon Ledesma, etc.), tanto no sul brasileiro, quanto no Uruguai e argentina, se consome chimarrão em larga escala. Isto tudo demonstra o fato da cultura gaúcha estar enraizada em todo o sul, e não somente dentro das fronteiras brasileiras. O movimento Nacional Sulista por exemplo, luta pela independência do sul brasileiro juntamente com mais alguns países do sul, também existe o “Pampa livre”, que luta pela independência do Rio Grande do Sul juntamente com mais algumas partes de outros países. O que eu quero dizer com tudo isso é que, independente de que Estado artificial se tente criar, a cultura e a raça ainda vão continuar sendo mais fortes do que os desmandos de burocratas. O gaúcho sempre vai ver um Uruguaio pilchado (usando roupas tradicionais), ou um argentino tomando um mate, com muita simpatia, como um irmão pertencente ao mesmo povo, um que descende do mesmo processo de formação cultural, que descende das mesmas guerras, e cultiva a mesma cultura.

Tanto o Nordestino quanto o Rio Grandense, carregam o nome de “brasileiros” em seus documentos, mas ainda assim o choque cultural entre um nordestino e um Rio Grandense, é muito maior do que entre um Rio Grandense e um Uruguaio, sendo que o Rio Grandense e o Nordestino pertencem ao mesmo país… mas não ao mesmo povo.

O Rio Grande do Sul já possui uma tendência natural a manter-se unido com outros países do sul por conta da cultura, pergunto a você, se além dessa ligação cultural, também passasse a existir uma ligação política, onde o RS se separa do Brasil e se une ao Uruguai (por exemplo), será que este novo país não seria muito mais unido e coeso do que o Brasil, justamente por conta dessa prévia ligação cultural? Isto poderia ser bom em alguns sentidos, mas não resolveria o problema totalmente, pois o resto do Brasil ainda estaria fadado a desordem, isto por que algumas pessoas não se sentem pertencentes a nenhuma cultura. Isto por que a América nasceu da desordem, existiam pequenas tribos indígenas que não eram coesas a “nível de Brasil”, isto por que não existia “Brasil”, mas mesmo assim elas eram muitas coesas nas suas pequenas unidades, preservavam suas culturas, mesmo sendo essas de pouca abrangência territorial, então o erro foi tentar colonizar estas terras, por que na verdade isto é território indígena, e enquanto os índios dominavam tudo aqui, havia preservação da cultura e o povo se mantinha coeso em suas pequenas tribos. Mas fato é que estrago já esta feito, e não possui solução, vamos para abismo, as vezes dando uma desacelerada na velocidade, mas o caminho é constante.

A Europa atual e a Dissolução do Império Romano

Legionários romanos contra guerreiros germânicos. Ilustração de Angus McBride.

Conta-se que algumas tribos germânicas desceram do norte por estarem fugindo dos Hunos, tais tribos atravessaram o Danúbio e se instalaram dentro das fronteiras do império, causando desconforto nos lideres romanos, que se reuniram para decidir o que deveria ser feito com estes germânicos que haviam atravessado a fronteira e se instalado no local. Os mesmos acabaram por decidir que uma guerra para expulsa-los seria muito custoso, e que talvez depois de algumas décadas os mesmos já estariam aculturados. Mas não foi o que ocorreu, e tal tribo cresceu tanto, ao ponto que deixou de obedecer as ordens centrais do império, portanto mandaram os soldados para tentarem subjugar novamente aquela parte do território, a revolta tornou-se maior e a partir daí, por esse e por outros motivos o império começou a fragmentar-se.

Essa história assemelha-se com algumas questões atuais europeias. Existem cidades que já são majoritariamente muçulmanas, o que as impedi de futuramente pedir secessão, justamente pelo fato de não se enxergarem mais como pertencentes ao todo do país em que habitam?

Esses locais que se tornam majoritariamente muçulmanos (ou qualquer outra cultura estrangeira)  já se separaram do país, pelo menos no que se refere a cultura, só falta haver a separação política para que isso se torne oficial e a Europa se fragmente.

O Brasil na Segunda Guerra Mundial

Sei que aparentemente este tópico parece não ter nada a ver com resto do texto, mas na verdade podemos encontrar fatos históricos que corroboram o que eu digo em várias épocas e eventos.

Soldados brasileiros na Europa da Segunda Guerra Mundial (Getty Images)

Na época em que o Brasil entrou em guerra contra a Alemanha, tomou-se uma medida aparentemente tirânica e sem sentido, e de fato foi de alguma forma, mas não se pode fazer uma omelete sem quebrar o ovos. Vargas proibiu os idiomas alemão, italiano e  japonês, até mesmo meu avô chegou a ser preso nessa época por conta dessa lei. Isto se deu pelo fato de que o Brasil durante a segunda guerra, estava lutando contra essas potências, portanto como uma medida de segurança de guerra, tentou-se diminuir a influencia das potencias inimigas dentro do território nacional. Isto por que existia um certo receio de que o Hitler acabasse tomando essa parte do Brasil como sendo pertencente ao Reich. Então esta foi uma medida para tentar acabar com as tendências germânicas no Brasil e manter o mínimo de brasileirismo. Se houvesse um afloramento generalizado das tendências alemãs, esta parte do território poderia deixar de pertencer ao Brasil, simplesmente por uma questão cultural, de uma hora para outra as pessoas podiam parar de se reconhecer como brasileiros, e passarem a respeitar as leis e a autoridade alemã ao invés do Estado brasileiro, e dessa forma ocorreria uma tomada cultural/moral do sul. Vê-se aí novamente exemplificada a importância da cultura para o mantenimento da ordem. E o por que de ser tão necessário a mantermos viva.

Conclusão

Hitler já dizia no Mein Kampf que países sem uma base forte sucumbiriam no momento em que o Estado central fraquejasse em manter o aglomerado de povos unidos, tal qual a revolução farroupilha que ocorreu justamente no período em que o Brasil estava sem imperador, ou como o momento atual, em que Estado está desorganizado e os movimentos separatistas estão cada vez mais fortes, mas também dizia ele que esses Estados até podem se manter juntos, mas que não permanecerá como um país de excelência.

Nota do autor:

[1] – Apesar do texto criticar de pronto o nacionalismo brasileiro, isso não quer dizer se deva ser contrário ao mesmo ou depreciado de forma total com a ideia de nacionalismo na América. Na verdade, ele vem na posição de agregação, mas agregar para linha de pensamento de cunho racial ou racialista (preservacionista, identitário) que está de certa forma ligado, dentro de seus setores e povos à uma vertente de pensamento da Terceira Posição.

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