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Segundo investigação publicada no DCO (Diário Causa Operária) por Rui Costa e João Caproni Pimenta na tarde da última terça-feira (2), Guilherme Boulos, professor, bacharel em filosofia, psicanalista, escritor e político pelo partido de esquerda libertária PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) seria financiado pela CIA (Português: ‘Agência Central de Inteligência’).

A CIA, cuja natureza e finalidade oficial é de uma agência de inteligência civil do governo dos Estados Unidos responsável por investigar e fornecer informações de segurança nacional para o seu Presidente e para o seu gabinete. Funciona como um serviço civil de inteligência estrangeira do governo federal dos Estados Unidos, principalmente por meio do uso de inteligência humana. É apenas um membro da Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos, mas possivelmente o mais conhecido. E como diz a matéria, “a CIA tem inúmeros tentáculos pelo mundo. Agências governamentais, não-governamentais, empresas de fachada, institutos, think tanks e tantos outros”.

Um deles é a NED (National Endowment for Democracy), agência do governo dos EUA criada por Ronald Reagan em seu mandato (1981 – 1989). Essa agência patrocina relatórios sobre política latino-americana da Global Americans, um think tank norte-americano cujo objetivo é fornecer análises “para promover mudança no sentido de uma relação mais próspera entre a América Latina e os EUA”.

Por sua vez, a Global Americans tem um parceiro no Brasil. O Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), que trabalha para “aperfeiçoar a interação entre os setores público e privado no Brasil”.

Dentre os dirigentes do IREE encontram-se nada menos do que Raul Jungmann, ex-ministro do governo Temer, e o general Sérgio Etchegoyen, chefe do Estado Maior do Exército na gestão de transição entre Temer e Dilma na presidencia do país ─ tendo desempenhado papel fundamental na articulação de queda do PT (Partido dos Trabalhadores) ─ e refundador do Gabinete de Segurança Nacional (GSI) no governo Temer. Etchegoyen atuou durante o governo Vargas e o Regime Militar na gestão de Médici e, Segundo mostra a matéria, o general é de tendência pró-americanista.

Por sua vez, o presidente do instituto é o advogado e empresário Walfrido Warde. Amigo de longa data de Guilherme Boulos e financiou e articulou sua campanha à Prefeitura de São Paulo em 2020, é seu aberto apoiador e o emprega, segundo suas próprias palavras, no IREE. Na campanha a prefeito, Warde declarou que Boulos não é inimigo dos empresários. Muitos concordaram e financiaram a campanha de Boulos, como a Andrade Gutiérrez, por exemplo.

Boulos será candidato ao Governo de São Paulo nas eleições de 2022. E anunciou seu possível vice: o autor do livro Racismo Estrutural” (Pólen, 2019), Silvio Almeida, sócio do escritório de advocacia de Warde ─ assim como Leandro Daiello, diretor da Polícia Federal durante toda a Operação Lava Jato até 2016.

A matéria aponta que a “especialidade” da Warde Advogados é livrar a cara de empresários metidos em acusações de corrupção. E questiona se “seria mera coincidência que a imprensa sempre tenha apoiado Guilherme Boulos” ou que Boulos defenda uma frente ampla que vai da esquerda até a direita supostamente contra Bolsonaro pois, muitos na esquerda, como o PCO, estariam denunciando que Boulos é uma “peça” do mesmo braço norte-americanista e liberal que apoiaram e apoiam Bolsonaro.

Um trecho da matéria diz:

Curiosamente, Boulos é representante de uma esquerda que se coloca frontalmente contra… o que é de esquerda! Ou seja, contra, principalmente, a luta pelos direitos democráticos, baseada, muitas vezes, em preceitos puramente morais.

É o caso da censura e ataques ao jogador de vôlei Maurício Souza, perseguido por exercer seu direito à liberdade de expressão, que caiu na cláusula arbitrária, antidemocrática, ditatorial e inconstitucional de crime de opinião.

A esquerda também olho torto ─ quando não condena publicamente ─ a mobilização dos caminhoneiros, tachados de bolsonaristas. Por isso, não deveriam ser apoiados, embora, independentemente do que possam ou não pensar, estejam, na prática, reivindicando direitos democráticos trabalhistas e econômicos e entrando em conflito com o governo Bolsonaro e a burguesia de conjunto.

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