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TODO conceito político realmente digno desse nome é uma filosofia, pois, não pode ser isolado de seu real objetivo, que é a vida política em geral, e portanto, a vida política de um determinado povo num determinado momento. Tal filosofia não pode ser isolada nem por outras formas de realidade que normalmente são consideradas distintas da política, nem pela realidade universal, histórica, ou teleológica. Não pode ser isolado, pois o homem, com todas as suas atividades, não é considerado alguém abstrato, e está intimamente ligado a todo o corpo da realidade e somente em relação a ele pode se entender ou obter orientação. A política não é uma forma autosubsistente de vida humana; mas encara a vida humana como encara as concepções éticas; de fato, em certos aspectos, podemos identificar uma política com uma ética. O fascismo aprecia muito essa verdade e acentua o caráter ético do conceito que ele propõe.

Apesar da polêmica contra a filosofia na qual muitos escritores fascistas se engajam, o fascismo clama para si mesmo um significado filosófico e uma influência universal para suas afirmações, como sendo afirmações de princípios cujas implicações afetam não apenas a teoria do governo, mas também a economia. direito, ciência, arte e até a religião. Em resumo, todas as atividades humanas são práticas ou teóricas. A suspeita e antipatia da filosofia manifestada por muitos fascistas são, por eles mesmos, indicações do caráter do pensamento fascista. Como em muitos casos semelhantes, eles são a polêmica de uma filosofia contra a outra. O fascismo de fato, argumenta contra as filosofias abstratas e intelectuais (pode-se dizer que a condenação do intelectualismo se tornou o denominador comum e toda a literatura fascista, um intelectualismo que não faz nada para pôr em prática aquilo que acredita) presume explicar a vida estando fora dela. O conceito fascista, tanto por sua hereditariedade de Marx e Sorel (pois muitos fascistas incluindo Mussolini se basearam no socialismo e no sindicalismo) quanto pelo influxo de doutrinas idealistas contemporâneas na Itália (no meio das quais a mentalidade fascista foi amadurecendo) entende a filosofia como a filosofia da práxis – da atividade. Não é algo pensado, mas algo que é feito. É dito e afirmado não com fórmulas, mas com ação, e se recorrermos a fórmulas, devemos atribuir a elas os mesmos valores que as ações, pedindo-lhes que produzam resultados práticos se não foram consideradas palavras vazias. Desse caráter básico da filosofia fascista: um estilo de expressão literária e um estilo de conduta prática inspirados na economia e na austeridade, desejando a supressão na fala e também na ação de todo elemento supérfluo e tendendo a extrair da atividade humana o rendimento máximo em relação à meta para qual o movimento específico é direcionado.

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Podemos agora esboçar a forma de ideia fascista. Essa ideia possui um núcleo específico: o conceito de Estado como um centro de um sistema completo de pensamento. Mas o Estado fascista pode ser melhor definitivo em termos negativos, afirmando antes o que não é, do que o que é. Por várias razões, encontrou-se em violenta oposição aos conceitos liberais e marxistas e, a partir dessas antíteses, atraiu a energia motivadora pela qual foi afirmada. Obviamente, porém, por trás da luta antimarxista e antiliberal havia uma força positiva: era o conceito ético do Estado como uma personalidade autônoma com seus próprios valores e seus próprios fins, subordinando-se à existência e ao interesse de cada indivíduo, não suprimindo o indivíduo, mas considerando-o como auto realizável somente através da personalidade do Estado como conhecimento e vontade. Esse é um conceito anti-individualista, na medida em que afirma uma realidade espiritual e universal que não é a soma das vidas individuais, mas o princípio ideal por trás delas e a fonte original de suas atividades. A partir desse conceito, podemos traçar logicamente a forma de um Estado autoritário, que certamente é a negação da liberdade política para aqueles que podem ver ideias apenas em seu aspecto abstrato, mas não para os outros. O autoritarismo fascista nega totalmente uma liberdade sem lei, que não é de todo, se é verdade que somente através do Estado a própria liberdade pode ser alcançada; ao contrário, exige e consagra aquilo que os escritores fascistas às vezes chamam de liberdade do Estado (não a do indivíduo); isto é, liberdade do Estado que realiza e incorpora a maior parte das esperanças e desejos dos seus cidadãos. Essa existência corporativa é um fato dominante e vital, não uma questão de ser ou não ser, levando a leis sem firmeza ou convicção e permanecendo perpetuamente vítima das perplexidades e dúvidas do julgamento individual, mas do governo inabalável de uma vontade coletiva superior. Este Estado autoritário não aceita o liberalismo anárquico individualista, cego às reivindicações do Estado, mas é mais liberal do que o próprio Estado Liberal. Tendo organizado e reconhecido juridicamente os sindicatos, tanto do Trabalho como dos Empregadores, o Fascismo está agora adaptando sua estrutura a esses Sindicatos, unidos como estão às Empresas Nacionais, para que um sistema político cresça adaptado à organização sindical – isto é, às condições concretas imediatas que prevalecem entre a população, onde estão as raízes da opinião pública. É claro que esse é um aperfeiçoamento óbvio do sistema representativo que o Estado Liberal jamais imaginou.

Mas a vontade do nacional do fascismo se baseia, não tanto no que foi feito, mas no que resta fazer e nas ideias que animam e explicam a história de um povo no futuro e no passado. O ideal nacional encarna e se revela em apenas alguns indivíduos, ou talvez, em apenas um. É mais esplêndido do que qualquer outra nação que existe num determinado momento, com sua multidão de ignorantes e incompetentes. No entanto, o fascismo é o idealista. Requer fé e valoriza os valores ideais (família, patriotismo, cidadania, humanidade) como superiores a todos os valores contingentes. Ele defendem uma ética do sacrifício militante, para que o indivíduo esteja sempre pronto para enfrentar a morte por uma causa superior à sua. Além disso, o fascismo foi liderado por seus próprios princípios para promover o despertar da crença religiosa entre eles. Os italianos dedicam seu mais sincero cuidado à juventude, num sistema de educação que leva em seu alcance todo o campo de crescimento, dos primeiros anos, até a adolescência.


Fonte: Alerta Nacionalista (blog)

By Alerta Nacionalista

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