Germar Rudolf sobre a Conferência de Wannsee

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“A mídia repete sempre aqui e ali a estória insensata de que o extermínio dos judeus tenha sido decidido em Wannsee.”– Yehuda Bauer

As falsificações em torno do protocolo da Conferência de Wannsee, onde foi discutida a evacuação dos judeus para os territórios do leste europeu.

Germar Rudolf: Agora, caros ouvintes, eu gostaria de dirigir uma pergunta a vocês. Eu peço o favor para levantarem a mão aqueles que, entre vocês, sabem o que é o Protocolo de Wannsee…

Isto é a grande maioria dos presentes. Agora, por favor, levantem a mão aqueles que presumem conhecer o conteúdo do Protocolo de Wannsee…

Agora são somente algumas pessoas. Eu escolho agora despoticamente, o senhor lá atrás. Você conhece o conteúdo do Protocolo?

Público: Sim!

Germar Rudolf: Então você poderá nos dizer brevemente, o sentido daquilo que está escrito no Protocolo.

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Público: Pelo que me lembro, foi decidido na Conferência de Wannsee o extermínio dos judeus europeus, assim como as necessárias medidas para isso.

Germar Rudolf: Eu pedi para você me informar o que está escrito no Protocolo, e não o que foi decidido na Conferência. Então? Você leu o Protocolo?

Público: Não, mas a gente sabe o que foi decidido lá.

Germar Rudolf: Ah, a gente sabe! Então é de conhecimento público? Agora, me permita primeiro falar o que consta e o que não consta no Protocolo de Wannsee.

Este Protocolo trata sobre a dificuldade da definição de meio-judeu e um-quarto-judeu e o número de judeus dentro dos territórios de domínio alemão. Ele relata as medidas executadas até então para proceder com a emigração dos judeus que se encontravam nos territórios de domínio alemão, e explica que no lugar da emigração passou-se à sua deportação para o leste. No contexto, sugere-se que os judeus devam se deslocar para o leste construindo estradas, onde uma redução do contingente se daria em virtude das duras condições. [1]

No Protocolo não se menciona uma única palavra sequer sobre a colocação de judeus em Campos de Concentração ou de extermínio. Também não é mencionado de qual forma os judeus deveriam ser conduzidos a um extermínio sistemático. Já em 1982, o professor Yehuda Bauer, professor na Universidade Hebraica em Jerusalém, declarou textualmente: [2] “A mídia repete sempre aqui e ali a estória insensata de que o extermínio dos judeus tenha sido decidido em Wannsee.”

Público: Isso é exatamente o contrário daquilo que se percebe continuamente na mídia alemã.

Germar Rudolf: Isso mesmo. Durou até o ano de 1992, para que a mídia alemã anunciasse pela primeira vez algo nesta direção, na ocasião quando o professor de história de tendência esquerdista, Dr. Eberhardt Jäckel, explicou publicamente que durante a Conferência de Wannsee não foi tomada qualquer decisão; segundo Jäckel, esta tomada já anteriormente, entretanto, ele não cita a fonte de tal premissa. [3] Tais correções de historiadores estabelecidos nada mudou no fato da Conferência de Wannsee ser representada, como de costume, no acontecimento decisivo para a “Solução Final da Questão Judaica”. Quem se interessa por fatos, quando se depara frontalmente com uma boa estória, citando espontaneamente Oscar Wilde?

E eu não gostaria de parar com isso. Há muito tempo existem laudos que passaram despercebidos, os quais demonstram dúvidas quanto à autenticidade do Protocolo de Wannsee. Dentre deste contexto, em 1987, foi publicado pelo Centro de Pesquisas de História Contemporânea, em Ingolstadt, um trabalho detalhado que levanta dúvidas substanciais sobre a autenticidade dos Protocolos. [4]

Um ano depois, o cientista político Udo Walendy publicou um estudo detalhado sobre os Protocolos de Wannsee. [5]

Ele se caracteriza, sobretudo pela investigação das declarações daqueles que participaram da conferência e por causa disso foram levados após a guerra aos tribunais militares dos aliados.

Público: Então não é questionado se a conferência tenha acontecido?

Germar Rudolf: Não, claro que não. Segundo as declarações dos participantes, nesta reunião foi apresentada a todos por Heydrich, através da procuração dada a ele por Hitler, uma palestra sobre a evacuação dos judeus nos territórios ocupados do leste. Nada foi mencionado sobre extermínio através do trabalho. O conteúdo do suposto Protocolo também não está correto, pois faltam alguns assuntos que foram discutidos, enquanto algumas coisas mencionadas não foram tema do encontro.

A mais recente abordagem na investigação da autenticidade dos Protocolos, em forma de laudo pericial, [6] levou a inúmeros indícios e provas que se trata de uma falsificação, sim, da “falsificação do século”. [7] Junto a vários erros estilísticos e formais, há um ponto central nestes protocolos: o caractere “SS”. É conhecido que a maioria das máquinas de escrever oficiais no Terceiro Reich possuía um caractere próprio com a forma rúnica “ϟϟ”. Não seria algo perturbador se na falta de tal máquina alguns dos exemplares do Protocolo – segundo este existiam 30 despachos – fossem escritos com máquinas de escrever comuns?

Torna-se desagradável, porém, quando dos 30 despachos, somente restou o 16° e logo este em pelo menos dois exemplares, um com a versão normal do caractere “SS” e outro com a versão das runas “ϟϟ”. Na tabela 5 estão expostas as primeiras variações das versões conhecidas atualmente. Somente uma delas deve ser a versão original, todos os outros exemplares não são autênticos.

De forma semelhante comporta-se com os adendos ao “Protocolo de Wannsee”, que se apresentam analogamente em dois exemplares, uma vez na versão normal da “SS” e outra na versão rúnica da “ϟϟ”. Todavia, aqui a coisa é clara: não se tenta apenas preservar os parágrafos, mas também foram copiadas as anotações feitas à mão por algum funcionário público na segunda versão. Infelizmente, em relação ao texto escrito à máquina, essas anotações estão deslocadas alguns milímetros, portanto, a falsificação é notória para qualquer um. A prova da falsificação de pelo menos um destes exemplares foi revelada sem dúvida alguma com isso. Sobre o sentido desta manipulação, pode-se apenas especular.

Público: Sobre isso há alguma reação dos historiadores estabelecidos?

Germar Rudolf: Prof. Dr. Ernst Nolte mostrou ter dúvidas quanto à autenticidade dos Protocolos [8], e o Prof. Werner Maser, em 2004, considerou a falsificação de pelo menos uma cópia do adendo com os mesmos argumentos sem mencionar, entretanto, o estudo anterior. [9]

 

Público: Ele plagiou então?

Germar Rudolf: Ou ele chegou à mesma conclusão por si próprio e não conhece o laudo de Bohlinger. Em todo caso, ele não mencionou quem encontrou primeiro os fatos, o que seria correto.

Público: Mas então ele teria citado uma fonte suspeita e se tornaria ele mesmo suspeito.

Germar Rudolf: Sim, a mesma escolha entre Cila e Caribdis. De resto, os demais historiadores, mídia e representantes oficiais, permaneceram calados.

Público: Mesmo entre os revisionistas, não há controvérsia se o Protocolo seja realmente uma falsificação?

Germar Rudolf: O historiador italiano Carlo Mattogno, cujos trabalhos nós iremos conhecer a fundo mais tarde, tem de fato a visão de que pelo menos uma versão do Protocolo possa ser autêntica. Todavia, ele não vê contradição alguma entre o conteúdo do Protocolo e a principal tese revisionista – não há plano, ordem e execução de um assassinato em massa sistemático, e com isso ele tem razão sem dúvida alguma. Caso se comprove realmente que uma das versões conhecidas do Protocolo de Wannsee, ou alguma a vir ser descoberta, seja autêntica, seria somente afirmado, segundo o conteúdo, que a tese do extermínio não se deixa provar com este documento.

Público: Mesmo que uma versão do adendo tenha sido falsificada, isso não prova que a outra seja falsa. E o mesmo vale também para o próprio Protocolo. [10] E além do mais, tudo isso não iria provar que o extermínio não existiu!

Germar Rudolf: Está correto. Eu não excluí de propósito a relação do Protocolo de Wannsee à realidade ou não de algum acontecimento, mas somente disse que com isso não se deixa comprovar de forma alguma a tese do extermínio. Eu saliento, entretanto, que a possível falsificação do Protocolo de Wannsee não se trata de algo insignificante. Vejam, apresentando o conteúdo de um documento totalmente inadequado, durante décadas a fio, como prova principal para a própria tese, e este documento é falsificado, então recai-se na suspeita de porventura não possuir qualquer outra prova melhor. Sim, se expõe à suspeita de cumplicidade com o falsificador, ou até com a falsificação. A pergunta que se origina aqui é: alguém que está convencido da veracidade de sua tese, iria lançar mão de uma falsificação? Alguém que tenha a prova para a plausibilidade de sua tese, iria utilizar tal primitiva falsificação e apresentá-la doentiamente como verdadeira mesmo com a notória insustentabilidade?

Entendam-me bem: a prova de um Protocolo de Wannsee falsificado e adulterado, assim como de seu adendo, não prova que o Holocausto não existiu! Ele somente levanta a suspeita que algo está podre. Quem ainda assim impede a livre pesquisa à vista desta situação, depõe claramente contra os direitos humanos fundamentais da livre opinião e liberdade de pesquisa.

Retornando à pergunta colocada inicialmente, quem de vocês leu realmente o Protocolo de Wannsee? Eu vejo que ninguém se manifesta. Caros ouvintes! Eu discorro aqui sobre um tema que pesa sobre o povo alemão, ou seja, contra nosso povo, e para ser mais concreto, contra todos vocês que aqui estão sentados, com a mais terrível acusação criminal da história da humanidade! Eu reconheço que vocês, como acusados, nem ao menos se dão ao esforço em ler a peça principal da acusação.

Público: Isso é bobagem. Ninguém acusa a geração do pós-guerra!

Germar Rudolf: E a respeito da sempre novamente exigida vergonha coletiva e responsabilidade coletiva?

Público: Isso é outra coisa. Isso recai em cada um, se ele aceita isso ou não.

Germar Rudolf: Então eu quero ver o político ou o jornalista que renuncia isso publicamente e exige para os alemães o caminho digno e o orgulho nacional como normalmente se vê em outros países, e uma política que defenda os interesses nacionais! Desta forma não se faz na Alemanha nem carreira, nem amigos. Mas seja como for. O que eu queria salientar aqui, é que sejamos conscientes dos fatos aqui expostos; que qualquer um que se deixa levar sobre esse assunto por uma versão verdadeira da mídia e dos historiadores, justamente neste instante, estão abandonados. A repressão de fatos, a educação de jornalistas à censura e a divulgação reconhecida de mentiras não são indícios que nossa mídia nos informe de forma convincente. O que nós precisamos são pessoas racionais, críticas, esclarecidas e independentes, que confrontem nossa mídia e também nossos historiadores com uma boa força de desconfiança.

Fonte: Inacreditável

Publicado originalmente em 27 de outubro de 2008

Notas:

[1] Compare com a reprodução do fax em Johannes P. Ney, “Das Wannsee-Protokoll”, em Ernst Gauss (Ed.) op. cit. [38], P. 182-189 (www.vho.org/D/gzz/8.html)

[2] “The public still repeats, time after time, the silly story that at Wannsee the extermination of the Jews was arrived at”, The Canadian Jewish News, 20.1.1982, P. 8

[3] Eberhard Jäckel, “Zweck der Wannseekonferenz umstritten”, Frankfurter Allgemeine Zeitung, 22.6.1992, P. 34

[4] Hans Wahls, Zur Authentizität des “Wannsee-Protokolls”, Publicação do Centro de Pesquisa para História Contemporânea, em Inglostadt, volume 10, Inglolstadt 1987; n atabela 5, P. 128, não foram apresentadas todas as versões comparadas de Wahls.

[5] U. Walendy, “Die Wannsee-Konferenz de 20.01.1942”, HT Nr. 35, Verlag für Volkstum und Zeitgeschichtsforschung, Vlotho 1988.

[6] R. Bohlinger, J. P. Ney, Gutachten zur Frage der Echtheit des sogenannten Wannsee-Protokolls und der dazugehöringen Schriftstücke, Deutscher Rechts- und Lebensschutz-Verband (Ed.)

[7] “Die Jahrhundert-Fälschung, das Wannseeprotokoll”, Huttenbriefe, Sonderdruck Junho 1992, como breve publicação do laudo acima de Bohlinger/Ney

[8] E. Nolte, Der Europäische Bürgerkrieg 1917-1945, Ullstein, Frankfurt am Main / Berlin 1987, P. 592;

[9] W. Maser, nota [83], P. 317 et. seq.

[10] Compare também Norbert Kampe, em: Mark Roseman, Die Wannsee-Konferenz, Propyläen, Berlin 2002, P. 157-164

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