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França: A crescente impopularidade de Macron

 

Os problemas para o presidente francês parecem não ter fim . Os protestos dos coletes amarelos, a crescente impopularidade devido à má gestão dos planos emergenciais do Covid e o risco de vitória eleitoral de Marine Le Pen em 2022, foram agora somados às manifestações contra os planos de Macron de privatizar a Edf (Électricité de France), a maior produtora e distribuidora de energia da França.

Électricité de France

Fundada em 1946 após um programa de nacionalização do setor energético na época, era uma companhia estatal até 2004, quando tornou-se personalidade jurídica de direito privada (sociedade anônima). Ainda sim, o governo francês mantem 70% do seu capital, podendo ser comparada às empresas de economia mista do Brasil, tais como a Petrobras.

Além de líder na França (produzindo 120.000 megawatts de potência) é também a maior do setor de energia elétrica na Europa e é a maior do mundo em produção de energia nuclear (origem de maior parte da eletricidade da Companhia), com 58 plantas nucleares somente dentro da França. Em 2011 22% da eletricidade na União Europeia foi produzida pela Edf

Macron quer desmembrar o Edf: a UE está pedindo isso

Tudo decorre da decisão do Governo francês de se adaptar às diretivas da União Europeia (UE) que exigem a abertura do mercado da eletricidade a outros operadores. Daí a necessidade de desmembramento do Edf, com a consequente colocação das ações no mercado.

O plano do governo francês é dividir a Edf em três entidades distintas. A Edf blue permaneceria de propriedade pública e administraria as usinas nucleares, a Edf vert administraria as usinas de energia renovável e a rede de distribuição (e seria listada na bolsa de valores) e, finalmente, a Edf azur, que administraria as usinas hidrelétricas.

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Sindicatos e política nas trincheiras contra o plano

Os sindicatos opõem-se veementemente a este plano e pedem que a Edf permaneça como está. Vários parlamentares também se manifestaram contra o desmembramento, pedindo ao governo para receber uma delegação de trabalhadores da empresa.

No momento, o plano de Macron para desmembrar a Edf parece ter sido suspenso, já que as negociações estão em andamento entre o governo francês e a Comissão Europeia. Os sindicatos, porém, não desistiram e, no dia 10 de fevereiro, saíram às ruas para se opor ao projeto.

O protesto é ainda mais inflamado pela crescente rejeição às política das União Europeia  do eleitorado francês, que não quer que a Edf seja destruída apenas para satisfazer as necessidades da Comissão Europeia. Florian Philippot, líder do movimento Les Patriotes, destacou que a única maneira de salvar a Edf é deixar a União Europeia.


Fonte: Il Primato Nazionale


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