“Forças de resistência desconhecidas” atacam escritório do Mossad no Iraque, segundo mídia

A agência de espionagem israelense Mossad foi atacada no Iraque, segundo fontes de segurança, com várias forças israelenses mortas ou feridas no que foi descrito como um “golpe pesado” no regime sionista.

O Sabereen News do Iraque, citando fontes de segurança, relatou na terça-feira (13) que uma instalação afiliada à agência de espionagem israelense Mossad foi atacada por “forças de resistência desconhecidas” no norte do país. A notícia não relatou a cidade onde o abrigo estava localizado, e apenas identificou sua fonte como sendo “uma fonte de segurança”.

A mídia iraquiana disse que o ataque resultou na morte e ferimentos de um “número de forças israelenses”, desferindo um “golpe pesado” no regime e em sua agência de espionagem.

As fontes não forneceram detalhes sobre o local do ataque e a extensão dos danos, no entanto, Sabereen disse: “Amanhã, compartilharemos algumas fotos da operação”.

Reagindo ao incidente, um comandante militar iraquiano de alto escalão disse em uma entrevista à rede de TV russa RT que até agora não havia recebido nenhuma notícia sobre o ataque.

A mídia no norte do Iraque ainda não comentou o ataque.

O incidente ocorreu horas depois que um navio israelense ser atacado no porto de Fujairah nos Emirados Árabes Unidos, causando danos, mas sem vítimas.

 

O Canal 12 de Israel citou como culpados funcionários “não identificados” do regime do Irã pelo ataque ao navio.

A embarcação, chamada Hyperion, navegando sob a bandeira das Bahamas, era associada à empresa israelense Ray Shipping, a mesma empresa proprietária de um navio atingido por uma explosão no Mar de Omã em fevereiro.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou apressadamente na época o Irã de atacar o navio, com o Irã rejeitando categoricamente a acusação.

A mídia israelense disse que o ataque de terça-feira ao Hyperion provavelmente foi realizado com um míssil ou um drone.

O ataque ocorreu após um ato de sabotagem que teve como alvo a rede de distribuição de eletricidade da instalação nuclear iraniana Shahid Mostafa Ahmadi Roshan em Natanz, que é um centro industrial do urânio localizado na cidade de mesmo nome na província central iraniana de Isfahan.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse a repórteres na segunda-feira (12) que “o terrível incidente que ocorreu em Natanz foi obra do regime sionista (Israel), dado o que foi repetidamente dito antes e o que ainda está sendo ouvido de várias fontes nos dias de hoje”.

 

O Irã disse no início deste mês que um de seus navios mercantes foram alvo de uma explosão de origem desconhecida no Mar Vermelho estratégico, no segundo incidente semelhante em menos de um mês.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse a repórteres que o navio Saviz foi atingido pela explosão em 5 de abril perto da costa de Djibuti e sofreu pequenos danos.

Em um incidente semelhante no mês passado, um navio de carga iraniano foi danificado após ser alvo de um ataque terrorista a caminho da Europa no Mar Mediterrâneo.

Muitas milícias iraquianas fazem parte das Unidades de Mobilização Popular do Iraque (PMU, na sigla em inglês), uma coalizão formada para derrotar o Estado Islâmico, que ocupou mais de um terço do Iraque, até ser expulso no final de 2018, diz o Sputnik News.

O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alegou, assim como seu antecessor Donald Trump, que as milícias xiitas no Iraque operam como “procuradoras” do Irã, mas tanto as milícias quanto o Irã negaram a relação. A presença das tropas dos EUA no Iraque é altamente impopular, com o Parlamento iraquiano tendo exortado os norte-americanos a partirem em janeiro de 2020, depois que um ataque aéreo dos EUA matou o general iraniano Qassem Soleimani, e Abu Mahdi al-Muhandis, subcomandante das PMU.

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