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Filme “KAREN” e o Racismo do Bem

O Novo filme de Hollywood KAREN lançou seu primeiro trailer essa semana [1], e sua repercussão causaram revolta na internet. No momento, o trailer publicado no Youtube possui  4,5 mil likes e 14 mil deslikes, sem contar os milhares de comentários criticando a premissa do filme. O filme com o objetivo de agradar o publico negro,  aplicando no enredo todas as narrativas do movimento Black lives Matter (Vidas Negras Importam) acabou causando revolta até mesmo no publico afro-americano.

 

Primeiramente precisamos explicar o seu Título, “KAREN”, que se trata de uma piada na internet sobre o estereótipo de mulheres de meia idade arrogantes que possuem um complexo de autoridade, buscando confusão com qualquer pessoa que discorde de seus pontos de vista ou exigências. Pode ser definido como:

“Karen é uma gíria usada como uma personagem feminina antagônica em memes. ‘Karen’ é geralmente caracterizada como uma mulher irritante… Em 2020, o termo foi amplamente aplicado a uma faixa de mulheres brancas que haviam sido filmadas assediando pessoas de cor, inclusive ligando para os serviços de emergência sem motivo criminal”. [2]

Sendo um “meme” muito popular utilizado em 2020, era apenas questão de tempo até que as grandes corporações se aproveitassem de sua popularidade para lucrar, surgindo assim o filme KAREN. Mas antes disso a própria piada na internet foi considerada machista pelas feministas e até mesmo ofensiva para as mulheres, como se fosse um termo criado para atacar somente o sexo feminino [3]. E claro que as reclamações saíram pela culatra já que a maioria das mulheres acusando o meme de ser machista se encaixava dentro do próprio estereótipo da “Karen”. [4]

 

Mas como tudo na internet é passageiro, não demorou muito para essa piada perder a graça e os internautas moverem suas atenções para novas tendências. Até que  alguma empresa desconexa de como funciona a cultura virtual decide ressuscitar o meme e usar como inspiração para seu mais novo filme. A ideia de fazer um filme baseado em uma piada da internet já demonstra a decadência da indústria cinematográfica, mas eles conseguiram piorar por querer integrar no filme um debate sobre racismo. Vamos para a sinopse:

“Uma mulher racista considera como missão pessoal deslocar a nova família negra que acabou de se mudar para o bairro: eles não vão desistir sem lutar”. [5]

No filme uma família negra que acaba de se mudar, descobre que sua vizinha Karen não gosta deles por causa do fato de serem pessoas negras, a mulher racista então tenta fazer de tudo para se livrar deles. Assistindo ao trailer vemos como o filme é caricato, o filme parece uma paródia barata sobre como um liberal (americano) enxerga o mundo a sua volta. É nítido como no filme eles representam todas as figuras e personagens brancos como sendo autoritários e abusivos além de maldosos, enquanto os personagens negros não passam de vitimas inofensivas. [6]

Essa caracterização ofensiva e preconceituosa é que causou revolta tanto dos brancos quanto dos negros, que acusam o filme se ridicularizar o problema racial americano, enfraquecendo assim o debate sobre o tópico e valorizando uma narrativa extremista, preconceituosa e dualista entre os brancos e negros, criada pelo próprio movimento negro. O Movimento negro, principalmente o americano, assim como outros movimentos progressistas mascaram seus objetivos revolucionários pela busca inalcançável da igualdade, que mesmo já possuindo, agora procuram privilégios.  Gustavo Barroso já escrevia sobre como a elite internacional promove conflitos entre raças com a intenção de criar uma “Guerra de Raças” nos Estados Unidos da América. [7]  Faz parte da estratégia de dividir para conquistar, o povo contra si mesmo jamais alcançará estabilidade e soberania, permanecendo de portas abertas para uma influência dominante tomar conta. O “Black Lives Matters” não passa de um movimento financiado pelas elites com discursos de terror político. Os mesmos causaram milhares de dólares de prejuízo a estabelecimentos e tiraram a vida de dezenas de pessoas ano passado em nome de um criminoso condenado por assédio, roubo, abuso doméstico, entre outros crimes. As manifestações nunca se trataram sobre o George Floyd e sim de uma mensagem política, sendo essa revolucionária. Eles querem que os brancos se ajoelhem perante suas demandas, que sintam culpa das suas próprias existências.

Os mesmos não possuem atitude em direção a algo positivo, seus discursos são sempre destrutivos, vingativos, racistas e também maldosos. Nunca nenhum movimento negro se voltou a ajudar as suas próprias comunidades, resolver a questão da criminalidade, desemprego, das drogas que estão presentes entre elas. Suas frustrações e raiva são direcionadas a culpabilizar o homem branco. Essa mentalidade “crítica” vem da escola de Frankfurt, mãe de todo pensamento progressista visando à destruição da cultura tradicional no ocidente. [8]

 

Caso um branco realizasse um filme onde todas as pessoas de cor sejam criminosas, burras e maldosas, teriam manifestações a respeito, e bem destrutivas como de costume, provavelmente cinemas seriam queimados. Porém quando o mesmo acontece, porém a calúnia e pejorativização são direcionadas para raça branca, ninguém faz nada a respeito. Isso já é o suficiente para demonstrar que o movimento negro é hipócrita e age politicamente em vez de lutar por igualdade. Racismo não se combate com Racismo.

O “Racismo do Bem” é tolerado por todos quando quem sofre são os brancos. Tentam até descredibilizar afirmando que não existe nada como “Racismo Reverso”, termo criado para justificar o racismo de negros contra brancos. A definição de racismo como sendo o “Preconceito, discriminação ou antagonismo por um indivíduo, comunidade ou instituição contra uma pessoa ou povo com base em sua filiação a um determinado grupo racial ou étnico”, não exprime nenhuma limitação sobre quem pode ou não ser racista. Sociólogos de formação marxista fazem imposição seus pensamentos de luta de classes substituindo o proletariado por minorias, fazendo então que eles tenham que ser sempre as vítimas, nunca podendo ser os agressores.

Filmes como o da KAREN, mostram como as instituições de mídia estão desesperadas para seguir com suas propagandas promovendo conflitos raciais para fins políticos, e o backlash contra o filme demonstrado nas redes sociais  demonstrar um reflexo de aversão a essas narrativas e uma mudança por parte do público. O que eles querem é incitar um conflito racial e não combater ele, e nós não podemos mais continuar caindo nessas retóricas antinacionais.


Notas

[1] Flixville USA. Karen Movie Teaser/Trailer. Youtube, 17 de junho de 2021. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=nfEPWa1ay0U&t=3s

[2] https://knowyourmeme.com/memes/karen

[3] HADLEY, Ask. The ‘Karen’ meme is everywhere – and it has become mired in sexism: Countless TikTok videos are dedicated to the Karen meme. What was once a way of describing women’s behaviour is now too often about controlling it. The Guardian, 13 de abril de 2020. Disponível em https://www.theguardian.com/fashion/2020/apr/13/the-karen-meme-is-everywhere-and-it-has-become-mired-in-sexism

[4] CURTIS, Micah. The ‘Karen’ meme isn’t sexist, and if you think it is, you’re a Karen. RT, 17 de abril de 2020. Disponível em https://www.rt.com/op-ed/486064-karen-meme-not-sexist/

[5] IMDb. Karen. Disponível em https://www.imdb.com/title/tt12636872/

[6] RT. ‘Karen’ horror movie about evil white woman accused of exploiting ‘black trauma’ for profit. USA News, 22 de junho de 2021. Disponível em https://www.rt.com/usa/527256-karen-horror-movie-criticized/

[7] BARROSO, Gustavo. Judaísmo, Maçonaria e Comunismo. Capítulo: “Negros e Judeus”. Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1937.

[8] WATSON, Paul Joseph. The Truth About the KAREN Movie. Youtube, 23 de junho de 2021. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=m8y_QzvQTa0

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