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Ex-oficial da inteligência preso na primeira condenação da lei de negação do Holocausto da Romênia

 

Vasile Zarnescu condenado a um ano e um mês por escrever livros e artigos online em que descreve o Holocausto como uma fraude histórica.

BUCARESTE, Romênia – Um ex-oficial de inteligência romeno foi condenado a um ano e um mês de prisão por negação do Holocausto na primeira condenação sob uma lei de 2002, um tribunal de Bucareste confirmou à AFP na quinta-feira (4).

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Vasile Zarnescu, 74, que trabalhou por onze anos para o Serviço de Inteligência da Romênia (SRI), foi condenado por um tribunal em Bucareste por escrever vários artigos online nos quais descreveu o Holocausto como “fraude”.

Em 2016, ele também publicou um livro intitulado: “O Holocausto, um embuste diabólico” [em português livre], livro retirado de circulação na Romênia, boicotado após campanha de difamação das entidades e representantes sionistas no país, especialmente Alexandru Florian, sendo finalmente proibido pelo Ministério Público.

“O Holocausto, um embuste diabólico”, de Vasile Zarnescu

Contactado pela AFP, Zarnescu disse que apelará da sentença.

“É a primeira condenação por negar o Holocausto e é uma mensagem forte do sistema de justiça, que mostra um progresso importante”, disse à AFP Alexandru Muraru, o representante especial do governo para o combate ao anti-semitismo e à xenofobia. “O caso é interessante porque não estamos falando de qualquer pessoa, mas de um ex-membro do SRI”, acrescentou Muraru.

A lei de 2002 criminaliza a negação do Holocausto “por qualquer meio”, com os culpados arriscando entre seis meses e três anos de prisão.

O Instituto Elie Wiesel em Bucareste divulgou um relatório no ano passado alertando sobre “reflexos extremistas que traem um antissemitismo latente” na sociedade romena, parcialmente encorajado por políticos proeminentes. O relatório também falou daquilo que denomina “aumento preocupante no discurso de ódio contra os judeus espalhado online”.

Certamente, leis como essa, em vigor na Europa Ocidental já por muito tempo e ainda condenando qualquer pessoa que questione ou discorde das afirmativas narradas na historiografia oficial do chamado “holocausto judaico”, seja ela em qualquer aspecto, chegam ao absurdo de até mesmo proibir com força de lei pesquisas nesse campo. É a única matéria histórica que não pode ser revista ou sequer atualizada, mesmo que hoje já se saiba e se tenha consciência oficial de que o número de seis milhões de judeus que teriam sido mortos em supostos “programas de extermínio” em massa não seja real ou próximo de qualquer realidade.

Vasile Zarnescu não cometeu racismo ou xenofobia, nem qualquer violência contra outro ser humano. Zarnescu escreveu livros e artigos. Apenas, através de suas pesquisas, discorda daquilo que é dito oficialmente sobre esse fator histórico “inquestionável”.

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Breve histórico sobre Vasile Zarnescu

De 2002 a 2004 foi diretor de imprensa do PUNR, chefiado pelo General Mircea Chelaru, apesar de querer ingressar no PRM (Partido da Grande Romênia) de Corneliu Vadim Tudor, mas não efetivou-se por diferenças internas de ambas as partes. Nas eleições de outono de 2004, concorreu ao Senado pelo PUNR, onde obteve proporcionalmente mais votos que o General Chelaru, mesmo sem fazer cartazes eleitorais.

Enquanto isso, dois deputados, Ilie Neacșu e Sever Meșca, saem do PRM e formam o Partido da Esquerda Unida, que apesar do nome, tinha quase a mesma plataforma política exibida por PRM. Vasile I. Zărnescu também se juntou a esta plataforma. Quando Ilie Neacșu não podia mais apoiar o partido e renunciou, a plataforma se fundiu com o Partido da Aliança Socialista.

Em 2008 concorreu às eleições locais contra Marian Vanghelie. E, nas eleições parlamentares daquele ano concorreu ao Senado por Vatra (Romênia), nas listas da PRM.

Saindo da Aliança Socialista decidiu seguir a política nacionalista apenas na internet. Mesmo que sua escolha política seja pela esquerda, sendo um nacionalista socialista, ele deu uma contribuição maior para a causa nacional do que a maioria dos nacionalistas de direita.

O Coronel Vasile I. Zărnescu, com vasta experiência no Serviço de Inteligência Romeno na contraespionagem, publicou, sob pseudônimo, nas revistas “România Mare” e “Politica” de Corneliu Vadim Tudor, a seguir com o seu nome após reforma. Por volta de 2012 e 2014, iniciou-se a perseguição política e publicitária contra Zărnescu.


Vídeo completo onde faz uma palestra sobre a temática apresentada no livro


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