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Um mês após chegar da Ucrânia onde ficou preso como combatente inimigo, o brasileiro é encontrado com grande quantidade de drogas e munição em apartamento em Presidente Prudente, no Oeste paulista

O brasileiro Rafael Marques Lusvarghi, 36 anos, foi preso na madrugada deste sábado (08) com 25 quilos de maconha, uma pequena porção de cocaína, 350 munições de calibre 9 mm, balança de precisão, passaportes e dinheiro, no apartamento em que mora na cidade de Presidente Prudente, interior de São Paulo (a 558 km da capital). Lusvarghi contou à polícia que voltou da Ucrânia há um mês à procura de emprego e que lhe foi oferecido o valor de R$ 3.000 por mês para guardar as drogas e a munição.

De acordo com a Polícia Militar, o ex-combatente brasileiro foi preso em flagrante após uma equipe da Rocam ter localizado na casa dele a quantidade observada.

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De acordo com as informações oficiais, Lusvarghi estava conversando com outro rapaz ao lado de um carro, na rua, quando os dois tentaram se separar rapidamente após avistarem os policiais militares se aproximando nas motos.

Após abordagem, o ex-combatente teria tentado omitir sua indentidade, mas, depois informou seu nome, seu passado como combatente e que tinha uma grande quantidade de drogas em casa, para onde os policiais de deslocaram. Lá, além do material ilícito apreendido, a polícia encontrou um notebook e quatro passaportes, além de R$ 259,70 reais em espécie.

O aparecimento de Lusvarghi 

Lusvarghi ficou conhecido da mídia por participar dos protestos contra a Copa do Mundo promovida pela FIFA no Brasil, em São Paulo que ganhou repercussão em 2014, quando foi detido, ficando preso por 45 dias, e sendo libertado pela Justiça de São Paulo que o absolveu das acusações.

Combatente da Ucrânia

Antes de participar da luta armada na Ucrânia, Lusvarghi, ex-professor de inglês e com conhecimento do idioma russo, aprendeu a manejar armamentos e sobre a vida militar quando aluno soldado em São Paulo e aluno oficial no Pará, habilidades que o fizeram ser aceito nos batalhões armados separatistas da Ucrânia, de etnia russa no Donbass (Batalhão Prizrak) tornando-se combatente no esforço contra o governo de Kiev pró-OTAN na guerra civil.

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Após, desmobilizar, foi preso no aeroporto de Kiev, na Ucrânia, ao fazer uma escala em direção para a Rússia, num esforço do serviço secreto onde foi condenado pelo governo daquele país por “terrorismo”.

A verdade é que, como Lusvarghi lutou como combatente voluntário ao lado das forças separatistas apoiadas pela Rússia no desdobramento dos eventos da Guerra Civil no Euromaidan, sua condenação era iminente.

Sua sentença foi estabelecida em 13 anos. Mas, um vez cumprindo-a integralmente, foi solto (ou, foi posto em liberdade condicional, segundo autoridades ucranianas). Oportunidade em que o ex-combatente voltou para o Brasil. Sua defesa alegou irregularidades no processo. Lusvarghi foi solto numa troca de prisioneiros após um cessar dos combates.

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Narrativa midiática

A mídia no Brasil e fora caracteriza Rafael Lusvarghi como “terrorista” e “guerrilheiro” numa narrativa de “guerrilha internacional” pois o mesmo lutou ao lado dos separatistas étnicos russos que não aceitaram o governo de Kiev, apoiado pela OTAN, a UE (União Europeia) e os EUA, derrubando o governo pró-russo que pretendia o desalinhamento com a União Europeia e a forças do Tratado do Atlântico Norte.

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