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Depois que um projeto de resolução foi apresentado na Assembleia Geral das Nações Unidas que comparou o sionismo ao racismo, os EUA e Israel saíram da reunião anual, informou a Associated Press. A cláusula, que também destacava críticas para com Israel, foi eventualmente descartada.

A Assembleia foi agendada na quarta-feira (22) para comemorar o 20º aniversário da Conferência Mundial da ONU contra o Racismo em Durban, África do Sul, um encontro polêmico que viu disputas sobre o Oriente Médio e o legado da escravidão, informou a AP.

Vinte países tomaram a decisão de boicotar a comemoração, de acordo com a Conferência dos Presidentes das Principais Organizações Judaicas dos Estados Unidos. A organização pediu a outros países que unissem seus esforços “para continuar a lutar contra o racismo, a intolerância e… o antissemitismo“.

Pela primeira vez desde que a pandemia COVID-19 começou no início do ano passado, mais de duas dúzias de líderes mundiais compareceram pessoalmente à Assembleia Geral da ONU no dia de abertura de sua reunião anual de alto nível na terça-feira (21). Discurso após discurso, a atmosfera era sombria, raivosa e terrível.

Contexto histórico

No passado, em 1975, uma resolução como essa chegou a ser aprovada por um bloco de países do terceiro mundo (no contexto da Guerra Fria) na ONU, posicionando-se contrários a política externa agressiva, expansiva e predatória do Estado sionista de Israel e seus financistas aliados do pós-guerra. A Resolução 3379 da Assembleia Geral das Nações Unidas, adotada em 10 de Novembro de 1975 por uma votação de 72 votos contra 35 (com 32 abstenções) pela Assembleia Geral das Nações Unidas, considerou que o sionismo equivale a racismo. A resolução foi anulada pela Resolução 4686 da Assembleia Geral das Nações Unidas de 16 de Dezembro de 1991, e é frequentemente referenciada nos debates que decorrem das acusações de racismo ao sionismo.

Nas conferências anteriores de Durban um texto que fez a ligação entre o sionismo e o racismo passou a existir com o plano de modificá-lo por um texto sobre as violações dos direitos dos palestinos. Os EUA já tinham ameaçada que iam boicotar a conferência se o esboço incluísse o texto que podia ser entendido como ligação entre o sionismo e o racismo. Robinson também disse que conflitos políticos regionais não podem ser impostos sobre a agenda da conferência. As delegações da Austrália, Canada e delegações da Europa partilharam a opinião do EUA.

Em 2001 (primeira edição do evento), a posição árabe foi afirmada pelo Secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa:

“As ações racistas de Israel contra o povo Palestino têm que ser debatidas em uma conferência internacional que trabalha para erradicar o racismo. Os países Árabes não esperam que a conferencia seja um espaço para negociar o processo de paz entre os Árabes e Israel, mas com certeza eles esperam que as práticas racistas israelenses contra o povo palestino não sejam negligenciadas.”

O Brasil na Conferência de 2021

Por tradição, o primeiro país a falar foi o Brasil, cujo presidente, Jair Bolsonaro, rejeitou as críticas sobre como lidou com a pandemia e divulgou dados recentes indicando menos desmatamento na Amazônia . Ele disse que está tentando contrariar a imagem do Brasil retratada na mídia, apregoando-o como um ótimo lugar para investimentos e elogiando seu programa de bem-estar pandêmico, que ajudou a evitar uma recessão pior no ano passado.

Bolsonaro disse que seu governo distribuiu com sucesso as primeiras doses para a maioria dos adultos, mas não apoia passaportes de vacinas ou obrigando ninguém a tomar uma injeção. Ele disse várias vezes na semana passada que não estava vacinado. Ele teve COVID-19 no ano passado.

O ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Quiroga, que estava com o Bolsonaro, depois testou positivo para o coronavírus e permanecerá isolado nos Estados Unidos, disse o governo. Quiroga tomou sua primeira injeção de vacina contra o coronavírus em janeiro.

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