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Entidades judaicas acusam Roberto Jefferson de “antissemitismo” por comparar aborto a rituais de infanticídio

Uma postagem do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, em seu perfil do Instagram na sexta-feira (19), foi relaciona pelas entidades de lobby judaico no Brasil como fazendo ligação entre os rituais judaicos e o infanticídio.

A postagem, já removida pelo Instagram, comparava a prática do aborto, defendido por liberais globalistas, feministas e outras pessoas e entidades do âmbito da esquerda política moderna, dizia:

“Baal, deidade satânica, Cananistas e judeus sacrificavam crianças para receber sua simpatia. Hoje, a história se repete.”

Isso foi o suficiente para despertar a irá das entidades judaicas e pró-sionistas instaladas no Brasil.

Captura de tela. Créditos: Instagram

A Confederação Israelita do Brasil (Conib), afirmou, em nota, que prepara uma notícia-crime contra o político por considerar a postagem como “antissemita” e pode ser caracterizada como crime de racismo “com aumento de pena pelo fato de ter sido praticado por intermédio de rede social”. A nota também diz que a entidade pediu à rede social punição ao perfil.

Outro grupo de influencia judaica, esse no ramo progressista, o Judeus pela Democracia, afirmou em nota no twitter:

O mesmo grupo havia se colocado no “cancelamento” virtual do então candidato a vereador por São Paulo, André Bicho Solto, coagindo seu então partido, o PDT, para que derrubasse sua candidatura. Motivo… postou no twitter que estava um livro chamado Os Protocolos dos Sábios de Sião

Em seu perfil no Twitter (cuja conta foi rapidamente retida!)  neste sábado (20), Roberto Jefferson classificou a reação da Conib como “palhaçada” e “falta do que fazer” e que fez “uma comparação de passagens do Antigo Testamento, quando os judeus de Canaã adotaram deuses pagãos que exigiam sacrifícios de crianças.”

“Sou um grande entusiasta dos judeus, o povo de Deus. Sempre o elogiei de público e tenho defendido nossa cultura judaico cristã. Mas há uns babacas que fazem questão de gerar tensões para aparecer. Essa direção da Conib quer sensacionalismo. Bobalhões”, finalizou o político.

Mas isso não parece ser o suficiente.

O próprio Instagram, rede social da Big Tech Facebook Inc., cujo CEO também  é judeu, Mark Zuckerberg, rapidamente disse em nota que o conteúdo foi removido e que “não permite o compartilhamento de conteúdo que ataque pessoas com base em raça, etnia, nacionalidade, religião ou orientação sexual, classe social, sexo, gênero, identidade de gênero, doença ou deficiência”.

O caso de Ariel Toaff

Mesmo se não for um político profissional, mas um erudito historiador, divulgar esse tipo de assunto, ainda que você seja um judeu, é bastante perigoso em nível de represálias de todos os tipos. Um interessante caso foi o do judeu e erudito historiador Ariel Toaff.

Ariel Toaff. Créditos: Metapedia

Toaff (nascido em 1942 em Ancona, Itália), historiador judeu e professor da Universidade Bar Ilan em Ramat Gan, Israel e, filho do antigo rabino-chefe temporário de Roma, Elio Toaff (1915-2015), especializou-se na história dos judeus orientais. Ele sofreu forte hostilidade vinda de entidades sionistas e pró-judaicas dentro e fora da Itália quando publicou sua enorme pesquisa no livro “Pasque di Sangue” (Páscoa do Sangue), pela editora Il Mulino na Itália em fevereiro de 2007. Nele, documentou os assassinatos rituais de judeus usando o exemplo do menino Simão de Trient, no norte da Itália, no século XV. Inicialmente ainda firme, Toaff cedeu à hostilidade que ameaçava destruir sua vida social e profissional. Depois de uma semana, a editora estava pronta para retirar o livro de circulação. Ariel foi obrigado a declarar que nunca tinha havido nenhum assassinato ritual judeu e prometeu que o produto da venda do livro iria para a Liga Antidifamação (ADL). Toaff acabou publicando uma nova edição trivializada em fevereiro de 2008.

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