Harry Elmer Barnes: A vigilante marcação pública no revisionismo – parte 1

Nos ajude a espalhar a palavra:

Todo cidadão americano tem muito mais perigo ao compreender como e porque os EUA foram atraídos para a Segunda Guerra Mundial do que em ler cuidadosamente o Relatório Warren {procedente da Comissão Warren, encarregada da investigação do assassinato do presidente J. F. Kennedy}, seus volumes suplementares, e artigos controversos e livros do período subsequente, ou os anais de qualquer crime público, não obstante quão dramático.

Por mais trágico e lastimável, o assassinato do presidente Kennedy foi um crime relativamente simples se comparado talvez ao mais letal e complicado crime público dos tempos modernos, nossa entrada na Segunda Guerra Mundial. Isto resultou na perda imediata de mais de trinta milhões de vidas, um custo em última instância de mais de quinze trilhões de dólares, incrível sofrimento, e um rescaldo industrial-tecnológico-científico-militar o qual pode varrer fora a raça humana; e o resultado concomitante: uma visão condicionada onde milhões favorecem a guerra – exercida externamente sobre um “inimigo” estrangeiro e internamente sobre os contribuintes – como meios de assegurar a paz.

Nós necessitamos mais livros para justificar o revisionismo?

Embora um conjunto formidável de evidência tenha sido volumosamente acumulada e oferecida pelos estudiosos revisionistas quanto ao nosso envolvimento na Segunda Guerra Mundial, esta evidência não tem sido plenamente reconhecida ou geralmente compreendida. Escrevendo em 1965, Richard J. Whalen, autor do brilhante The Founding Father, afirmou: [1]

“No vigésimo ano depois do fim da Segunda Guerra Mundial, nós ainda não temos um relato solidamente autorizado, generosamente cheio de verdade de como e porque os Estados Unidos foram arrastados para a Segunda Guerra Mundial. E está se tornando duvidoso que algum dia nós iremos alguma vez tê-lo.

As razões são muitas: A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra dos liberais e eles estão compreensivelmente determinados a não deixar cair a versão deles das origens dela com todos os formidáveis recursos políticos e intelectuais ao seu comando. Há também nossa necessária preocupação com a sucessora batalha agora centrada no Sudeste da Ásia; com tanto a compreender aqui e agora, um olhar buscador retroativo em nossa linha trágica de marcha parece quase uma luxúria que podemos debilmente nos permitir. Mas o mais importante de tudo, nós estamos perdendo nossa esperança da verdade sobre a experiência central de nosso tempo simplesmente porque o tempo está passando.

A pesquisa é uma ocupação de um homem jovem, particularmente o tipo de pesquisa implacavelmente insistente requerida para descobrir e reunir junto informação que poderosos interesses investidos desejam ocultar. Infelizmente, aqueles sob menos de quarenta nos que estão pesquisando e escrevendo história pela próxima geração, com raras exceções têm aceitado a “explicação” da Segunda Guerra Mundial fornecida pelo folclore e estudos ortodoxos. Os dissidentes – os historiadores revisionistas – não têm sido capazes de alcançar a geração desde a guerra que tem atingido a maturidade; os últimos estão escassamente cientes que outro lado da história existe.

Vinte anos após Versalhes, a situação era inteiramente diferente. A onda da maré de desilusão que atravessou varrendo o Ocidente trouxe um dilúvio de livros populares e acadêmicos desmascarando a história oficial da guerra. O revisionismo tornou-se uma parte integral do liberalismo dominante do período. Mas os mais jovens jornalistas e historiadores que se revoltaram contra seus anciões seguindo a Primeira Guerra Mundial têm, nos anos desde a última guerra, brilhantemente sucedido em antecipadamente impedir uma igual revolta contra eles próprios. E assim nós temos perdido a geração expositora das falsidades estabelecidas, e a questão é se nós podemos de alguma forma estimular uma curiosidade feroz na próxima. As probabilidades considerando as partes são pesadamente contra…

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Os Revisionistas… devem exercer uma força eles mesmos para produzir estudos provocativos e verdadeiramente cativantes dentro de uma estrutura de fundo engrenada para uma nova era e nova audiência, trabalhos que irão penetrar profundamente dentro da consciência pública e finalmente numa súbita torcida abrir um assunto prematuramente fechado de importância maior que qualquer outra coisa mais.”

Enquanto concordando, em geral, com a avaliação informada e judiciosa de Sr. Whalen da situação Revisionista, eu questionaria, direta e abruptamente, embora amavelmente, sua asserção que em duas décadas depois do Dia da Vitória sobre o Japão “nós ainda não temos um relato solidamente autorizado, generosamente cheio de verdade de como e porque os Estados Unidos foram arrastados para a Segunda Guerra Mundial,” a menos que ele demande absoluta perfeição, a qual não foi obtida por qualquer livro revisionista escrito após a Primeira Guerra Mundial. Desde que eu sou provavelmente mais familiar que qualquer outra pessoa, vivendo ou morta, com a literatura revisionista sobre as causas de ambas guerras mundiais ou nossa entrada neles, eu diria que nós temos na verdade sido especialmente afortunados em número e qualidade em livros Revisionistas os quais têm aparecido neste assunto desde o Dia da Vitória sobre o Japão – mais e melhores livros que foram publicados em nossa entrada na Primeira Guerra Mundial no mesmo período de tempo. Embora nós devemos sempre saudar novos e possivelmente melhores livros sobre o assunto, nós não temos mais necessidade urgente de outro livro abrangente e de leitura viável sobre as causas da entrada americana na Segunda Guerra Mundial do que nós temos de outra boa biografia de Joseph P. Kennedy, agora que o Sr. Whalen tem nos fornecido com um tratamento absorvedor e magistral desse assunto.

Em 1948, nós tínhamos dois magistrais volumes de Charles Austin Beard sobre as causas de nossa entrada na guerra, levando a história direto até Pearl Harbor e o abrangente livro de George Morgenstern sobre Pearl Harbor, os quais certamente são nossa parada obrigatório na literatura Revisionista ou de ambas guerras mundiais e não têm sido desacreditados sobre quaisquer questões essenciais, a despeito de esforços extensivamente subsidiados, amplamente divulgados, e dos ricos e elaboradamente elogios do almirante Samuel Eliot Morison e Roberta Wohlstetter.

Em 1950, nós tínhamos America Seconf Crusade, de William H. Chamberlin, o qual se equivalia em informação confiável e brilhantismo de estilo do amplamente lido Road to War de Walter Millis que disse a mesma história relativa à nossa primeira cruzada. Em 1951, o muito hábil e erudito livro de Frederic R. Sanborn, Design for War, foi publicado, mas ele foi destinado a se tornar o livro revisionista infelizmente mais ignorado de nossa entrada na Segunda Guerra Mundial, a despeito de sua impressionante abordagem acadêmica, seu estilo lúcido, e distinção do autor, Ele não conseguiu nem mesmo uma nota no American Historical Review.

Em 1953, nós tivemos dois livros adicionais os quais se qualificaram de forma ainda mais impressionantes por suprir a lacuna lamentada pelo Sr. Whalen, Back Door to War (1952) de Charles Callan Tansil, e o livro que eu editei sobre Perpetual War for Perpetual Peace (1953).

America Goes to War (1938) de Tansill foi o primeiro livro exaustivamente de sério estudo acadêmico sobre como nós fomos arrastados para a Primeira Guerra Mundial, e isto não apareceu até duas décadas após o Armistício de 1918. Ele foi elogiado na Yale Review de junho de 1938, da seguinte maneira lírica por não menos que o professor Henry Steele Commager, um participante do apagão histórico sobre o revisionismo da Segunda Guerra Mundial: É crítico, investigador, e judicioso… um estilo que é sempre vigoroso e algumas vezes brilhante. É a mais valiosa contribuição para a história dos anos pré-guerra em nossa literatura, e uma das mais notáveis realizações dos estudos acadêmicos históricos de nossa geração.”

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Em minha opinião, Back Door to War é igualmente brilhante e confiável, e é um livro ainda mais útil no que ele também fornece um relato das causas da eclosão da guerra na Europa em 1939 quase tão abrangente como Origins of the Second World War de A. J. P. Taylor, e baseado em documentação mais completa em detalhes. Que o último livro trouxe tanta consternação aos leitores americanos aproximadamente uma década mais tarde, somente sublinha a maneira pela qual os inestimáveis trabalhos de Tansill têm sido deixados faltar aos público letrado americano e escovado para fora pelas bases de historiadores profissionais.

A diferença na recepção dos dois livros de Tansill foi quase totalmente devido à mudança no clima da opinião pública e histórica, um impressionante exemplo de “relativismo.” America Goes to War apareceu no momento do máximo triunfo da literatura Revisionista na Primeira Guerra Mundial; Back Door veio à tona quando o apagão contra o Revisionismo da Segunda Guerra Mundial estava já ficando organizado e solidificado. O fato que Back Door teve uma relativamente grande venda para um livro de sua natureza devido em parte a uma intensiva e dispendiosa campanha promocional, mas talvez ainda mais pelo fato de que historiadores e publicistas não tinham plenamente percebido a natureza real, força, e implicações do Revisionismo da Segunda Guerra Mundial até eles terem lido o volume de Tansill. Em consequência disso eles se recobraram e se aliaram às cores que tinham sido içadas e agitadas pelo marechal Morison e luzes menores na profissão histórica, o apagão histórico foi intensificado e congelado, e desde então nunca foi permitido um alívio. O uso acadêmico posterior de Back Door foi desencorajado, e uma porção considerável de uma edição posterior foi vendida pelos preços de restos.

 

Um livro que provavelmente se qualificou ainda mais perfeitamente para preencher a lacuna mencionada pelo Sr. Whalen foi Perpetual War for Perpetual Peace. É duvidoso se haverá algum dia um trabalho melhor escrito para este propósito. A pesquisa subsequente neste campo não dá indicação que quaisquer mudanças fundamentais serão necessárias nas fases essenciais da narrativa, e as menores requeridas serão mais do que compensadas pela reduzida familiaridade dos futuros autores com os tempos, dos quais os autores de Perpetual War eram favorecidas testemunhas, inteligentes e informadas. Ainda mais, ele combinou e explorou o conhecimento e habilidade dos principais Revisionistas americanos daquela época, salvo por Beard, que tinha já falecido. O livro foi extremamente bem e minuciosamente escrito e bastante mais legível que a maioria dos livros de sua natureza e intenção. Ainda, a despeito dos vigorosos esforços promocionais, o livro foi um completo fracasso editorial. Não mais que metade da modesta primeira impressão foi vendida, e o restante foi comprado por um dos mais ricos americanos por cinquenta centavos a cópia para distribuir aos fundamentalistas dos movimentos de raiz.

Instrutivo de uma crescentemente popular tendência em resenhar por antirrevisionistas, nominalmente a tendência para se evadir dos fatos bem estabelecidos pelos escritores Revisionistas, foi a resenha do livro por Bernard C. Cohen da Princeton University na American Political Science Review, dezembro de 1954; Cohen iniciou sua resenha com a declaração: “Este é um livro desagradável de se ler.” Isto estabeleceu o tom da resenha inteira, a qual falhou em vir agarrar firmemente os fatos apresentados no livro.

O conteúdo e o desafio do livro de Tansill tinha puxado o contingente do apagão junto para uma rápida ação na época que Perpetual War alcançou o mercado, e ao redor de 1954 era óbvio que um livro ou mesmo mais livros não eram a principal resposta ao esclarecimento público sobre as causas e resultados de nossa entrada na Segunda Guerra Mundial. Um número de outros bons livros tem aparecido desde aquele tempo, mas este não é o lugar para fornecer uma bibliografia do Revisionismo da Segunda Guerra Mundial.2

A essência da questão é que a profissão histórica tem se convergido e aliado, e explorado plenamente a sugestão de Samuel Flagg Bemis em 1947 de que livros como o de Morgenstern, o qual coloca a culpa no presidente Roosevelt, são “sérios, desafortunados, deploráveis.”3 Escrevendo na mais alta séria colaborativa da American History, “the New American Nation,” editado por Commager e Richard B. Morris, o professor Foster Rhea Dulles poderia afirmar que “não há evidência qualquer que seja para apoiar tais acusações,” como aquelas avançadas por Beard, Morgenster, Tansill, almirante Theobald, et al, relativas à responsabilidade de Roosevelt para a surpresa de Pearl Harbor, e o professor A. Russell Buchanan poderia escrever uma história dos Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial em dois volumes na mesma série como se não tivesse havido Revisionismo da Segunda Guerra Mundial.

Não há espaço aqui para recontar a natureza e operação deste apagão histórico relativo ao revisionismo da Segunda Guerra Mundial. Eu lidei com esta operação abrangente e efetiva e o desenvolvimento inevitável da maioria dos mais importantes livros Revisionistas até 1953 no primeiro capítulo de Perpetual War, e tenho desde então trazido a história até hoje em muitos artigos, brochura e resenhas. [4]

O público está insulado até mesmo de livros revisionistas de fácil leitura

Os livros Revisionistas de Beard e Morgenstern eram “solitários” os quais eu tinha nada a fazer exceto dar as boas-vindas e comentá-los, e eu primeiro vi o livro de Sanborn em provas e não pude mais que aprovar sua publicação e fazer o que eu poderia para assistir em sua promoção, a qual foi lamentavelmente não bem-sucedida, a despeito da sonoridade estudiosa e grande mérito do livro.

O primeiro livro que arranjei foi o do Sr. Chamberlin e ele foi designado para desempenhar precisamente a função que o Sr. Whalen tão eloquentemente alega em sua sentença final. O autor correspondeu muito satisfatoriamente às nossas expectativas. Seria difícil contemplar vindo à frente um livro mais bem elaborado para atingir o público letrado e induzi-lo a reconsiderar a propaganda que nos levou e nos conduziu durante a Segunda Guerra Mundial. Se qualquer livro pudesse “penetrar profundamente na consciência pública e abrir subitamente e de modo lacerado um assunto prematuramente fechado da mais proeminente importância”, America’s Second Crusade deveria ter feito isso, mas mesmo nessa data inicial (1950) o apagão, brotado a partir da propaganda de guerra, também foi rígido e bem organizado para permitir este serviço tão necessário.

O volume sólido, confiável e muito legível de Chamberlin vendeu menos de dez mil cópias, a despeito da promoção vigorosa, e seis meses depois que apareceu, a editora descobriu que não havia uma cópia no New York Public.

Library ou em qualquer de suas quarenta e cinco ramificações. Foi ignorado pela maioria dos periódicos importantes, foi besuntadamente manchado pela maioria dos jornais que o resenharam, e historiadores, estudantes e faculdades igualmente, estavam protegidos dele pelo fato de que nem mesmo não se avaliou uma nota do livro, sem falar de uma resenha, no American Historical Review. Foi bastante aparente que os tempos não estavam prontos para um livro como o best-seller Road to War para nossa entrada na Primeira Guerra Mundial, e o público americano é muito menos atento a um desses do que o era há quinze anos atrás; O Sr. Regnery tem reimpresso o livro de Chamberlin em uma atrativa e econômica versão brochurada, mas não há evidência após vários anos que isso tem incomodado {títulos de romance ou mistério como} Candy, Fanny Hill, ou a The Boston Strangler na demanda dos leitores.

 

A experiência com vários outros livros breves e de muito acessível legibilidade confirmou posteriormente a dificuldade de ganhar qualquer resposta pública marcante à literatura Revisionista, mesmo com o auxílio de publicidade não usual. Um livro Revisionista básico, Popular Diplomacy and War, de Sisley Huddleston, um publicista e mundialmente famoso jornalista, um dos melhores escritores desta era, e muito popular com os jornais liberais americanos, teve o benefício de dois dos mais aduladores líderes editoriais em edições do Saturday Evening Post, 18 de dezembro de 1964, e 8 de janeiro de 1965, potencialmente chamando o livro para a atenção de mais de dez milhões de leitores, contando assinantes, compradores de banca de jornal, e suas famílias e amigos. O publicador do livro de Huddleston disse-me que ele não poderia atribuir uma venda de mais cem cópias especificamente a estes editoriais supostamente muitíssimo impressionantes.

Escrevendo livros revisionistas para registro

A questão, portanto, inevitavelmente surgiu conforme ao procedimento sensato em planejamento de livros revisionistas posteriores. Era evidente que pouco excitamento geral poderia ser remexido por eles, mesmo quando clara e brilhantemente escritos, embora houvesse maior necessidade para tais preocupações públicas com material Revisionista do que de volta àqueles dias de meu Genesis of World War (1926) e Why We Fought (1930) de Hartley Grattans. Se nós não podemos nos interessar, nada há dizer de evocação do despertar e excitação.

O público, nós podemos no mínimo escrever para o registro histórico, na esperança que Clio posse, em última análise, dos abraços do que o capitão Russell Grenfell tem tão coloridamente chamado de “gadarenos históricos.” Pode ser admitido que escrever para o registro histórico é um tiro sem horizonte, e que há muito a ser dito para a asserção do Sr. Whalen de que o tempo pode não estar ao lado do Revisionismo. Ainda, é certo que se o tempo não servir ao Revisionismo da Segunda Guerra Mundial, nada está a seu lado. Há pouco prospecto para qualquer triunfo imediato.

O produto proeminente até então da escrita Revisionista produzida primariamente para o registro é American Liberalism and World Politics, 1931-1941 (1964) de James J. Martin. Embora o livro não seja um Paul Revere literário, propenso a evocar e despertar o país inteiro para a ameaça do apagão histórico, ele é um monumento de cuidadosa pesquisa e reúne organizadamente massiva e relevante documentação que poderia certamente fornecer uma vasta quantidade de combustível para futuras atiçadas no fogo, no caso de alguém surgir para montar ou escrever. Ainda mais, conforme Felix Morley colocou, o livro “é escrito com um raciocínio e fraseado agradável o qual também raramente temperam aqueles pudins de extensa pesquisa.”

A reação ao livro de Martin amplamente demonstrou que o letrado público anti-Revisionista e não-Revisionista não estava ainda pronto mesmo para história escrita para o registro, e ao mesmo tempo sublinhou a necessidade para tal material se é para haver alguma esperança para esperança do triunfo final do Revisionismo.

 Entre os jornais, o New York Times seguiu seu padrão de muitos anos, a despeito de meu apelo pessoal ao editor da seção de resenhas para dar ao livro a adequada atenção crítica. Eles o deram a Arthur M. Schlesinger, Jr. {judeu}, e ele fez seu usual trabalho artístico sobre ele, cuidadosamente se evadindo dos fatos. Ele questionou somente um fato específico, nominalmente, se a palavra “thusly {assim}” tinha autenticidade lexicográfica, e mesmo nessa matéria Martin estava certo.

 Conforme era para ser esperado, os únicos comentários favoráveis nos jornais importantes que vieram à minha atenção eram naqueles que tinham favorecido nossa não-intervenção antes de Pearl Harbor e tinham esposados o Revisionismo depois da guerra. O New York Daily News elogiou-o em 23 de fevereiro de 1965 no que era para eles um longo editorial, com o fundamento que ele era necessário como uma efetiva reprovação aguda aos liberais que tinham dominado a opinião pública americana por muitos anos. O livro foi compacta e efetivamente resenhado por William Henry Chamberlin no Chicago Tribune em 4 de abril. Ele elogiou formalmente o peso-chave do livro, nominalmente, que os liberais tinham enfatizado, se não exagerado, a ameaça do nacional-socialismo {isto é, o chamado nazismo} e fascismo às instituições democráticas enquanto negligenciava a igual ameaça da ideologia comunista e seus métodos. Walter Trohan elogiou o livro em sua coluna do Tribune por sua efetiva revelação dos ideais e métodos dos comentadores liberais. Infelizmente, essa aprovação conservadora e Revisionista não encorajou muitos dos três milhões de leitores do Daily News Tribune a comprar o livro e documentar seus sentimentos.

Entre os jornais, teria sido esperado que o Nation e o New Republic dariam ao livro de Martin uma extensa atenção, mesmo se somente para condená-lo, desde que Martin tinha baseado muito de seu registro da virada liberal da paz para guerra sobre as contribuições destas duas revistas. Ele tinha dado suas razões para este procedimento no momento inaugural de maneira completa e convincente. Até onde eu pude detectar, nem a revista deu ao livro de Martin qualquer notícia, assim validando a conclusão de Chamberlin de que Martin “provavelmente conhece mais sobre a Nova República e Nation durante a década pré-guerra do que os presentes editores.”

Mas Carey McWilliams, o presente editor do Nation, moveu-se para o vivamente liberal jornal de Los Angeles, Frontier, para administrar uma longa besuntada mancha sob o fantástico título, “Mumbo Jumbo: the Fantasy World of the Far Right”, embora ele sabia, ou deveria ter sabido, que Martin era tão crítico das fantasias da extrema direita como o próprio McWilliams. Ele devotou o cerne de seu criticismo à evasão da essência do argumento {técnica denominada no original em inglês como pooh-poohing} da ênfase de Martin sobre a importância do Nation e New Republic, embora as razões para a realização de Martin estavam então indicadas extensamente na parte de abertura de seu livro. Esta foi somente uma distinção a qual estes jornais eram tão orgulhosos para reivindicar através da década de 1930. Ele feriu com uma besuntada mancha ao efeito de que o livro tinha sido produzido como um resultado de uma doação de uma fundação conhecida por sua assistência na escrita de livros Revisionistas. Ele poderia dificilmente ter esperado ser auxiliado pela Rockefeller Foundation, a qual financiou a colossal passada de pano de Langer e Gleanson sobre a política estrangeira de Roosevelt durante o período, ou a Rand Corporation, a qual apoiou o livro {do judeu Albert James} Wohlstetter.

Richard Whalen resenhou o livro de forma justa na National Review, embora ele era cético de escrever principalmente para registro e sublinhou, conforme foi notado no início de seu artigo, a necessidade para um relato breve e claro de como os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial. Ele reconheceu plenamente a pesquisa e estudo acadêmico na produção do livro.

A melhor resenha tipicamente expressando a reação dos intervencionistas liberais foi aquela do Professor Paul F. Boller no Southwest Quarterly, verão de 1965. Ele buscou ler no livro de Martin a suposição que o autor sustentou que o fascismo é para ser preferido ao comunismo, embora Martin não expressou tal opinião. Ele meramente relatou as atitudes ou opiniões dos liberais que realizaram a reviravolta, a qual indicou a aparente preferência deles pelo comunismo, ou no mínimo a falha deles em estarem conscientes de sua ameaça à paz e à maneira democrática de vida. Mas Boller não riscou a importância do Revisionismo como um meio de promoção da paz, e ele deu ao livro uma extensa consideração que sua pesquisa e estudo acadêmico mereciam. A resenha foi próxima do melhor que poderia ser esperado de um ideólogo liberal ferido.

De longe a melhor resenha foi aquela do distinto publicista e educador Felix Morley, em Modern Age, verão de 1965. Morley descreveu o que Martin realmente escreveu, indicou sua importância para compreender o passado e lidar com o futuo das questões mundiais, analisou a surpreendentemente assombrosa virada liberal e sua importância em produzir o elevar do espírito de guerra, e inteligentemente avaliou o significado do livro. Reconhecendo a importância histórica de um pleno tratamento para o registro, ele também concordou com Whalen quanto à necessidade de uma versão condensada e instou a preparação de uma edição brochurada a qual forneceria isto e assim faria possível uma arregalada circulação do livro. Morley apropriadamente chamou a atenção para o perigo que os atuantes da guerra fria de hoje podem fornecer uma reviravolta comparável àquela dos liberais dos anos da década de 1930 através de uma súbita mudança de não intervenção para uma crescente obsessão com os perigos do comunismo, um ponto de vista também salientado por Herbert C. Roseman em sua excelente resenha do livro de Martin no Rampart Journal, verão de 1965.

 

Do ponto de vista da escolaridade histórica, o episódio de colocar para fora o coração, conectado com a publicação do livro de Martin foi a maneira na qual o livro foi tratado pelo mais proeminente jornal histórico do país, o American Historical Review, janeiro de 1996. Tomado por admitida a incessante e perseverante política anti-Revisionista da Review por virtualmente um quarto de século, teria de ser esperado uma resenha não favorável e poderia mesmo ter respeitado tal consistência. Mas aqui era um livro o qual realmente constituiu uma das contribuições mais bem instruídas, informativas e impressionantes da histórica das medidas políticas, métodos jornalísticos, e questões internacionais feitas durante o presente século. Ele certamente merecia no mínimo uma resenha de duas páginas, não obstante amargamente atacada, dada que explanações substanciais foram dadas para o criticismo, conforme o Professor Boiler deu. Ao invés, o livro foi entregue para o Professor Robert H. Ferrell da Indiana University, bem conhecido como um inveterado anti-Revisionista. Ao livro foi dado um tratamento resumido, a qualidade da qual é aparente de sua avaliação do livro como “um goulash impossível” e um “desastre da escolaridade acadêmica.” Tudo isto estava em fiel acordo com o tradicional apagão histórico. Mas a “resenha” de meia página também indicou a crescente aceitação da germanofobia do sufocamento histórico ao descrever o regime Nacional Socialista {nazismo} como “o mais amoral governo desde a época estatisticamente nublada de Genghis Khan.” Ao menos, o tratamento do livro de Martin por Ferrell apresentou uma síntese instrutiva dos principais itens do atual equipamento e técnicas de opinião histórica anti-Revisionista hoje; o apagão histórico, o sufocamento, e a realização do teste da aceitável prosa histórica se ela constitui uma agradável leitura para historiadores aprovados e seu público submetido a lavagem cerebral.

A resenha também carregou com ela um resultado consequente irônico. O professor Martin escreveu ao editor uma carta jovialmente animada, mas cortês, de protesto sobre a resenha de Ferrell, mas recebeu uma réplica a qual fingia choque, indicando que a carta era de mal gosto, e implicou que ela poderia não ser remotamente considerada para publicação. Ela não era.

A alergia da maioria dos historiadores profissionais ao livro de Martin é fácil de entender. Na época em que o livro apareceu, o teste mais geralmente aceito do valor e aceitabilidade de um livro histórico de natureza controversa tinha se tornado a questão de se ele seria ou não uma leitura agradável para a guilda histórica. Uma vez que esta última era composta principalmente de liberais com mentalidade guerreira no final dos anos 1930, ou que sofreram lavagem cerebral posteriormente, há poucas dúvidas de que o livro de Martin forneceu a leitura mais desagradável contida em qualquer livro publicado nesta geração.

 

Alguns de nós que passaram por essa luta contra os grupos de guerra na década de 1930, tais como Charles Austin Beard, Norman Thomas, Stuart Chase, General Charles Lindbergh, Edwin M. Borchard, John Chamberlain, John Flynn, Edmund Wilson, Sidney Hertzberg, Frank Hanighen, Jerome Frank, Quincy Howe, Hartley Grattan, Frank Chodorov, Oswald G. Viilard, Marquês W. Childs, Selden Rodman, Burton Roscoe, Fred Rodell, Maurice Hallgren, Hubert Herring, George R. Leighton, Ernest L. Mayer, Dorothy D. Bromley, e outros, têm conhecido os fatos por experiência pessoal. Mas nem mesmo os participantes podem saber a história inteira a menos que eles tenham lido o livro de Martin, e todo americano tem muito em jogo ao lê-lo e digeri-lo. Revertendo ao título do trabalho pioneiro de John Kenneth Turner sobre a Primeira Guerra Mundial, Shall It Be Again?, a questão de saber se o crime público sem paralelo da segunda metade da década de 1930 será repetido, pode muito bem sustentar em si próprio o destino da raça humana.


Fonte: The Journal of Historical Review, inverno de 1980 (Vol. 1, n° 3), páginas 205-230. Este artigo apareceu a primeira vez em Rampart Journal, verão de 1967. Disponível em (http://www.ihr.org/jhr/v01/v01p205_Barnes.html)

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

[1] Nota de Harry Elmer Barnes: National Review, 20 de abril de 1965, páginas 335-336.

[2] Nota de Harry Elmer Barnes: Ver Select Bibliography of Revisionist Books.

[3] Nota de Harry Elmer Barnes: Journal of Modern History, março de 1948, páginas 55-59.

[4] Nota de Harry Elmer Barnes: Especialmente no the Rampart Journal, primavera de 1966.


 

Harry Elmer Barnes
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