“Somente o Cristianismo Pode Salvar a Europa”, diz Primeiro-Ministro Húngaro

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No decorrer de um pronunciamento realizado na abertura da Segunda Conferência Internacional de Cristãos Perseguidos, em Budapest, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, declarou que “O povo húngaro e seu governo acreditam que as virtudes cristãs asseguram a paz e a alegria a aqueles que as praticam” – e prosseguiu – “esse legado nos compele a proteger as comunidades cristãs perseguidas pelo mundo tanto quanto pudermos fazê-lo.” Viktor Orbán, juntamente de Andrjez Duda, da Polônia, têm ascendido no leste europeu enquanto um bastião nacionalista frente ao multiculturalismo e a dissolução da cultura europeia desencadeados pela imigração desenfreada e pela miscigenação.

No último dia vinte e seis de novembro, o primeiro-ministro tomou parte em um evento com líderes que atuam contra a perseguição ao cristianismo, hoje em vigência, sobretudo na Europa e no Oriente Médio onde, segundo dados oficiais do Vaticano, cento e cinquenta mil cristão são anualmente martirizados por questões relativas à profissão de sua fé, corolário do descaso das nações para com as religiões dominantes em detrimento do fomento “multicultural” imposto por agentes internacionais como a ONU e a União Europeia. 

Orbán não deixou de reiterar a restauração das bases cristãs nas sociedades ocidentais enquanto um agente determinante na continuidade das unidades nacionais e na vigência dos valores morais tais quais os conhecemos, afirmando que, embora a perseguição religiosa não deva ser subestimada, aqueles que abordam o avilte contra o cristianismo de uma perspectiva humanitária, apenas, terminam por desconsiderar o aspecto mais relevante deste empreendimento de dissolvimento da identidade europeia que principia, sobretudo, no âmbito cultural. “Não são apenas as pessoas e as comunidades, mas também a cultura como um todo que está sendo submetida a um ataque organizado e abrangente. Mesmo na terra de nossa cultura, a civilização de maior sucesso até então”, determinou Orbán, frisando aquilo o que identificou como um processo de “imigração, estigmatização, insultos e intromissão do politicamente correto.”

Vale retomar que, em grande parte, a imigração em massa deriva de problemáticas relativas a crises humanitárias e guerras e, portanto, a enorme maioria dos imigrantes podem ser categorizados, segundo os parâmetros do direito internacional, enquanto “refugiados”. Contudo, a universalização desta condição à todos os que chegam a Europa, termina por compelir as autoridades locais a acolher, indiscriminadamente, indivíduos de histórico duvidoso, por vezes ausentes da devida identificação e de documentação válida. Logo, a diligencia húngara vêm, desde 2010, atuando no sentido de recuperar sua autogestão imigratória da tutela da União Europeia, de tal forma que o país não mais seja obrigado a aceitar imigrantes contra a vontade de seu povo.

Hoje, a Europa vive um iminente processo de substituição étnica mediante a deliberação pelo ingresso de agentes estrangeiros em seu seio. A não aculturação de imigrantes os quais, em território europeu, permanecem prescrevendo seu código de ética próprio (isto é, a lei da sharia), exprime com suficiente clareza, na letra fria dos dados demográficos, o destino tenebroso que aguarda os europeus: enquanto países como Alemanha, Hungria e Letônia apresentam uma maior taxa de mortes em relação a natalidade, importam-se imigrantes como forma de suprir o vazio demográfico desencadeado pela queda no número de nascimentos. Mesmo o desequilíbrio na taxa de europeus ativos e aposentados, que pode vir a desencadear déficits em previdências sem regime de capitalização, foi usado pela OCDE como ensejo para endossar a imigração desenfreada, afirmando que “À medida que a retomada econômica avançar, recorrer aos migrantes internacionais como solução possível para os problemas gerados pelo envelhecimento da população voltará a ser uma prioridade da ação pública.”

Para Orbán, porém, a primazia pela tradição originária da Europa e o entendimento do cristianismo enquanto tradição religiosa fundadora do modelo ocidental de civilização, é um fator inegociável no resgate dos valores constituintes dos Estados europeus. Em verdade, mesmos os fatores de origem pagã, vigentes na Europa, como a filosofia grega e o direito romano, somente passaram a prezar pela dignidade humana quando reinterpretadas à luz da moral católica pelos escolásticos medievos: as abstrações platônicas, desprovidas do embasamento agostiniano, sectarizam a sociedade, desconsiderando o valor universal do indivíduo; bem como as categorizações aristotélicas as quais, apartadas da moral tomísticas, não podem servir a elevação transcendental do homem. 

Da mesma forma, no Brasil, onde a atuação missionária da Companhia de Jesus resgatou os povos pagãos da barbárie e da guerra generalizada, a cristandade não pode restringir-se ao interior das paróquias, nem tampouco servir de instrumento acessório do modelo de Estado mas, pelo contrário, a catolicidade, expressa na historiografia, nos anseios nacionais e nos valores do povo, demanda constante presença nos espaços sociais e na vida pública e na política.

 

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3 thoughts on ““Somente o Cristianismo Pode Salvar a Europa”, diz Primeiro-Ministro Húngaro”

  1. Enquanto existir a Nossa Resistência Cristã Contra Todas as Forças do MAL. A EUROPA NÃO SUCUMBIRÁ Diante do SATANISMO que o Próprio VATICANO, Através do Emissário do ANTI-CRISTO, Chamado FRANCISCO quer nos IMPOR. Venceremos todas as FORÇAS MALIGNAS. DEUS É CONOSCO. Obrigado primeiro Ministro de HUNGRIA VÍKTOR ORBAN. VIDA LONGA À HUNGRIA CRISTÃ.

  2. Para fazer tais afirmações, eu digo, com propriedade LEGÍTIMA, em primeiro lugar é preciso conhecer em fonte primária os nomes citados aí, como Platão e Aristóteles, bem como Agostinho e T. Aquino. Haja fôlego, mas teve quem portasse tal fôlego, e não foram tão poucos assim, e o resultado é que se constata que a maior inserção do cristianismo na Europa talvez seja a fé cega, a qual permite um ignorante afirmar algo vago como se fosse do mesmo valor do produto da profundidade e dialética platônica e da amplitude e sistematização aristotélica, simplesmente plagiando o apelo judaico de ‘aliança com Deus’.

    Há inúmeros absurdos implícitos aqui, mas não vou deixar passar o que segue abaixo:

    O conceito de alma ocidental é um patrimônio legítimo da corrente pitagórica/socrática/platônica, isto delineado em toda profundidade e didática, e encontrando correspondência direta na Índia e indireta na China. Apenas citando dois baluartes da humanidade. É uma universalidade impressa na realidade e transcendência, na literatura e arqueologia.

    Sem saber o que fazer com um vislumbre apenas parcial disso, São Justino, talvez o primeiro filósofo cristão teve que apelar ao contorcionismo e afirmar que um Sócrates era cristão e não sabia… é um vale tudo do contorcionismo!

    Proselitismo e contorcionismo são uma coisa, encarar os fatos e a verdade são outra coisa. Vale tanto para um Justino como para um Olavo de Carvalho…

  3. Aqui a bandeira da ignorância escrita em linhas:

    “Em verdade, mesmos os fatores de origem pagã, vigentes na Europa, como a filosofia grega e o direito romano, somente passaram a prezar pela dignidade humana quando reinterpretadas à luz da moral católica pelos escolásticos medievos: as abstrações platônicas, desprovidas do embasamento agostiniano, sectarizam a sociedade, desconsiderando o valor universal do indivíduo; bem como as categorizações aristotélicas as quais, apartadas da moral tomísticas, não podem servir a elevação transcendental do homem. ”

    Aberrações nesta postagem, desprovidas de embasamento na história universal!

    Basta o estudo multidisciplinar e comparado para cair quase todo esse artigo.

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