O martírio de Bento XVI, o papa que ousou ser católico

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Novamente, a mídia liberal-progressista global põe-se na contramão dos valores do povo e declara guerra à cristandade. Tendo sido lançado este mês na Alemanha a biografia autorizada do pontífice emérito, “Bento XVI – Uma Vida”, jornalistas de todo o globo escandalizaram-se diante da auto-evidente constatação de que o papa é católico e que, por conseguinte, condena a prática homossexual enquanto pecaminosa. De imediato, estouraram escândalos midiáticos pelos principais órgãos jornalísticos do mundo, rotulando como “polêmica”, “ultraconservadora” e “retrógrada” a opinião da enorme maioria da população ocidental desencarcerada pelo santo padre.

No estrato em questão da obra publicada, o papa Bento XVI, em plena consonância com as Sagradas Escrituras e dois milênios de magistério petrino, delineou uma perspicaz análise da atual conjuntura político-social global segundo a qual “Cem anos atrás, todos teriam achado absurdo falar em casamento gay. Hoje, todo aquele que se opuser a ele é excomungado socialmente […]. O mesmo se aplica ao aborto e a criação de seres humanos em laboratório.” O que depreende-se, por evidente, na denúncia do papa, muito para além de contingencias temporais dadas tão somente pelo “espírito dos tempos”, pelo “liberalismo”, pelo “marxismo cultural” ou qualquer agente imaterial e não-autônomo, é a concretização de uma sociedade em guerra perpétua contra o cristianismo e toda manifestação metafísica onde a subversão, a negação da família e dos valores tradicionais, são regra geral. Trata-se, em verdade, da instauração daquilo a que o papa se referiu como “o reino do Anticristo”.

Também em boa hora, o papa não abdicou de condenar publicamente as “forças que tentam calá-lo”, referindo-se, provavelmente, a revolucionário clero alemão contraposto ao papado de Bento XVI desde quando o mesmo o assumira, retomando elementos da liturgia tradicional e empreendendo um combate intransigente à teologia da libertação e a demais heresias materialistas. De forma análoga, no Brasil, parte do clero também foi cooptada por hordas de sacerdotes incrédulos que, tanto mais preocupados em fazer política que em salvar a alma de seu rebanho, olham com nojo para a santa piedade dos fiéis que se ajoelham ante o Santíssimo Sacramento, que prostram-se frente à divina autoridade dos bispos e ousam professar sua fé integralmente.

Não é de hoje que o papa emérito sofre ataques por parte da grande mídia: no hediondo longa metragem “Os Dois Papas”, lançado em 2019 pela Netflix, constata-se um longo empreendimento maliciosamente mascarado sob rótulo de “ficção”, de atribuir a Bento XVI todo o tipo de prática criminosa suposta pelos maledicentes satanistas que compõe o alto escalão de Hollywood – uma indústria judaico-sionista sediada em um país protestante a partir da qual forma-se o imaginário popular da tão achincalhada e difamada Igreja Católica. No curso do roteiro, fomenta-se a fábula da pedofilia entre o clero culpabilizando Bento XVI pelo único e excepcional caso de abuso infantil praticado por um cardeal em toda a história da Igreja.

Bento XVI, esse fidedigno reflexo da face misericordiosa do Criador, é o brado não somente dos católicos, mas de todos os indignados com o mundo moderno; de todos aqueles perseguidos em nome da democracia tirânica das elites; de todos os amordaçados pelo liberal-progressismo hegemônico; Bento XVI é a insigne dos revoltosos que, condenados à condição animal de servidão aos instintos, desejam retornar ao estado de humanidade e à fiel tradição. Em silenciosa oração, aqueles cuja humanidade ainda se manifesta vívida, tomam parte no martírio de Bento XVI, vitimado pelo sacrifício moderno do cristão: a sentenciação pelo crime de opinião, o ostracismo social e o descrédito público.

“Devemos defender a intransigência da nossa fé ainda que voltemos a ser apenas doze.”
– São João Paulo II

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