O Globalismo e a Igreja Católica no Século XX

Nos ajude a espalhar a palavra:

No contexto da Guerra Fria, quando tentáculos de uma mesma elite travavam uma oposição orquestrada, durante o pontificado do papa João Paulo II, globalistas e sacerdotes católicos opuseram-se bravamente em um conflito geopolítico cujo estudo é de absoluta importância na análise historiográfica do período. Guardiã da cristandade e da moral ocidental, a Igreja Católica, no decorrer do século XX, foi a instituição mais alvejada pelas potências globalistas que tentavam cooptá-la e, entre disputas veladas e declaradas, o papa João Paulo II, especialmente, opôs-se com valentia aos desmandos daqueles que rogam-se a si a alcunha de dirigentes informais do mundo.

Para bem compreender o processo histórico do pontificado de João Paulo II, que é mister para assegurar um entendimento assertivo da atuação da Igreja no combate à “religião global”, bem como dos demais ocorridos da Guerra Fria, há que se levar em conta o método de atuação do globalismo, que, em síntese, consiste na dissolução das culturas e fronteiras nacionais. Este empreendimento se dá mediante o fomento de um multiculturalismo e de um sistema de livre mercado global cuja finalidade coincide com os interesses da finança internacional, dissolvendo as nacionalidades e reduzindo os países de terceiro mundo à meros serventes do grande capital. 

Nesse contexto, esquerdas e direitas constituem falsas oposições, tentáculos de um mesmo corpo leviatânico através do qual a elite alicia as massas e controla suas economias. O papel do marxismo e de suas distorções progressistas, é indispensável no restauro constante do sistema: trata-se de uma crítica ao sistema montada pelo sistema a qual, em verdade, em nada pretende atuar no sentido de subverter de fato as estruturas de poder – é, em suma, a capitalização da crítica ao capitalismo.

É também o globalismo que, mediante a crítica marxista, responsabiliza-se pelo desmonte das tradições religiosas e suas estruturas em sua sua diversidade, bem como sua posterior unificação na proclamada “religião global”. É esta a sistemática do ideário globalista referente à religiosidade, tão bem analisada pelo papa Pio X na encíclica “Pascendi Dominici Gregi”, onde denunciava aquilo a que chamou de “modernismo”, contra o qual o papa João Paulo II tornou-se tão bravo combatente no século XX.

O Papa Polonês 

Eleito dia 18 de outubro de 1978, o papa João Paulo II deu início a um pontificado marcado por conflitos geopolíticos e intrigas palacianas. A insurgência da polarização global decorrente da Guerra Fria, desencadeou na Europa, um processo de efervescência geopolítica do qual decorreu a eleição de um pontífice político. Mesmo antes de assentar-se à Cátedra de Pedro, São João Paulo II – anteriormente conhecido como cardeal Karol Wojtyła – já era conhecido por seu manejo social e televisivo. Em verdade, Wojtyła sabia operar a imagem pública com a galhardia de quem, na juventude, atuava como ator de teatro.  

Para além de um agente político e chefe de Estado, São João Paulo II, consagrou-se na história da Igreja e do mundo como um intransigente apologeta da catolicidade, um evangelizador iluminado de moral inabalável. Sua atuação no combate ao marxismo, sobretudo na América Latina e no Leste Europeu, foi condição inegociável para a restauração da Igreja Católica. “Devemos defender a nossa fé ainda que voltemos a ser apenas doze”, ele dizia.

O Papado em Guerra Contra a Teologia da Libertação e a Religião Global

Cada vez mais, torna-se senso comum entre organizações religiosas de cunho tradicionalista, o entendimento de que o maior golpe já desferido contra a cristandade, foi a parcial apropriação e posterior perversão da Igreja Católica e seus dogmas, por indivíduos interessados em transmitir, via uma falsa espiritualidade, seus valores político-sociais deturpados. A chamada “teologia da libertação”, tem sido o meio pelo qual maus sacerdotes, comprometidos com agendas políticas de ordem materialista e marxista, infiltram-se na Igreja e passaram a usar desta como meio de propagação de sua ideologia.

A ideia de usurpar os valores do cristianismo em prol de usar da estrutura da eclesial como instrumento de fomento de valores político-ideológicos, sempre esteve em vigência nos mais distintos setores das esquerdas. Mesmo no Manifesto do Partido Comunista (1848), Karl Marx já expressava sua vontade de negar a dogmática cristã para incutir seus próprios valores na prática religiosa. Como expresso no Manifesto do Partido Comunista, “Nada é mais fácil do que dar ao ascetismo cristão um verniz socialista (marxista)”.

Esta antiga tradição anti-cristã, a que chamamos de “teologia da libertação”, consiste exatamente em incutir valores marxistas na interpretação da Bíblia e da tradição, e foi perpetrada especialmente na América Latina por padres em dissonância com a Igreja Católica. Consagrou-se na historiografia mundial quando o então ditador soviético, Nikita Kruschev, orquestrou o fomento da narrativa marxista no Ocidente com a finalidade de pervertê-lo os valores, segundo consta o ex-agente da KGB, Ion Mihai Pacepa, em seu livro, “Desinformação”, onde explica de que forma a adoção de uma revolução cultural se transpôs as ações institucionais do governo soviético.

A teologia da libertação, hoje se expressa sobretudo nas pregações de padres e pastores os quais analisam as escritas à luz da luta de classes, da exploração, da revolução sexual, etc, em uma atividade política de vale-se de um discurso pseudo-religioso o qual em nada diz respeito a qualquer objeto de ordem transcendente. Evidenciam-se os ideais materialistas e marxistas transpostos à cosmovisão cristã, mediante uma breve análise das máximas retóricas vigentes na intelectualidade média nacional, a qual, já tão inteiramente inserida em uma espiritualidade herética, não mais a pode perceber. Todas as vezes em que um indivíduo analisa as Escrituras à luz de um racionalismo cientificista, quando professa que “Cristo, ao dividir o pão, não o multiplicou, mas o partiu, fazendo assim um programa social” vê-se, então, uma negação do caráter transcendente da fé. Quando reduz-se à prática religiosa à formalismos desgarrados de uma realidade para além da imanência, como uma preocupação desmedida em promover militância política no interior de paróquias, podemos saber estar diante de uma teologia da libertação. Pela repetição, sintetizou-se no consciente coletivo o lugar comum de que “Cristo foi o primeiro comunista”; que “Cristo andava com os pecadores” e que, portanto, deveriam os cristãos, aceitar não somente os pecadores, mas também seus pecados.

O maior expoente da teologia da libertação na atualidade é, indubitavelmente, o escritor brasileiro Leonardo Boff, um ex-padre que abdicou do sacerdócio após receber do Cardeal Ratzinger – posterior papa Bento XVI – uma imposição de silêncio de seis anos, por ter escrito um livro intitulado “Igreja: Carisma e Poder”, no qual comparava a Igreja Católica ao Partido Bolchevique. A autoridade de Leonardo Boff, porém, não foi em nada afetada entre os círculos da esquerda nacional e hoje suas ideias correm soltas nas mentes vazias de seus discípulos intelectuais que destacam-se na grande mídia, como os “filósofos” Leandro Karnal e Mário Sérgio Cortella.

É evidente, contudo, que a Igreja deve fazer valer sua vocação social, colocando-se ao lado do povo e atuando mediante a caridade e, se necessário, o apoio político deliberado, como feito pelo papa Pio XI, sem deixar, contudo, que a religiosidade seja subordinada a objetos contingentes, uma vez que se compreende na dogmática católica, que a finalidade última da religião visa, para além da realidade concreta, a salvação das almas – que são eternas.

Reiterando a unanimidade papal na condenação do marxismo, sob a chancela de João Paulo II, o cardeal Ratzinger – posterior papa Bento XVi – publicou, em 1986, a encíclica “Libertatis Nuntis”, na qual expressou sua preocupação para com o uso de categóricos marxistas na abordagem pedagógica da Igreja. O cardeal contrapôs-se ao imanentismo materialista, valendo-se da doutrinária cristã: A primeira ‘libertação’, ponto de referência para as demais, é a do pecado […]. Não se pode tampouco situar o mal unicamente ou principalmente nas “estruturas” econômicas, sociais ou políticas, como se todos os outros males derivassem destas estruturas como de sua causa: neste caso, a criação de um “homem novo” dependeria da instauração de estruturas econômicas e sócio-políticas diferentes […]. Ao estabelecer como primeiro imperativo a revolução radical das relações sociais e ao criticar, a partir desta posição, a busca da perfeição pessoal, envereda-se pelo caminho da negação do sentido da pessoa e de sua transcendência […].

Em suas missões apostólicas, João Paulo II não deixou de reiterar por inúmeras vezes os perigos da teologia da libertação. Em 1983, durante no curso de uma viajem à Nicarágua – que, à época passava pela ditadura sandinista – o papa, ao desembarcar do avião, repreendeu, diante de jornalistas de todo o globo, o padre Ernesto Cardenal, que, adepto da teologia da libertação, recusava-se a deixar o governo.

Papa João Paulo II exortando Ernesto Cardenal, mais tarde excomungado.

João Paulo II e a Queda do Muro de Berlim

Em suas ponderações  nas políticas externas dos países envolvidos em conflitos, o papa polonês sempre atuou no sentido de propor soluções humanas as nações: em sua visita à Cuba de Fidel, condenou o embargo americano ao país, bem como os aviltes do regime cubano à dignidade humana; nos Estados Unidos, pediu que o governo americano perdoasse as dívidas de países em desenvolvimento. Manteve sua postura pública, também, em 1987, quando em uma vista ao seu país de origem, a Polônia, desafiou a lei marcial imposta pela União Soviética.  

Os poloneses, após décadas de julgo soviético, organizavam greves em defesa de eleições livres e da libertação da URSS – a grande organização unificadora da oposição, era o Partido Solidariedade, fundado na cidade de Gdansk, a qual o papa insistiu em visitar. A contragosto do governo, que no anseio de fracassar o evento do papa, bloqueou as ruas da cidade, permitiu-lhe, após certa insistência, celebrar uma Missa fora da Gdansk – inacreditavelmente, o evento aglomerou uma quantidade de pessoas superior a população da cidade.

Explicitando sua posição contrária a tirania soviética, o tema da homilia escolhido por João Paulo II foi “solidariedade”. Todas as vezes em que o papa parafraseava o nome do partido da oposição  – Solidariedade – a multidão urrava em fervor patriótico. O ocorrido foi suficiente para desestabilizar o governo, que terminou por cair em apenas dois anos. O papa, porém, declarou, humildemente, acerca do ocorrido, que “A arvore [o muro de Berlim] já estava podre, eu apenas dei uma chacoalhada.”

Siga em:

Eduardo Salvatti

Eduardo Salvatti em Mentes Independentes
Gaúcho de Porto Alegre (2001), entusiasta da filosofia, católico romano, revolucionário com engajamento social desprendido de pragmatismos.
Siga em:

Últimos posts por Eduardo Salvatti (exibir todos)

Nos ajude a espalhar a palavra:

3 thoughts on “O Globalismo e a Igreja Católica no Século XX”

  1. https://nationalvanguard.org/wp-content/uploads/2019/06/nsgathering-750×559.jpg
    A FÉ DE HITLER: SEUS PRIMEIROS 100 ANOS

    por James Harting

    Reli e estudei [ Mein Kampf ] um pouco mais. Lentamente, pouco a pouco, comecei a entender. Percebi que o Nacional Socialismo, a cosmovisão iconoclasta de Adolf Hitler, era a doutrina do idealismo científico e racial – na verdade, uma nova ‘religião’ para os nossos tempos. (George Lincoln Rockwell, Desta vez o mundo )

    Introdução

    Há muito tempo se reconhece que Adolf Hitler era alguém que era mais do que apenas outro político alemão, e que o movimento nacional-socialista que ele criou era algo mais do que apenas outra facção ou partido político transitório. Até seus inimigos mais amargos reconhecem isso. Como o tempo rola, a percepção de que Hitler era , em essência, uma figura religiosa de primeira ordem tem crescido. Agora é justo dizer que um novo credo espiritual emergiu das cinzas da Segunda Guerra Mundial: a Fé Hitler.

    No início

    A manifestação mais antiga conhecida da Fé Hitler ocorreu em Viena, Áustria, na primeira década do século XX. Adolf Hitler e seu amigo August Kubizek assistiram a uma performance da ópera Rienzi de Richard Wagner. Ambos os adolescentes gostavam de ópera em geral, e especialmente da ópera Wagneriana, mas nessa ocasião a performance teve um efeito eletrizante e sem precedentes em Hitler.

    No final da ópera, com Kubizek a reboque, ele subiu ao topo do Freinberg, uma montanha com vista para a cidade. Lá, sob as estrelas, ele fez uma declaração surpreendente. Relatórios Kubizek:

    Não posso repetir todas as palavras que meu amigo proferiu. Fiquei impressionado com algo estranho, que eu nunca tinha notado antes, mesmo quando ele falou comigo nos momentos de maior emoção. Era como se outro fosse falado em seu corpo, e o movesse tanto quanto eu. Não era todo o caso de um orador se deixar levar por suas próprias palavras. Pelo contrário, eu senti que ele próprio ouvia com espanto e emoção o que brotava dele com força elementar. Não tentarei interpretar esse fenômeno, mas foi um estado de completo êxtase e êxtase … Ele conjurou em grandiosidade, inspirando imagens de seu próprio futuro e do seu povo.

    Em 1939, Hitler comentou o episódio a Winifred Wagner, nora do compositor, que “naquela hora começou”.

    Mas nada imediato veio dessa notável epifania. Embora outras pessoas com quem Hitler tenha tido contato pessoal nos anos seguintes tenham notado que havia algo diferente ou estranho nele, não foi até ele começar sua carreira política que atraiu um círculo de seguidores pessoais que o consideravam alguém absolutamente único. e carismático. Foi nessa época que surgiu a agora famosa saudação nacional-socialista “Heil Hitler!”. O mundo heil não é apenas a versão alemã do Inglês saudação granizo , mas também carrega uma conotação religiosa ou espiritual. A palavra relacionada, heilige , por exemplo, significa “santo”. Hitler começou a ser conhecido como o Führer., o que não significa simplesmente “Líder” em um sentido geral, mas mais exatamente alguém que orienta em uma direção específica. Também tem uma conotação religiosa, pois é usada pelos cristãos para significar “pastor” em um sentido eclesiástico.

    Lentamente, a princípio, mas com crescente popularidade, começou a se espalhar a noção de que havia uma dimensão espiritual na personalidade de Hitler que o colocava em um nível superior ao dos líderes políticos comuns. Sua criação, a visão de mundo nacional-socialista, também foi vista como algo especial. O deputado de Hitler, Rudolf Hess, observou que ser nacional-socialista “pressupõe uma disposição espiritual”.

    Um dos primeiros a notar a extraordinária aura projetada por Hitler foi o autor e publicista folclórico Dietrich Eckart. Em novembro de 1923, por ocasião da infeliz revolta do NS em Munique, ele declarou: “Deixe acontecer o que vai e o que deve, mas eu acredito em Adolf Hitler: sobre ele está uma estrela”.

    Depois que Hitler assumiu o poder em 1933, o impulso para uma definição religiosa de Hitler e sua missão ganhou velocidade. Logo, mesmo aqueles fora do movimento NS estavam comentando sobre isso. Um repórter do The New York Times que participou do comício do NSDAP de 1935 em Nuremberg entrou com esse despacho depois de ouvir Hitler falar com seus seguidores:

    Uma nova religião alemã com Deus se manifestando em uma nação alemã invencível com Adolf Hitler como seu profeta moderno apareceu hoje, se as convenções e declarações do partido nazista pudessem ser tomadas como indicações. A tendência para tal concepção religiosa foi marcada nos desenvolvimentos do dia.

    Em 1936, o fundador da Psicologia Analítica, Carl Gustav Jung, publicou seu famoso ensaio “Wotan”, no qual analisou a re-paganização da Alemanha em termos psicológicos. A tese de Jung era que estava ocorrendo um despertar do arquétipo do Deus germânico primitivo Wotan. De passagem, contudo, ele apresentou uma explicação alternativa: a “deificação” de Hitler, “o que realmente aconteceu”. O comentário de Jung implica que a percepção de Hitler como uma figura divina era inevitável, ou pelo menos expectável.

    Mesmo nos Estados Unidos longínquos, o caráter religioso do nacional-socialismo era claro para alguns adeptos do movimento. Peter Stahrenberg, líder do pequeno Partido Nacional-Socialista Americano, afirmou: “Minha religião é o nacional-socialismo. O cristianismo é o beliche. ”

    O surgimento do nacional-socialismo como uma nova religião germânica com Adolf Hitler como sua figura central não era universalmente popular. Os cristãos piedosos, em particular, ficaram horrorizados com o desenvolvimento. Mas, ao resistir à nascente Fé Hitlerista, receberam apoio importante de uma fonte poderosa – o próprio Adolf Hitler.

    Hitler sobre a fé de Hitler

    Hitler sabia que havia um movimento na direção de lançar ele e o nacional-socialismo em termos religiosos, e não políticos. Ocasionalmente, publicamente e em particular, ele abordou a questão de frente: ele era contra.

    No comício de 1938 do NSDAP de Nuremberg, ele declarou em linguagem clara:

    O nacional-socialismo é uma doutrina fria das realidades; espelha claramente o conhecimento científico e sua expressão no pensamento. Uma vez que conquistamos o coração de nosso povo por essa doutrina, não queremos encher suas mentes com um misticismo que se encontra fora do objetivo e do propósito dessa doutrina. O nacional-socialismo não é um movimento de culto, um movimento de culto; é exclusivamente uma doutrina política folclórica baseada em princípios raciais. Em seu propósito, não existe culto místico, apenas o cuidado e a liderança de um povo definido por um relacionamento comum de sangue. Portanto, não temos salas para adoração, mas apenas salas para o povo – não há espaços abertos para adoração, mas espaços para assembléias e desfiles.

    Não permitiremos que pessoas ocultas de mente mística, apaixonadas por explorar os segredos do mundo além, invadem nosso Movimento. Essas pessoas não são nacional-socialistas, mas outra coisa – em qualquer caso, algo que não tem nada a ver conosco … Nossa adoração é exclusivamente para o cultivo do natural, e por esse motivo, porque natural, portanto, vontade de Deus. Nossa humildade é a submissão incondicional às leis divinas da existência, na medida em que são conhecidas por nós: é a elas que prestamos nosso respeito.

    Note-se que, mesmo negando que o nacional-socialismo tenha um foco religioso, Hitler invoca a autoridade divina.

    Em 14 de outubro de 1941, Hitler ecoou esses sentimentos em uma conversa particular com sua comitiva imediata.

    Um movimento como o nosso não deve se deixar levar por digressões metafísicas. Deve seguir o espírito da ciência exata. Não é função do Partido falsificar a religião. Eu não gostaria que nosso Movimento adquirisse caráter religioso e instituísse uma forma de culto. Seria terrível para mim, e eu gostaria de nunca ter vivido, se acabasse na pele de um Buda.

    Aparentemente, tais declarações por parte do próprio Hitler parecem resolver o problema e indicam que o nacional-socialismo não é uma religião. Os defensores da Fé Hitler, após a Segunda Guerra Mundial, não se intimidam em suas crenças, no entanto, porque o assunto é mais complexo e sutil do que parece à primeira vista.

    Hitlerianos respondem

    Os adeptos da fé de Hitler ainda precisam abordar esse assunto de maneira abrangente e detalhada. No entanto, três possíveis explicações vêm à mente:

    1. Hitler quis dizer o que disse ao rejeitar um foco religioso para o nacional-socialismo e não seguir uma agenda oculta;

    2. O próprio Hitler não tinha conhecimento das implicações religiosas e da profundidade espiritual de sua vida e missão; e

    3. Hitler percebeu que estava fundando uma nova religião que acabaria por suplantar o cristianismo entre os povos arianos, mas que sentia que a articulação pública dessa nova fé era prematura e que só surgiria nas gerações futuras.

    Os hitlerianos hoje rejeitam a primeira possibilidade acima como uma interpretação superficial e equivocada das intenções de Hitler. Consideradas isoladamente do resto de sua vida e obra, as declarações “anti-religiosas” parecem plausíveis e até convincentes. No entanto, quando tomado no contexto completo do que ele disse, escreveu e fez, fica claro que há mais na história.

    Quanto à segunda possibilidade, seria surpreendente se alguém do intelecto de Hitler e possuidor de seu conhecimento enciclopédico de história e religião estivesse cego às implicações completas do que estava fazendo. O fato de Hitler ser ingênuo demais para reconhecer as forças históricas que ele pôs em movimento simplesmente não é credível. De fato, o fato de ele achar necessário tratar da questão indica que ele estava ciente de que uma reorientação espiritual dos alemães estava em andamento.

    Além disso, desde o início de sua carreira política, Hitler conscientemente empregou linguagem e imagens religiosas em conexão consigo mesmo e com o nacional-socialismo. Na primeira frase de Mein Kampf , por exemplo, Hitler afirma que o local de seu nascimento foi divinamente designado. E em outro lugar:

    O pecado de sangue e a profanação da raça é o pecado original neste mundo e o fim de uma humanidade que se rende a ele. (Vol. I, capítulo 10)

    Existe apenas um direito humano mais santo, e esse direito é ao mesmo tempo a obrigação mais santa, a saber: garantir que o sangue seja mantido puro. (II: 10)

    Pois a vontade de Deus deu aos homens sua forma, seu ser e suas habilidades. Quem destrói Sua obra declara guerra contra a criação do Senhor e contra a vontade divina. (II: 10)

    Ao me defender contra o judeu, estou lutando pela obra do Senhor. (I: 2)

    Existem inúmeros outros exemplos que poderiam ser citados por Mein Kampf , incluindo pelo menos uma curta oração não-cristã que Hitler escreveu:

    Deus Todo-Poderoso, abençoe nossos braços quando chegar a hora. Seja como sempre foi; julgue agora se somos merecedores de liberdade; Senhor, abençoe nossa batalha! (II: 13)

    Ou considere o modo como Hitler se deixou retratar no famoso documentário da manifestação de Nuremberg de 1934, Triunfo da Vontade : a abertura mostra Hitler descendo como um deus das nuvens, para ser recebido por multidões jubilosas de admiradores. Ao longo do filme, ele é mostrado em isolamento heróico, além da humanidade comum.

    O que mais virá desse uso consistente de palavras e imagens religiosas, se não uma percepção religiosa do sujeito? Hitler poderia não ter consciência do que estava fazendo? Dificilmente parece possível!

    Johann Wolfgang von Goethe observa em suas Cartas da Itália, 1786-1788 : “Quão verdadeira é a representação heróica do ser humano simplesmente como ele o torna divino”. De fato, e até mais verdadeiro quando esse é retratado. já é uma personalidade marcante e única!

    Em vez disso, a explicação mais provável é a terceira: que Hitler percebeu as implicações religiosas e espirituais do nacional-socialismo e o papel central que ele desempenhou, mas que sentiu que não havia tempo para a defesa aberta do nacional-socialismo. uma fé concorrente e eventual substituição pelo cristianismo.

    De fato, a grande maioria da população da Alemanha de Hitler se identificou como cristã. O estabelecimento formal de uma “igreja” do NS minaria o amplo apoio que Hitler e seu movimento desfrutavam entre os alemães comuns. Isso teria subvertido todo o seu esforço na construção do estado de NS. Especialmente após o início da guerra, a perda de apoio cristão teria sido catastrófica.

    Também a partir de suas observações de 14 de outubro de 1941:

    Sempre mantive o Partido distante de questões religiosas. Assim, impedi que meus apoiadores católicos e protestantes formassem grupos uns contra os outros … Portanto, não é oportuno nos lançarmos em uma luta com as igrejas. O melhor é que o cristianismo morra como uma morte natural. Uma morte lenta tem algo de reconfortante. O dogma do cristianismo se desgasta antes dos avanços da ciência. A religião terá que fazer mais e mais concessões. Gradualmente, os mitos desmoronam … Veremos que as igrejas não podem espalhar ensinamentos no exterior em conflito com os interesses do Estado [NS]. Pregaremos a doutrina do nacional-socialismo, e os jovens não serão mais ensinados a não ser a verdade. [ Palestra na mesa de Hitler ]

    E assim, apesar das próprias palavras de Hitler, a Fé Hitler avançou e continuou após a morte de Hitler. Talvez a sobrevivência da Fé tenha sido, de alguma maneira, estimulada por uma declaração atribuída ao Führer nos últimos dias de sua vida: “É necessário que eu morra pelo meu povo, mas meu espírito ressuscitará da sepultura e da morte. mundo saberá que eu estava certo! ”

    A fé de Hitler após a guerra

    Com os nacional-socialistas alemães sendo assassinados em massa , e a própria Alemanha sob o calcanhar de uma brutal ocupação militar judeu-capitalista-bolchevique, não surpreende que o renascimento (ou continuação, se preferir) após a guerra da fé de Hitler tenha ocorrido. fora do Reich.

    A primeira dessas manifestações foi a publicação de um volume esbelto, intitulado O Livro Sagrado de Adolf Hitler , do inglês James Larratt Battersby, em 1952. Em suas páginas, pela primeira vez, é alegada abertamente que o nacional-socialismo é uma religião e não um movimento político, e que Hitler era especificamente um agente do Divino. O penúltimo parágrafo diz:

    Hitler foi escolhido por Deus para tarefas únicas: ele foi o profeta do renascimento do homem sob uma nova forma. Através dele, o mundo realmente encontrou uma Nova Ordem, combinando Igreja e Estado, espiritual e material, em uma consumação que une todas as religiões em uma Irmandade do Homem sob a Orientação de Deus.

    Infelizmente, Battersby foi morto em um misterioso acidente automobilístico logo após a publicação de seu livro, e nada mais veio com seus esforços.

    Simultaneamente com Battersby, no entanto, outro acólito mais prolífico da Fé Hitler estava começando sua missão. Maximiani Portas era um místico ariano de descendência inglesa e grega. Ela era uma admiradora e estudiosa do hinduísmo e escreveu sob o nome Savitri Devi. A partir do final da década de 1940, ela iniciou, quase completamente sem ajuda, um esforço de uma mulher para reviver a Fé Hitler após a derrota da Alemanha e espalhar a fé pelo mundo ariano. Embora seus esforços organizacionais tenham se mostrado bastante ineficazes, ela escreveu uma série de livros promovendo suas crenças. Esses livros, de fato, espalharam a Fé Hitler através do NS e de círculos relacionados no mundo de língua inglesa, e assim contribuíram substancialmente para a sobrevivência e o crescimento da nova religião.

    Seus escritos mais substanciais sobre o hitlerismo são os quatro livros:

    1. Desafio (1951)
    2. Ouro na fornalha (1952)
    3. O raio e o sol (1958)
    4. Peregrinação (1958)

    Savitri sentiu que o paganismo ariano (ou paganismo) estava dividido em uma fé oriental representada pelo hinduísmo, e uma fé ocidental, que historicamente foi extirpada pelo cristianismo. O nacional-socialismo foi um renascimento do paganismo ariano ocidental. Conceitualmente, unindo o leste ao oeste, ela descreveu Hitler como o nono avatar do deus hindu Vishnu. O relâmpago e o sol eram sua magnum opus. Foi o livro mais lido, reimpresso e influente de seus livros. Embora poucos nacional-socialistas tenham aceitado a análise e a exposição de Savitri em sua totalidade, seu trabalho ainda era fundamental para espalhar a fé de Hitler para as novas gerações de crentes. (Veja: http://www.savitridevi.org .)

    Outro proponente místico ariano da Fé Hitler foi o diplomata e autor chileno Miguel Serrano, cuja obra central foi Adolf Hitler: O Avatar Final .

    Como a epígrafe que precede este ensaio revela, o ativista e líder norte-americano do NS Lincoln Rockwell tinha uma compreensão essencialmente religiosa do nacional-socialismo. Sua declaração definitiva de crença, intitulada National Socialist World View , tem como seu sétimo e último ponto:

    Acreditamos que Adolf Hitler foi o presente de uma providência inescrutável para um mundo à beira da catástrofe judeu-bolchevique, e que apenas o espírito ardente desse homem heróico pode nos dar forças para subir, como os primeiros cristãos, das profundezas de perseguição e ódio, para trazer ao mundo um novo nascimento de idealismo radiante, paz realista, ordem internacional e justiça social para todos os homens.

    No entanto, como Hitler antes dele, Rockwell evitou uma orientação religiosa para o Movimento, concentrando-se exclusivamente em seus aspectos político-raciais. Restou ao sucessor de Rockwell, Matt Koehl, dar à Hitler Faith uma definição organizacional formal.

    A nova ordem

    Quando o comandante do Partido Nazista Americano George Lincoln Rockwell foi assassinado em 25 de agosto de 1967, seu vice, Matt Koehl, assumiu a liderança do Partido, que Rockwell havia renomeado o Partido Nacional Socialista do Povo Branco alguns meses antes de sua morte. Como Rockwell antes dele, Koehl tinha uma apreciação religiosa, e não política, do nacional-socialismo. E nos primeiros 16 anos como seu mandato como comandante, Koehl seguiu os passos de Rockwell. Pouco a pouco, porém, ele começou a mover o NSWPP em uma direção religiosa.

    https://nationalvanguard.org/wp-content/uploads/2019/06/hitler-faith-750×967.png

    Em 1982, Koehl publicou um ensaio decisivo, ” Hitlerismo: Fé do Futuro “, https://nationalvanguard.org/2019/05/faith-of-the-future/ no qual ele expôs sua concepção básica de uma nova religião centrada na personalidade de Adolf Hitler e seus ensinamentos. Este trabalho tornou-se o texto básico para a Fé Hitler em todo o mundo e é indispensável para a compreensão do novo credo.

    Então, em 1º de janeiro de 1984, Koehl rompeu completamente com a definição política de Nacional-Socialismo de Rockwell (e Hitler). Ele dissolveu o NSWPP e o reorganizou como a Nova Ordem, que se descreve como uma alternativa espiritual ariana.

    A Nova Ordem é a primeira tentativa de dar estrutura organizacional formal à Fé Hitler e desenvolver sua teologia de maneira sistemática. Anteriormente, os adeptos da Fé existiam como indivíduos dispersos, por conta própria ou dispersos em vários grupos NS de orientação política.

    A concepção de Koehl da nova fé é monoteísta, enquanto seu antecessor Savitri Devi era (pelo menos) solidário com uma abordagem politeísta. Mas o monoteísmo hitleriano de Koehl tem pouco em comum com o monoteísmo das três principais religiões semíticas do judaísmo, cristianismo e islamismo. Em vez disso, ele desenha o contraste “Deus verdadeiro, não Deus judeu”.

    O culto religioso em si não é o propósito da Nova Ordem. Seu objetivo a longo prazo é a formação de um novo povo ariano, o “Hitler Folk”, composto por arianos de todas as nacionalidades que aceitam a visão de mundo de Hitler como sua e que vêem Hitler como o exemplo de uma nova humanidade ariana.

    Ao trabalhar em direção ao objetivo de longo alcance, a Nova Ordem está explorando as possibilidades de uma comunidade hitleriana física, de acordo com o conceito Pioneer Little Europe preferido por alguns Stormfronters.

    Agora, com pouco mais de 100 anos, a Fé Hitler ainda é uma religião jovem, mas que mostra grandes promessas para o futuro. Está aqui para ficar: agora é uma alternativa religiosa permanente para uma humanidade ariana sitiada e em apuros.

    * * *

    ADOLF HITLER SOBRE RELIGIÃO

    Essas citações são do Table Talk de Hitler, que é uma série de conversas informais e privadas entre Hitler e seus associados mais próximos, conforme registrado por Martin Bormann. As conversas das quais esses trechos são tirados ocorreram de julho de 1941 a junho de 1942, principalmente no final da noite ou no início da manhã. Enquanto Hitler fez algumas propostas públicas ao cristianismo “positivo” durante seu tempo na liderança da Alemanha, ele manteve algumas visões diferentes sobre a religião a portas fechadas.

    * * *

    Penso que o homem que contempla o universo com os olhos bem abertos é o homem com a maior quantidade de piedade natural: não no sentido religioso, mas no sentido de uma harmonia íntima com as coisas.

    No final do século passado, o progresso da ciência e da técnica levou o liberalismo a proclamar o domínio da natureza do homem e a anunciar que em breve ele teria domínio sobre o espaço. Mas basta uma tempestade – e tudo desmorona como um baralho de cartas!

    De qualquer forma, aprenderemos a nos familiarizar com as leis pelas quais a vida é governada, e o conhecimento das leis da natureza nos guiará no caminho do progresso. Quanto ao ‘porquê’ dessas leis, nunca saberemos nada sobre isso. Uma coisa é assim, e nosso entendimento não pode conceber outros esquemas.

    O homem descobriu na natureza a maravilhosa noção daquele ser todo-poderoso cuja lei ele adora.

    Fundamentalmente, em todos, existe o sentimento por este todo-poderoso, que chamamos de “Deus” (isto é, o domínio das leis naturais em todo o universo). Os padres, que sempre conseguiram explorar esse sentimento, ameaçam punições para o homem que se recusa a aceitar o credo que impõem.

    Quando uma criança provoca um medo do escuro, desperta nela uma sensação de pavor atávico. Assim, essa criança será governada por toda a vida por esse pavor, enquanto outra criança, que foi educada de maneira inteligente, ficará livre dela.

    Dizem que todo homem precisa de um refúgio onde possa encontrar consolo e ajudar na infelicidade. Eu não acredito! Se a humanidade segue esse caminho, é apenas uma questão de tradição e hábito. A propósito, essa é uma lição que pode ser extraída da frente bolchevique. Os russos não têm Deus, e isso não os impede de enfrentar a morte.

    Não queremos educar ninguém no ateísmo.

    * * *

    O golpe mais forte que já atingiu a humanidade foi a vinda do cristianismo. O bolchevismo é filho ilegítimo do cristianismo. Ambos são invenções dos judeus. A mentira deliberada na questão da religião foi introduzida no mundo pelo cristianismo. O bolchevismo pratica uma mentira da mesma natureza, quando alega trazer liberdade aos homens, enquanto na realidade busca apenas escravizá-los. No mundo antigo, as relações entre homens e deuses eram baseadas em um respeito instintivo. Era um mundo iluminado pela idéia de tolerância. O cristianismo foi o primeiro credo do mundo a exterminar seus adversários em nome do amor. Sua palestra é intolerância.

    * * *

    O cristianismo é uma rebelião contra a lei natural, um protesto contra a natureza. Levado ao seu extremo lógico, o cristianismo significaria o cultivo sistemático do fracasso humano.

    * * *

    A Terra continua a girar, seja o homem que mata o tigre ou o tigre que come o homem. Quanto mais forte afirma sua vontade, é a lei da natureza. O mundo não muda; suas leis são eternas.

    Há quem diga que o mundo é mau e que deseja partir desta vida. Da minha parte, eu gosto do mundo! A menos que o desejo de morrer se deva à briga de um amante, aconselho o homem desesperado a ter paciência por um ano. Os consolos virão. Mas se um ser humano tem algum outro motivo para querer morrer além disso, deixe-o morrer, não o estou impedindo. Apenas chamo a atenção para o fato de que não se pode escapar completamente deste mundo. Os elementos dos quais nosso corpo é feito pertencem ao ciclo da natureza; e quanto à nossa alma, é possível que ela volte ao limbo, até que tenha a oportunidade de reencarnar a si mesma. Mas isso me irritaria se todo mundo quisesse ter acabado com a vida.

    Para facilitar a morte das pessoas, a Igreja lhes oferece a isca de um mundo melhor. Nós, por nossa parte, nos limitamos a pedir ao homem que modifique sua vida dignamente. Para isso, basta que ele se conforme às leis da natureza. Vamos buscar inspiração nesses princípios e, a longo prazo, triunfaremos sobre a religião.

    Mas nunca haverá possibilidade do nacional-socialismo imitar a religião estabelecendo uma forma de culto. Sua única ambição deve ser cientificamente construir uma doutrina que nada mais é do que uma homenagem à razão.

    Nosso dever é ensinar os homens a ver o que é amável e verdadeiramente maravilhoso na vida, e a não se tornar prematuramente mal-humorado e rancoroso. Desejamos desfrutar plenamente o que é belo, nos apegar a ele – e evitar, na medida do possível, qualquer coisa que possa prejudicar pessoas como nós.

    Se hoje você faz mal aos russos, é para evitar dar a eles a oportunidade de nos fazerem mal.

    Deus não age de maneira diferente. De repente, ele lança as massas da humanidade sobre a Terra e deixa para cada um trabalhar sua própria salvação. Os homens se despojam e percebe-se que, no final de tudo, é sempre o mais forte que triunfa. Essa não é a ordem mais razoável das coisas?

    Caso contrário, nada de bom jamais existiria. Se não respeitássemos as leis da natureza, impondo nossa vontade pelo direito dos mais fortes, chegaria o dia em que os animais selvagens mais uma vez nos devorariam – então os insetos comeriam os animais selvagens e, finalmente, nada existiria na Terra mas os micróbios.

    * * *

    Tentando ter uma longa visão das coisas, é concebível que alguém possa encontrar algo duradouro na falsidade? Quando penso no futuro de nosso povo, devo procurar além das vantagens imediatas, mesmo que essas vantagens durem trezentos, quinhentos anos ou mais. Estou convencido de que qualquer pacto com a Igreja pode oferecer apenas um benefício provisório, pois mais cedo ou mais tarde o espírito científico revelará o caráter prejudicial de tal compromisso. Assim, o Estado terá baseado sua existência em uma fundação que um dia entrará em colapso.

    Um homem educado retém o sentido dos mistérios da natureza e se curva diante do incognoscível. Um homem sem instrução, por outro lado, corre o risco de passar para o ateísmo (que é um retorno ao estado do animal) assim que percebe que o Estado, por puro oportunismo, está fazendo uso de idéias falsas. questão de religião, enquanto em outros campos baseia tudo na ciência pura.

    É por isso que sempre mantive o Partido distante de questões religiosas. Impedi, assim, que meus partidários católicos e protestantes formassem grupos uns contra os outros e, inadvertidamente, batessem uns nos outros com a Bíblia e o aspersor. Portanto, nunca nos envolvemos com as formas de culto dessas igrejas. E se isso momentaneamente tornou minha tarefa um pouco mais difícil, pelo menos nunca corri o risco de carregar munição para a fábrica dos meus oponentes. A ajuda que obteríamos provisoriamente de uma concordata [com as igrejas] rapidamente se tornaria um fardo para nós. De qualquer forma, o principal é ser inteligente nessa questão e não procurar uma luta onde possa ser evitada.

    Sendo oprimidos por um passado supersticioso, os homens têm medo de coisas que não podem, ou ainda não podem ser explicadas – ou seja, do desconhecido. Se alguém tem necessidades de natureza metafísica, não posso satisfazê-las com o Programa do Partido. O tempo passará até o momento em que a ciência puder responder a todas as perguntas.

    Portanto, não é oportuno nos lançarmos agora em uma luta com as igrejas. O melhor é deixar o cristianismo morrer como uma morte natural. Uma morte lenta tem algo de reconfortante. O dogma do cristianismo se desgasta antes dos avanços da ciência. A religião terá que fazer mais e mais concessões. Gradualmente, os mitos desmoronam. Tudo o que resta é provar que na natureza não há fronteira entre o orgânico e o inorgânico. Quando a compreensão do universo se generaliza, quando a maioria dos homens sabe que as estrelas não são fontes de luz, mas mundos, talvez mundos habitados como o nosso, então a doutrina cristã será condenada por absurdo.

    Originalmente, a religião era apenas um suporte para as comunidades humanas. Era um meio, não um fim em si mesmo. É apenas gradualmente que se transformou nessa direção, com o objetivo de manter o domínio dos padres, que podem viver apenas em detrimento da sociedade coletivamente.

    As instruções de natureza higiênica que a maioria das religiões deu contribuíram para a fundação de comunidades organizadas. Os preceitos de ordenar que as pessoas se lavassem, evitassem certas bebidas, jejuassem em datas determinadas, pratiquem exercícios, se levantem com o sol, subam ao topo do minarete – tudo isso foram obrigações inventadas por pessoas inteligentes. A exortação a lutar corajosamente também é auto-explicativa. Observe, a propósito, que, como corolário, foi prometido ao muçulmano um paraíso povoado por garotas sensuais, onde o vinho corria em correntes – um verdadeiro paraíso terrestre. Os cristãos, por outro lado, declaram-se satisfeitos se, após a morte, puderem cantar aleluias! Todos esses elementos contribuíram para formar comunidades humanas. É para esses costumes particulares que as pessoas devem seus personagens atuais.

    O cristianismo, é claro, atingiu o pico do absurdo a esse respeito. E é por isso que um dia sua estrutura entrará em colapso. A ciência já impregnou a humanidade. Conseqüentemente, quanto mais o cristianismo se apega a seus dogmas, mais rápido ele declina.

    Mas é preciso continuar prestando atenção a outro aspecto do problema. É possível satisfazer as necessidades da vida interior por uma íntima comunhão com a natureza ou pelo conhecimento do passado. Somente uma minoria, no presente estágio do desenvolvimento da mente, pode sentir o respeito inspirado pelo desconhecido e, assim, satisfazer as necessidades metafísicas da alma. O ser humano médio tem as mesmas necessidades, mas pode satisfazê-las apenas por meios elementares. Isso é particularmente verdadeiro para as mulheres, como também para os camponeses que assistem impotentemente à destruição de suas colheitas. A pessoa cuja vida tende à simplificação tem sede de crença, e ela se apega a ela com toda a força.

    Ninguém tem o direito de privar as pessoas simples de suas certezas infantis até adquirirem outras que sejam mais razoáveis. De fato, é mais importante que a crença superior seja bem estabelecida nelas antes que a crença inferior seja removida. Nós devemos finalmente conseguir isso. Mas não serviria de propósito substituir uma crença antiga por uma nova que meramente preencheria o lugar deixado vago por seu antecessor.

    Parece-me que nada seria mais tolo do que restabelecer o culto a Wotan. Nossa antiga mitologia deixou de ser viável quando o cristianismo se implantou. Nada morre a menos que seja moribundo. Naquele período, o mundo antigo estava dividido entre os sistemas de filosofia e a adoração de ídolos. Não é desejável que toda a humanidade seja estultificada – e a única maneira de se livrar do cristianismo é permitir que ele morra pouco a pouco.

    Um movimento como o nosso não deve se deixar levar por digressões metafísicas. Deve seguir o espírito da ciência exata. Não é função do Partido ser uma falsificação para a religião.

    Se, no decorrer de mil ou dois mil anos, a ciência chega à necessidade de renovar seus pontos de vista, isso não significa que a ciência seja mentirosa. A ciência não pode mentir, pois está sempre se esforçando, de acordo com o estado momentâneo do conhecimento, para deduzir o que é verdadeiro. Quando erra, fá-lo de boa fé. É o cristianismo que é o mentiroso. Está em conflito perpétuo consigo mesmo.

    Alguém pode perguntar se o desaparecimento do cristianismo implicaria o desaparecimento da crença em Deus. Isso não é para ser desejado. A noção de divindade dá à maioria dos homens a oportunidade de concretizar o sentimento que têm das realidades sobrenaturais. Por que devemos destruir esse maravilhoso poder que eles têm de encarnar o sentimento pelo divino que está dentro deles?

    O homem que vive em comunhão com a natureza necessariamente se encontra em oposição às igrejas. E é por isso que eles estão caminhando para a ruína – pois a ciência certamente vencerá.

    Eu não gostaria que nosso Movimento adquirisse caráter religioso e instituísse uma forma de culto. Seria terrível para mim, e eu gostaria de nunca ter vivido, se acabasse na pele de um Buda!

    Se neste momento eliminássemos as religiões pela força, o povo nos uniria por unanimidade por uma nova forma de adoração. Você pode imaginar nossos Líderes Distritais desistindo de suas brincadeiras para serem santos! Quanto ao nosso Ministro da Religião, segundo seus próprios co-religiosos, o próprio Deus se afastaria de sua família!

    Eu imagino o futuro, portanto, da seguinte forma: Antes de tudo, para cada homem seu credo particular. A superstição não perde seus direitos. O Partido está protegido do perigo de competir com as religiões. Estes últimos devem simplesmente ser proibidos de interferir no futuro com assuntos temporais. Desde a idade mais tenra, a educação será transmitida de forma que cada criança saiba tudo o que é importante para a manutenção do Estado. Quanto aos homens próximos a mim, que, como eu, escaparam das garras do dogma, não tenho motivos para temer que a Igreja os prenda.

    Vamos providenciar para que as igrejas não possam espalhar ensinamentos no exterior em conflito com os interesses do Estado. Continuaremos a pregar a doutrina do nacional-socialismo, e os jovens não receberão mais nada além da verdade.

    * * *

    Em toda a Terra não existe ser, substância e provavelmente nenhuma instituição humana que não termine envelhecendo. Mas é na lógica das coisas que toda instituição humana deve se convencer de sua eternidade – a menos que já carregue a semente de sua queda. O aço mais duro fica cansado. Assim como é certo que um dia a Terra desaparecerá, também é certo que as obras dos homens serão derrubadas.

    Todas essas manifestações são cíclicas. A religião está em conflito perpétuo com o espírito da pesquisa livre. A oposição da Igreja à ciência era às vezes tão violenta que provocava faíscas. A Igreja, com uma clara consciência de seus interesses, fez um retiro estratégico, com o resultado de que a ciência perdeu parte de sua agressividade.

    O atual sistema de ensino nas escolas permite o seguinte absurdo: às 10 horas, os alunos assistem a uma lição sobre o catecismo, na qual a criação do mundo lhes é apresentada de acordo com os ensinamentos da Bíblia; e às 11 horas da manhã, eles assistem a uma lição de ciências naturais, na qual aprendem a teoria da evolução. No entanto, as duas doutrinas estão em completa contradição! Quando criança, sofri com essa contradição e corri minha cabeça contra uma parede. Muitas vezes, eu reclamei com um ou outro dos meus professores contra o que havia aprendido uma hora antes – e lembro que os levei ao desespero.

    A religião cristã tenta escapar disso, explicando que é preciso atribuir um valor simbólico às imagens dos escritos sagrados. Qualquer homem que fizesse a mesma reivindicação, quatrocentos anos atrás, teria encerrado sua carreira na estaca, acompanhado de Hosannas. Ao ingressar no jogo da tolerância, a religião ganhou terreno de volta em comparação com séculos passados.

    A religião tira todo o lucro que pode ser extraído do fato de que a ciência postula a busca e não o conhecimento certo da verdade. Vamos comparar a ciência a uma escada. Em cada degrau, observa-se uma paisagem mais ampla. Mas a ciência não pretende conhecer a essência das coisas. Quando a ciência descobre que precisa revisar uma ou outra noção que acreditava ser definitiva, a religião se regozija e declara: Dissemos isso! Dizer isso é esquecer que é da natureza da ciência se comportar assim. Pois se decidisse assumir um ar dogmático, ele próprio se tornaria uma igreja.

    Quando alguém diz que Deus provoca o raio, isso é verdade em certo sentido; mas o certo é que Deus não dirige o raio, como a Igreja afirma. A explicação da Igreja sobre os fenômenos naturais é um abuso, pois a Igreja tem interesses ulteriores. A verdadeira piedade é a característica do ser consciente de sua fraqueza e ignorância. Quem vê Deus apenas em um carvalho ou em um tabernáculo, em vez de vê-Lo em todos os lugares, não é verdadeiramente piedoso. Ele permanece apegado às aparências – e quando o céu troveja e o relâmpago, ele treme simplesmente por medo de ser atingido como uma punição pelo pecado que acabou de cometer.

    * * *

    Não sei nada do Outro Mundo, e tenho a honestidade de admitir. Outras pessoas sabem mais do que eu e sou incapaz de provar que estão enganadas. Não sonho impor minha filosofia a uma garota da aldeia. Embora a religião não tenha como objetivo buscar a verdade, é um tipo de filosofia que pode satisfazer mentes simples e que não faz mal a ninguém. Finalmente, tudo se resume ao sentimento que o homem tem de sua própria impotência. Por si só, essa filosofia não tem nada de pernicioso. O essencial, na verdade, é que o homem saiba que a salvação consiste no esforço que cada pessoa faz para entender a Providência e aceitar as leis da natureza.

    Como todas as revoltas violentas são uma calamidade, eu preferiria que a adaptação fosse feita sem choques. O que poderia ser o mais longo deixado sem perturbação são os conventos das mulheres. O sentido da vida interior traz às pessoas um grande enriquecimento. O que devemos fazer, então, é extrair das religiões o veneno que elas contêm. Nesse sentido, grandes progressos foram feitos nos últimos séculos.

    * * *

    Quando eu era jovem, achava necessário resolver questões com dinamite. Desde então, percebi que há espaço para um pouco de sutileza. O ramo podre cai por si mesmo. O estado final deve ser: na cadeira de São Pedro, um oficial senil; de frente para ele, algumas mulheres idosas sinistras, tão gaga e tão pobres de espírito quanto qualquer um poderia desejar. Os jovens e saudáveis ​​estão do nosso lado. Contra uma Igreja que se identifica com o Estado, como na Inglaterra, não tenho nada a dizer. Mas, mesmo assim, é impossível eternamente manter a humanidade presa à mentira. Afinal, foi apenas entre o sexto e o oitavo séculos que o cristianismo foi imposto a nosso povo por príncipes que tinham uma aliança de interesses com as barreiras. Nosso povo já havia conseguido viver bem sem essa religião. Tenho seis divisões da SS compostas por homens absolutamente indiferentes em questões religiosas. Não os impede de morrer com serenidade em suas almas.

    * * *

    O que é esse Deus que só tem prazer em ver homens rastejar diante dele? Tente imaginar o significado da seguinte história bastante simples: Deus cria as condições para o pecado. Mais tarde, ele consegue, com a ajuda do diabo, fazer o homem pecar. Então ele emprega uma virgem para trazer ao mundo um filho que, com sua morte, redimirá a humanidade!

    Posso imaginar pessoas entusiasmadas com o paraíso de Maomé, mas quanto ao paraíso insípido dos cristãos! Em sua vida, você costumava ouvir a música de Richard Wagner. Após a sua morte, nada mais será do que aleluias, agitar as palmas das mãos, crianças maiores de idade para mamadeira e adorar velhos. O homem das ilhas presta homenagem às forças da natureza. Mas o cristianismo é uma invenção de cérebros doentes: não se pode imaginar nada mais sem sentido, nem uma maneira mais indecente de transformar a idéia da divindade em zombaria. Um negro com seus tabus é esmagadoramente superior ao ser humano que acredita seriamente na transubstanciação.

    Começo a perder todo o respeito pela humanidade quando penso que algumas pessoas do nosso lado, ministros ou generais, são capazes de acreditar que não podemos triunfar sem a bênção da Igreja. Essa noção é desculpável em crianças pequenas que não aprenderam mais nada.

    Durante trinta anos [1618-1648], os alemães se despedaçaram simplesmente para saber se deveriam ou não ter comunhão nos dois tipos. Não há nada mais baixo que noções religiosas como essa. Desse ponto de vista, pode-se invejar os japoneses. Eles têm uma religião muito simples e os coloca em contato com a natureza. Eles conseguiram até pegar o cristianismo e transformá-lo em uma religião menos chocante para o intelecto.

    Com o que você gostaria que eu substituísse a imagem dos cristãos do além? O que vem naturalmente à humanidade é o sentido da eternidade, e esse sentido está no fundo de todo homem. A alma e a mente migram, assim como o corpo retorna à natureza. Assim, a vida renasce eternamente da vida. Quanto ao ‘porquê’ de tudo isso, não sinto necessidade de me preocupar com o assunto. A alma é insondável.

    Se existe um Deus, ao mesmo tempo em que ele dá vida ao homem, ele lhe dá inteligência. Ao regular minha vida de acordo com o entendimento que me é concedido, posso estar enganado, mas ajo de boa fé.

    * * *

    O homem julga tudo em relação a si mesmo. O que é maior que ele é grande, o que é menor é pequeno. Apenas uma coisa é certa: ela faz parte do espetáculo. Todo mundo encontra seu próprio papel. A alegria existe para todos. Sonho com um estado de coisas em que todo homem saiba que vive e morre pela preservação das espécies. É nosso dever incentivar essa ideia: que o homem que se distingue a serviço da espécie seja considerado digno das mais altas honras.

    * * *

    Que feliz inspiração ter mantido o clero fora do Partido! Em 21 de março de 1933, em Potsdam, a questão foi levantada: com a Igreja ou sem a Igreja? Conquistei o Estado, apesar da maldição pronunciada sobre nós pelos dois credos. Nesse dia, fomos diretamente ao túmulo dos reis enquanto os outros estavam visitando cultos religiosos. Supondo que naquele período eu fizesse um pacto com as igrejas, hoje eu estaria compartilhando muito do The Duce. Por natureza, o Duce é um pensador livre, mas ele decidiu escolher o caminho das concessões. Da minha parte, em seu lugar, eu teria tomado o caminho da revolução. Eu teria entrado no Vaticano e expulsado todo mundo – reservando o direito de pedir desculpas mais tarde: ‘Com licença, foi um erro!’ Mas o resultado teria sido, eles estariam lá fora!

    Quando tudo estiver dito, não temos motivos para desejar que italianos e espanhóis se libertem da droga do cristianismo. Vamos ser os únicos que são imunizados contra a doença.

    * * *

    Kerrl, com a mais nobre das intenções, queria tentar uma síntese entre o nacional-socialismo e o cristianismo. Não acredito que isso seja possível e vejo o obstáculo no próprio cristianismo.

    Eu acho que poderia ter chegado a um entendimento com os papas do Renascimento. Obviamente, o cristianismo deles era um perigo no nível prático – e, no nível da propaganda, continuava sendo uma mentira.

    Mas um papa, mesmo criminoso, que protege grandes artistas e espalha beleza ao seu redor, é, no entanto, mais solidário para mim do que o ministro protestante que bebe da primavera envenenada.

    O cristianismo puro – o cristianismo das catacumbas – preocupa-se em traduzir a doutrina cristã em fatos. Isso leva simplesmente à aniquilação da humanidade. É meramente bolchevismo de coração inteiro, sob um enfeites de metafísica.

    * * *

    O homem recebeu seu cérebro para pensar. Mas se ele tem a infelicidade de usá-lo, ele encontra um enxame de insetos pretos [ou seja, sacerdotes] nos calcanhares. A mente está condenada ao auto-da-fé.

    O observatório que construirei em Linz, no Pöstlingberg, posso ver em minha mente … No futuro, milhares de excursionistas farão uma peregrinação por lá todos os domingos. Eles terão assim acesso à grandeza do nosso universo. O frontão ostenta o seguinte lema: ‘Os céus proclamam a glória dos eternos’. Será a nossa maneira de dar aos homens um espírito religioso, de ensinar-lhes humildade – mas sem os sacerdotes.

    O homem se apodera, aqui e ali, de alguns fragmentos da verdade, mas ele não podia governar a natureza. Ele deve saber que, pelo contrário, ele depende da criação. E essa atitude leva além das superstições mantidas pela Igreja. O cristianismo é a pior das regressões pelas quais a humanidade já passou, e é o judeu que, graças a essa invenção diabólica, o jogou de volta 15 séculos atrás. A única coisa que seria ainda pior seria a vitória dos judeus através do bolchevismo. Se o bolchevismo triunfasse, a humanidade perderia o dom do riso e da alegria. Seria apenas uma massa disforme, fadada ao cinza e ao desespero.

    Os sacerdotes da antiguidade estavam mais próximos da natureza e buscavam modestamente o significado das coisas. Em vez disso, o cristianismo promulga seus dogmas inconsistentes e os impõe à força. Tal religião carrega consigo intolerância e perseguição. É o mais sangrento possível …

    Para Ptolomeu, a Terra era o centro do mundo. Isso mudou com Copernicus. Hoje sabemos que nosso sistema solar é apenas um sistema solar entre muitos outros. O que poderíamos fazer melhor do que permitir que o maior número possível de pessoas como nós se conscientizasse dessas maravilhas?

    De qualquer forma, podemos ser gratos à Providência, que nos leva a viver hoje, em vez de 300 anos atrás. Em todas as esquinas, naquela época, havia uma estaca em chamas. Que dívida devemos aos homens que tiveram a coragem – o primeiro a fazê-lo – de se rebelar contra mentiras e intolerância. O admirável é que entre eles estavam os padres jesuítas.

    Em sua luta contra a Igreja, os russos são puramente negativos. Por outro lado, devemos praticar o culto dos heróis que permitiram que a humanidade se afastasse da rotina do erro. Kepler morava em Linz, e foi por isso que escolhi Linz como o local para o nosso observatório. Sua mãe foi acusada de bruxaria e torturada várias vezes pela Inquisição.

    Para abrir os olhos de pessoas simples, não há método de instrução melhor do que a figura. Coloque um pequeno telescópio em uma vila e destrua um mundo de superstições. É preciso destruir o argumento do padre de que a ciência é mutável porque a fé não muda, pois, quando apresentada dessa forma, a afirmação é desonesta.

    * * *

    O livro que contém as reflexões do imperador Juliano http://library.flawlesslogic.com/julian_1.htm deve circular em milhões. Que inteligência maravilhosa! Que discernimento, toda a sabedoria da antiguidade! É extraordinário!

    * * *

    É uma pena que essa tendência ao pensamento religioso não possa encontrar melhor saída do que a insignificância judaica do Antigo Testamento, para um povo religioso que, na solidão do inverno, busca continuamente a luz máxima de seus problemas religiosos com a assistência do Bíblia, deve eventualmente se tornar espiritualmente deformada. O povo miserável se esforça para extrair verdades dessas chicanerias judaicas, onde na verdade não existem verdades. Como resultado, eles se inserem em alguma rotina de pensamento ou outra e, a menos que possuam uma mente excepcionalmente sensata, degeneram em maníacos religiosos.

    É deplorável que a Bíblia tenha sido traduzida para o alemão e que todo o povo alemão tenha sido exposto a todo esse jumbo . Enquanto a sabedoria, particularmente do Antigo Testamento, permanecesse exclusivamente no latim da Igreja, havia pouco perigo de que pessoas sensíveis se tornassem vítimas de ilusões como resultado do estudo da Bíblia. Mas desde que a Bíblia se tornou propriedade comum, muitas pessoas encontraram linhas de pensamento religioso que – particularmente em conjunto com as características alemãs da meditação persistente e um tanto melancólica – sempre não as transformavam em maníacos religiosos. Quando se lembra ainda que a Igreja Católica elevou ao status de santos um número inteiro de loucos,

    * * *

    Os Dez Mandamentos são um código de vida ao qual não há refutação. Esses preceitos correspondem a necessidades irrefragáveis ​​da alma humana; eles são inspirados pelo melhor espírito religioso; e as igrejas aqui se sustentam em uma base sólida.

    * * *

    Existe uma única religião que pode existir sem um dogma? Não, pois nesse caso pertenceria à ordem da ciência. A ciência não pode explicar por que os objetos naturais são o que são. E é aí que entra a religião, com suas certezas reconfortantes. Quando encarnada nas igrejas, a religião sempre se encontra em oposição à vida. Assim, as igrejas estariam indo para o desastre, e sabem disso, se não se apegassem a uma verdade rígida.

    O que é contrário à verdade visível deve mudar ou desaparecer – essa é a lei da vida.

    * * *

    A pesquisa deve permanecer livre e sem restrições por qualquer restrição do Estado. Os fatos que ele estabelece representam a Verdade, e a Verdade nunca é má.

    * * *

    Jamais acreditarei que o que se baseia em mentiras possa durar para sempre. Eu acredito na verdade. Tenho certeza de que, a longo prazo, a Verdade deve ser vitoriosa.

    Fonte http://www.renegadetribune.com/adolf-hitler-religion/

    ADOLF HITLER Y LA RELIGIÓN https://doctrinanacionalsocialista.blogspot.com2017/02/adolf-hitler-y-la-religion.html

    LA POSTURA NACIONALSOCIALISTA SOBRE EL CRISTIANISMO https://doctrinanacionalsocialista.blogspot.com/2019/08/la-postura-nacionalsocialista-sobre-el.html

    A relação entre Nacional Socialismo e o Catolicismo https://doctrinanacionalsocialista.blogspot.com/2017/06/la-relacion-entre-el-catolicismo-y-el.html

    ACTITUDES RELIGIOSAS DE LOS INDOEUROPEUS – HANS F. K. GÜNTHER https://doctrinanacionalsocialista.blogspot.com/2017/02/actitudes-religiosas-de-los.html

    EL NACIONALSOCIALISMO COMO VISIÓN BIOLÓGICA DEL MUNDO https://doctrinanacionalsocialista.blogspot.com/2017/02/el-nacionalsocialismo-como-vision.html

    Igreja católica proíbe missa em memória dos mártires nacional-socialistas que morreram lutando contra o comunismo https://doctrinanacionalsocialista.blogspot.com/2019/03/la-iglesia-catolica-prohibe-la-misa.html Igreja Bergogliana rejeita qualquer manifestação de seus fiéis contra o globalismo, a nova ordem mundial e o governo de ocupação judaica

    DISCURSO DE ADOLF HITLER 1920 – LA RAZON DEL ANTIJUDAISMO https://doctrinanacionalsocialista.blogspot.com/2017/02/discurso-de-adolf-hitler-1920-la-razon.html https://carolynyeager.net/why-we-are-antisemites-text-adolf-hitlers-1920-speech-hofbr%C3%A4uhaus

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.