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A carta a seguir foi escrita por Miguel Serrano (1917-2009) foi enviada para todos os meios de mídia do país. Apenas algumas a publicaram.

Querido Diretor:

A verdadeira farra demagógica-político-eleitoral da doação de órgãos é algo imoral e escandaloso para quem tem um sentido religioso e espiritual da vida. O corpo humano não é uma máquina no qual devem ser trocadas porcas, parafusos e polias. Além disso, como diz a sabedoria popular, “ninguém morre na véspera”; prolongar a vida de um corpo além do próprio destino (ou karma, como os hindus acreditam) é um pecado metafísico. Ou realmente apenas o materialismo em seu extremo; não acreditando realmente em um “pós vida”, causando um pânico e temor da morte?

Aparentemente estamos nos aproximando do fim do mundo. A loucura do coletivo é total. Estão a ser estabelecidos “Bancos de rins”, “de fígado” e “de corações”. Os transplantes estão sendo feitos com órgãos de animais. Eventualmente, eles serão vendidos em supermercados, especificando suas raças e países: Taiwan, Indochina, Japão. Será um negócio dentro do mercado econômico social. Os doadores pagam enquanto ainda estiverem vivos. Hospitais e médicos ficarão felizes. Tudo aprovado pelo parlamento! Os presidentes e vice-presidentes das câmaras superiores e inferiores lamentarão tal gesto altruísta, tendo-se doado gratuitamente; embora tenham sido recompensados com votos de um eleitorado agradecido.

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Há uma contradição muito grande na posição da Igreja Católica, que promove com entusiasmo a doação de órgãos humanos, os “restos mortais”, como se definiu junto ao cadáver. Surge a pergunta: O que dizer da “ressurreição da carne”? O que será ressuscitado? Uma concha, uma múmia, sem tripas, sem rins, sem coração, sem olhos? Foi assim que Jesus ressuscitou? Para os espiritualistas, o corpo, com todos os seus órgãos, é réplica de outro corpo espiritual que aqui neste plano terrestre, é apenas “representado”, reproduzido, se traduz como o desenvolvimento de um negativo, e, portanto, também é espiritual e não intercambiável. Tudo isso deve ser devolvido à sua origem com a morte e a ressurreição; uma vez que foi apenas fornecido ou emprestado. Qualquer outra coisa é destruir o próprio “negativo”, sem qualquer possibilidade de outra reprodução ou muito menos de vida eterna. A dissolução pelos vermes no cadáver não se trata de sua destruição, mas da libertação da alma de cada órgão para devolvê-lo à sua existência invisível de outra substância mais sutil, e espiritual, onde cumpre outras funções que nos são desconhecidas.

Saiba Mais

Uma entrevista com Miguel Serrano

No Chile, estamos entrando no impasse do materialismo mais atroz. As máquinas prolongam a vida dos cadáveres vivos; transplantes de órgãos, cibernética, eles estão intervindo e modificando o karma, alterando ou violentando a vontade da providência divina, que na qual é um amor autêntico.

A nossa posição é absolutamente contra o transplante e doação de quaisquer órgãos do corpo humano e também de animais, é contra o prolongamento artificial da vida. Na batalha das Ardenas, perto do fim da segunda guerra mundial, o soldado alemão gravemente ferido, que poderia ter sido salvo com a transfusão de sangue estrangeiro, preferiu a morte ao aceitá-lo.

Essa também é nossa posição definitiva.


Tradução de Nick Clark

By Miguel Serrano

Miguel Joaquín Diego del Carmen Serrano Fernández (1917 - 2009) escritor e diplomata chileno natural de Santiago, além de explorador e pesquisador, seus trabalhos incluíam além de poesia, espiritualidade, o chamado "hitlerismo esotérico", área sobre a qual mais elaborou obras, e a abordagem do gnosticismo em geral. Viveu uma vida de constantes mudanças; no Chile foi uma das maiores influências para o movimento Nacional Socialista do país e, mais futuramente, começou sua carreira na área diplomática. Durante a Segunda Guerra Mundial publicou uma revista no Chile de nome "La Nueva Edad", editada por ele, que funcionou até a publicação de nº 36, em 1943 e apoio o Movimento Nacional-Socialista Chileno. Durante sua vida, esteve envolvido com diversas personalidades como C. G. Jung, o escritor alemão, Hermann Hesse, com os quais escreveu "O círculo hermético", de 1965 e o poeta norte-americano Ezra Pound.

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