fbpx
Descendentes dos arianos: restos de sangue indo-europeu na Ásia (PARTE 2)

SEGUNDA PARTE

Nesta parte, avançaremos mais para o Leste, deixando para a terceira parte os casos notáveis ​​do Afeganistão e do Paquistão. Aqui, prestaremos atenção à Índia, esse mundo fascinante que se constitui quase um continente por si só, uma grande lição de questões raciais e, além disso, repositória de muitos ensinamentos pagãos arianos que na Europa foram em grande parte apagados pelo Cristianismo, tal como vimos em outro artigo. Apesar da  total e absoluta “terceiro-mundização” do país, e do fato de que as castas mais baixas se reproduzem a um ritmo assustador, a Índia continua a nos fornecer sinais muito curiosos, a serem interpretados em uma chave racial.

Tadjiquistão

O viajante Ralph Cobbold (“Innermost Asia: travel and sport in the pamirs”, p.192) nos conta sobre o Tajiquistão que “cabelos claros não eram raros, e eu percebi cabelos ruivos algumas vezes”. Hoje, sem dúvida, as características “claras” estão cada vez mais diminuídas do que quando esta frase foi escrita, embora ainda há pessoas de aparência europeia no Tajiquistão.

Uma grande parte da população étnica tadjique encontra-se no vizinho Afeganistão, chegando mesmo à fronteira iraniana. O Estado do Tajiquistão seria realmente apenas “a ponta do iceberg” em termos de representação do povo tadjique. Foi uma área cita por muito tempo e subsequentemente passou por inúmeros impérios (persa, macedônio, grego-báctrio, indo-grego, cuchana, parta, mongol, soviético, etc.) que dominaram o área durante milênios.

Acima, mulheres de etnia pamir, em Iscaxim. Há uma certa “mongolização” além de uma influência “armênida” padrão, que de forma alguma as privam de seu status de europoides. De acordo com algumas fontes, a que está no canto inferior direito não é tadjique, mas afegã. O grupo étnico pamir fala uma língua considerada “iraniana oriental”, e encontra-se tanto na província tadjique autônoma de Gorno-Badajistão quanto no norte do Afeganistão, na província de Badajistão.
Meninas do grupo étnico pamir em Vanj, província tadjique de Gorno-Badajistão. A da esquerda é uma verdadeira benção, enquanto que a da direita parece um tipo racial “turco” mais padrão.

 

ÍNDIA – Castas e Mistura

Muitos nacionalistas hindus rejeitam a invasão ariana da Índia, mais do que documentada e geneticamente comprovada, em 1500 AEC, porque estão cientes do quão “perigoso” isso é quando se trata de transformar seu país em uma zona de influência geopolítica europeia. Na verdade, a primeira coisa que os ingleses fizeram quando aprenderam que o sânscrito estava relacionado às línguas europeias foi usá-lo para “justificar” sua ocupação da Índia e seu estabelecimento como casta dominante, uma vez que seriam uma “segunda onda” ariana e eles queriam constituir uma “nova casta”, mais elevada do que qualquer uma das que já existiam.

Nem é preciso dizer que a Índia passou por muitas fases, como a invasão huna, o Império Máuria, os Reinos Médios, o pouco conhecido Reino Reino Indo-Grego, Império Cuchana, Império Gupta, Império Pala, Império Marata, alguns Estados islâmicos provisórios como o Sultanato de Déli, o Império Mugal, o domínio britânico e finalmente a independência. Até hoje, a maioria da população hindu, especialmente a rural, ainda tem um respeito instintivo pelo que considera ser “ariano”.

Este mapa representa a área mais sujeita à influência indo-ariana ao longo da história.
Essas duas imagens mostram o tremendo contraste genético que existe na Índia. À esquerda, um espécime do grupo étnico yenadi. À direita, uma garota de alta casta. Ambas as meninas têm nacionalidade indiana, mas a da esquerda é antropologicamente mais semelhante aos aborígenes australianos (os australoides), enquanto que a da direita está muito mais próxima dos europeus modernos.
A questão racial na Índia é, em grande medida, social, como um legado da invasão indo-ariana, na qual os invasores, de origem europeia e autodenominados “arianos”, governaram uma população nativa em número superior a eles, impondo um apartheid por meio de rígidas leis raciais de cunho religioso para evitar a miscigenação com a população autóctone do país, o que alcançaram em grande parte durante 900 anos, período em que durou a civilização védica. Assim, as castas baixas tendem a ter um tom mais escuro, enquanto as castas altas, consideradas portadoras de sangue mais ariano, têm pele mais clara e mais características europeias. O termo hindu para casta (varna) significa “cor”, distinguindo entre um arya-varna claro (literalmente “cor ariana”) associado à nobreza, e um dasa-varna escuro (“cor inimiga”) associado aos plebeus. Essas duas imagens têm o objetivo de dar uma ideia do “tipo médio” hindu. À esquerda, comoção causada por um ataque muçulmano em Mumbai em 2008. À direita, mãe e filho pertencentes ao grupo dos párias ou chandalas, também chamados de dalits.
Dalit com seu filho.
O outro lado da moeda: festa em um bom bairro de Mumbai. Se as duas imagens anteriores correspondem ao que seria a “classe baixa” da Índia, esta imagem corresponde, ao contrário, à classe alta, um setor social de dezenas de milhões de pessoas com boa educação, influencia a cultura anglo-saxônica e enorme poder de compra, vivendo em bairros luxuosos entre o mais atroz “terceiro-mundismo”, usando o inglês (um inglês francamente degradado) como língua franca para superar o emaranhado de línguas e dialetos que proliferam na Índia e que dificultam a coordenação entre os centros onde ocorre o esforço econômico do país. O tipo racial, embora ainda seja claramente “oriental”, já é muito mais claro do que as fotos anteriores.
Além da questão social, a questão racial na Índia tem muito a ver com a região: o Norte tende a ser mais “claro” que o Sul, principalmente quando mais para o noroeste do país (Caxemira), de onde sem dúvida veio a invasão ariana. Aqui, temos um grupo de garotas de etnia garhwali da província de Utaracanda (parte centro-norte do país, que faz fronteira com o oeste do Nepal e o sul do Tibete).
Aqui, temos um grupo de indivíduos de etnia iruliga, na região de Tâmil Nadu, sudeste da Índia, na ilha de Sri Lanka. No sul da Índia, 180 milhões de pessoas ainda falam as línguas dravidianas.
As regiões (Utaracanda e Tâmil Nadu) dos dois exemplos listados acima estão a mais de 2,000 quilômetros uma da outra, a mesma distância que a média entre a Suécia e a Sicília. Pois a Índia, mais do que um país, é um subcontinente inteiro.
Esquerda: mulher da tribo muria, Índia Central. À direita: uma mulher de uma área rural da Bengala Ocidental.
Membro da tribo kanikkaran, sudeste da Índia, em um lugar onde o sistema de castas não alcançou e onde as línguas dravidianas ainda são faladas. Se compararmos esse tipo com as garotas da imagem mais acima, notaremos o enorme contraste genético e etnosocial dos habitantes da Índia.
À esquerda: indiano do Norte. À direita: indiano do Sul.
Aqui, vimos os dois polos da sociedade hindu, tanto o mais europeizado quanto o menos europeizado. Mas, como não queremos ser simplistas, deixamos claro que as grandes massas da população hindu são formadas por indivíduos do tipo médio, de uma mistura “estabilizada” há muito tempo, como as que vemos nestas duas fotos em Mumbai.

Os Indo-arianos e as origens da Civilização Hindu

Vamos voltar a antes de 1500 AEC. Da Europa Oriental, culturas semibárbaras lançaram uma vasta corrente migratória sobre o mundo que, como uma onda expansiva, se espalhou pela Europa, Norte da África e Ásia, modificando profundamente essas terras para sempre. Um dos povos dessa migração foram os iranianos, que se autodenominavam arya (“os nobres”). Esse povo viajava em forma de “comboio” sempre em direção ao Oriente, passando pelas estepes russas (deles vieram os citas, os alanos e os sármatas) e pela Ásia Menor (mitânios e hari). Como vanguarda, esses povos contavam com confrarias de jovens, caçadores e guerreiros que, montados em cavalos e carruagens, dominavam as planícies orientais, aterrorizando a região e dando graça às culturas nativas, prontas para cair.

Este rio de sangue europeu se divide em duas correntes. Um deles acabou se acumulando como um lago no que hoje é o Irã, e foi responsável pela vasta e duradoura civilização persa. O outro seguiu mais para o leste e, do Afeganistão, penetrou no que hoje são o Paquistão e a Índia. Esta corrente foi formada pelos indo-iranianos (chamados normalmente de “indo-arianos”). Eles falavam sânscrito, a mais antiga língua indo-europeia conhecida, que tem muitas afinidades com o lituano e que permanece, até hoje, a língua sagrada do hinduísmo, assim como o latim é para os católicos ou o hebraico para os judeus.

A mitologia indo-iraniana reúne, no “Rigveda”, a gloriosa epopeia da conquista da Índia pelos indo-arianos, cujo herói e patrono era o deus Indra (a versão hindu do grego Zeus, do romano Júpiter, do germânico Thor, do eslavo Perun ou do celta Taranis). “Com seus amigos loiros, Indra conquista o país”, diz um canto do Rigveda. Os indo-arianos chamavam os habitantes dravidianos originais da Índia de dasa (“inimigos”) e os consideravam inferiores. O próprio Indra recebe o título de “dasyushatya” (“matador de dasas”). Os indo-arianos descreveram os dasas como de pele escura, rosto achatado e falante de uma língua feia no ouvido.

Os indo-arianos trouxeram para a Índia as carruagens, a suástica, o patriarcado, o sangue nórdico, uma religião solar e heroica, e uma visão guerreira do mundo. Nessas imensas terras de planícies e selvas, o sangue europeu, em vasta minoria, triunfou sobre multidões infinitamente maiores e sobre a civilização do Vale do Indo, uma cultura ancestral já decadente e exaurida, comparável à Minoica na Grécia, e cujas cidades foram arrasadas pelos novos invasores indo-arianos. O sangue europeu, num clima ameno, terra fértil e quase infinita mão-de-obra escrava ao seu serviço, prosperou no Oriente, atingiu o ápice de criação e foi capaz de exibir de repente todo o talento criativo que carregou desde as suas origens. Linhagens reais, dinastias sem fim, uma raça inteira de guerreiros, sacerdotes, sábios, místicos, poetas e pioneiros… Sob a civilização védica, a Índia alcançou níveis muito altos de prosperidade e sabedoria.

Os invasores arianos, que se tornaram em um povo de senhores, fundaram um sistema de castas separadas por varna (“cor”). Ela se distinguiu entre o arya-varna dos invasores arianos, brancos e loiros, e o escuro dasa-varna dos aborígenes. As raças eram totalmente impermeáveis e só procriavam entre si. As famílias mais nobres constituíam as castas superiores, enquanto as famílias “plebeias” e os descendentes dos nativos subjugados constituíam as castas inferiores.

Os brâmanes eram a casta sacerdotal, responsável por aconselhar reis, estudar as escrituras de seus ancestrais, elaborar a complexa filosofia hindu, manter viva a sabedoria ancestral e, ocasionalmente, retirar-se para uma vida de meditação e contemplação. Em simbologia, eles estavam relacionados à cor branca. Aos brâmanes devemos a sobrevivência da ioga, da alquimia interior, da escrita de textos sagrados como os Vedas e das escolas filosóficas que surgiram na Índia. Os brâmanes se consideravam a cabeça do deus Brahma.

Os xátrias formaram a nobreza real e militar que lidava com política e guerra. Eles foram simbolizados pela cor vermelha. Buda era um príncipe desta casta. Seu nome era Siddharta Gautama e ele tinha olhos “da cor da flor de lótus” (a variedade azul era cultivada na Índia). Esta casta foi associada aos braços e mãos de Brahma.

Os vaixás eram uma espécie de classe média burguesa que lidava com artesanato e comércio. Sua cor era amarelo e eles eram relacionados à barriga de Brahma.

Os sudras eram a única casta não-ariana, descendentes dos subjugados, que teve a oportunidade de se tornar parte da gloriosa civilização indo-ariana. Eles constituíam a “classe inferior” de trabalhadores e camponeses. A cor deles era preta e eles foram comparados aos pés de Brahma.

• Fora do sistema de castas estavam os chandalas ou párias (“intocáveis”), povos nativos que eram encontrados principalmente nas selvas do sul da Índia. De acordo com o Manusmriti, onde está consagrada a lei indo-ariana, os chandalas são descritos apenas com termos depreciativos. Nietzsche argumentou que essas medidas terríveis, disseminando doenças, epidemias e infecções, tinham como objetivo reduzir a população não-ariana da Índia. Muitos argumentaram que os ciganos descendem de párias que emigraram da Índia para fugir da opressão dos indo-arianos. Um indício que corroboraria esta tese é que a palavra “calé” (com a qual os ciganos gostam de se descrever), vem do hindustani kâlâ, que significa “preto”. Além disso, a palavra “zíngaro” (usada para identificar os ciganos, especialmente da Europa Oriental), tem sua origem na palavra grega ατσίγγανος, que significa literalmente “intocáveis”.

Por algum tempo, a Índia, quase um continente, foi o epicentro do desenvolvimento indo-europeu e a principal área de multiplicação da linhagem ariana. Na época, a Índia abrigou até um terço da população “branca” total do planeta. Mas depois de três milênios, com o advento do luxo, relaxamento e miscigenação, nem mesmo as leis férreas de casta conseguiram preservar a pureza indo-ariana original. A Índia, como um país “terceiro-mundista” moderno, atesta bem isso, apesar do fato de que ainda existem vestígios de sangue europeu e uma classe média e alta razoavelmente abastada.

Vamos agora nos concentrar nos vestígios indo-arianos da Índia.

 

Racismo nos textos sagrados dos Hindus

O Rigveda é o texto indo-europeu mais antigo conhecido e é geralmente aceito que ele vem da época da invasão indo-ariana da Índia. No entanto, algumas passagens, de acordo com as referências astronômicas que contêm, datam de cerca de 6,000 AEC. O processo de invasão envolveu um conflito racial e espiritual entre uma religiosidade aborígene sinistra e demoníaca e a nova religiosidade solar, “olímpica” e heroica dos invasores arianos. De acordo com o Rigveda, o patrono da invasão ariana foi o deus Indra (assim como a invasão dórica da Grécia foi “patrocinada” por Apolo). Aqui, incluirei citações do Rigveda que relatam a invasão ariana.

Os indo-arianos, ao entrarem em contato violento com as populações nativos, adquiriram imediatamente um instinto de pureza e um reflexo de proteção contra raças não-arianas, que também está corporificado no Rigveda.

Rigveda VIII, 87.6: “Você, Indra, é o destruidor das cidades, o matador dos dasas, aquele que fez o homem prosperar, o Senhor dos céus.”
Rigveda II, 20.6: “Você, Indra, matador de Vritra, destrutor das cidades, tem dispersado os dasas gestados por um ventre negro.”
Rigveda III, 34.9: (louva o deus ariano que) “destruiu os dasas e protegeu a cor ariana (arya-varna).”
Rigveda I, 100.18: (agradece ao deus dos arianos por ter) “entregue aos seus amigos brancos, o Sol, as águas e os campos.”

A cor negra é descrita com aversão no Rigveda, como quando a “pele negra” (krishnam vacham) é descrita com desprezo. (Rigveda IX, 41.1)

Rigveda IX, 73 e 73.5: (descreve os deuses arianos como) “deuses tumultuosos que avançam como touros furiosos para dispersar a pele negra” e anuncia que “a pele negra, tão odiada por Indra” será eliminada dos céus.

Rigveda I, 130.8: explica a maneira em que a “pele negra” foi conquistada, e descreve como “Indra protegeu seus súditos arianos durante as batalhas, subjugou o povo sem leis para o bem de Manu, e conquistou a pele negra.”

Rigveda II, 20.7 e II, 12.4: agradece aos deuses por ter “dispersado os bandos escravos de ascendência negra” e por ter eliminado “a cor vil dos dasas.”

Rigveda V, I.491 e II, 242 sentencia que “a cor negra é ímpia” (dasam varnam adharam).

O hino a Indra V, 29.10 o louva por ter “matado os dasas sem narizes.” [Os “sem narizes” é uma referência a uma raça negra “de nariz achatado” (anasha) em comparação com os invasores brancos de “nariz grego”].

O Soma Pavamana IX, 41.1 descreve os ataques arianos da seguinte maneira: “Ativos e brilhantes, chegaram e atacaram impetuosamente como touros, expulsando para bem longe a pele negra.”

O Soma Pavamana IX, 73.5 diz que Indra “assoprou com força supernatural, fazendo desaparecer da terra e dos céus a pele negra que Indra tanto odeia”, queimando os “pecadores”.

O hino a Indra 1.130.8 descreve como “nas batalhas, Indra ajuda a seus seguidores arianos” e “atormenta o povo sem leis, e entregou a pele escura aos que são da linhagem de Manu”.

O hino a Indra 4.16.13 louva-o da seguinte maneira: “Você apagou os cinquenta mil peles negras, destruindo seus castelos como se o fogo consumisse o tecido.”

O Soma Pavamana 9.73.5 diz que Indra “assoprou com força supernatural, fazendo desaparecer da terra e dos céus a pele negra que Indra tanto odeia”, queimando os “pecadores”.

O hino a Indra 10.23.4 diz que “Indra deixa cair gotas de umidade em sua barba amarela”.

Indra 1.9.3 o descreve como “O Senhor de todos os homens de face branca.”

Indra 1.103.3: “Com um raio na mão como arma, e cheio de poder, arremeteu contra os dasas, destruindo seus fortes. Envia teu dardo com sabedoria, Amo da Trovoada, para atingir os dasas. Aumenta, Indra, o poder e a glória dos arianos”.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Quer receber nossas notificações?    SIM! Não, obrigado (a)