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A seguir, trechos do discurso proferido pelo historiador revisionista Olivier Mathieu em 26 de Outubro de 1990, em Bruxelas, ao Círculo de Estudantes Revisionistas. Mathieu enfrentou considerável perseguição profissional e legal por explicar as raízes de direita de Hergé de uma forma sem remorso. Após a Segunda Guerra Mundial, Hergé foi forçado a banir grande parte de seu trabalho; negros estereotipados, judeus avarentos de nariz adunco e referências ao desaparecimento da política da vida real – para acompanhar a marcha do politicamente correto. O substituto é editorial. – Nota do tradutor para o inglês, Guillaume Durocher.


Georges Rémi – cujas iniciais, ao contrário, eram R. G., criam “Hergé”-, nasceu em 1907 e morreu no dia 3 de março de 1983. Tintim foi uma vítima dessa ocasião, como ao longo de sua carreira, de inúmeras tentativas de deturpação. Por exemplo, no diário Le Soir de Bruxelas, de 5 a 6 de Março de 1983, o senhor Jean Gol, como um bom liberal obcecado com a ideologia mercantil que ele é não encontrou nada melhor para elogiar no pai de Tintim, recentemente falecido, do que declarar que “O trabalho de Hergé foi um produto importado”. O Senhor Gol ousou a acrescentar: “Ele deu aos estrangeiros uma imagem empreendedora do belga”, antes de admitir seu desejo de se parecer com o famoso herói de penteado. Deixe-me dizer que o Senhor Gol talvez não seja o melhor colocado para falar sobre os belgas e Tintim: Há em Tintim no País do Ouro Negro outro personagem que se assemelha com ele, mas que não é Tintim, e que talvez corresponda melhor ao senhor Gol, tanto por seu patronímico pelo físico: certo Salomon Goldstein.

Tentarei, portanto, de minha parte, apresentar-lhes o verdadeiro Tintim, livrando-o das ideologias marxistas e liberais que queriam apresentá-lo como um de seus defensores.

Foi em 25 de Fevereiro de 1969, que eu me encontrei com Hergé pela primeira vez. Posso me ver nas ruas de Ixelles [um bairro de Bruxelas], segurando a mão de minha mãe – eu ainda não tinha nove anos – esperando a hora que Hergé fixou para esse primeiro encontro. Minha mãe estava vestindo um casaco surrado, que era o único que ela tinha, e hesitou se ela deveria se apresentar assim diante de Hergé. Eu fiquei feliz por conhecer não Hergé, mas Tintim. […]

Como não é de surpreender com a estranheza dos interpretes “autorizados” de Hergé em suas três primeiras histórias em quadrinhos [mais politicamente incorretas]? […] Os mestres da sociedade de hoje chegam a usar um vocabulário completamente contrário à realidade. Eles gostariam de fazer de Hergé um autor de pequenas histórias universalizantes, como o faz Gol. E o Hergé que os incomoda, eles o ignoram ou os acusam de “caricaturar” […].

Essa noite, veremos a verdade. O que disse Tintim na Terra dos Soviéticos, a não ser a miséria dos povos da União Soviética e a falência do comunismo? Hoje, em 1990, em Moscou, não se tem pão! E o comunismo mais ou menos desapareceu diante da pressão dos povos europeus que estão por todo lugar derrubando as estátuas do judeu Karl Marx. Portanto, eu, Oliver Mathieu, que não ganho milhões de francos nas costas de Hergé como faz o império [editorial] Casterman, exijo que a escrita pergunte: Onde está e onde estava a suposta caricatura de Tintim na Terra dos Soviéticos?

Em Tintim no Congo, foi apresentado uma superstição daqueles que ainda ousávamos chamar pelo nome de “pretos”, as lutas tribais e a influência nociva do imperialismo americano. “O Congo será uma nova colônia de Chicago?” perguntou Hergé. Hoje, em 1990, os zulus e os membros do ANC (Congresso Nacional Africano) do terrorista Mandela estão matando uns aos outros; já fomos incomodados o bastante sobre os “curandeiros” da Seleção Camaronesa de Futebol; e podemos perguntar se o Iraque se tornará como a Arábia Saudita, uma colônia dos Estados Unidos; Então eu pergunto: Onde está a caricatura de Tintim no Congo?

Em Tintim na América, Hergé lidou com a criminalidade, a insegurança e a desonestidade da polícia e governo americano, e do extermínio do povo vermelho. […] [Em] Tintim no País dos Soviéticos, onde Tintim […] salva, por exemplo, uma criança soviética a quem o pão está sendo negando, [e] testemunha as “eleições” fraudulentas às quais o povo de Moscou é submetido.

Hergé afirmou que, em La Libre Belgique, em 30 de dezembro de 1975: “Eu descobri os quadrinhos graças a Léon Degrelle”. [1] [Degrelle estava trabalhando como um correspondente no México para o jornal Le Vingtième Siècle. Posteriormente ele se tornaria o editor do movimento rexista, e finalmente, um comandante da Waffen-SS].

Hergé tinha acabado de sair no suplemento desse jornal, intitulado Le Petit Vingtième […].

Abbé Norbert Wallez [um padre ultraconservador, discípulo de Charles Maurras, e editor do Le Vingtième Siècle] foi um dos mentores do jovem Hergé. Ele era […] um monge agitado que expressou em seus artigos, um socialismo conservador no estilo de Édouard Drumont (o autor de La France Jiuve). Hergé deve tudo a esse homem veemente e acusador que lhe deu uma chance no jornal que dirigia. […] Você deve ter adivinhado que Abbé Wallez não era filossemita, nem liberal, nem marxista, nem amigo dos maçons. Ele foi quem deu a Hergé a ideia, em 1934, de reunir Tintim nas histórias em quadrinhos.

As ligações entre Hergé e Degrelle, as “conexões”, os amigos comuns entre os dois homens eram numerosas. Por que deveria ser surpreendente haver uma comunidade de espírito entre Hergé (cujo escotismo [2] foi a grande aventura de sua juventude […]) E Degrelle, que foi o único homem em seu país a inspirar as massas populares?

“Nós iriamos ficar surpresos se soubermos que Hergé se inspirou em Degrelle, o aventureiro idealista, a imaginar seu personagem Tintim?”, Pergunta a edição 74 da [publicação conservador de direita] Forces Nouvelle (verão de 1989, p. 15-16). Um leitor dessa mesma publicação (número 75, outubro de 1989) escreveu: “Léon Degrelle – enviado como repórter itinerante no México pelo jornal católico Le Vingtième Siècle – foi um modelo para o Tintim de Hergé. Também há fotos de Degrelle naquele tempo usando calças curtas. Assim como Tintim”. […]

O escritor de quadrinhos Jean Bucquoy, conhecido por ser um virulento adversário de Hergé escreveu em 1983 (Le Vif/ L’Express):

“Quem quer que explore os gráficos e o conteúdo de Tintim encontra um Hergé bastante comum. Ele é antibolchevique, racista, politicamente sensível ou insensível dependendo de como está o seu humor. A grande parte do seu trabalho coincide com um ambiente de direita, num tempo na Bélgica em que isso era respeitável. […] O fundamento moral e a moralidade pessoal de Hergé facilmente se unem à filosofia de Léon Degrelle. Ambos vêm do mesmo meio, o escotismo, a Igreja Católica, à direita. A moral deles é a da amizade que encontramos entre os ex-oficiais da Indochina ou da Argélia”.

No início da década de 1930, Hergé ilustrou L’Histoire de la Guerre Scolaire [um relato de tentativas de descristianizar a educação belga no final do século XIX] por Léon Degrelle, lançado pela Éditions Rex (que vendeu 600 mil cópias em 1931), cujo slogan era: “Os livros da Éditions Rex são escritos por belgas, impressos por belgas e precisam ser lidos por belgas”. […]

Um acadêmico holandês analisou 2 mil desenhos de Hergé, mostrou que, com Tintim, o perigo quase sempre vem da esquerda.

Em Tintim no País dos Soviéticos, o herói também visitou a República de Weimar. Ele não recebe os parabéns da polícia alemã por prender um terrorista bolchevique que ameaçava explodir todas as capitais da Europa? O medo do comunismo corria através do livro inteiro […]. Tintim na Terra dos Soviéticos é também, é claro, uma sátira as purgas de Stalin e uma denúncia da mudança de poder dos sovietes [conselho de trabalhadores] para o partido único. […]

Tintim no Congo atacou o imperialismo americano, acusado de saquear bens de países ao redor do mundo e de se apropriar da participação em monopólios africanos, ou de quebrá-los. […]

Seja em Tintim no Congo, ou em Tintim na América, o inimigo de Tintim é Al Capone e cada vez mais o expansionismo americano é condenado. Esse ataque ao capitalismo americano e ao comunismo marxista – por trás do qual é encontrada cada vez a internacional judaica – é um princípio fundador do Rexismo. […]

Hergé não hesitou em tomar partido dos índios perseguidos pela sociedade consumista, os banqueiros e os trustes plutocráticos, que lhe renderam críticas dos editores nova-iorquinos e de seus banqueiros. […]

Tintim e a Guerra de 1940

Na quinta-feira do dia 17 de outubro de 1940 o suplemento do Le Soir, “Le Soir Jeunesse”, trazia a manchete: “Tintim e Snowy estão de volta!” Um marco indicava que voltavam de Toulouse e se dirigiam, em passo marcial para Bruxelas. Tintim vestia uma camisa de mangas arregaçada e gravata, e o fato de usar esse tipo de uniforme não o impedia de dar um sorriso radiante. Não se pode deixar de lembrar […] que o líder do Rex, de 10 de maio até 29 de Junho de 1940, foi arrastado por 19 prisões ao longo de 2.600 quilômetros de martírio, e essa dolorosa aventura trouxe ele especialmente a Toulouse.

Sim, Tintim estava retornando para Bruxelas, e Tintim era Léon Degrelle.

Há mais, sabemos que, com Hergé, nada é de graça. Frequentemente, Hergé retratou a si mesmo ou desenhou seus amigos e colegas em seus quadrinhos. Afirmo assim que, numa sequência de Quim e Filipe publicada no Le Petit Vingtième número 20, em 1933, reconheceu não só Hergé e sua primeira esposa, mas também Alidor [colega cartunista] e Léon Degrelle.

A presença alemã na Bélgica não foi de forma alguma um período marginal no trabalho de Hergé. Percebe-se nesse período, ao contrário, o apogeu de sua produção. Hergé, de fato, escreveu quatro títulos e meio em menos de quatro anos: O Caranguejo com as Garras Douradas, A Estrela Cadente, O Segredo do Unicórnio, O Tesouro de Red Rackham e As Sete Bolas de Cristal.

Notemos de imediato que foi no dia 3 de Setembro de 1944, que Hergé abandonou os trabalhos dessa última história em quadrinhos. No dia 6 de Setembro, aliás, o Le Soir mudou de redação, no oitavo dia foram banidos de sua profissão os jornalistas que eram suspeitos de serem “colaboracionistas”, inclusive Hergé, e esse último foi proibido de publicar, dizendo mais tarde que essa foi sua principal experiência de intolerância. Foi apenas em 26 de setembro de 1946 que ele voltou a trabalhar em As Sete Bolas de Cristal. […]

Foi durante a guerra que nasceu o Capitão Haddock (em O Caranguejo com as Garras Douradas), assim como o Professor Calculus (em O Tesouro de Red Rackham). […]

Essa produção como um todo se encaixa perfeitamente no quadro ideológico do Le Soir, liderado pelo pró-alemão Raymond De Decker. […]

A Estrela Cadente: o grande quadrinho de Hergé

Uma cena deletada: “Você ouviu isso, Isaac? … O fim do mundo!… E se fosse verdade?… ” “Tee, hee! … Zat poderia ser um pouco agradável, Salomon… Ikh devo 50.000 francos aos meus zurppliers… Zat vay ikh não teria que pagar…”

A Estrela Cadente é, em minha opinião, a maior história em quadrinhos de Hergé. Publicado em 1942, há uma atmosfera de apocalipse iminente, exibindo pesquisas sobre uma nova matéria explosiva inspirada nos estudos usando a fissão atômica, prenunciando a descoberta criminosa da bomba atômica pelos americanos.

A verdadeira estrela cadente é aquela [publicada] no jornal Le Soir. Entre 1942 e 1990, modificações significativas foram feitas. Aqui estão três exemplos entre muitos outros.

Primeiro exemplo: Blumenstein se torna Bohlwinkel. O “bandido” hoje chamado de “Senhor Bohlwinkel, um grande banqueiro de São Rico” era chamado 48 anos atrás de “Senhor Blumenstein, do banco Blumenstein de Nova Iorque”. E ele manteve sua primeira identidade como um tipo semítico comumente usado naquela época pelos cartunistas “colaboracionistas”, mas não o seu nome. No entanto, A Estrela Cadente continua a ser uma crítica amarga de um universo anglo-saxão plutocrático consumido pela alta finança judaica.

Segundo exemplo: O inimigo é a América. A bandeira inimiga brandida diversas vezes pelo barco inimigo, que hoje é uma bandeira imaginária, era em 1942 uma bandeira americana. A expedição dos adversários de Tintim por acaso desfrutou do patrocínio do explorador americano [Robert] Peary, enquanto o navio de Tintim se chama Aurora, um símbolo solar diurno (notou-se que as duas potências derrotadas na Segunda Guerra Mundial, Alemanha e Japão, tinham símbolos solares, mas que os vencedores por sua vez, exibiram estandartes cravejados de estrelas, símbolos da noite em todo mundo?)…

Terceiro Exemplo: A Europa é o Novo Mundo! Em 1990, as crianças que leem A Estrela Cadente podem considerar a expedição organizada por Tintim e o “Fundo Europeu para Pesquisa Científica” inócua. Mas em 1942, a composição explicada em meia página da equipe científica em questão carregava outro significado. É possível encontrar um suíço, um sueco, um espanhol e um alemão, “Herr Doktor Schulze, da Universidade de Jena” – pessoas que, portanto, pertenciam a países do Eixo ou a países que mantiveram uma neutralidade completa. O que Hergé estava evocando, além do tema da solidariedade cultural intereuropeia, exemplificando na vida real por [escritores franceses] Drieu La Rochelle, Brasillach, Abel Bonnard quando visitaram Weimar em 1941 e 1942 [para o Congresso de Escritores Europeus do Terceiro Reich]? Tudo isso mostra como é preciso ser cético em relação às versões aeradas de Tintim de hoje apresentadas ao público. […]

Hergé ajudou, depois da guerra, ex-colaboradores. […]

É preciso lembrar que, se os homens andaram na lua em 1969, foi por causa de Wernher von Braun [um cientista de foguetes do NSDAP]? Quanto ao foguete do Professor Calculus, há dezenas de fotos do foguete V-2 cuja forma, aerodinâmica e até mesmo o famoso tabuleiro de xadrez vermelho e branco são estritamente idênticos! […]

Em 1964, o Voo 714 foi publicado e em 25 de fevereiro de 1969, em Bruxelas, […] Hergé deu-me e autografou essa história em quadrinhos desenhada por ocasião do nosso primeiro encontro […]. Tintim e os Picaros só foram publicados muito tempo depois, em 1974. […]

Por que essa demora? Era devido à riqueza, à idade, ao cansaço e à sensação de ter dito tudo? […]

De minha parte, tenho uma hipótese, a seguinte. Eu era um pouco jovem para conversar com o Hergé sobre política. Mas lembro-me muito bem do fervor com que ouvi a minha mãe, que por pouco escapou do expurgo [pós-guerra] na Bélgica, falar com o cartunista. Não havia funcionado, em 1944, na mesma Avenida Louise onde Hergé tinha seu escritório, no serviço de censura da Gestapo? Lembro-me, portanto, do perfeito acordo que existia entre Hergé e minha mãe, e desse tom cansado que ele tinha ao evocar os horrores da “Libertação” e os infortúnios então sofridos por pessoas ditas “nacionalistas”. […]

Hergé tinha uma visão muito saudável da política e da história. Ele estava desiludido, não queria problemas. Mas acho que posso dizer que foi com uma tristeza secreta que ele purgou suas obras […].

Em Tintim e os Picaros, São Theodoros é liderado por um ditador apoiado por Borduria [um país balcânico fictício quase fascista]. Mais uma vez, em segundo plano, assistimos às agitações e intervenções das multinacionais americanas nos assuntos internos dos países sul-americanos. […]

A imagem no final do livro é trágica, é a mais amarga que Hergé já desenhou: e Bordúria, da mesma forma, percebesse, talvez não fosse pior do que qualquer outro ditador ou regime… O Picaros é uma declaração desiludida. Certamente, Tintim ajuda os Picaros a derrubar [o ditador] Tapioca, mas apenas para libertar os seus amigos que estão presos. A história em quadrinhos celebra acima de tudo a amizade, que é como todos sabem, desde Brasillach, um sentimento eminentemente fascista. Todos concordam em dizer que a “mensagem” dos Picaros é: “nem à direita, nem à esquerda”. E “nem direita, nem esquerda” que também é um slogan da terceira posição.

Tintin, uma obra enraizada

Tintim costuma-se dizer, é uma obra universal. Isto é falso. Em O Ídolo Roubado, os Arumbayas e Bibaros [ameríndios] falam marollian [um dialeto de Bruxelas]. É o mesmo com os Picaros ou os Syldavianos. Em Tintim no País do Ouro Negro, os dois sheiks são chamados de Bab el Ehr (de babbeleir = falador) e Ben Kalish (calichesap = suco de alcaçuz). Não há dúvida de que os estrangeiros que leem Tintim em tradução estrangeira perdem todo esse sabor. Hergé foi um verdadeiro “ket” de Bruxelas [Brusseler para “garoto”] e, no final da vida, ainda falava o maroliano de sua avó, que era do bairro de Marolles e que praticamente só falava essa língua. […]

Sim, “Tintin” é uma obra “enraizada e desinstalada”, como diria Guillaume Faye. E nunca esquecerei, de minha parte, as conversas que tantas vezes tive, em outra época, com meu querido Guillaume, um dos intelectuais mais representativos da Nova Direita, grande admirador de Tintim, e que planejou – brincando – ter como bandeira para o futuro Império Europeu “o tabuleiro de xadrez vermelho e branco do foguete na história em quadrinhos Lua Destino”…

A conclusão deste discurso será otimista. No verão de 1986, em algum lugar da Espanha, visitei alguém que só conhecia de reputação. No oitavo andar de um edifício, uma pesada porta de madeira se abriu, e tão sólida quanto o Stone Commander [Commandeur de Pierre], mas cujo físico expressava uma bondade incomensurável, embora eu fosse para ele apenas um estranho […]. Este era Léon Degrelle. E soube então que o desejo que eu fizera, num pequeno dia cinzento de fevereiro de 1969, na Avenida Louise em Bruxelas, enquanto minha mãe congelava em seu casaco velho e puído, para conhecer Tintim, finalmente havia se tornado realidade. […]

Robert Poulet [um jornalista nacionalista] escreve:

“Tintim não conseguia parar, nem por um minuto, sendo um bom menino, intrépido, alegre, prestativo, pelo efeito de reflexos internos. Não podíamos imaginá-lo cometendo um ato baixo, ciumento, mal-humorado ou odioso. […] Ele tem princípios e, portanto, convicções, fundadas em alguns postulados provavelmente tradicionalistas. […] Ele é um espírito honesto, um ser nobre, incapaz de qualquer vilania. […] O gentil e alegre Tintim ainda viverá muito tempo. […] seu herói encantado justamente por aquilo que evocava de tradicional; em outras palavras, hoje, do passado. Ele é testemunha (no fundo, inexplicável) de um universo moral que, como ele, se esqueceu de como nasceu…”.

Quem não pode ver por qual nome substituir o de Tintim? Sim, Tintim foi, é e sempre será, Léon Degrelle!


Texto de Oliver Mathieu com tradução de Guillaume Durocher para o inglês por disponível na web em https://counter-currents.com/2016/01/from-leon-degrelle-to-tintin/. Tradução para o português por Alerta Nacionalista (Blog)


Notas

[1] Nota de Guillaume Durocher: Hergé também disse ao tabloide Humo de 11 de janeiro de 1973: “Eu vi Degrelle e fanatizei em massa. Não me fale de mais ideologias e certamente não de maiores Líderes do Povo. […] [Eu conhecia Degrelle] muito bem. Ele costumava vir ao jornal para fazer propaganda do Rex. Um homem ambicioso, mas também muito espiritual. Mesmo assim, não me tornei um rexista. Não gosto desses grandes movimentos populares. Além disso, Degrelle também era um homem respeitável; ele foi para Frente Oriental em pessoa, ele não enviou simplesmente alguns pobres diabos para lutar no seu lugar. E militarmente falando, ele se comportou lá como um herói”.

[2] Nota de Guillaume Durocher: O escotismo frequentemente tem conotações católicas tradicionais na França e na Bélgica.

By Guillaume Durocher

Guillaume Durocher é um historiador que escreve sob pseudônimo para várias mídias independentes pelo mundo

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