Da reestruturação da tradição familiar nasce a revolução

Um mundo tão individualista onde a empatia não se direciona nem aos próprios filhos. Onde há desistência em praticar o bem pela falta de recebimento de recompensas. Onde se vive sem propósito, como vasos vazios que saem de sua existência, ainda vazio. Triste cenário de um mundo em constante declínio.

Sabemos que tão impossível quanto reverter o curso de um rio é impedir que a noite venha. Ainda assim, podemos navegar pelo rio enquanto cultuamos as bênçãos solares.

Criar pseudo-soluções e adaptações para um mundo decaído ou aprender a viver nele sob os aspectos de um mundo ainda intocado? A melhor solução é viver de acordo com aquilo que ainda resta de puro e bom. Adaptar-se à decadência ou querer burlá-la é algo de total ineficácia.

Trazendo tais analogias ao mundo real, dentro de vários parâmetros que vivenciamos e que irá ser citado, um dos mais tristes acontecimentos do mundo contemporâneo é recorrência incalculável de nascimentos humanos em berços quebrados. Humanos próprios do fim dos tempos, que vivem pela matéria, não transcendem, não produzem legado, matam seus ancestrais não só pela falta de oblações, mas pela falta de reverência. Sobrevivem por obrigação. O contágio se instala em todas as partes do mundo. Pode ser observado a partir dos maiores centros de poder para os menores, ou ao contrário. A ordem destes fatores não altera o resultado, mas pelo menos se pode dizer que a partir dos menores centros de poder se torna mais viável a solução.

A partir dos maiores centros de poder emanam os ditames próprios para cada época.  A cada tempo um novo estilo de vida, um novo modo de pensar e agir, uma nova moda. Populações inteiras crescidas sem lar, sem referência, incorporam o que é imposto. Mas só incorporam, porque o menor centro de poder, a família, está ausente. Um arquétipo de personalidade sugerido não dominaria mentes pessoais bem formadas.

As personalidades mal formadas e a usurpação destas mentes para os fins que beneficiam apenas os maiores detentores de poder: eis todo o problema social, político, econômico, espiritual.

Tudo parte de uma semente de individualismo que se alastra como erva daninha, ou seja, a idéia de que o próprio benefício está acima dos demais. A partir daí, a destruição familiar.

De potenciais progenitores que se acham no direito de exigir ou fazer coisas para si, sem mediar o espaço de sua liberdade, nascem os conflitos, as disputas de poder, a quebra da complementaridade se é que algum dia existiu ou era apenas jogo de interesses.  Da busca de benefícios pessoais ou mero divertimento, um indesejado fruto, indesejado porque fere suas caças incessantes aos meros anestésicos da vida.  Da falta de hábito em enxergar um palmo à frente de seus olhos, as necessidades infantis negligenciadas, completamente esquecidas. Da falta de escrúpulos de uma ou de ambas as partes, o divórcio. A alienação de 50% da referência necessária para uma mente bem formada. Uma necessidade vital arrancada, um direito negado, mutilação.

Daí as substituições, as adaptações incomparáveis ao que foi perdido. Desde os meros presentes que visam suprir a ausência de pai ou mãe até as justificativas lamentáveis que parte de sistemas pseudo-filosóficos tristes, baixos, próprios de uma natureza decaída.

Exemplos disso são o MGTOW e Feminismo, que tudo o que fazem é corrigir o erro com mais erro ao invés de lutar pela reestruturação de uma base correta. Com seus grandiosos raciocínios corrigem os erros do mundo à própria maneira: as feministas acreditam que a correção dos abusos cometidos em um patriarcado mal aplicado é o chamado “empoderamento”, onde as mulheres não serão mais servidoras do lar, mas serventes ao capital. A solução para todo o mal cometido por um patriarcado baseado no poder do dinheiro do patriarca e seu ilimitado poder de abuso dentro do lar é manter-se sozinha, liberar-se sexualmente, ganhar o próprio dinheiro e substituir o instinto materno pelo instinto de cuidar de animais.

Já a solução dada pelos MGTOW para relacionamentos com mulheres estragadas, inescrupulosas e abusivas em seu pseudo-poder feminino, em seu mau comportamento de agir como prostitutas, hedonistas, que priorizam o próprio bem-estar antes do da família, é manter-se solteiro, gastando dinheiro consigo mesmo e não legar ao mundo um fruto de um lar estruturado. Tudo isso, quando a real correção para tais males seria a reestruturação humana com base em valores atemporais.  Basta o homem entender que seu papel é baseado metafisicamente em seu dom de liderança e em seu poder de proteção, não no dinheiro. A partir daí seu poder não é ilimitado, não ultrapassa as barreiras do respeito básico. Em seguida, a mulher deve entender que seu papel é a complementaridade, não a disputa.

Solucionar problemas estruturais nas relações humanas é urgente para deter a decadência moral. Seres humanos decadentes são culpa da falta de estruturação familiar, uma cadeia infinita de desrespeito, falta de empatia e individualismo substituindo a função real da reprodução humana que deveria ser a continuidade de bons legados.

O resultado de corrigir erros com mais erros é que na prática, a feminista se sente no direito à alienação parental, à negligência dos próprios filhos que serão cuidados por terceiros enquanto ela corre atrás de dinheiro, ao rodízio de parceiros com crianças pequenas em casa, e quem paga é a criança. O MGTOW se sente no direito de viver apenas para si, em vingança contra mulheres mal escolhidas, excluindo-se da obrigação de ser referência para seus filhos. Quem perde são os filhos. São milhões de crianças que nascem rejeitadas desde o ventre, sem espelhos e sem professores, sozinhas e substituindo a falta de pai e mãe com as premissas ditadas pelo maldito mundo contemporâneo.

Quanto falta pra entender que todos nós precisamos de reestruturação interna? Precisamos da busca pelo Übermensch, da limpeza da mente, do corpo e da alma de todos os vícios, fraquezas, carências, individualismos, hedonismos, falta de caráter e de sentido pra vida.

O fruto nascido de dois espíritos dispostos ao auto-aprimoramento, conscientes do real objetivo da vida é a continuidade do nosso maravilhoso legado ariano. A consonância dos seres com a natureza, a noite que complementa o dia, o feminino que complementa o masculino. A batalha conjunta pelo alcance dessa consonância, o objetivo de encontrar um parceiro disposto a crescer internamente, tornado-se assim um casal por si só maior do que todos os demais anões espirituais, estagnados, sobreviventes, inúteis.

Não ignoremos indícios de baixeza moral, de falta de vontade em melhorar, de falta de valor primordial que possa ser alimentado. Se falta a capacidade de auto-conhecimento, de reconhecimento das próprias fraquezas, não há chance de fortalecimento. Sem material suficiente nem a mais poderosa alquimia transformaria ferro em ouro.

A batalha interna é a única existente, é dela a que todos os grandes mitos se referem, é esta batalha que devemos travar. A solução para um erro é a reestruturação, não uma gambiarra que visa disfarçar o que foi quebrado. Se a solução proposta não visa o retorno a um sistema que reflete a natureza – e por isso mesmo funciona–, isso deixa de ser solução, se torna redirecionamento aos caminhos que favorecem os detentores de poder.

Não é favorável para o sistema que se formem famílias resistentes que vivem a própria doutrina, longe dos ditames midiáticos e governamentais, com parte de seus recursos em autossuficiência. Mas é favorável ao sistema que homens e mulheres se escravizem individualmente por bens materiais, ou por itens necessários à vida, como comida, vestimenta, moradia  e trabalhem para isso individualmente o dobro do que trabalhariam juntos, como casal, ou como família completa, já que a ajuda posterior dos filhos seria possível. Este é, portanto, um dos principais motivos que apontam para a reestruturação da tradição, e não para adaptações ao declínio.

Se uma mulher se relacionou com um homem abusivo – isto é, um que tenha ultrapassado o limite do respeito, não um homem que exerça seu papel natural de liderança; se trata de um homem que agride, não de um homem que naturalmente comanda – o dever dela é buscar um homem natural com desejo de autosuperação enquanto ser humano. A solução não está em querer tornar-se homem assumindo seu papel ou descartar sua contraparte querendo viver sozinha.

Se um homem se relaciona com uma mulher que não entende seu próprio lugar, seu próprio papel, seus próprios deveres enquanto mulher, não cumpre com suas obrigações naturais, não complementa, que é injusta em seus pedidos – e um verdadeiro líder deve reconhecer e ser honesto consigo mesmo sobre o que é justo dar para sua mulher ou não –, a solução é buscar uma mulher harmoniosa com sua própria essência. Se escolheu um fruto apodrecido pela modernidade que não tem sequer conhecimento da própria doença e não quer mudar, a culpa é da má escolha, a culpa não é do sistema tradicional.

É o ideal sim, que o homem escolha uma mulher confiável para proteger, formar sua família e prover o necessário, sem medo de acordar pela manhã com um processo, longe de seus filhos. Aliás, para isso existem regimes de divisão de bens, que podem ser aplicados, e previnem os homens de mulheres manipuladoras e vice-e-versa. Basta acordarem entre si. Amor é confiança mútua, se você não tem plena confiança em seu parceiro(a), não case!

Uma mulher casar-se visando trabalhar fora e ter o próprio dinheiro com medo do abandono do marido e, portanto, negligenciando os cuidados com a família para isso, já demonstra desequilíbrio. O homem não poder confiar em sua própria escolha para que ela dependa dele e permaneça ali em paz com seus filhos também demonstra que o casamento sequer deveria ter ocorrido.

Quem não tem pelo quê lutar, luta pela esperança e a esperança está no homem futuro. Para que este homem nasça melhor, precisamos primeiros ser melhores. Não daremos continuidade à bola de neve de erros cometidos com gambiarras. Por gerações vimos que não deu certo. Assistimos hoje que o que resulta da reprodução de seres humanos sem autosuperação são escravos do sistema, homens e mulheres buscando meios para financiar seus próprios hedonismos, suas inutilidades existenciais, seus anestésicos diários, suas vidas jogadas no lixo em passatempos. Até que ponto dura uma sociedade feita por pessoas quebradas que refletem suas feridas no mundo? O caminho natural disso é a destruição, a sodomia, as doenças de todos os tipos, os crimes, os abusos.

É preciso conscientizar-se de que quando se é um monstro, sem empatia pelos próprios filhos, visando os interesses pessoais em detrimento da criança, ela também se torna um monstro, foi essa a referência que esses progenitores deram.

A partir das mentes destes seres humanos quebrados, repetimos o padrão familiar decaído, onde as catástrofes sociais são corrigidas com uma bela pintura, que esconde por trás sua horripilante realidade.  Torna-se piramidal e repetitivo, chegando ao fim da pirâmide o nascimento dos seres mais desequilibrados, delinqüentes e incorrigíveis por serem frutos de uma linha de sucessão quebrada há muito tempo. Nosso objetivo é reverter a ordem de decadência social, onde devemos replicar em nossos filhos as tradições e equilíbrios de nossa educação prévia, excluindo e quebrando a corrente dos erros das gerações ancestrais mais recentes. Se não existiu referência familiar própria, ela deve ser buscada em exemplos de sociedades sadias e aplicada ao próprio núcleo familiar. Primeiro a autocorreção, depois a reprodução. Mas tudo o que não podemos fazer é construir sistemas que supostamente corrigem os erros dos últimos séculos. Estes erros devem ser corrigidos a partir de um modelo funcional restabelecido. Construir algo em cima de uma base quebrada só aumentará a catástrofe.

Somente após a reestruturação de famílias em um número considerável, nascerá a possibilidade da reestruturação social em termos morais, econômicos e governamentais, assim como espirituais, onde da consonância divina das famílias eclodirá o reflexo da Ordem no povo como um todo. 

Não é eficaz lutar primeiro contra o macrosistema se não se pode sequer revolucionar antes os pequenos núcleos de poder, o microssistema que é a família. Se o hábito de reestruturar o natural for adquirido, nos macrosistemas a tendência é a redução de supostas correções, erros corrigindo erros: o resumo da política mundial atualmente.   Assim como a família deve resgatar a consonância plenamente harmônica transcendental, a sociedade toda, como um reflexo dos núcleos familiares, deverá resgatar a bela ordem de um socialismo baseado no sangue.

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