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Os textos a seguir são uma transcrição de partes do livro La Garde de Ferro, escrito por Corneliu Zelea Codreanu. Foram selecionados alguns trechos que servem de introdução ao pensamento legionário

O Despertar político [1]

Na primavera do ano de 1919, estávamos reunidos, certa tarde, na floresta de Dobrina, que domina as alturas da cidade de Husi. Quem éramos nós? Um grupo de cerca de alunos das turmas mais adiantadas do ginásio.

Havia eu convocado esses jovens colegas para discutirmos um sério problema; um problema muito sério para rapazes cuja vida mal despontara. Que faríamos se os bolcheviques invadissem a nossa terra? A minha opinião, apoiada pelos demais, era a seguinte: se os exércitos bolchevistas atravessassem o Dniester e, a seguir, o Prut, e pusesse o pé em nosso território, nós não nos renderíamos, mas nos refugiaremos todos nas florestas, com nossas armas. Ali organizaríamos um centro de ação e defesa, e com ataques oportunamente desfechados, causaríamos perdas aos inimigos; manteríamos vivo um espírito de resistência e conservaríamos um raio de esperança entre as massas romenas dos campos e cidades. Juntos, prestamos todo juramento, no meio da floresta secular que fazia parte das célebres matas de Tigheciu. Nesses atalhos, no curso da história moldava, muitas vezes encontraram a morte nossos inimigos.

Decidimos arranjar armas e munições, manter absoluto sigilo sobre nosso projeto, estudar a topografia da região e nos preparar para o combate, dando, ao mesmo tempo, ao nosso grupo uma aparência que dissimulasse as nossas intenções.

Achava-se o país num estado de caos indescritível. Mesmo com os nossos maus completos 18 anos, podíamos perceber isso. O mundo inteiro estava influenciado pela revolução bolchevista que atingia o auge a alguns passos de nós. A classe camponesa, instintivamente, opunha-se a essa onda destruidora, mas, por não possuir a menor organização, não oferecia a menor possibilidade séria de resistência. A classe operária, ao contrário, caminhava a passos céleres para o comunismo, sistematicamente cevada no culto desta ideologia, em geral, por toda a malta judia das cidades e, sobretudo pela imprensa judaica. Cada judeu, comerciante, intelectual ou banqueiro capitalista, era, no seu raio de ação, um agente dessas teorias revolucionárias antirromenas. Os intelectuais romenos estavam indecisos. A estrutura do Estado claudicava. De um momento para o outro, podia sobrevir quer uma explosão provocada internamente por certos elementos organizados e decididos, quer uma invasão de hostes bolchevistas acampadas na outra margem do Dniester.

Essa ação externa seria coordenada com a ação dos bandos judeu-comunistas do interior, os quais, lançando-se sobre nós, derrubando pontes e explodindo depósitos de munições, decidiriam acerca do nosso destino como nação.

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Nessas condições, atormentados e temendo pela existência e pela liberdade de nosso país, que mal acabava de conquistar a sua unidade, logo depois de uma guerra penosa, sentimos germinar em nossos espíritos de jovens a necessidade de agir, que nos levou a prestar o juramento da floresta de Dobrina.

Crítica da Democracia [2]

1. A democracia quebra a unidade do povo romeno, dividindo-o em partidos políticos que semeiam a cizânia, que nos expõem desunidos diante de um bloco compacto do poderio judaico, numa curva difícil da nossa história.

Esse argumento é, por si só, tão grave, que bastaria para justificar a substituição da democracia por qualquer outro regime suscetível de nos assegurar a unidade, portanto a vida. Porque, para nós, a desunião significa a morte.

2. A democracia transforma milhões de judeus em cidadãos romenos. Ela torna-os iguais aos romenos. Em que se baseia essa igualdade? Estamos em nossos solos há milhões de anos. Neles estamos com nossos arados e com nossas armas, com o nosso trabalho e o nosso sangue. Por que admitiríamos como iguais àqueles que estão aqui há cem, há dez, há cinco anos apenas? Se olharmos o passado, fomos nós que criamos este Estado; se olharmos para o futuro, será a nós, romenos, que caberá a responsabilidade total da existência e do destino da grande Romênia. A eles não incumbe o menor papel. Como poderiam os judeus responder diante da história pelo desaparecimento do Estado romeno?

3. A democracia é incapaz de um esforço contínuo. Dividida em partidos que governam um, dois ou três anos, ela é incapaz de imaginar, ou de realizar um plano de longa duração. Um partido anula os projetos e os esforços do outro. O que um partido imaginou e constituiu um dia é destruído por outro no dia seguinte.

4. A democracia coloca o político na impossibilidade de cumprir com o seu dever para com a Nação. Com a melhor das intenções, o político torna-se, no regime democrático, escravo dos membros do seu partido. Ou se dedica a satisfazer-lhes os apetites pessoais, ou seu grupo desagrega. O político vive sob a tirania, sob a ameaça permanente de seus cabos eleitorais.

5. A democracia é incapaz de dar provas concretas de autoridade. Ela não tem meios para aplicar sanções. Um partido, por medo de perder seus adeptos, não aplica sanções contra aqueles de seus integrantes que vivem de negócios escandalosos, de frutos, de rapinas. Tampouco as aplica contra os seus adversários, temerosos de vê-los vingar-se, revelando suas próprias desonestidades.

6. A democracia está a serviço do grande capital. Por causa do sistema, que é dispendioso, e da concorrência que se estabelece entre os diferentes grupos, a democracia necessita de muito dinheiro. Torna-se assim escrava do capitalismo internacional, e este, ao subvencioná-la, domina-a. Desse modo, os destinos de um país ficam à mercê de uma casta de banqueiros.

O amor à terra natal [3]

Não há no mundo um só país – ou mesmo uma simples tribo selvagem – que, diante de uma invasão estrangeira, não examine contristada o problema de defesa de sua terra. Todas as nações do mundo, desde o começo da história até os nossos dias, lutaram pelo solo pátrio. A história dos outros povos está repleta de lutas como a nossa. Será, acaso, por uma anomalia doentia que a juventude romena se levanta para defender o seu país ameaçado? Ou não estará justamente a anomalia em permanecer de braços cruzados diante da nossa terra em perigo? Não, o absurdo seria renunciar a nos defender tal como fizeram todas as nações; a inferioridade seria colocar-nos em contradição com o mundo inteiro e com a nossa própria história.

Por que, então, todos os povos lutaram e hão de continuar a lutar incessantemente para proteger a sua terra?

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A terra é a base, o alicerce da vida de uma nação. A nação tem, como a árvore, as raízes afundadas nas terras do país, de onde ela retira as substâncias necessárias à sua existência. Não há povo que possa viver sem terra; não há arvore que possa viver suspensa no ar. Uma nação que não possui o seu próprio território só pode subsistir ocupando o território de outra nação ou agarrando-se ao corpo dessa nação para lhe sugar a seiva.

Deus fez leis que regem a vida dos povos: uma dessas leis é a lei do território. Deus estabeleceu para cada povo um território determinado onde pudesse viver crescer, desenvolver-se e criar-se uma civilização original.

Na Romênia, como em outros países, o problema judaico nasceu da transgressão por parte dos judeus dessa lei natural do território. Os judeus violaram o nosso território.

As virtudes legionárias [4]

Quatro virtudes caracterizavam os nossos modestos começos da vida legionária.

1 –  A crença em Deus. Acreditávamos todos em Deus. Entre nós não havia ateus. Quanto mais éramos mais acossados e marginalizados, mais as nossas aspirações se levantavam para Deus, para a memória dos nossos mortos ilustres e dos maiores. Como estávamos constantemente expostos aos golpes, essa comunhão dava-nos uma firmeza inabalável  e uma radiosa serenidade.

2 – A fé em nossa missão. Não oferecíamos as menores possibilidades de vitória. Éramos poucos numerosos, muito jovens e pobres, detestados e amaldiçoados por todos! Tudo conspirava contra as nossas perspectivas de êxito. E, no entanto, avançávamos, graças a uma confiança ilimitada em nossa missão e no destino de nosso país.

3 – Nosso amor mútuo. Entre nós, haviam os que eram velhos conhecidos e já se achavam inteiramente ligados. Os demais eram crianças, estudantes de segundo grau que eu nunca vira antes. Desde os primeiros dias, estabeleceu-se entre nós uma atmosfera afetiva, como se pertencêssemos à mesma família ou fôssemos amigos de infância.

Necessitávamos de um equilíbrio interno para poder resistir. A força do nosso amor devia ser igual à pressão do ódio que nos submergia externamente. As nossas relações que eram nem frias nem solenes; não havia distância entre chefe e soldado, nenhuma encenação, nenhum discurso declamatório, nenhuma superioridade ostensiva. O ambiente era o de um ninho doce e tépido. A impressão que tínhamos ao ingressar nele não era de uma caserna sombria, mas a de nossa casa; Não entrávamos unicamente para receber ordens, mas para encontrar um pouco de paz, uma palavra de incentivo, um consolo, um auxílio em caso de desgraça.

Exigíamos do legionário decoro, fidelidade, devoção, zelo no trabalho e não uma disciplina militar.

4 – A comunhão do canto. Não tínhamos trilhado o caminho da razão, com os seus programas, debates contraditórios, argumentações filosóficas e conferências: o canto oferecia-nos o único meio de manifestarmos as profundezas do nosso estado de alma. Os nossos corações desabrochavam-se felizes, cantando as velhas canções de que tanto gosta o nosso povo.

Nascimento de um homem novo [5]

Nesses dias críticos, o povo romeno não necessita de um estadista, segundo é crença geral, mas de um grande educador e guia que possa derrotar o poder do mal e destruir a corja de malfeitores, começando por subjugar antes de qualquer coisa o mal que existe nele e no seu povo.

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Da escola legionária, deverá nascer um novo homem, com as qualidades dos heróis: um gigante da nossa história, que combaterá e vencerá todos os inimigos da pátria. As suas lutas e vitórias prolongar-se-ão para além do mundo material contra os inimigos invisíveis e o império do mal. Tudo o que a nossa raça pode engendrar de mais soberbo, de mais elevado, de mais íntegro, de mais forte, de mais sábio, de mais puro, de mais trabalhador e de mais corajoso, a mais pela alma que o nosso espírito possa imaginar, eis o que a escola legionária deve produzir. Um homem que representará a quintessência da grandeza humana, tal como Deus o forjou para o nosso povo.

Esses heróis, saído da escola legionária, saberá fazer programas, saberá solucionar o problema judaico, saberá organizar o Estado. Ele convencerá os outros romenos; se não o conseguir, saberá vencer, como verdadeiro herói.

Esse legionário da bravura e do heroísmo, do trabalho e da retidão, com as virtudes que Deus lhe há de insuflar, conduzirá a nossa pátria pelos caminhos da grandeza.

[…]

Criaremos uma atmosfera, um meio moral, no qual o homem herói poderá nascer de alimentar-se. Altas muralhas de virtude separá-lo-ão do resto do mundo. Ele ficará no abrigo das perniciosas influências da frouxidão, da corrupção e das baixas paixões, que matam os indivíduos e sufocam as nações.


Fonte: Alerta Nacionalista


Notas

[1] CODREANU, Corneliu Zelea, La Garde de Fer, Paris, Prométhée, 1938, pp.5-6. IN: BURON, Thierry, GAUCHON, Pascal, Os Fascismos, pp 125

[2] P. 386-388

[3] P. 88-89

[4] P. 278-279

[5] P. 283-284

By Alerta Nacionalista

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