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Christa Savitri: Igualdade e redução de direitos
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É evidente que a humanidade caminha para uma total desobediência das leis naturais ao tentar impor uma igualdade que é inexistente em todos os demais seres viventes. Para impor tal igualdade destroem as individualidades e os potenciais de cada povo, nivelando tudo ao meio termo da estrutura hierárquica.

O objetivo de tal nivelação é criar uma nova hierarquia onde um determinado povo manda e o restante da humanidade nivelada, obedece.

Em civilizações saudáveis, a complementaridade harmoniosa entre todos os entes naturais deve ser buscada, já que esta permite o aproveitamento máximo de todas as potencialidades humanas e não desequilibra os meios de sobrevivência e expansão.

O nivelamento a um meio termo apenas causará prejuízo e disfunção, pois os elementos que possuem uma natureza condizente a feitos elevados precisam desacelerar seus passos para que elementos de outra natureza os possa acompanhar; assim como os elementos de capacidades menos elevadas são levados a acreditar que são capazes de feitos próprios de outra natureza e empregam o dobro do esforço para cumprir funções que não são próprias aos tais.

A meta de equalizar algo que é naturalmente desigual custou à humanidade, primeiramente, a perda de sua espiritualidade. A conexão que cada povo tinha com seus Deuses foi dizimada diante da imposição de um único Deus. O arquétipo a ser seguido, ou seja, a imagem de um Deus próprio de cada povo que o levava à constante busca pela autosuperação foi perdido.

Restringindo a parte primordial de sua estrutura, a espiritualidade, o ser humano reduziu muito de suas potencialidades ao viver mais guiado pelo instinto do que por uma intuição divina. Porém o instinto ainda ligava o ser humano à capacidade de complementaridade natural, o que o podia elevar a modos de vida dignos, se os instintos estivessem bem direcionados – já que mal direcionados reduzem o ser humano à mera animalidade.

Ao insistir na busca pelo nivelamento de todos os seres, a espiritualidade e os instintos foram suprimidos, pois ambos levavam à desigualdade complementar natural.

Em todo este processo envolve-se acima de tudo, a perda de direitos básicos. O ser humano, rumando à escravização coletiva e inconsciente, já sem direito à espiritualidade própria e sem direito a exercer seus próprios instintos, desceu abaixo do nível animal e se tornou apenas máquina.

No nível onde nos encontramos um povo não tem mais o direito de viver da forma como seus ancestrais viviam; não pode mais viver de acordo com uma religião própria, uma tradição condizente ou impor as próprias leis em um solo conquistado e defendido por si mesmo.

O direito de existir como um povo com características únicas, intrínsecas e inigualáveis nos foi negado. Um país já não pode fechar suas fronteiras e viver apenas com os seus. Outros povos, de outras capacidades, de outros costumes, em outro nível de potencialidades naturais são trazidos e a assimilação destes povos é obrigatória. Dizem que somos iguais. E a igualdade, para quem realmente observa, se mostra de forma exemplar daquilo que já foi citado, como uma sobrecarga à capacidade dos indivíduos de natureza diferente à nova que lhes foi apresentada, assim como redução das chances de atingir máximos potenciais aos já habituados à própria condição.

Além dos prejuízos causados a todos os povos, que se vivessem de acordo com as próprias capacidades, com os próprios desígnios e no degrau próprio de sua evolução seria muito mais forte, o prejuízo também é evidente na tentativa de equalizar os sexos.

Hoje é credível que homens e mulheres são iguais e possuem as mesmas capacidades, porém, possuir as mesmas capacidades significaria empregar o mesmo nível de esforço para concluir determinada ação, o que não ocorre na prática. A mulher consegue desempenhar funções trabalhistas outrora atribuídas apenas para homens, mas empenhando para isso muito mais esforço.

A sobrecarga à natureza feminina é inegável, dado o fato de que as mulheres hoje estão em níveis de stress, depressão, ansiedade e demais problemas de saúde nunca antes vistos.

Hoje é exigido da mulher que ela desempenhe uma função trabalhista, cumpra uma carga horária e cuide de seu próprio sustento.

Trazendo uma visão natural diante da ancestralidade humana, isso se traduziria no ato da mulher caçar para sua sobrevivência e de sua prole, deixando a prole desprotegida. Ato completamente supressor de instintos e nunca visto em nenhuma outra espécie animal.

Assim como a igualdade forçada de atribuições trabalhistas e posicionamentos sociais têm causado grande sobrecarga à natureza feminina, há também uma redução nos níveis de responsabilidade masculinos. O homem que outrora tinha o dever de prover e proteger sua família hoje se sente no direito de ser um mero consumidor de itens direcionados para sua própria diversão e conforto, sem nenhuma obrigação moral de prover para que sua mulher cuide integralmente da educação dos filhos e se esvai da responsabilidade protetora.

Tal desastre se reflete na falta de interesse masculino em defender sua pátria e nação, contentando-se apenas em conquistar seus próprios combustíveis e anestésicos para sobreviver em uma vida sem propósito.

Partindo da crença de que à mulher é devida a mesma atribuição, o homem não é mais a figura primordial e essencial de defesa, então o cuidado e a busca pela liberdade de viver como um povo são é negligenciado, assim como o risco de exploração por outros povos. Foca-se apenas na luta pela própria sobrevivência, distraídos buscam confortos e o hábito de lutar se perde.

Se não há mais tradição a ser defendida, não existe mais propósito em lutar. Se for perdido o modo de vida original de cada povo, não há mais o que defender. Como todos se acostumaram a viver sem tradição e da forma como foi imposta por quem apresentou maior capacidade de manipulação social, não existe mais o sentimento de ameaça externa.

Porém os mesmos que ameaçaram e cumpriram suas ameaças em relação à morte de nossa espiritualidade e depois de nossos instintos, hoje ameaçam por completo a nossa liberdade até mesmo no que se refere a nossa própria constituição humana.

O objetivo da existência de um povo não é mais, portanto, viver uma vida espiritual, onde a defesa do solo se dava na intenção de defender as próprias tradições atreladas à religião, onde a representação central de tal modo de vida inerente a cada povo se dava no âmbito familiar.

O homem vivia para guardar o legado ancestral espiritual e social o protegendo externamente, e a mulher internamente.

O que rege a existência de um povo hoje, também não é mais seu instinto natural de sobrevivência. Não podemos mais praticar coisas simples como nos privar da convivência com povos estranhos às nossas tradições e crenças, determinar nossas próprias leis em nosso próprio território conquistado, atrelar a cada qual funções próprias de suas constituições biológicas e sequer manter nossos filhos sob limitação familiar em termos de educação.

De Deus o homem decaiu em semideus, de Semideus em Homem semidivino, de homem semidivino em animal racional, de animal racional em mero animal, de animal à máquina.

Esta é a triste decadência do ser humano que nivelado e numerado só terá direito a ser escravo.

Em nome da tão aclamada igualdade aborta-se a potência, desprezam-se as hierarquias naturais, deixa-se de existir a beleza da vontade de evolução e transcendência.

A intocável e endeusada democracia continua sendo aclamada, mesmo quando a opinião pública é manipulada e transformada em uma só.

Todo prejuízo causado pela insatisfação daqueles que não podem exercer suas capacidades naturais à máxima potência por terem sempre que descer níveis ao lidar com seres de outras naturezas, assim como o prejuízo causado pela sobrecarga das naturezas menores, causa uma sensação de não-pertencimento, de individualismo. Morre a coletividade, a harmonia e complementaridade necessárias a uma vida orgânica, saudável e transcendente.

O ser humano, afastado de seu verdadeiro ser, apenas trabalha, consome, se anestesia e é reduzida a um número, uma máquina numerada que sonha trabalhar em magníficas empresas que oferecem distrações no ambiente laboral, não exigem vestimentas adequadas e promove um ambiente confortável o bastante para que você trabalhe 16 horas por dia. Com seu magnífico salário você poderá viver em um apartamento de 20m² (tiny house) luxuosamente planejado em uma grande cidade que te permitirá consumir tudo aquilo que imaginar a qualquer horário que quiser.

Será permitido às maquinas humanas o acesso às distrações materiais que os farão esquecer suas potencialidades e seus verdadeiros propósitos. O propósito agora é consumir e atender a todos os seus desejos instalados, isento de obrigações morais.

Será controlado em todos os seus atos e dependente de tudo aquilo que criou para estar ao seu favor. Sentir-se-á confortável pelas facilidades oferecidas pela vida contemporânea, pagando suas contas através de um dinheiro eletrônico, ainda que isso o impeça de ter para si qualquer moeda de troca que não será trocada na sociedade vigente. Se ocorrer um despertar coletivo, uma nostalgia dos tempos mais livres, toda e qualquer possibilidade de regresso será ainda mais impossibilitada, já que qualquer contradição à regra impedirá completamente a sobrevivência.

Reverterá todo seu tempo de vida em potencial de consumo. Trocará todo o propósito da vida por meras distrações.

É para isso que caminhamos, o ser humano dormente, que distraído já perdeu grande parte de sua constituição, perderá também tudo aquilo que o caracteriza como ser vivente.

Aqueles que ainda possuem a consciência do próprio propósito na vida, que ainda guardam as tradições, que ainda veem vida em seus Deuses, que ainda manifestam suas inclinações divinas são os chamados à luta.


Artigo de Christa Savitri para o Sentinela 


 

Redação
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