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Christa Savitri: É preciso resgatar o sentido metafísico da união familiar

A noção progressista de que o “empoderamento” é melhor para a mulher, já está tão enraizada, que ao ver uma mulher defendendo o patriarcado, as pessoas já acham que isso parte de uma falsidade ou de um homem tentando se passar por mulher.

Ocorre que, eu, como mulher, defendo o patriarcado porque nós somos as mais prejudicadas pelas requisições modernas que visam nos transformar em mais peças da engrenagem capitalista que busca apenas seres individuais que produzem, desconsiderando completamente a ordem natural das coisas, assim como a natureza de cada sexo.

 

Perdemos o direito de sermos esposas, mães em tempo integral, o direito de estarmos sob a proteção masculina e o direito de esperar que os homens cuidem dos trabalhos masculinos.

Devido ao fato da mulher ter tomado as frentes, o homem reduziu sua noção de responsabilidade tendo se tornado mais irresponsável na medida em que as décadas se passaram. Antes, o homem tinha o dever, por sua própria condição, de proteger a família e por consequência sua nação.

Como consequência trazida por homens que lutaram visando um futuro melhor para os seus filhos e a proteção de suas famílias, vimos os feitos mais extraordinários da história, a construção de vastos impérios, o aniquilamento impiedoso das ameaças, a guarda instintiva do próprio solo e a conquista dos direitos relacionados a uma sobrevivência coletiva justa.

Créditos: Anastasia Gepp/Pixabay

Com a ideia de igualdade entre os sexos e da suposta falta de necessidade de proteção familiar que acendia nos homens a determinação visceral de lutar, o homem deixou de ter estes objetivos, preocupando-se apenas com o próprio sustento, tendo em vista que a mulher por si só fará o mesmo.

Nós enquanto mulheres, perdemos o direito de exercer a nossa natureza, assim como os homens. O nosso único direito agora é o direito de sermos máquinas que trabalham individualmente para consumir até morrer.

Toda a beleza do passado foi perdida, o amor que nascia no seio familiar e se transformava na mais profunda sede de proteção em todos os sentidos foi convertido em mero consumismo. O suficiente para sobreviver e se divertir já se considera uma meta de vida, reduzindo assim o sentido da existência a nada.
O homem que antes trabalhava com afinco, por amor à sua família e a mulher que outrora dedicava sua vida a dar suporte ao marido e a transmitir seu legado nos filhos já não existem mais.

Com isso foi perdida a coragem para proteger o solo que nos alimenta, para não permitir os abusos governamentais que interferem pessoalmente na vida familiar de todos, para proibir que ameaças externas corrompam a nossa ordem e nosso modo de vida sagrado.

O que o homem tem para defender hoje além de seu próprio salário? O amor ao dinheiro é suficiente para nascer no homem sua força combativa? É evidente que não. A falta de necessidade em proteger uma família, trazida pela destruição familiar causada pelo liberalismo e todo o seu individualismo, fez com que o homem não mais lute e nem sinta a vontade de ser honrosamente aquele que constrói um mundo adequado para viver.

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O direito de construir foi dado às mulheres, sem levar em consideração que a mulher, por sua própria constituição interna, constrói com o sentimentalismo e não com a razão. E o resultado é a sociedade que temos hoje, nascida da ginecocracia imposta por aqueles que para si, autoimpõem o patriarcado, mas para nós – os quais eles querem reduzir ao nível de escravos-, impõem toda a destruição que o matriarcado, por si só anti-natural, traz consigo.

Outro fator a ser observado na decadência em que vivemos, é que hoje os casamentos não são mais voltados para o social. São voltados para o sustento individualista de cada qual. Cada um tem o seu próprio ganho, suas próprias escolhas e acima de tudo o direito de consumir e viver uma vida hedonista à vontade, sendo maior a alimentação de tal hedonismo conforme o grau de escravidão que o indivíduo se submete.

É normal, portanto, que um casal trabalhe desesperadamente, ignorando a responsabilidade integral pela formação dos filhos, ou deixando de tê-los, para apenas extraírem o máximo de confortos que o dinheiro do casal pode trazer. Portanto, o casal trabalha junto, em excesso, para ter uma casa confortável, um bom carro e fazer grandes viagens e o sentido da vida se resume a isso. Trabalhar > consumir > morrer. Fazer a roda do capitalismo girar, como uma mera máquina, sem nome, sem legado, sem luta. Se satisfazer com as recompensas trazidas pelo dinheiro e continuar se escravizando por elas, gerando eterno lucro àqueles que se comprazem ao máximo com os ganhos gerados pela nossa escravidão; e o fazem tranquilamente, sabendo que não temos mais motivos para lutar.

Créditos: Pexels/Pixabay

Todo casamento deveria servir ao social e não aos caprichos e futilidades pessoais do casal, visando sempre a construção de um modo superior de vida, que nasce como um pequeno núcleo e se expande em forma de nação (comunidade de sangue), onde todo núcleo familiar pega para si uma parte da responsabilidade social de manter a sobrevivência de todos, de forma civilizada e elevada, protegendo-se de toda e qualquer espécie de parasitismo.

Enquanto a atual desordem matrimonial tem se mostrado ineficaz e voltada apenas para o hedonismo e egoísmo de todos que agem apenas para si como se não vivessem em sociedade, a nossa ordem ancestral construiu modos justos de vida e que sempre se mantiveram em guerra, nunca abandonando a certeza de que pela própria natureza, a vida é luta. E é cíclica, de forma em que a participação de cada qual, harmoniosamente prepara o terreno para a próxima geração.

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Nesta ordem tivemos grandeza, beleza e verdadeira prosperidade, o papel de cada um era essencial ao funcionamento social e não apenas servia para gerar lucro. A vida tinha sentido e o sentido estava depositado no fato de que a família, assim como cada membro pertencente a ela, representava o elo de uma corrente que ligava o nosso passado à construção do futuro. E com verdadeira importância social, todos se preocuparam em ser notados, honrados e vistos como indivíduos que cumpriram grandiosamente sua missão individual para manutenção da harmonia social.

Se hoje o ser humano foi reduzido a mero trabalhador/consumidor, fica claro que o único objetivo de sua vida é alcançar a máxima potência de sua vida hedonista. Aproveitar irresponsavelmente – ainda que isto seja completamente insustentável– apenas as distrações oferecidas pela existência, sem legado algum, trazendo como consequência a pior geração de humanos que o mundo já viu. Baixos, animalizados, irresponsáveis, sem utilidade social, apenas mercantil.

Do atual modelo não surgirão mais os grandes homens, e deles os grandes feitos. O dinheiro não é combustível anímico para a busca por conquistas, como a família, de forma profundamente visceral, mas também espiritual, era.

Trazer de volta a constituição familiar tradicional não é mera vaidade estética, mas o resgate da grandiosidade ancestral que nos dava a possibilidade de alcançar o máximo de nossas potencialidades humanas. Manter a desordem “progressista” é equivalente a ser reduzido à mera máquina; ao humano escravizado que diante da natureza transcendente é inútil. Nasce, vive, morre e retorna para novamente ser escravo.

É preciso resgatar o sentido metafísico da união familiar.


Texto de © Christa Savitri – Todos os direitos reservados


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