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Christa Savitri: Cruz de Honra das Mulheres alemãs

Cruz de Honra das Mulheres alemãs – Ehrenkreuz der deutschen MutterMutterkreuz

 Devido aos prejuízos econômicos causados pela primeira guerra mundial, a Alemanha se encontrava em um cenário onde as famílias geralmente não possuíam bom poder aquisitivo, o que fez a natalidade cair de forma drástica – não só por consequência da situação de pobreza –, mas no imediato pós-guerra, as medidas de controle de natalidade foram incentivadas pelas lideranças daquele tempo.

Nas cidades, a baixa natalidade se mostrava ainda mais evidente do que no campo e tanto as consequências da guerra, quanto a própria situação econômica, promoveram uma emigração massiva de alemães.

Segundo A. H:

“Quando um povo perde suas melhores forças, as mais vigorosas e naturais, devido à emigração no curso dos séculos, dificilmente poderá voltar a reunir a energia interna necessária para opor a devida resistência ao destino em momentos críticos. Brevemente terá que recorrer ao controle de natalidade.Nem sequer nessa situação será decisiva a perda em quantidade, mas o fato terrível é que, com o controle de natalidade, os mais altos valores potenciais de um povo ficam destruídos já em sua origem. Pois a grandeza e o futuro de um povo estão determinados pela soma de suas aptidões para os mais altos feitos em todos os campos. E estes são valores de personalidade que não aparecem vinculados a primogenitura. Se apagássemos de nossa vida cultural alemã, da nossa ciência e em realidade, de toda nossa existência como tal, a quantidade de coisas que foram criadas por homens que não foram primogênitos, a Alemanha seria apenas um estado balcânico. O povo alemão não teria já direito à pretensão que os considerassem como um povo cultural.”[1] 

Tendo em vista este cenário, onde o povo alemão precisaria com urgência tomar medidas para repopular a Alemanha, diante de uma já evidente melhora econômica, o governo promoveu diversos programas e incentivos para o aumento da natalidade.

Dentre os programas de aumento de natalidade, existiu a Lebensborn que foi uma organização que visava o impedimento de abortos por parte de mães solteiras que diante do cenário socioeconômico anterior ao período Nacional-Socialista, causaram uma epidemia de abortos por toda a Alemanha.

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A Lebensborn auxiliava essas mães, desaconselhando o aborto e realizando os partos para posteriormente encaminhar as crianças nascidas para a adoção consciente de pais que seriam pré-selecionados de acordo com diversos requerimentos que visavam garantir o bem-estar da criança adotada.

A Lebensborn também promoveu os cuidados de crianças órfãs, muitas das quais haviam perdido seus pais na guerra.

Mulher portando sua Mutterkreuz diante de sua grandiosa família

Já em relação à família alemã, o estado promovia diversos auxílios que eram administrados pelo “Nationalsozialistische Volkswohlfahrt”, ou Programa de Bem-estar popular Nacional-Socialista, que, a partir do dinheiro arrecado de doações, auxiliava financeiramente as famílias alemãs, inclusive com títulos de empréstimo para a compra da mobília e outras necessidades da família, assim como auxiliava as mulheres grávidas em casos de emergência.

Uma condecoração também foi desenvolvida, visando agradecer as mães alemãs pelo seu esforço em prol da nação; não apenas por auxiliarem a repopulação da Alemanha, mas o governo buscava reconhecer a importância do papel das mães na criação e fundação cultural do Estado. Sabia que apenas a educação materna poderia promover os valores que o Estado almejava para o povo, pois o governo entendia a família como núcleo primário de onde deveria surgir a força nacional.

Tal condecoração foi a Cruz de Honra das Mulheres alemãs, que era recebida pelas mães alemãs da seguinte forma:

  • 1ª Classe: Cruz de Ouro = elegível para mães com no mínimo oito filhos;
  • 2ª Classe: Cruz de Prata = elegível para mães com no mínimo seis filhos;
  • 3ª Classe: Cruz de Bronze = elegível para mães com no mínimo quatro filhos.

E vinha acompanhada do seguinte certificado, neste caso para uma mulher que recebeu a Cruz de Bronze: “Em nome do povo alemão eu concedo o terceiro nível da cruz de honra da mãe alemã” Berlim, 1 de Outubro de 1939.”

Segundo Joseph Goebbels:

A mulher tem o primeiro, melhor e mais apropriado lugar na família e a tarefa mais maravilhosa que ela pode cumprir é a de dar filhos ao seu povo”.

Por isso o estado condecorava estas mães.

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Em 30 de setembro de 1941, 4,7 milhões de Cruzes de Honra da Mulheres Alemãs foram entregues, as homenagens duraram até 1944. Os especialistas estimam que o pedido foi concedido bem mais de dez milhões de vezes.

Para ganhar tal condecoração, não bastava apenas a quantidade de filhos, mas a cidadania alemã precisava ser comprovada, assim como a dignidade moral da mãe, que muitas vezes poderia ter a condecoração recusada diante da constatação de um comportamento inadequado.

As mães geralmente eram premiadas no Dia das Mães, no Natal e no Dia de Ação de Graças. Várias homenagens públicas eram planejadas e geralmente os meninos da juventude Hitlerista faziam continência na frente das mulheres portadoras de uma Mutterkreuz. Alguns assentos nos trens e bondes eram reservados para estas mulheres.

Uma camponesa utilizando sua Mutterkreuz

O Líder alemão entendia que o campo de batalha da mulher era a maternidade, por isso atendeu a ideia do médico Gerhard Wagner, chefe da Seção de Saúde Pública do Partido Nacional-Socialista de criar esta condecoração.

A cruz foi muito requerida pelas mulheres alemãs, porém algumas tiveram seus pedidos recusados por terem filhos que se envolveram em crimes, relatos populares de que a família utilizava álcool, ou tinha um mau comportamento.

De forma sucinta pode-se dizer que a Mutterkreuz era um incentivo para que as mães alemãs não só tivessem um grande número de filhos que contribuiriam à repopulação alemã, mas também que seriam criados de acordo com um alto padrão moral, restabelecendo assim a alta civilidade alemã. [2][3]


Christa Savitri


Notas de referência

[1] Hitler’s Zweites Buch – O segundo Livro de Hitler

[2] https://www.spiegel.de/geschichte/mutterkreuze-unter-hitler-mutterkult-im-nationalsozialismus-a-967822.html

[3] https://www.dhm.de/lemo/kapitel/ns-regime/innenpolitik/mutterkreuz.html


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