Chauke Stephan Filho: O antirracismo é crime

Chauke Stephan Filho: O antirracismo é crime

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O livro com título ameaçador estava em posição bem visível na livraria: Não basta não ser racista: sejamos antirracistas. Não li e não gostei, como dirá Oswald de Andrade. Não carecia ler. Quem não sabe sobre o que se pode esperar dos livros nas estantes de livrarias de xópins? Só os idiotas ou idiotizados. … E eu já estive idiotizado. Como não sofreria essa sequela depois de passar 25 anos em universidades, onde sofri a doutrinação esquerdista? Também sofri lavagem cerebral da mídia de massa. Come se sabe, a televisora Globo, que é a casa-grande dos Marinhos, onde a sua dócil ancila Maju ensina dez vezes por dia o uso correto das máscaras – com toda a propriedade, porque de máscara a Globo entende – a Globo, dizíamos, é terrível ferramenta de vidiotização. Fato especialmente grave é esse de a midiotização contar com as maiores editoras comerciais como outra de suas ferramentas. A midiotização editorial opera bastante pela censura politicamente correta. “Um país se faz com homens e livros”, dizia Monteiro Lobato. Naquele tempo era verdade e Lobato podia escrever o que pensava. Os livros desse “racista” passaram por revisão de censores para que fossem defecados de suas letras politicamente incorretas. A ditadura ortopolítica (isto é, politicamente correta) evoluiu bastante: antes os livros sofriam censura; hoje os livros consistem na própria censura. Mas não são sempre percebidos assim, por efeito da idiotização das massas. Aquele livro, de uma tal de Robin Diangelo, segue um padrão cuja violação tornou-se crime: o crime de racismo. As massas foram tangidas para a confusão e agora, por efeito dessa gigantesca campanha de desinformação, acreditam que o racismo seja crime. Não é! O fato de a lei afirmar o contrário é só detalhe da burocracia jurídica. Afinal, de que vale a lei de gente como o carequinha do STF? Nonada!

Quase todos os livros “sobre” o racismo não são livros sobre o racismo. Na verdade, esses são livros contra o racismo. O antirracismo, marca da “virtuosa” mídia globalista, com extensões nas editoras acadêmicas e outros aparelhos do sistema, é uma fraude. Seus efeitos perversos não são inesperados, mas friamente calculados, sempre sob o disfarce da benevolência. O antirracismo revestiu o totalitarismo das melhores intenções. Intenções tão boas não admitem críticas. O crítico é criminoso, o crítico é racista. Cadeia neles! Multa! Censura! O antirracismo vai-se tornando a justificação do terror político e, paradoxalmente, da própria discriminação racial que supostamente combate. Não seria esse o verdadeiro crime?

Veja-se o caso, por exemplo, da política de contratação de colaboradores do Magazine Luiza. A rede varejista, doravante, excluirá gente branca – isto é, branca, bege ou morena – de seu quadro de funcionários. Só negros deverão ser contratados. Isso pode parecer bonitinho para os gravibundos ministros do STF, à luz dos direitos humanos, das boas intenções, do multiculturalismo, de um mundo melhor e sem fronteiras para todos, dos sublimes exemplos de vida que nos dá o presidente da OAB etc. As aparências enganam: esse é só um exemplo do “antirracismo” racista. Magalu está mostrando que o antirracismo é forma de racismo antibranco. Um racismo esquisito, é verdade, que discrimina negativamente os melhores de uma raça que já deu muitas provas históricas de estar entre as mais competentes do mundo. A correção política prepara o mundo para o pior sob a aparência do melhor e do mais justo. O leitor sabe por quê? Outra pergunta serve de resposta: que melhor máscara haveria para os inimigos da raça branca do que a face de Thémis?

Na literatura “sobre” o racismo que se permite publicar, a pessoa do racista sofre ataque pelo conteúdo de seu sentir e pensar, pela forma de ver o mundo e a humanidade. Porque o racismo é considerado um crime, o racista é como que forçado a ver o mundo por olhos que não são os dele. Ora, racista é quem tem consciência racial, gosta de sua raça e quer vê-la preservada. Isso é crime? Não pode ser! O racismo é forma de livre associação, um direito de todo homem. Cassar este direito, isto sim, implica crime.

O antirracismo, pois, é crime. E esse crime resulta de um preconceito. E esse preconceito resulta de controle mental e intelectual por parte de editoras e televisoras, cujos mentores puxam os cordéis do teatro político do mundo, mergulhados na obscuridade do anonimato e da falsidade.

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A censura antirracista abre as portas às maiores arbitrariedades. Assim, por exemplo, os ministros do STF podem arvorar-se em “editores da sociedade” em nome do politicamente correto. Que homem livre precisaria de “editores” desse tipo? Sob o governo militar, um censor era um censor. Agora, agasalhando-o no manto da hipocrisia, a ditadura diversitária chama o censor de “garante da verdade”, “diretor de conteúdo”, “zelador da boa opinião”, “defensor dos direitos humanos”, “vigilância contra o ódio”, “corretor político” e outros termos da novilíngua esquerdista. Nomes tão bonitos escondem coisa muito feia. Criminalizar a identidade branca é política ameaçadora. O mundo assiste neste ano de 2020 à passagem do terrorismo antibranco das leis para as ruas, na forma da subversão e do vandalismo de negros e judeus nos Estados Unidos e alhures. Com efeito, isso que se passa lá decorre de processo de demonização da consciência branca, uma das formas do antirracismo.

Quando a vontade de grandes unidades sociais como o são a raça ou a etnia sofre criminalização, perdem o direito à expressão. E seu silenciamento dá lugar às vozes da repressão pela boca de tiranetes que só podem falar em nome de abstrações jurídicas liberais, as quais usam como disfarce de seus ressentimentos. Um desses régulos é o homem de ébano do PC do B e deputado federal Orlando Silva de Jesus. Esta figura repugnante quer calar toda voz dissidente da democracia “dele”, a democracia dos censores politicamente corretos, a democracia dos ladrões que desgraçou o Brasil da “Nova República”. Ele se dedica com entusiasmo ao PL 2630/2020, o projeto de lei da desinformação. Na novilíngua, “desinformação” significa toda informação que desagrade a ele e a seu grupo político. Orlando de Jesus (?!) pede “sanções duras” contra quem manifestar opiniões “erradas” sobre o racismo. Como se vê, a tigrada continua a fazer o trabalho sujo.

Ora, todo o mundo é racista. Discriminar significa “Distinguir”, “Diferençar” “Discernir”, ou seja, trata-se de atributos da racionalidade humana. Quem acha que pode ser contra isso se arroga a condição pouco modesta de senhor da consciência humana. O antirracismo, portanto, é irracional, o antirracismo não passa de um preconceito. Demais disso, é profundamente inautêntico. Abdias do Nascimento, suposto defensor da raça negra a ponte de haver defendido a sua “pureza racial”, atacando a miscigenação, casou-se com uma loira americana. Gilberto Gil, outro grande “antirracista” quis para si mulher branquíssima. Qualquer rápida observação nas ruas confirma que o negro ama a brancura, por isso busca a mulher branca. Entende-se: ele quer melhorar a sua raça. Isso é crime?

O criminoso preconceito antirracista vai fazendo da Europa uma paródia do que foi a Europa. O Velho Continente transfigura-se monstruosamente pela incorporação de raças e culturas alógenas inassimiláveis. Ocorre perda de solidariedade social pela fragmentação cultural. A Europa perece. A raça branca sofre desterritorialização e declínio demográfico. A Alemanha será um país de negros. A França será muçulmana. Estocolmo reparte-se em guetos raciais. Asiáticos estupram mulheres brancas sob a proteção da mídia, o cristianismo segue sendo criminalizado, enquanto o próprio papa abre as portas para os invasores… Apesar de todo esse descalabro, os protestos dos “nativos” brancos sofrem repressão como manifestação de racismo. Proibir a reação branca, proibir a autodefesa étnica da identidade, do território e da unidade social natural dada pela afinidade natural do sangue: eis os crimes do antirracismo.

Outro aspecto do crime implicado no antirracismo está na obliteração da dimensão política do homem. O homem é um animal político livre e deve permanecer assim, mas o antirracismo pretende domesticar esse animal. Alegadamente, a nova sociedade multicultural seria pacífica, mas nas áreas de imigração a criminalidade explode. Não se trata de um erro. Angela Merkel não erra ao convocar invasores para ocupar a Alemanha. Do ponto de vista dela, isso é grande acerto. As boas intenções são uma fraude. O objetivo é o de dividir para imperar. E os imperadores são judeus. Por isso eles defendem tanto a imigração, dizendo combater o racismo, enquanto tratam de garantir para si mesmos território exclusivo que usurpam aos palestinos. Multiculturalismo? Só para os góis.

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Outrossim, o antirracismo revela-se criminoso pela censura ao próprio conhecimento científico, no que também deixa patente sua natureza de crença preconceituosa. O antirracismo substituiu a investigação científica pela investigação policial. Antigamente os esquerdistas diziam que questão social não era caso de polícia, mas agora tratam o racismo, uma questão social, como caso de polícia. A polícia do pensamento é polícia política. Assim, todo bandido “racista” rebelado contra a repressão que mandasse pelos ares uma delegacia ou a sede do Ministério Público estaria agindo em legítima defesa de sua liberdade.

A farsa criminosa do antirracismo fez que antropólogos politicamente corretos chegassem à conclusão de que “as raças não existem, mas são todas iguais”. Na história recente da ciência isso tem um precedente: a biologia de Lysenko. De lá para cá a coisa vem piorando: o preconceito antirracista que “extinguiu” as raças agora parte para outra grande conquista contra a discriminação: a extinção dos sexos.

A vocação liberticida do antirracismo autoriza a censura até da palavra de Deus. Deus é racista, Deus é homofóbico, Deus é machista… Os pastores “abusam do poder religioso”. Este “crime” não existe na lei, mas não precisaria existir nela para sua tipificação como crime. Basta que um ministro do STF, encarnando o espírito politicamente correto da Constituição “cidadã” dos ladrões da Nova República, assim decida e pronto: passa a existir um crime estranho à letra da lei. O STF é o coletivo não eleito na posição superior de direção da ditadura diversitária. Hipócritas! Dois judeus lá e nenhum negro. Ainda assim, a Bíblia, a exemplo dos livros de Lobato, deverá ser reescrita para que sua redação atual não atente contra os direitos humanos.

O antirracismo, podemos concluir, fica parecendo uma piada, porém um crime é coisa séria, e com coisa séria não se brinca. Nós somos as vítimas do crime de antirracismo, e isso não tem muita graça, a não ser para os criminosos. Mas quem ri por último ri melhor.


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Chauke Stephan
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