Carta aberta ao embaixador do Irã no Brasil

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Cuiabá, 7 de janeiro de 2020

Sr. embaixador

Diante da mortal e covarde agressão do terrorista Donald Trump que resultou no martírio do grande general e patriota Qassim Suleimani e outros de seus bravos e valorosos camaradas, entre estes Abu Mahdi al-Muhandis, chefe da resistência miliciana antiterrorista no Iraque, move-nos a revolta e o inconformismo à presença de Vossa Excelência, para externarmos a nossa irrestrita solidariedade ao seu governo e ao seu glorioso povo, como ainda nossas condolências às famílias enlutadas.

Fazemos saber ao nobre embaixador que nos oferecemos como voluntário para defender a soberania, a segurança, a liberdade e a prosperidade da nobre nação iraniana, que o ignóbil e asqueroso inimigo ianque tenta destruir. Por trás dos agressores, como sói acontecer, estão os supremacistas judeus, os sionistas que tentam ter o mundo aos seus pés, dominação diabólica que já teria sido alcançada, não fosse o espírito da invencível resistência que Alá influi no aguerrido povo dos criadores de Persépolis.

Os ocupantes e lacaios saxões, os lacaios europeus desses lacaios e os judeus, o mestre de bonecos desses nossos vis inimigos, terão cometido sua mais infame estupidez ao ceifar a vida do general Suleimani. Este fato, que por si mesmo deveria condená-los ao opróbrio ante seus próprios povos, se a estes ainda restasse alguma honra, inscreverá na história capítulo de testemunho do quão decadente e vergonhoso é o regime ocidental. A chacina no Aeroporto de Bagdá faz assomar no horizonte histórico o espectro do apocalipse. O Ocidente ameaça o mundo. A Europa, o seu próprio berço, ele a destrói. Os povos europeus desaparecem, estando perdidos para o niilismo, o hedonismo, consumismo, o individualismo. Desaparecem até demograficamente. As mulheres europeias já não têm mais filhos; agora, na Europa, são os “homens” que dão à luz. Ainda assim, a oligarquia globalista, mesmo assaltando o mundo para sujeitá-lo ao seu poder, que pretende absoluto e “politicamente correto”, faz que sua monstruosa dominação seja vista com indiferença e naturalidade pelos povos submetidos ao poder diabólico dos mentores e patrocinadores de Donald Trump.

Mas, senhor embaixador, o povo iraniano já deu mostra de que se submete apenas aos mandamentos de Alá. Agora, mais uma vez, por seu brio patriótico mas, sobretudo, por sua fé, o valoroso povo de Ciro, Dario e Xerxes levanta-se para provar que o sangue vence a espada, conforme bem disse Sua Excelência o Dr. Sayyed Hassan Nasrallah. A guerra que se nos é imposta é a de um bestalhão e soberbo milionário ianque contra os soldados de Deus. A guerra é a do profano contra o sagrado, é a guerra do interesse contra a honra, é a guerra da matéria contra o espírito, é a guerra da máquina contra homens, é a guerra dos ricos contra os pobres, é a guerra dos covardes contra os destemidos, é a guerra dos servos do capital contra os servos de Alá, é a guerra dos fortes contra os fracos. Sim, somos fracos, não temos tanta força, mas contamos com o poder do Altíssimo, nosso poder vem de Alá. Nossos inimigos são inimigos do Altíssimo. Sim, somos fracos, que importa?! Davi também era o mais fraco e venceu. Alá derrotará o Grande Satã.

Nesta gravíssima conjuntura de ameaças contra as nações autônomas do mundo, Sr. Embaixador, nossa consciência nos obriga a tomar partido pelo Davi iraniano contra o Golias enlouquecido americano. A inquebrantável resistência xiita à dominação ocidental serve de exemplo ao mundo e inspira o sentido da dignidade humana ante o poder das armas e do dinheiro. A espada de Trump está na mão de mercenários e deve ser quebrada.

Senhor embaixador, não foi do alto que os nossos inimigos dispararam o míssil que matou o general dos povos Qassim Suleimani. Ao contrário, foi bem de baixo. Foi lá do fundo de sua baixeza que os prepotentes e hipócritas judeus e seus lacaios saxões atentaram diabolicamente contra o Mestre dos Mártires. Agora, quando o criminoso de guerra Trump conseguiu matar um grande herói de guerra, bem longe dos campos de batalha, num aeroporto, estando o nosso general Suleimani entre civis, vemos que as mãos sujas de sangue de Trump são bem mais limpas que seu espírito imundo. Indo ainda mais fundo em sua ignomínia, o bandido Trump oferece dinheiro e o fim das sanções para que o nobre povo do Irã não reaja à humilhação sangrenta com que foi afrontado. Quão infame é Trump: depois de apunhalar pelas costas o general Suleimani, o grande guerreiro de Alá que salvou Damasco e Bagdá dos terroristas a serviço do Ocidente sob mando judeu e pagos com petrodólares, a besta ianque pede aos compatriotas do grande belator que lhe vendam o sangue! O sangue dos seus, é Trump quem vende, para compradores judeus.

Oxalá traga a guerra a libertação dos povos árabes e iranianos; oxalá com ela termine o sufocamento das sanções, que tantos inocentes mata; oxalá nossas armas libertem o próprio povo americano, ele também tiranizado pelos parasitos da cabala sionista; oxalá na guerra sucumba a ditadura mundial da etnocracia judaica, que emergiu para submergir o mundo nas trevas e no caos de seu obscuro poder, aquando do desastroso final da II Guerra Mundial.

Sr. embaixador, queremos segurar a mão decepada do Gen. Suleimani e seguir-lhe os passos no caminho da luta, do martírio e da libertação. Como poderíamos nos alhear da luta contra aqueles que operam para criar um mundo de senhores e escravos? Não seja a Casa Branca a casa-grande do mundo! Matar ou morrer vale a pena, se matando ou morrendo, ou matando e morrendo, pudermos livrar o mundo de tão desgraçado futuro, quando o regime escravista dos senhores judeus sobre seus escravos gentios estará consolidado.

Queremos também vingar o sangue do Gen. Suleimani. Nossa contribuição não poderia ser mais modesta: não temos preparação militar, tampouco armas. Ainda assim, fazemos a Vossa Excelência uma solicitação, senhor embaixador: permita que de alguma forma possamos ser ao menos uma pequenina lasquinha da pontinha da unha do dedo mindinho da mão da vingança.

Na esperança de que nos envie em breve notícias favoráveis, saudamo-lo respeitosamente, senhor embaixador Seyed Ali Saghaeyan.

Chauke Stephan Filho

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