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As hienas do estamento burocrático-judiciário atacam a liberdade pública. Voltam-se contra mim o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a Polícia Civil e a Justiça Federal de Mato Grosso. Fui indiciado. Sou réu! O caderno policial do inquérito da PF sobre mim tem mais de 100 páginas. Represento uma ameaça às instituições democráticas. Que honra! Afinal, quantos vivem e morrem sem ameaçar porra nenhuma! Sinto-me valorizado. Mas é preciso superar o medo.

Ser ameaça a um regime de opressão é motivo de orgulho. Mas sou tratado como bandido, como um mafioso internacional ou terrorista, ou assassino serial. Eis o que sou para o Estado Democrático de Direito. Entretanto, vivo pacatamente a minha vida de servidor público da Prefeitura Municipal de Cuiabá, há mais de trinta anos.

Na área central de Cuiabá vejo o tráfico de droga correr solto. Parece parte da paisagem. De fato é parte da paisagem social. O traficante “trabalha” sem ser incomodado. Mas o MPF vem atrás de mim. Entrementes, o Pretório Excelso liberta bandidos e castiga os seus críticos, entre estes o próprio presidente da República. Esta nossa República parece não ser de todos.

Alguma passagem minha pela Polícia? Alguma coisa na minha vida pregressa justificaria a repressão, a tortura psicológica que sofro da parte do Judiciário? Sim, a palavra é essa mesma: tor-tu-ra. Só de ler a intimação eu já começo a tremer. Minha pressão sempre foi baixa, 9 por 6, agora disparou para 16 por 9. Tomara que seja só um erro do aparelhinho da farmácia.

Tenho, sim, passagens pela Polícia. Passei pelas delegacias algumas vezes. Estive na Polícia quando ladrões invadiram minha casa, arrombando a porta da frente. Estive lá quando arrombaram a janela da copa. Estive lá quando invadiram minha casa pelo vão do condicionador de ar. Estive lá quando os bandidos entraram violando a fechadura da porta da cozinha. Mas contra mim é que o MPF atenta. Contra mim é que age a 7.ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso.

Eu estou só contra a opressão da toga. Todos estamos sós. Temos o Estado contra nós. O Estado que recebe os nossos impostos e, em troca, trata-nos como bandidos, despojando-nos da liberdade. A cidadania é um conceito bonito, mas fictício. Se somos cidadãos, por que não somos livres? Um juiz ou um procurador ou um ministro do STF deveria ser gente igual a qualquer um. Por que a riqueza, os privilégios, a sacralidade, o poder incontrastável? Parece mesmo que uns são mais iguais do que os outros.

A esta altura os gatos pingados que me leem devem estar ansiosos para saber por que, afinal, a toga me persegue. Eu explico. Aconteceu o seguinte: como todo o mundo sabe, a mundirrede dos computadores transforma qualquer um em jornalista, poeta, analista político, escritor, informante, fotógrafo, professor… e foi assim que a rede fez de mim um articulista da política internacional especializado em conflito étnico. Então, eu cometi o “crime” de escrever sem um orientador da USP ou um editor do STF.

Escrever é tarefa árdua, o esforço não valeria a pena se não fosse para fazer a diferença, mesmo que a diferença seja entre a vida e a morte, porque, disse o nosso Capitão, “a liberdade vale mais do que a vida”. Eita! Tento escrever de forma sincera, madura e informada, afinal, já não sou aquele babaca que fui aos 25 anos. Não escrevo buscando a arte pela arte. As letras são armas. Já li que a língua é mole mas fere mais do que o aço. Por isso mesmo os togados querem cortar a minha língua e a de seus numerosos críticos.

Estão proibindo o meu trabalho, o exercício da minha profissão. A Sociologia, a Política, são disciplinas fascinantes, uma conversa sobre o mundo social. Não há nela assuntos proibidos. A sociologia ensina que tudo passa, tudo muda, que todo sólido se desmancha no ar. Entretanto, alguns togados supremos acham que o STF é uma pirâmide e, eles, os faraós. Num ponto aquela corja tem razão: são múmias vivas!

É preciso ler, conhecer, escrever, livremente. Sem isso, como poderia a sociedade conhecer a si mesma? Como compartir com o mundo as lições da vida e do estudo? Não produzo nem um alfinete, não vendo nada e também não passo pano. Mas o que a vassoura é para o faxineiro, os textos são para mim. Há diferenças inconciliáveis: uns sujam, outros limpam. Não há como varrer para debaixo do tapete tanta contradição. Por que o “contraditório” deve existir apenas nos tribunais? Por que a contradição não pode estar também na rede, já que está na vida?

Por isso tudo e muito mais textos são escritos. Eu escrevi, e esse foi o meu “crime”! Ao escrever, incorri no “delito” de manifestar opinião errada, pareceres politicamente incorretos, preconceitos raciais e sexuais, posturas contra a imigração e o globalismo, além de haver atacado a demonização da Alemanha e o holocausto palestino, além de outras impurezas do espírito. Os judeus não gostaram de meus artigos, e fui “denunciado”. Para escrever, não basta agora lápis ou caneta e papel, ou um computador e um bom dicionário. Também é preciso dispor de um advogado para o caso de o texto não agradar os inimigos do redator. Curiosamente o “povo santo” dos eleitos de Deus sente-se tão livre que só no primeiro semestre deste ano de 2021os judeus já mataram oitenta crianças palestinas. Mas criticá-los é “racismo”.

No Brasil da nossa “jovem democracia” (e já caduca), só gente boazinha pode ser livre, gente como os ministros do STF ou os procuradores do MPF. O “Partido da Justiça” não pode ser atacado, porque é justo. Uma tautologia passa por ser o princípio diretor de nosso destino político. E que trágico futuro nos espera! Os tiranetes togados não aceitam críticas, pois encarnam as liberdades públicas, os direitos inatacáveis, segundo a novilíngua deles. O Estado Democrático de Direito deve durar mil anos. A estratégia é antiquíssima: dividir para dominar. Os inimigos da liberdade defendem a diversidade porque, quanto mais diversa for a sociedade, mais unitário será o poder deles sobre a sociedade assim apartada de si mesma.

O meu apelo ao Presidente Bolsonaro: convoque os seus generais e com eles assuma o poder. Nesta encruzilhada histórica, não basta ser o tesoureiro, nem bastaria ser apenas presidente, ainda que como poderes. Vossa Excelência deve ser um Estadista. Seu mandato é, na verdade, uma missão, talvez até divina, embora eu não acredite muito nessas coisas do além. Vossência acredita! Dê testemunho disso, mesmo que seja com o sangue. Feche o STF! Mil juízes condená-lo-ão. Mas, e daí?! Isso não importa. A história absolvê-lo-á!

Rasgue a toga, Capitão! E, na trincheira atacada, no palácio bombardeado, convide-me para morrer ao seu lado, se tão triste assim for o final da nossa luta.

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