Castanhari, Hitler e os “Intelectuais” do YouTube

Com a decadência do ensino e seus profissionais junto com as consequências da democratização intelectual, tão criticada por René Guénon, era questão de tempo até que idiotas começassem a ter suas opiniões validadas enquanto a elite intelectual se torna cada vez mais escassa, se direcionando para a inexistência.

Uma boa visão disso são os “Influencers” do YouTube, que possuem público não pela veracidade de seus conteúdos mas pelo carisma que apresentam para o público. Se você falar bem terá milhares de seguidores. É o retorno do sofismo. E pelo número de seguidores, acreditam que suas opiniões se tornam cada vez mais verdadeiras independente do absurdo que colocam no ar. Assim como celebridades, essas pessoas vivem em um mundo próprio desconexo com a realidade, com o ego cada vez maior, cegos pelo vazio que se tornam.

Um dos maiores exemplos disso é o Felipe Neto, que vendeu toda sua dignidade humana para produzir vídeos infantis piores que qualquer “programa do Patati & Patata”. Sendo um dos maiores canais do YouTube do mundo esse passou a viver dentro de uma Bolha, não conhecendo nem mesmo suas limitações “intelectuais”, utilizando suas redes sociais para comentar a respeito de qualquer assunto que esteja em voga, como política, noticiais, casos jurídicos, economia, até mesmo palpitando a respeito de jogos de futebol. Para ele, nenhum de seus posicionamentos pode estar errado, nunca se desculpou, mas sim cria desculpas para justificar seus erros até mesmo quando é exposto usando trapaça em jogos infantis.



O caso de Felipe Neto não é incomum, mas ele serve como excelente exemplo para exemplificar o estado de neurose que nossa sociedade está encarando. Felipe Neto e outras celebridades não são os únicos que se comportam dessa maneira, mas sim toda a população, com a diferença apenas sendo o número de seguidores.

Com isso podemos explicar a mentalidade de YouTubers que acreditam produzir conteúdo informativo enquanto na verdade apenas desinformam crianças. Esse é o caso de Felipe Castanhari, que de vídeos sobre memes passou a atuar como o historiador do YouTube. O que presenciei no início deste ano é o suficiente para iniciar a vida de alcoolismo de qualquer historiador sério. Professores utilizando como base de suas aulas vídeos do canal Nostalgia de Felipe Castanhari.

O maior problema com Castanhari não é a falta de conhecimento que o mesmo possui dos tópicos ou até mesmo as fontes que utiliza, sendo essas tão confiáveis quanto qualquer página do Wikipédia, vários outros canais brasileiros e internacionais produzem conteúdos históricos sem se aprofundar muito, com vídeos voltados mais para o entretenimento do que  qualquer coisa. A maneira no qual Castanhari apresenta seu conteúdo que é problematizante, querendo ser mais informativo do que divertido. Acaba inserindo em seus vídeos posicionamentos políticos sem nem mesmo ele perceber disso, defendendo seu conteúdo como neutro, falando de tópicos extremamente delicados com uma seriedade que o mesmo não possui, sua vontade de ser o primeiro a falar para ganhar views é maior do que a de estudar para aprender e ensinar.

E qual um dos Tópicos favoritos de castanhari se não a segunda guerra mundial. Se existe algum assunto histórico de que gostam de conversar sobre mesmo não entendendo nada sobre o assunto é Hitler e seu terceiro Reich. Dá para dizer que os vídeos mais populares do canal nostalgia são a respeito da segunda guerra mundial. Recentemente realizou um vídeo intitulado “E SE HITLER TIVESSE VENCIDO A 2ª GUERRA?” e está em primeiro lugar nos Trendings do YouTube. Não existe um dia que possamos viver sem sermos lembrados que o mundo foi salvo da Tirania Nazista.

O vídeo segue com a mesma narrativa tradicional que todos conhecem. Hitler um louco ditador alemão com sonhos imperiais planejava dominar o mundo e escravizar a humanidade sobre um domínio Ariano. Ora, apenas de ouvir essa premissa já podemos observar o exagero histórico presente nela, mas já que a narrativa é bombardeada em nossas cabeças 24 horas por dia em qualquer canto que olhamos, as pessoas passam a acreditar. Vale se lembrar dessa frase de Goebbels: “A maior tática do inimigo é de reproduzir uma mentira até que ela se torne verdade”.



Como poderia Hitler ter sido tão mal quando existiu, inclusive no mesmo século, ditadores tiranos extremamente mais cruéis que Hitler? Stalin matou 40 milhões, Mao Tse-Tung matou 60 milhões, sem falar nos milhares mortos pelos regimes capatazes da URSS. Hitler supostamente matou 6 milhões e 12 milhões se culpabilizá-lo por todas as baixas da guerra. Com um número tão inferior, como pode se afirmar sendo Hitler o maior vilão e tirano da história?

Castanhari jamais fez um vídeo sobre os crimes do governo soviético, muito provavelmente por possuir inclinações para o posicionamento comunista, quando o mesmo já elogiou Manuela D’ávila e o PCdoB  em suas redes sociais.

Adoram falar dos planos de dominação global Nazista mas se negam a reconhecer aqueles que de fato dominaram o mundo por trás das portas. Ou até mesmo os planos de Stalin para dominar a Europa (Assistir documentário de Dennis Wise “Nova Ordem Mundial: Comunismo Pela Porta dos Fundos”), e também expandir o comunismo para as Américas e África.

As afirmações de um domínio nazista mundial fazem parte da propaganda de guerra americana. Propaganda tão eficaz que influencia até os dias de hoje. Basta entender as bases do Nacional Socialismo para desmentir essa mentira. O Governo Nazista visava criar um estado alemão para os alemães, um estado 100% étnico. Expandir seus domínios para territórios não alemães criaria um efeito reverso a este objetivo. O livro “Holocausto Judeu ou Alemão?” de S.E Castan, apresentam todo o contexto Histórico das ocupações TEMPORÁRIAS alemãs no leste europeu, França e países nórdicos. Se tratava de um planejamento e estratégia militar de preparação para a guerra, que estava sendo forçada contra Hitler, diferente de como se acredita hoje, de que havia sido Hitler e sua campanha imperialista que iniciou a segunda guerra mundial. Ninguém queria a paz mais do que Hitler, este que enviou mais de 20 propostas de paz para os aliados desde 1939 até 1944.



O Governo alemão publicou dois documentos alertando e explicando as ocupações militares. O “Relatório Secreto Alemão de 1941: Os Antecedentes da Guerra contra a União Soviética” e “Allied Intrigue in the Low Countries”. Ambos demonstram ocupação por necessidade de defesa. As invasões não visavam um ataque militar e sim um ato defensivo.

Infelizmente essas são mentiras que devemos combater repetidamente, já que a propaganda aliada é constante, repetição atrás de repetição. Criando massas robóticas que repetem afirmações sem se perguntar sequer por um momento se estão erradas ou se existe um outro lado da história. 

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