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Sinopse

Passagem de Julius Evola, “A Virilidade Espiritual no Budismo” (East and West, Vol. 7, No. 4, January, 1957, pp. 319-32), em que o autor comenta a distorção de que o budismo foi objeto desde os primeiros séculos de sua expansão, com menções à pasteurização, desvirilização ou docilização desta doutrina levada a cabo pelos Ocidentais: “Dois mil e quinhentos anos após a morte de Siddarta Gautama [ Buda], o ocidental diz que ‘O mundo deve escolher entre a bomba de hidrogênio e sua mensagem’, identificando assim a mensagem do Buda com o pacifismo e o humanitarismo. Os ocidentais têm sido quase unânimes em avaliá-la como uma doutrina sentimental de amor e compaixão universal, uma doutrina alinhada com a democracia e a tolerância, admirável por sua liberdade de dogmas, sua ausência de ritos e sacramentos: quase uma espécie de religião secular.” A esta distorção, Evola contrapõe o Zen Budismo, que recupera o sentido iniciático e esotérico – e, claro, viril – da mensagem de Buda, sendo os kamikazes os melhores exemplos históricos, dentre os mais próximos de nós, do “estado de graça budista”.


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Carlos Alberto Sanches
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