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Cafeteria feminista fecha depois de dois anos cobrando mais caro dos homens

Uma cafeteria feminista vegana no norte de Melbourne, na Austrália, fechou após adotar durante dois anos um “imposto sobre o homem” de 18%.

A empresa de propriedade da Brunswick Handsome Her, como suas proprietárias reconhecem, foi criada mantendo um espírito de luta por suas tendências “como um experimento” e para “impor sua política na vida e nos negócios”, diz sua conta no Facebook.

Em suas comunicações finais pela rede social, Handsome Her mantém sua retórica de ressentimento contra o sexo masculino e diz que “nós nos esforçamos para estimular o lesbianismo”.

O café recebeu muitas críticas de seus opositores por buscar a divisão e promover ideias feministas extremistas na sociedade.

“Nós ainda somos deles, as lésbicas veganas da esquerda, extremistas e inimigas dos homens em seu pior pesadelo”, disseram as proprietárias do café como uma despedida no Facebook.

Quando Handsome Her abriu em 2017, chegou às manchetes internacionais depois de demarcar a diferença de sexo e pedir aos homens que pagassem um preço mais caro. Elas também recriminaram.

“Nós nunca fugimos da controvérsia no espírito da justiça social e parece apropriado que saiamos no mesmo estilo em que entramos: um redemoinho de lágrimas masculinas tristes e raivosas”, escreveram esta semana.

O grupo diz que não fechou seu negócio por falta de dinheiro, mas reconhece que o trabalho era árduo e que preferem promover sua política feminista e vegana de uma maneira mais fácil.

“Estamos na nossa próxima aventura. Para aqueles de vocês que administram um pequeno negócio, vocês sabem quanto tempo, sangue, suor e lágrimas são necessários, e esperamos encontrar uma maneira mais lenta e deliberada de viver no mundo e de colocar nossa política feminista e vegana”.

Elas afirmam que sua política de preço é “legal”.

Uma semana por mês os preços para os homens tinham uma sobretaxa de 18% e em um canto do estabelecimento podia-se ler: “as mulheres têm assentos preferenciais”.

Uma das proprietárias, Alexandra O’brien, declarou para o Australian News que o imposto cobrado era doado para o Serviço para Mulheres Aborígines da Elizabeth Morgan House, mas que desde agosto do ano anterior ele não vinha sendo repassado.

O objetivo não era assistência social. A ajuda social fazia parte do “experimento” para atingir seus objetivos, disseram as fundadoras.

“Mantivemos isso [discrepância de pagamento] por décadas e décadas e estamos levando isso para o primeiro plano na mente das pessoas”, escreveu O’Brien em sua publicação no início do negócio, segundo o NzHerald.

“Se as pessoas não se sentissem à vontade para pagá-las ou se os homens não quisessem pagar por isso, nós não os expulsávamos. Aquilo foi apenas uma boa oportunidade para fazer algo de bom”, disse O’Brien ao News.

Simpatizantes da empresa aderiram ao pensamento da Handsome Her.

“Me entristece saber que estão fechando, mas estou muito agradecida por ter podido visitá-lo”, escreveu Carly Whiskin na página do café no Facebook.

Mas a divisão que seu grupo gerou na sociedade não foi bem aceita.

“Não posso deixar de sentir que isso cria uma divisão maior”, disse Lorry, um comentarista.

“Não é engraçado, é divisivo. Também assume que as mulheres só têm amigas. Eu tomo café com amigos do sexo masculino. E aí? Poderíamos estar sentados aqui?”, disse Jessica Mullins.

Em sites como o Trip Advisor, a atitude das donas da cafeteria não recebeu comentários positivos, segundo o Mientras Tanto en México, que recebeu reclamações sobre o mau atendimento do pessoal e da higiene do local.

“Passei meia hora tentando conseguir uma garçonete para me atender e, quando finalmente apareceram, disseram que eu tinha que esperar porque eu era um ‘homem branco cisgênero’ e que havia mulheres que precisavam ser atendidas primeiro. De acordo com a garçonete, eu teria que esperar até que todas as mulheres fossem atendidas antes de aceitarem meu pedido, mesmo aquelas que chegaram depois de mim. Saí naquele momento e nunca mais voltei”, diz parte de um depoimento escrito no site.


Fonte: Epoch Times

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